"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


quarta-feira, 2 de abril de 2008

O “tenebroso terrorista”

Por Iván Márquez, integrante do Secretariado das FARC-EP/Colômbia

Aqui há um vivo! –gritavam na obscuridade. Mete bala nele! –respondiam. E logo os disparos... Assim atuavam as tropas de Uribe Vélez, o tenebroso terrorista internacional, fantoche dos Estados Unidos, ao consolidar a tomada do acampamento de Raúl Reyes. Vários dos feridos foram assassinados com tiros à queima roupa.

Às 00:25 do dia primeiro de março um míssil acerta com um estrondo o coração do acampamento que dormia. Não se escutaram aviões nem helicópteros. O míssil havia sido disparado pelos gringos da base aérea de Três Esquinas, em Caquetá. De sul a norte entraram as tropas terrestres que foram avistadas na área desde o dia 26 de fevereiro. Já não havia encontro com a delegação francesa para explorar a liberação de Ingrid. Haviam morrido Raúl Reyes, alguns de seus guerrilheiros e uns estudantes mexicanos de visita ao lugar. Como disse o comandante Manuel: “mataram Raúl, e feriram gravemente a troca de prisioneiros e a paz”.

O “Israel” da América do Sul –Colômbia-, o país receptor da maior ajuda militar e de milhões e milhões de dólares do governo de Washington na região, havia atuado seguramente, com o consentimento de seu amo, com satélites e a tecnologia militar de ponta proporcionada pelo governo dos Estados Unidos.

A indignante mentira da perseguição à quente não pôde resistir ao embate da verdade. Caiu por terra a primeira análise deixando clara a mais infame violação ao território, à soberania e à dignidade de um país-irmão. E como já haviam soltado seu veneno, tentaram e seguem tentando converter a nação vítima em culpada. Por isso ladram como cães em coleiras a soberania limitada, inaceitável sofisma e pretexto da Casa Branca para agredir e saquear povos, manobra precária que não servirá para encubrir a transgressão e a lei internacional em Nossa América. A resposta do Presidente do Equador, Rafael Correa, ao senho Uribe foi altiva e contundente: “sua insolência causa mais dano que suas bombas assassinas. Deixe de mentiras!

O mundo não poderá esquecer aquela tarde de Santo Domingo em que um enlouquecido Àlvaro Uribe cubria de impropérios Raúl Reyes, já morto, chamando-o de covarde e tenebroso terrorista, qualificações que mais servem para se referir ao terrorista com faixa presidencial, que em nome do narco-paramilitarismo que veio após os cartéis de Cali e Medellín, se tornou o Palácio de Nariño.

Seguiu-se à morte de Raúl e o posterior assassinato de Iván Ríos a mais irracional euforia triunfalista das oligarquias da Colômbia. O fascismo histérico –o mesmo que incita a lapidar mulheres extraordinárias como Piedad Córdoba- estremeceu o país comandado pelos Santos, gossains e arismendys. Vomitaram todo seu ódio e encheram o espaço eletromagnético de informações manipuladas, mãos decepadas, recompensas e traidores, ares de vitória e de incitações a “fumigar” a insurgência. Destaparam-se e lançaram-se com tudo, acreditando que estavam selando a vitória da batalha final. Seus mais terríveis agentes profanaram os cadáveres dos caídos com o mesmo método dos paramilitares com suas vítimas. Acontecerá com eles o que aconteceu com o oficial Monet, que tendo como certa a vitória nos campos de Ayacucho, com desmedido otimismo lançou-se com todas as suas forças a exterminar aos invencíveis de Sucre e de Bolívar.

Através de um microfone o Fiscal Geral Mario Iguarán exteriorizava seu mais absurdo dilema: enquadrar ou não como homicida o assassino do comandante Iván Ríos e sua companheira. E por outro lado o general Mora Rangel se gabava dos 400 mil efetivos das Forças Armadas oficiais comparados com os 50 mil do Equador e os 70 mil da Venezuela. A experiência dos soldados colombianos é maior, -dizia “estamos anos luz à frente até da Venezuela, pois nossos pilotos estão acostumados a combater à noite”. E talvez tenha razão, mas o problema de sua ligeira análise é que não inclui nela nem as FARC e nem os povos da Grã-Colômbia. As FARC livres para avançar não é um assunto ignorável, e muito menos so o fazem rodeado de povo inssurecto, decidido a sair da horrível noite da opressão.

