"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


sábado, 24 de outubro de 2009

COMEÇOU PLANO SINISTRO NA COLÔMBIA, COM NOME MUSICAL, GESTADO PELO REGIME



ANNCOL

Há cinco dias conhecemos esta nota na sala da redação de ANNCOL e não a publicamos porque as investigações e confirmações previas não permitiram. Diante da gravidade dos fatos em Sumapaz somos contaminados pela raiva de não tê-la publicado antes.

O regime corrupto preparou um plano sinistro para entrar em vigência antes da jurisdição da Corte Penal Internacional e seu tratado de Roma, em 1º de novembro.

O plano macabro, como a Dança vermelha que extirpou a vida de muitos lutadores populares e que conduziu ao Genocídio da UP, tem um nome musical que nos abstemos de difundi-lo porque é o que menos interessa e para proteger as fontes. O plano consiste numa série de atos violentos, assassinatos seletivos, contra objetivos bem definidos que permitam colocar o nome das FARC-EP como foco da noticia dias antes de começar a vigorar o tratado de Roma.

Esse plano tem um componente político-midiático e, logicamente, um componente militar, devido à compartimentação interna do plano, nós somente tivemos acesso ao componente militar, mas o componente político é facilmente decantado, a partir dos objetivos militares.

Para isto, o regime utiliza dois sofisticados equipamentos para interceptar comunicações, triangulação das mesmas e seguimento com aparelhos eletromagnéticos colocados em automóveis e moradias das vitimas. Estes equipamentos, inicialmente designados para o DAS, foram retirados do inventário e teoricamente não existem.

O objetivo: matar Gustavo Petro e culpar as FARC-EP. Foi ventilado que o fato deveria acontecer na nova casa que Petro está construindo na cidade de Bogotá. Matando Petro, o regime divulgaria a morte no seio da opinião pública, fazendo-a esquecer todos os problemas ligados aos subsídios agrários e outros atos que atualmente estudados pela Corte sobre a viabilidade jurídica do referendum. O regime quer transformar Petro em mártir para dividir a esquerda.

Dentre os objetivos também está a senadora Piedad Córdoba, mas a sua candidatura ao Prêmio Nobel da Paz a salvou e, por enquanto, está blindada. A senadora tem diversos aparelhos de seguimento implantados nos automóveis que utiliza para se deslocar.

A morte de outro candidato presidencial, identificado por um código que pode ser o próprio Juan Manuel Santos, os artigos do jornal El País, recentemente publicados na Espanha, a crise econômica com a Venezuela e a máquina midiática montada ao redor de Juan Manuel mantêm o regime decantando as relações de poder. E as pugnas pelo bolo transformaram a Santos num empecilho para a periferia uribista, que com a sua morte convocariam uma assembléia nacional constituinte e que seria a solidificação do projeto uribista.

O plano pistoleiro se inicia nas regiões, já começou em SUMAPAZ, pois ninguém pode acreditar a história de que numa área tão militarizada como esta, possam se infiltrar os insurgentes para cometer uma ação como a dos vereadores liberais. A pistolagem para as diversas regiões é o objetivo do plano para em seguida acusar às FARC-EP como autora dos crimes.

O plano também contempla auto-atentados contra Uribe, para se mostrar para a comunidade internacional como vitima das FARC-EP. Contempla também a morte de vários membros médios do regime, sendo que a idéia é criar a intranquilidade no país, supostamente provocada pelas FARC-EP.

Por isso, alertamos o povo colombiano para que não acredite em cantos de sereias e a continuar a resistência e a luta nas ruas, que hoje está generaliza no país. O jornalista que dirigia o programa “As vozes do sequestro”, foi retirado pelo regime corrupto e paramilitar, que também gerou as ameaças contra a sua integridade física.

Somente o povo salva o povo, a luta pela Nova Colômbia se impõe como uma necessidade histórica do povo colombiano e o melhor veneno contra o rato do regime mafioso-paramilitar que assassina é a resistência.