"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Farc cumprem parte do acordo com o governo e iniciam libertação de prisioneiros


As Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (Farc) informam que os soldados Paulo César Rivera e Jonathan Andrés Díaz, que haviam sido capturados em combate, no último dia 09 de novembro deste ano, foram libertados pelos guerrilheiros sãos e salvos nas planícies do Departamento de Arauca, norte do país. Os dois militares, pertencentes à Força de Tarefa Quirón, foram entregues a uma missão humanitária integrada por representantes dos países garantidores do processo de paz, Cuba e Noruega, e do CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha).

Há dois anos, os Diálogos de Paz entre o governo e as Farc têm sido realizados em Havana, Cuba, mas no último dia 16 de novembro o presidente Juan Manuel Santos anunciou a suspensão das conversações por causa do sequestro do general Ruben Alzate e de outras duas pessoas pela guerrilha. Para a retomada dos Diálogos, as Farc se comprometeram a libertar o militar e mais quatro pessoas. Duas delas, os soldados Rivera e Díaz, foram libertadas nesta terça-feira, 25.



Portanto, as Farc vêm cumprindo com os propósitos da primeira fase do Acordo Humanitário Especial, e anunciam que, a partir de agora, focarão seus esforços na libertação do general Rubén Darío Alzate, comandante da Força de Tarefa Titán, e de seus acompanhantes, o suboficial José Rodríguez Contreras e a advogada Gloria Urrego. "Esperamos que os operativos dirigidos pelo Ministério da Defesa e o cerco militar contra a população civil sejam suspensos imediatamente, para que a libertação das pessoas mencionadas transcorra sem sobressaltos e sem riscos para nenhuma das partes”, acrescentou a guerrilha.

domingo, 23 de novembro de 2014

Colombianos apostam na saída política do conflito armado



Chamamos os negociadores a reiniciar as conversas o quanto antes e a não se levantar da mesa até que tudo esteja acordado, pediram os participantes do Encontro Regional pela Paz, do município de Tumaco, departamento de Nariño.

No encontro que se estenderá até este sábado (220, líderes sociais e cidadãos fizeram um chamado a não perder as conquistas de dois anos de conversas durante as quais as partes atingiram consensos em três temas da agenda: reforma rural integral, participação política e drogas ilícitas.

"Em Nariño já houveram muitos mortos nesta guerra,  por isso temos agendas e propostas de paz e apoiamos o reencontro entre representantes do governo e das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP), com a esperança no fim do conflito", manifestou o diretor de Desenvolvimento Local, Álvaro Obando.

Estamos cansados de guerra, precisamos da reconciliação entre irmãos, disseram habitantes de Tumaco, entre eles integrantes de comunidades indígenas.

Os encontros regionais desenvolvidos anteriormente em Chocó, Putumayo, Meta, Cauca, Caquetá, Tolima, Sucre e Santander, tiveram como objetivo divulgar os acordos da mesa de negociações, com sede em Havana.

O governo e as Farc-EP conversam na capital cubana desde 2012 para terminar o período militar, que deixou até agora mais de seis milhões de vítimas, entre elas 230 mil mortos.

Tais negociações foram interrompidas pelo presidente Juan Manuel Santos devido ao desaparecimento no passado domingo do general Rubén Darío Alzate, nas proximidades do povoado Las Mercedes, departamento de Chocó, onde foi visto pela última vez.

O movimento insurgente reivindicou a captura do militar enquanto transitava por um área de operações de guerra, anunciaram também sua libertação junto à do cabo Jorge Rodríguez, a advogada Glória Urrego e dois soldados retidos em Arauca.

Essa decisão das Farc-EP é interpretada aqui por alguns analistas como uma demonstração de compromisso com os esforços a favor da paz.

Ontem, Santos confirmou que já está em andamento os procedimentos para pôr em liberdade essas cinco pessoas com a ajuda de Cuba e Noruega como países garantes do processo negociador.

Ao mesmo tempo, muitas vozes exigem um fim bilateral das hostilidades para envolver essas conversas em um clima de confiança mútua, além de colocar uma trava à violência contra a população civil, fundamentalmente a assentada em regiões rurais.

Os recentes acontecimentos são formas de dialogar no meio dos combates, opinam líderes de Marcha Patriótica, plataforma que reúne diversas organizações progressistas de diferentes municípios.

Particularmente os camponeses e indígenas sofrem deslocamentos e as ameaças do fogo, entre outras sequelas do conflito; 'trégua já', exigem seus membros.

Entre os grupos castigados de forma mais severa se destacam os jovens que defendem deixar para trás décadas de violência e beligerância.

Nós não inventamos esta guerra, mas temos que suportar suas consequências, somos bucha de canhão ao integrar as filas do exército durante o serviço militar obrigatório, lamentam.