Está se esquecendo que a Colômbia inteira é um barril de pólvora prestes a explodir. Uribe excluiu para sempre de seus discursos os programas sociais. Só fala de guerra e ódio e o faz a partir das guarnições militares, e da escola de polícia General Santander. Converteu suas Câmaras de Vereadores na tribuna da demagogia e o engano descarado à população. Anuncia que vai solucionar as necessidades mais sentidas da gente, mas daí não passa. Já são mais de 30 milhões de colombianos que vivem na pobreza. O alto custo de vida e o desemprego estão matando de fome as maiorias. Não há teto, não há saúde nem educação para elas. As terras despojadas não foram devolvidas aos camponeses, e mais de 4 milhões de deslocados continuam engrossando a miséria. Só há ganhos para os grandes investidores, objeto fundamental da “sacrosanta” política de Segurança Democrática imposta pelos gringos, como prolongação renovada da nefasta Dutrina de Segurança Nacional.

A violação à soberania do Equador foi outra das tantas cortinas de fumaça para tentar tapas todas as podridões e vergonhas reunidas de um regime que virou suas armas repressivas contra o povo. Buscam encobrir os irrefutáveis vínculos do senhor Uribe com a narco-para-política que desonra o nome da Colômbia. Que ninguém questione como pode seguir sendo presidente um homem cujos principais apoiadores estão atrás das grades por seus escandalosos nexos com a narco-para-política. 90% dos congressistas acusados são uribistas. O Vice-presidente e o Ministro da Defesa, os senhores Santos, não podem ocultar seus rabos presos de paramilitares. Os mesmos chefes paramilitares denunciaram que financiaram com maletas repletas de dólares as campanhas presidenciais de Uribe. Não se pode ocultar a trajetória de delinqüência do senho Uribe no narcotráfico. Está metido até o pescoço desde que atuou como diretor da Aeronáutica Civil, cargo que aproveitou para autorizar Pablo Escobar Gaviria a criação de centenas de pistas clandestinas na selva, de onde o chefe inundou de cocaína as cidades estadunidenses.

É este que Bush e Rice dizem apoiar como Presidente democrático e paladino da justiça social? Será que já se esqueceram que ele chegou à presidência, além de tudo, diante de uma gigantesca fraude eleitoral, montada pelos paramilitares e o diretor do DAS? Que diga este “presidente democrático” onde estão os 11 prisioneiros que tirou do acampamento de Raúl Reyes, hoje desaparecidos. Que responda pelos massacres e as milhares de valas comuns que seu governo criou, pelos mais de 150 mil cidadãos presos por suas ações fascistas. Que responda pelo assassinato de dirigentes sindicais e populares, pela extradição aos Estados Unidos de mais de 600 cidadãos, renunciando à soberania jurídica do país na mais estarrecedora submissão à uma potência estrangeira. Não pode ser um governante democrático quem envia suas hordas paramilitares a Venezuela para assassinar um Presidente, ou quem se cala diante do assassinato de vários dos organizadores da grande marcha de 6 de março contra o terrorismo de Estado. Na realidade, Uribe é um “tenebroso terrorista”. O terrorismo de Estado é sua prática cotidiana.

As convulsões da Colômbia de hoje são o sinal de que estamos no início de uma nova era. América está voltando à era de Bolívar. É a hora da luta dos povos e a solidariedade. Nos aproximamos de um momento histórico importante no qual os povos serão os protagonistas da mudança após 500 anos de opressão e espoliação. Não se pode vacilar nesse momento. Essa corja de bandidos santanderistas, neoliberais e pro-yankees não vai desativar a resistência popular com sua subjetiva e alegre arrogância triunfalista.

Os povos da Grã-Colômbia devem marchar contra esse fantoche fascista de Washington, contra os falcões histéricos que gritam ameaçadores sua doutrina fascista sobre os povos de Nossa América, ajudados pelo Comando Sul.

