"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


sábado, 4 de maio de 2013

Delegação de paz FARC-EP finaliza oitavo ciclo na mesa de diálogos en La Habana, Cuba




Abril foi o mês em que, mais além do recesso que se deram as partes para buscar fórmulas dinamizadoras do processo e analisar propostas em benefício das maiorias oprimidas na miséria, se produziram fatos de muita transcendência, como a Marcha pela Paz de 9 de abril, e o Foro sobre Participação Política, que entregaram respaldo massivo e insumos ao processo de diálogo, que busca uma solução política ao longo conflito social e armado que estremece a Colômbia.

A marcha do 9 de abril foi um grito multitudinário da pátria pela paz, que pôs em seu lugar a direita guerreirista insensata que mete lenha na fogueira da guerra, porém que não manda seus filhos para morrer na confrontação.
Quer dizer que o clamor e a oração pela paz de Jorge Eliécer Gaitán, sessenta anos depois, segue tremulando no coração dos colombianos. Já é hora de que as águas agitadas pelo assassinato do tribuno, pela violência política e pela exclusão que transbordaram as oligarquias regressem a seu nível normal.

No Foro de fins de abril, as forças participantes indicaram que um problema fundamental a resolver para limpar o caminho para a paz é a necessidade urgente de estabelecer uma verdadeira democracia para a Colômbia.
Mais que para a guerrilha imersa num processo de paz, o que exigimos do Estado é participação política para a cidadania, democracia plena, fazer realidade a convicção do Libertador Simón Bolívar, de que a soberania do povo é a única autoridade legítima das nações.

Que o povo fale da arquitetura do Novo Estado para um cenário de paz, da mudança das políticas econômicas que, durante décadas, têm sacrificado aos colombianos, do sentimento de soberania pátria, de uma nova doutrina militar distanciada da Doutrina da Segurança Nacional que enganou por tantos anos aos militares, fazendo-os voltar seus fuzis contra um “inimigo interno”, que era seu próprio povo.

Um governo democrático não persegue nem reprime a opção política. Educa os cidadãos e os militares na cultura da tolerância. Não permite o assassinato dos que reclamam suas terras violentamente despojadas. Contém a mão criminosa que começou a exterminar dirigentes da nascente Marcha Patriótica, e proscreve à perpetuidade condutas degradantes como os “falsos positivos” e o deslocamento forçado da população campesina.

“Peçam perdão”, é o coro orquestrado dos meios massivos de comunicação aos que legitimamente se levantaram em armas contra a violência institucional. É o cálculo da perfídia para ocultar os verdadeiros vitimários. Perdão deve implorar um Estado que suprimiu tantos seres humanos de maneira desalmada com sua política econômica. Pela fome e pelo analfabetismo, pela concentração violenta da terra, pela guerra que impôs para defender mesquinhos interesses, pela entrega da soberania, pelo deslocamento forçado, pelos massacres que enlutaram lares humildes, pelos desaparecidos, pelos perseguidos e encarcerados, pelas crianças que morrem de fome, pelas mulheres e homens que sentem sobre suas costas o estalo do chicote da miséria...

Quanto a guerrilha das FARC, da mão do povo, temos dito que qualquer erro que fosse cometido em desenvolvimento do conflito e da resistência armada a que nos obrigou o terror das elites no poder, estamos dispostos a revisá-lo em função da reconciliação. Porém, nenhuma autoridade moral têm os vitimários e seus tribunais para julgar-nos. Coloquemos em mãos da Assembleia Nacional Constituinte, do povo que é o soberano, as decisões fundamentais que devem formar o tratado de paz que a Colômbia necessita. Que ela emita sua sábia sentença, entre outros, sobre a conduta dos contendores, e cure as feridas da pátria e estabeleça a reconciliação perpétua sobre bases de equidade, democracia, liberdade, dignidade e soberania.