A Colômbia não aguenta mais mortes, nem mais desaparecidos, alertaram participantes em uma manifestação convocada em Bogotá para exigir a continuidade dos diálogos.

Entre pronunciamentos e chamados, no país andino cresce nesta sexta-feira a expectativa pela retomada das conversas depois do operativo de libertação dos quatro militares e uma civil, cuja data e detalhes não foram revelados.

Fonte: Prensa Latina

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A paz triunfará em Colômbia


A mais brilhante conquista de 2 anos de processo de paz em Havana é a progressiva expansão do sentimento de reconciliação no coração dos colombianos.
Agora, mais do que nunca, necessitamos dar vida e movimento ao preâmbulo, ao espírito do Acordo Geral que estabelece que a construção da paz é assunto da sociedade em seu conjunto que requer a participação de todos, sem distinção, para que a marcha da Colômbia para seu destino de paz avance sem reversão.
Ninguém discute hoje que o respeito aos direitos humanos deve tremular em todos os confins do território nacional; que o desenvolvimento econômico com justiça social e em harmonia com o meio ambiente é garantia de paz e progresso; que é importante ampliar a democracia como condição para conquistar bases sólidas de paz e que o desenvolvimento social com equidade e bem-estar nos permitirá crescer como país.
Estes postulados do marco conceitual do Acordo de agosto de 2012 estão em sintonia com o palpitar do anseio nacional; porém, também em contraste com estes fundamentos, e em contradição com o até agora conquistado nos acordos parciais, o governo avança com suas iniciativas legislativas neoliberais que atiram pela borda a possibilidade certa de uma Reforma Rural Integral, o qual indica que, se algo urge para conquistar um rumo de irreversibilidade para a conquista do Acordo final, deverá o governo atuar com sindérese, interpretando o sentir das maiorias nacionais que pedem paz, democracia e bom viver, em vez de marchar ao compasso do egoísmo e da exclusão que caracterizam a direita guerreirista.
A maioria dos acordos parciais, e grande parte das 28 restrições, não são outra coisa que reivindicações cujas soluções podem ser materializadas cumprindo as normas legais e constitucionais. Um Estado com verdadeira vontade de paz não teria que fazer muito esforço para tornar realidade estas aspirações.
Uma Reforma Rural Integral como a que pretende o primeiro acordo parcial, por mais tentativas de formalização, distribuição e restituição que se façam, é impossível se não se resolve o grave problema do latifúndio que está latente e em crescimento; é impossível se continua avançando o projeto de Lei 133 de 2014, impulsionado para satisfazer aos empresários que estão tomando de assalto a Altiplanura, ou se não se resolvem assuntos de suma transcendência como os conflitos de uso do solo que, com aspectos como a exploração mineiro-energética, levam aparelhados o saqueio de nossas riquezas naturais, o detrimento de nossa soberania e a necessidade de um reordenamento territorial participativo. 
A expansão da democracia, por mais iniciativas de participação cidadã que tenham sido pactuadas, não será certa se se continua com a contrarreforma política que impede o acesso das minorias às instâncias de representação, como se se mantém a Doutrina da Segurança Nacional, a concepção do inimigo interno, o paramilitarismo, as leis liberticidas de segurança cidadã, a pretensão de aprovar um foro militar de impunidade, e o monopólio mesquinho dos meios de comunicação. Menos [ainda] se se nega a possibilidade de abordar os problemas de ordem política, econômica e social que as enormes massas de população têm e se obstruem as iniciativas de transformações institucionais.
A velha política antinarcóticos que ainda sobrevive como desenvolvimento da fracassada “guerra contra as drogas” imposta por Washington favoreceu em Colômbia a corrupção, o crime, a impunidade e a ofensiva contra insurgente de um Estado gangsterizado e em grande medida capturado pelas máfias do narcotráfico. Frente a esta realidade, conseguimos construir um terceiro acordo parcial, que concebe uma nova política de luta contra as drogas de uso ilícito, fundamentado no caráter social do problema, desmilitarizando-o, restando-lhe o timbre proibicionista e punitivo em relação aos campesinos cultivadores e aos consumidores, que, na realidade, são vítimas e o elo mais frágil do problema. Este acordo parcial, que enfatiza em que a perseguição deve dirigir-se contra os comercializadores e o setor financeiro que lucra com a lavagem de ativos, foi ponderado satisfatoriamente por organismos internacionais como as Nações Unidas. Não obstante, o fenômeno em questão não tem possibilidade de solução sem o concurso do conjunto das nações do mundo pela condição de negócio capitalista que entranha.
Por outra parte, em nosso próprio território a solução do problema implica definir uma nova política criminal, propender pela suspensão imediata das aspersões aéreas com glifosato e pela reparação integral de suas vítimas; e requer acabar definitivamente com o velho esquema de erradicações forçadas-fumigações, que fracassou, gerando enormes prejuízos ao tecido ambiental e social, o qual implica que devem ser buscadas alternativas urgentes.
