"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

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A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

PRIMEIRO DE MAIO, DIA DO TRABALHO.

"Proletários de todos os países, uni-vos" Carlos Marx e Federico Engels.

Há mais de 162 anos, os maiores pensadores e ideólogos da classe proletária, Marx e Engels, unidos por uma amizade sem precedentes na historia humana, convidavam através do Manifesto Comunista à unidade, fraternidade e solidariedade entre os explorados do mundo. Esses dois gigantes do pensamento e incansáveis operários da inteligência armaram ideologicamente o proletariado, criaram-lhe consciência de classe e, o mais importante, descobriram cientificamente sua missão histórico-universal transformadora de sepultar a burguesia como classe e, sobre sua tumba edificar uma sociedade sem classes, na qual o homem deixe de ser “lobo do homem”.

Desde então, essa verdade científica vem se abrindo passo a empurrões através dos intrincados fenômenos sociais, mas nunca antes como hoje, essa grande verdade se havia volto tão evidente e tangível, ante a incapacidade física e moral da burguesia de seguir administrando nossa Casa Planeta, onde a irracionalidade da ganância e o insaciável apetite de lucro, assentados na propriedade privada sobre os meios de produção social, têm ocasionado uma profunda crise de caráter sistêmica, como as crises econômica, alimentar, energética e climática, cuja coincidência no tempo e lugar têm todas as espécies vivas, incluída a espécie humana, ao bordo de sua desaparição, onde a célebre frase de Rosa Luxemburgo: “Socialismo ou barbárie” tem passado por modificações, adquirindo um caráter muito mais catastrófico, onde o Socialismo deixa já de ser uma opção como alternativa política, para se converter em uma necessidade como única forma de preservar a vida sobre a Mãe Terra, de tal maneira que todas as espécies vivas estão sob o inequívoco dilema de: “Socialismo ou Morte”; “Socialismo ou destruição total”; “Socialismo ou desaparição de todos os seres vivos que atualmente habitam na Terra”.

A Cúpula Climática realizada em Dinamarca marcada pelo egoísmo burguês e a aberta contradição entre as leis objetivas do desenvolvimento e a própria existência do Capitalismo como Sistema, deixou claro que o destino de nosso Planeta não pode estar em mãos de quem como classe já têm cumprido seu papel histórico e têm posto a humanidade e o Planeta ao borde de sua completa desaparição, mas em mãos dos povos e das forças progressistas do mundo, que encarnam o novo, o desenvolvimento, o futuro e a vida mesma como ficou demonstrado na recente Cúpula do 21 de abril em Cochabamba (Bolívia) sobre o Cambio Climático e os direitos da Mãe Terra, promovida pelas organizações sociais e liderada pelo presidente Evo Morales e os indígenas, com participação de 35 países.

Neste 1º de Maio e sob esse contexto mundial, as FARC-EP saúdam a classe operária colombiana e todos os trabalhadores, quem têm a particular e transcendental tarefa de se organizar sob a divisa do momento: a unidade, para reconquistar nas ruas seus históricos direitos conquistados em longas e cruentas jornadas de luta e, pisoteados por Uribe; como têm sido a eliminação da Prima do mês de junho para os aposentados, o mesmo que a Prima de antiguidade; o aumento da idade para se aposentar e, lógico, o aumento do número de semanas de cotização para poder se aposentar; por haver acabado com a estabilidade operária; pelo fechamento de hospitais; pelo aumento das tarifas dos serviços públicos; por eliminar centenas de empregos; por aumentar o IVA e sua ampliação a vários artigos de primeira necessidade, por aumentar o impostos indiretos, entre eles o 4 por mil; pelo permanente, sob qualquer pretexto, aumento do preço da gasolina; pelo desavergonhado intento (já foi derrubado pela Corte Suprema) e, sob o guarda-chuvas da "Emergência Social", através de 16 decretos, impor um serviço de saúde desumano e, abertamente classista, onde desapareceria a tutela para os tratamentos de alto custo e que os pacientes deveriam pagar com suas poupanças, benefícios trabalhistas e patrimônio; se desqualificava os profissionais da Saúde e se mercantilizava ainda mas os serviços.

Hoje há 22 grupos paramilitares com aproximadamente 11.000 homens em armas; o mesmo número que havia no ano 2002, quando recebeu o mandato Uribe Vélez. Dessa forma a "Segurança Democrática” pode se resumir como a guerra total contra o povo, caracterizada pela “Constante violação dos direitos humanos, as diárias infrações contra o Direito Internacional Humanitário, a criminalização, perseguição..." e escutas telefônicas ilegais contra a oposição política, pessoas que estão no exílio e, o deslocamento forçoso.

Nunca antes para um povo uma noite de tortura havia sido tão triste e longa, nem a negação da vida em todas suas expressões tão prolongada, como durante os 8 anos de Segurança Democrática", onde cerca de 20 milhões de compatriotas se encontram na pobreza, 9 milhões na miséria absoluta, 4 milhões de descolados forçosos, onde 1.250 pessoas, em sua maioria mulheres e meninos são em média enxotadas de suas terras cada 24 horas; 8.000 desaparecidos; entre 1998 e 2008 foram assassinados 1.362 indígenas; 1300 compatriotas assassinados a sangue frio nos "falsos positivos" pela Força Pública, entre os anos 2002 e 2009 cumprindo ordens do ministro da defesa Juan Manuel Santos; entre o 2002 e 2009 mais de 479 sindicalistas foram assassinados.