Nenhuma contribuição fazem à paz mentiras como as lançadas no estado [departamento] de Sucre pelo ministro de agricultura Juan Camilo Restrepo e outros altos funcionários públicos. Se repete a cena enganosa do governo em San Vicente del Caguán impingindo às FARC o despojo de terras aos campesinos. Nem um só centímetro dos Montes de María e das savanas de Sucre e de Bolívar foi nem é propriedade das FARC-EP, que têm combatido até as últimas consequências pelos interesses das pobrezas perseguidas pelo terror do Estado e de uns caciques, que, aliados com o paramilitarismo e a Infantaria de Marinha, semearam de fossas comuns esse martirizado cenário de ordenhadores e diaristas, de pequenos lavradores, que por décadas têm vivido em condições de feudalismo.

É o despojo a sangue e fogo protagonizado por sinistros personagens como Álvaro “El Gordo” García, o que têm sofrido os campesinos de Sucre. Não são as FARC as que usurparam a terra; pois a história de terror e saqueio e morte nessa região tem como protagonistas impostores trapaceiros como Miguel Ángel Nule Amín, o ex-governador uribista Salvador Arana, os Guerra Tulena e De La Espriella, ou os Visbal Martelo, entre tantos outros criminosos que, com sua credencial de políticos e pecuaristas, se aliaram com o sanguinário paramilitar Rodrigo Cadena para perpetrar as mais terríveis matanças.

Ninguém pode esquecer que o acionar das FARC em defesa dos campesinos se fez contra os que executaram massacres como os de El Salado, Macayepo, Pichilín e Chengue.

Por que o ministro de agricultura, em vez de lançar mentiras que encobrem a impunidade, não lembra ao país que elementos como o comandante da Primeira Brigada da Armada Nacional, contra-almirante Rodrigo Quiñones, são responsáveis diretos da tragédia e luto do povo sucrenho ao atuar em cumplicidade com bandos paramilitares e políticos assassinos?

Senhor ministro, não seja cúmplice de tanta atrocidade. Você sabe bem que os Montes de María e a savana limítrofe estão infestados de testas de ferro desses assassinos, que cinicamente atuam como “portadores de boa-fé” de uma terras – o ministério o sabe – que foram arrebatadas a campesinos humildes.

O povo colombiano mobilizado hoje pela paz não deve tolerar este tipo de procedimentos que não fazem mais que sabotar os esforços de reconciliação e os avanços ostensivos na construção do acordo, que hoje pode apresentar na Mesa de Havana.

Nos corresponde a todos defender, com corpo e alma, a solução política do conflito social e armado. Aqui estão as FARC plenas de otimismo e determinação, com uma equipe reforçada com novos quadros, entre os quais se encontra outro integrante do Secretariado, o comandante Pablo Catatumbo, brindando criatividade ao propósito da paz.