Ao lado destes e outros profundos problemas sociais que se encontram no centro dos debates da Mesa de Conversações, está o transcendental tema das vítimas do conflito, hoje em pleno desenvolvimento e já com alguns compromissos subscritos no Acordo de Princípios e na realização de 4 das 5 audiências programadas para escutar suas dores da alma e suas esperanças de paz. Em todos os encontros, não há ideia que tenha resplandecido mais que a de encontrar a reconciliação desde já, cessando as hostilidades que evitem a geração de novas vítimas. Cremos estar marchando com passo firme e seguro na construção de mecanismos que esclareçam as origens, as causas e as responsabilidades no surgimento e na permanência de uma guerra imposta pelo bloco de poder dominante, a respeito do qual instâncias não governamentais de alta credibilidade assinalaram ao Estado e a seus grupos paramilitares como os responsáveis por mais de 80% dos casos de vitimização, sem contar seu protagonismo na proliferação da miséria, da desigualdade e da violação do conjunto dos direitos humanos, incluindo os direitos econômicos, sociais e culturais.
Entre os mecanismos aos quais aludimos, registramos a posta em marcha da “Comissão Histórica do Conflito e suas Vítimas”, cujo informe deverá ter alcances vinculantes, com um marco de referência inevitável, não substitutivo, no qual se deverá apoiar a comissão de esclarecimento e de memória que nos entregue verdades sobre a confrontação e assente bases de não repetição. Para dinamizar estas instâncias, as FARC-EP apresentaram um decálogo de propostas mínimas e lineamentos orientadores para a discussão do ponto 5 da Agenda, as quais são elementos de discussão que propusemos para que o país busque alternativas de ressarcimento e convivência sobre bases de justiça, em seu sentido mais amplo e integral.
Outros espaços de interlocução para tratar de aspectos centrais da Agenda são a subcomissão de gênero e a subcomissão técnica, a última das quais, ademais de ter a missão de abordar assuntos como o do cessar bilateral de fogos e da deixação de armas, tem ao Comando Guerrilheiro de Normalização como complemento na tarefa de observar o necessário e honroso retorno das Forças Militares a seu papel constitucional de defesa das fronteiras da pátria.
Vale ressaltar que as discussões e construções teóricas realizadas pela insurgência durante os ciclos dedicados a analisar o ponto VÍTIMAS permitiram pôr em claro o sentido que para as FARC têm conceitos e procedimentos como os de armistício e deixação de armas, ou como há de ser a passagem de organização armada a movimento político para a luta aberta num período de normalização, que não de transição. Neste plano de ideias, cujas consequências tocam em compromissos, tanto ao governo como à insurgência, não há para o processo de paz nenhum marco jurídico diferente ao Acordo Geral de Havana, nem há Lei de justiça transicional diferente aos compromissos que deste se derivem.
Tanto a deixação das armas, que é o compromisso da guerrilha e do Estado de sua não utilização em política, como o armistício, durante o qual se devem implementar os acordos, seriam elementos básicos do tratado de paz, cuja referenda deverá ter um mecanismo pactuado entre as partes para levá-lo à mais ampla possibilidade de complementação e convalidação do soberano.
Sem dúvida, o Tratado de Paz deverá forjar-se como produto de profundos acordos políticos que lhe forneçam uma suficiente blindagem jurídica, no qual o reconhecimento da rebelião como direito universal, posto em prática pela insurgência, tenha a avaliação e as garantias próprias do caráter altruísta que o inspira, circunstância que implicará, à parte das mudanças estruturais para superar a desigualdade, a miséria e a falta de democracia, o restabelecimento do delito político como aspecto nodal das conclusões que deve ter o tratamento integral e simultâneo dos temas que se compreendem no ponto 3 FIM DO CONFLITO, porque ninguém entenderia que as FARC-EP depusessem sua opção pela rebelião sem que sua luta tenha contribuído de maneira substancial para a superação e solução dos fatores que geraram o levantamento.
Com este balanço altamente favorável à saída política do conflito e, sobretudo, tendo em nossas mãos os acordos parciais e os avanços aos quais fizemos alusão, indicando que com eles começamos a discussão de temas decisivos, devemos dizer que não é sensato que continuemos matando-nos numa confrontação, que, não cessando, gerará prisioneiros e incidentes que podem pôr em perigo a continuidade da Mesa de Conversações e a ansiada possibilidade de chegar à firma do Acordo Final. Não é este um temor infundado, porque hoje mesmo temos a circunstância de que o Governo, tendo ordenado recrudescer a ofensiva contra a insurgência, quando recebe golpes que envolvem a captura de prisioneiros, tal como ocorreu com os soldados da força-tarefa Quirón ou como sucedeu com a captura, por forças guerrilheiras, do comandante da força-tarefa Titán, general Rubén Darío Alzate, de maneira impulsiva e inconsequente suspende as conversações. Não é admissível que quem declara a guerra sem quartel, em meio a ela, pretenda que não se toquem em seus soldados e generais.
Finalmente, devemos recordar que, se todos os sub pontos do ponto 3 sobre “Fim do Conflito” devem ser resolvidos integral e simultaneamente, é bom que o governo, em atenção ao sub ponto 5, vá estabelecendo com seu interlocutor como se “revisará” e se vão fazer “as reformas e os ajustes institucionais necessários para fazer frente aos desafios da construção da paz”.
A dois anos de desenvolvimento destas conversações que fizeram reverberar a esperança de um povo, não podemos deixar de pronunciar com profundo sentimento bolivariano e com a memória viva de nosso comandante Manuel Marulanda Vélez as seguintes palavras:
A Cuba, garantidor do processo e país anfitrião, a seu governo revolucionário e a seu povo, em nome dos colombianos, nosso amor e eterna gratidão por tanto desvelo pela paz da Colômbia. Ao governo e ao povo da Noruega, obrigado por contribuir para a reconciliação de um país latino-americano que merece viver em paz. Muito obrigado, presidente Nicolás Maduro, de Venezuela, gratos à presidenta Michelle Bachelet do Chile, por seu acompanhamento e solidariedade.
A paz deverá triunfar em Colômbia. VENCEREMOS! 
Comissão de Paz das FARC-EP