Durante o atual governo do crime, para-política, narcotráfico, máfia e corrupção, as instituições estatais, salvo algumas exceções, têm-se degradado tanto, que já nem fedem, e os funcionários parecem ser a reencarnação viva do Monstro da Casa de Nari: 133 congressistas e ex-congressistas têm sido investigados pelos seus nexos com paramilitares; também, são investigados por delitos graves como assassinato e desaparições forçosas 14 governadores, 7 ex-deputados e 35 ex-prefeitos, a grande maioria deles, milita no partido do atual presidente da República.

A obsessão por desprestigiar a Corte Suprema está inspirada no instinto de conservação de Uribe e todos seus amigos mais próximos, implicados no paramilitarismo e crimes de lesa humanidade, o mesmo que o terror que lhes dá, de que o futuro presidente seja alguém que não tenha vínculos com a moto-serra, a parapolítica, o narcotráfico nem a corrupção, porque de antemão esse novo hóspede da Casa de Nariño permitirá que se investiguem todas as matanças, crimes e corrupções planejados na Casa Presidencial, como é o caso Tasmania e o complô contra la Corte, onde, ademais do Presidente, estão implicados Santiago e Mario Uribe (Irmão e primo irmão respectivamente de Uribe); a Yidis política, o misterioso assassinato de Francisco Villalba, único paramilitar testemunha e participante da matança de El Aro (Antioquia), quem acusava diretamente ao Primeiro Mandatário de ter dado a ordem, em presença de Carlos Castaño, Mancuso e Santiago Uribe, quando o Presidente era governador de Antioquia.

A imposição de um modelo econômico (o modelo Neoliberal) que destrói a biodiversidade, que generaliza e aprofunda a pobreza ao tempo que concentra a riqueza em poucas mãos, privilegiando o capital especulativo e usurário, o que explica que em Colômbia com um crescimento do 1,9 % no ano 2009, com uma cifra de desemprego superior a 14,6%, das mais altas na América Latina, o 52% da população ocupada na economia do “camelô”, os bancos e o sistema financeiro reportaram utilidades superiores aos 8,6 bilhões de pesos, donde Julio Mario Santo Domingo ganhou 2 bilhões de dólares e Luis Carlos Sarmiento Angulo 3.2 bilhões, o mesmo ano (2009) onde todo o mundo obteve perdas por causa da crise do sistema financeiro mundial. Quanta razão tinha Balzac quando afirmou: “Em toda grande riqueza há mais de um crime”.

Todas nossas riquezas naturais têm sido entregues à veracidade do capital estrangeiro, sob contratos dolosos. As empresas mais lucrativas do país têm sido rifadas a preço de galinha fraca e outras privatizadas como Telecom e Granahorrar. Todo está sendo vendido, até o ar que respiramos. O roubo de Agro Ingresso Seguro é um monumento à corrupção e Carimagua uma perversidade e uma burla cruel contra os deslocados. As escutas letefônicas ilegais são um atentado ao Estado de Direito e uma expressão mais de um Estado policial. O novo Congresso, fruto do coronelismo, a compra de votos, intimidação e fraude está integrado em sua grande maioria por indivíduos vinculados ao paramilitarismo e ao narcotráfico, afiliados ao uribismo e presságio da prolongação de tempestades de sangre e corrupção.

Nunca antes, com nenhum governo, por entreguista que houvesse sido, se pisoteou tanto nossa soberania, como com o apátrida Álvaro Uribe Vélez, onde Colômbia praticamente tem sido anexada aos EUA em qualidade de colônia, onde com 7 bases militares gringas em suas próprias entranhas, tem perdido identidade por ausência de soberania, enquanto o ianque invasor goza de impunidade para praticar suas aberrações sexuais, como sucedeu com a menina de 12 anos violada no estado de Tolima, e descarregar seus instintos criminais sob os efeitos das drogas, enquanto os entreguistas e vende-pátria de ultradireita, vassalos sem qualificativos, se curvam e ficam de joelhos para beijar a bota do ianque, orgulhosos de ter sido selecionados pelo amo para a desonra.

É urgente que o povo saque da Casa de Nariño seus atuais e desprezíveis inquilinos para pôr fim a seus censuráveis métodos mafiosos, suas práticas criminais e suas condutas corruptas.

A saúde de nossa Pátria reclama um governo de unidade, pluripartidista, de reconciliação e reconstrução nacional, que pela via política solucione o conflito social e armado que vive a nação, que faça da Colômbia um país livre e soberano, onde a justiça social seja o farol da torre que ilumine a trilha rumo ao Socialismo, sem explorados nem exploradores.

¡Viva o Dia Internacional do Trabalho!

¡Viva a Pátria Grande e o Socialismo!

¡Viva o Bicentenário de nossa primeira Independência!


Secretariado do Estado Maior Central, FARC-EP

Abril 30 de 2010, montanhas de Colômbia