DELEGAÇÃO DE PAZ DAS FARC-EP


sexta-feira, 3 de maio de 2013

FARC reclamam presença de Simón Trinidad em diálogos de paz



As FARC exigem que Trinidad seja indultado e assista aos diálogos de paz com Santos.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia instaram nesta quinta-feira junto ao governo dos EEUU que indulte ao guerrilheiro Simón Trinidad para que participe no diálogo de paz com o governo. Trinidad cumpre 60 anos de condenação numa prisão estadunidense, após ser extraditado em 2004.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia instaram nesta quinta-feira desde Cuba ao governo dos Estados Unidos [EEUU] que indulte ao guerrilheiro Simon Trinidad, para que possa participar no diálogo de paz com o governo de Juan Manuel Santos.
O comunicado, que o chefe da equipe negociadora das FARC, Iván Márquez, deu a conhecer, reitera a petição para que Trinidad seja libertado “como um gesto que contribua para a paz na Colômbia”.
Ademais, a insurgência pediu às organizações sociais e de direitos humanos no mundo formar comitês que ajudem na batalha política por sua liberdade e sua necessária participação na mesa de diálogos.
Márquez leu um cabograma diplomático estadunidense publicado por Wikileaks e que “não foi até o momento desmentido”, segundo o qual Trinidad “não tinha acusações criminais nos Estados Unidos que justificassem sua extradição”.
“Foi o próprio ex-presidente Álvaro Uribe quem tramou e convenceu as autoridades estadunidenses para que reclamassem a extradição de Simón Trinidad e ordenou à justiça colombiana e à inteligência militar que fabricassem as provas contra ele”, acrescentou Márquez.
A guerrilha colombiana continua afirmando que “quando já não houve maneira de provar que era um narcotraficante, determinaram, então, imputar-lhe o delito de terrorismo, que não era a causa de sua extradição”.
“Todas as mentiras dessa farsa foram derrotadas por Simón nos três julgamentos que teve que enfrentar nos tribunais estadunidenses”, comentou Márquez, quem reiterou que são humilhantes as condições de reclusão do guerrilheiro no chamado buraco da prisão de Florence, Colorado [oeste].
As FARC sustentam que Trinidad jamais participou na operação militar relacionada com os três cidadãos estadunidenses nem pertencia ao Secretariado nem ao Estado-Maior Central dos rebeldes.
Precisam que os que queriam julgar a Trinidad inventaram seu pertencimento a essa cúpula para poder torná-lo responsável pela operação pela qual finalmente foi condenado.
Em resposta aos insistentes pedidos das FARC para que Trinidad seja indultado e possa viajar à ilha, Washington disse que [ele] seguirá em prisão na América do Norte, onde cumpre uma condenação de 60 anos, após ser extraditado em 2004.
A agenda das negociações entre Governo e FARC, que se encontra no ponto referido ao tema agrário, inclui outros, como a participação política, o fim do conflito armado, a solução ao problemas das drogas ilícitas e os direitos das vítimas.
O diálogo se iniciou em Havana a 19 de novembro. A cúpula das FARC designou Trinidad como um dos negociadores no processo de paz e, desde o início das conversações em novembro passado, têm insistido em sua presença em Havana, sede permanente do diálogo com o Governo de Juan Manuel Santos.