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Equipe ANNCOL - Brasil

Comunicado sobre o General Alzate


No dia 16 de novembro, por volta das 15:00 horas, unidades guerrilheiras pertencentes ao Bloco Iván Ríos das FARC-EP, no exercício de suas tarefas de segurança, interceptaram, numa das reservas móveis que mantêm às margens do rio Atrato, o bote em que se transladava o senhor Brigadeiro General do Exército Nacional, em serviço ativo, Rubén Darío Alzate Mora, comandante da denominada Força de Tarefa Conjunta Titán, que opera nesta zona do país.
Em companhia do general Alzate viajavam o cabo segundo do Exército Jorge Contreras Rodríguez e a senhora Gloria Urrego, advogada a serviço da mencionada unidade militar. Uma vez identificados plenamente, apesar de vestirem roupas civis, os três foram capturados por nossas unidades, devido a que se trata de pessoal militar inimigo, que se move no exercício de suas funções, em área de operações de guerra.
Mais, se se tem em conta a responsabilidade que o general Alzate ocupa no Exército Nacional, como cabeça de uma Força de Tarefa Conjunta, estrutura elaborada pelos mandos militares do Pentágono para a guerra frontal contra o povo da Colômbia e sua insurgência armada. São grandes as contas pendentes do general Alzate com a justiça popular. Certamente, seu caso merece um detido exame no qual haverá que levantar muitas coisas.
Todos os dias, em diferentes lugares do país ou do exterior, o Presidente Santos reitera a ordem de recrudescer com todo o poder do Estado contra as FARC-EP. E isso apesar das conversações de paz que se adiantam em Havana. Seu ministro de defesa vocifera uma e outra vez sobre o perto que estão de cair as cabeças dos mandos guerrilheiros, assegurando que aqueles que saem a dialogar na Mesa de Conversações fazem-no para fugir da morte iminente.
Buscamos a paz porque há um conflito armado, reconhecido legal e politicamente pelo atual governo. A soberba da oligarquia a leva a pensar que, inclusive em meio ao processo de paz, possui o direito de matar e despedaçar colombianos, de aterrorizá-los e massacrá-los, sem que estes tenham o menor direito de responder a suas violências. Sem cessar bilateral de fogo, as quais o Presidente chama regras do jogo, não podem operar somente para as forças do Estado.
Respeitamos a vida e integridade física e moral de nossos prisioneiros e estamos plenamente dispostos a garanti-lo até onde nos seja permitido pela ira estatal. As prisões do país estão amontoadas de prisioneiras e prisioneiros políticos e de guerra. A solução dos grandes males de que padece nossa pátria tem que ser a do diálogo, sempre estivemos dispostos a isso. Sem imposições, respeitando a condição política e pessoal dos adversários.
Vale lembrar que estamos subordinados às decisões que as instâncias superiores das FARC-EP adotem.
ESTADO-MAIOR DO BLOCO IVAN RÍOS DAS FARC-EP 
Montanhas de Colômbia, 17 de novembro de 2014