Fonte: anncol.eu



quinta-feira, 2 de maio de 2013

A pós-guerra fria



Por Alberto Pinzón Sánchez


QUAL PAÍS, DESDE O PONTO de vista geoestratégico, é mais importante: Venezuela ou Colômbia? A resposta óbvia é: ambos, pois são parte de uma unidade dialética entrelaçada por geografia, história, economia, extensa fronteira viva, migrações e cultura. O que sucede na Venezuela [queiram ou não os partidários dos compartimentos estanques] repercute necessariamente na Colômbia e vice-versa. Por esta simples razão, a desestabilização do governo venezuelano e o processo de paz na Colômbia, há que entendê-los como dois momentos de uma realidade única em desenvolvimento.
Talvez quem, sim, o tem entendido em todo seu tamanho é o Pentágono estadunidense, que está jogando geoestrategicamente em ambos os tabuleiros de maneira eficiente e lenta para, como disse Kerry, “recuperar finalmente o quintal: Na Venezuela que, como o verso do apóstolo José Martí, “é um cervo ferido que busca amparo no monte”; pôs toda a carne no espeto para perseguir implacavelmente e até o final ao sangrento governo recém-eleito.
ENQUANTO NA COLÔMBIA, onde existem 9 grandes bases militares estadunidenses, se consolidava uma retaguarda político-militar desta operação desestabilizadora, utilizando as contradições na cúpula da oligarquia santanderista, e se conforma e reforça um grupo “democrático de centro” que cumpre a dupla função de sabotar [usando todas as formas de luta] o processo de paz que tem assento em Havana, enquanto trata de romper o reconhecimento diplomático que o governo Santos fez do governo venezuelano recém eleito, abrindo de passagem uma brecha na UNASUR.
As duas táticas, como digo, de uma mesma estratégia muito bem orquestrada, caminham lenta e inexoravelmente para sua meta, e talvez esta seja a preocupação maior, enfrentada pelos dois bravos povos de maneira isolada e descoordenada, e, o que é pior, contando com a atitude “ambivalente” do presidente Santos, quem, assediado por Uribe Vélez, Pastrana e o Procurador Ordoñez e pelas pesquisas de opinião, um dia fala de paz e no outro de guerra. Dá um passo adiante e dois para trás, sem comprometer-se a fundo com o único fato político transcendental para a História do povo colombiano: A paz com justiça social e a reconciliação do Estado terrorista que dirige com seus cidadãos, considerados pela doutrina militar vigente, e que todos os dias vocifera o provocador ministro de guerra Pinzón, como “inimigos internos”.
VISUALISADAS AS DUAS RAÍZES que sustentam o histórico conflito social e armado da Colômbia:
1 – O assunto da posse da terra e o Terrorismo de Estado; JM Santos, em lugar de ser radical, isto é, de ir a essas raízes e preparar, mediante um pacto social amplo, um cenário econômico, social e político que sustente a PÓS-GUERRA que possa surgir dos acordos de Havana, prefere insistir mesquinhamente em suas desacreditadas “locomotivas neoliberais do despojo”, com as quais crê que vai ser reeleito, e num limitado espaço eleitoral jurídico onde os guerrilheiros perdoados e aconductados, supostamente “trocariam” seus fuzis por votos que legalizem sua reeleição presidencial. Concepção esta que obviamente [como na casa vazia de Valledupar], ao deixar em calças curtas suas limitações, pois é um pastel de chocolate para seus adversários.
De verdade, JM Santos crê que seu modelo neoliberal das fracassadas locomotivas agro-mineiras e financeiras é a solução a dar a um povo mobilizado conscientemente pela Paz com justiça social, soberania e solidário com o processo Bolivariano da Venezuela, para que o reelejam como presidente por outro período mais?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Primeiro de maio, dia internacional da classe trabalhadora

 

La Habana, Cuba, sede dos diálogos de paz, 01 de maio de 2013

A Delegação de paz das FARC-EP saúda no dia internacional das trabalhadoras e trabalhadores, o povo colombiano que no seu dia a pós dia constrõe as condições materiais do sustento econômico-social do país, o movimento operário colombiano que luta por condições dignas de trabalho em meio da mais violenta repressão patronal e suporta o peso do modelo econômico que lhes tira seus direitos, suas liberdades, submetendo-os à pobreza como forma de perpetuação da desigualdade social. Lembramos sempre que têm sido as mãos das trabalhadoras e trabalhadores as que têm feito possível nossa construção como força guerrilheira e como Partido Comunista Clandestino, que sem nenhuma vacilação mantêm erguidas as bandeiras das maiorias exploradas e oprimidas contra o capitalismo.

Um capitalismo que se encontra em crise por causa do voraz e inescrupuloso apetite de acumulação dos banqueiros e das multinacionais que exploram as riquezas naturais do mundo, que vivem dos trabalhadores e sempre os sometem a pagar suas próprias bancarrotas. Donos de multinacionais especuladoras mantêm seus exorbitantes lucros a custa da miséria, da pobreza e da repressão, superam suas crises impondo a violência como aquele primeiro de maio de há 127 anos quando assassinaram os operários e operárias que lutavam por salário e trabalho digno.

Em nosso país essa crise global capitalista, pretende ser inutilmente superada, carregando de maiores penúrias o nosso povo trabalhador. Nem as cifras pré-fabricadas pelos organismos oficiais conseguem ocultar que Colômbia ocupa no Continente o ignominioso recorde de desemprego, de trabalho informal, de precarização laboral e de sub-emprego, assim como a nefasta reforma das aposentadorias e o desmonte dos para-fiscais, não são para gerar empregos, mas para acrescentar as ganâncias dos empresários e piorar as condições salariais dos trabalhadores.

É por isso, que nas FARC-EP lutamos pela construção das autênticas alternativas anticapitalistas, que promovam a produção e o emprego digno para a satisfação das necessidades vitais da imensa maioria da população, com soberania alimentaria e em paz com justiça social. Para edificar essa paz, convidamos os milhões de colombianas e colombianos a confluir num grande movimento pela transformação do país, que avance na solução das causas estruturais que deram origem ao conflito.

Conclamamos a todas e todos: o movimento operário colombiano, herdeiro da Maria Cano e Teófilo Forero, todos os trabalhadores e sindicalistas do campo e da cidade, os milhões de desempregados e sub-empregados a unir esforços na conquista da paz com justiça social, como componente chave na construção de um novo governo democrático que ofereça autênticas alternativas e soluções para nosso povo.
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DELEGAÇÃO DE PAZ DAS FARC-EP

Delegação de paz FARC-EP_Valora a posição do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em apoio aos diálogos de paz


A Delegação de Paz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia valora a posição do Conselho de Direitos Humanos da ONU que apoia os diálogos de paz entre o Governo e nossa organização insurgente, pois fortalece o sentimento nacional que clama pela saída incruenta do conflito social, político e armado que durante décadas tem sofrido Colômbia.



Os desafios de uma nova situação de reconciliação estão diretamente relacionados com a solução dos profundos problemas derivados da acumulação capitalista, o despojo sofrido pelas maioria da população e a pertinaz criminalidade de um Estado que historicamente tem sido conduzido pelas elites excludentes que têm imposto a guerra para impedir a participação democrática do povo e o desfrute de seus direitos fundamentais.

Aplaudir o processo de paz, entendemos que significa sublinhar a superação das profundas desigualdades sociais, a miséria crescente que padece Colômbia e, a continuada violação dos direitos humanos, o qual implica uma profunda restruturação do regime de terror imperante, instaurando a verdadeira democracia e transformando aspectos fundamentais como a tenência e o uso da terra por serem as causas fundamentais do conflito. E é essencialmente sobre aspectos desse tipo que seguramente surge a necessidade da “não repetição”, assunto que transcende a simples desmobilização como caraterística de uma paz estável e duradoura.
São, sem dúvida, a participação cidadã e o brilho da verdade pura e limpa, condições fundamentais para que um processo como esse que hoje se desenvolve em busca da reconciliação, seja um sucesso. Em tal sentido, temos insistido as FARC-EP em assinalar o Estado como vitimário fundamental e fator último de impugnação que deve assumir a responsabilidade histórica que por ação e por omissão lhe corresponde no desenvolvimento da violência e a pobreza que nos ensanguenta e destrói.
As FARC-EP compartem a ideia de Nações Unidas no sentido de que quando o conflito está acabando, fazer uma expansão da jurisdição militar implica uma contradição. Por isso mesmo consideramos muito importante atender a preocupação que o Conselho de Direitos Humanos de Nações Unidas tem expressado sobre a reforma que impõe o foro militar, ao indicar que situa as forças de segurança sob a jurisdição militar, aumentando com isso o risco da impunidade. E, dizemos, em tempos de busca da paz, de forma absurda entrega patente de corso a quem têm executado terríveis crimes de lesa humanidade em desenvolvimento de políticas de Estado que devem cessar e reparar-se sem mais demora.
Nosso reconhecimento tanto aos 76 países por recomendar à Colômbia tomar medidas para reduzir os níveis de impunidade e, estender a justiça social, quanto à ONU pela firme posição de reconhecer os direitos dos camponeses, pelo menos na dimensão em que reconhece aos povos naturais da Nossa América.
Delegação de Paz das FARC-EP
La Habana, 30 de abril de 20131