Colômbia precisa de um levante popular pela pátria, pela solução política do conflito, contra a fome, contra a guerra, pela paz, por um novo governo, pela democracia popular e soberania do povo. Queremos a pátria que Bolívar queria, não a que fizeram Santander e o então Secretário de Estado Henry Clay, um novo governo que aborde a busca urgente pela paz com justiça social que dê ao nosso povo a maior soma de estabilidade política e felicidade; que empunhe a bandeira bolivariana de construir nesse hemisfério uma grande nação de repúblicas, que seja “escudo de nosso destino” e garantia inalienável de respeito e dignidade.

Montanhas da Colômbia, 20 de março de 2008

O Urânio e quem o USA

YVKE Mundial nos traz esta semana uma excelente crônica sobre o Urânio e seus usos no mundo. Tomamos o artigo de YVKE e o reproduzimos textualmente, dada sua importância.

Por YVKE Mundial/Luigino Bracci Roa


O Ministério de Defesa de Colômbia emitiu esta quarta um comunicado afirmando que as Farc haveriam adquirido “urânio empobrecido”, isso “de acordo com a informação contida nos computadores de Raúl Reyes”.

Segundo o ministério liderado por José Manuel Santos, uma amostra de urânio entregue por ‘informantes’ foi enviada à especialistas em energia nuclear, que confirmaram que “tratava-se de urânio empobrecido”. Afirmam que, com os ‘informantes’, localizaram o sítio onde estava todo o material químico, extraindo-se uns 30 quilos do material. Não foi especificado quem foram os informantes.

Urânio empobrecido: dupla moral

Caso fosse comprovado que as Farc realmente adquiriram 30 quilos de urânio empobrecido (apresentando provas mais convincentes que os “computadores indestrutíveis”de Raúl Reyes), sem dúvida seria uma atitude condenável por parte do grupo guerrilheiro.

Mas é lamentável que tenha ‘passado embaixo da mesa’ o uso que os Estados Unidos e outros países continuam dando ao urânio empobrecido em armas convencionais que afetam a população civil do Iraque e do Afeganistão. Também foi usado na guerra dos Balcãs entre 1995 e 1998, afetando não só a cãoulação civil, mas soldados britânicos e espanhóis.

O website canadense GlobalResearch explicou em um artigo escrito em 2006: "O Pentágono tem usado armas com urânio empobrecido há pelo menos quinze anos com cumplicidade de, pelo menos, três administrações da Casa Branca e congressistas republicanos e democratas. Pelo menos 300.000 quilos de urânio empobrecido foi usado na Guerra do Golfo em 1991 e 1.700.000 quilos de urânio empobrecido foram usados na invasão atual no Iraque (até 2006). Isso equivale a 70 gramas de urânio empobrecido para cada cidadão iraquiano, e caso seja ingerido ou inalado, é suficiente para matar a todos.”

O que é urânio empobrecido

O urânio empobrecido é um metal que fica como resíduo do enriquecimento de urânio. Pelo fato de ser um metal muito pesado, 70 por cento mais pesado que o chumbo, é utilizado nas pontas das munições para aumentar seu poder de penetração em blindagens de tanques e veículos armados. Um informe das Nações Unidas explica que o urânio empobrecido também é usado na blindagem de tanques e veículos blindados.

O livro "The International Legality of the Use of Depleted Uranium Weapons: A Precautionary Approach", por Avril McDonald e outros, afirma que o urânio empobrecido é manufaturado em 18 países, entre eles os Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, Grécia, Turquia, Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Egito, Kuwait, Paquistão, Tailândia e Taiwan. Apenas os Estados Unidos e a Grã-Bretanha admitiram usar armas com urânio empobrecido.

Em contrapartida, o urânio enriquecido, é o que se utiliza em centrais nucleares para fabricar armas nucleares; no processo de obtenção de urânio enriquecido, fica como sobra o urânio empobrecido. É menos radioativo que o urânio que se encontra na natureza, mas pode ser tóxico para os humanos.

É necessário relembrar que o urânio empobrecido não pode ser utilizado para fabricar armas de fissão nuclear, como as que explodiram em Hiroshima e Nagasaki em 1945. Nesse casos deve-se usar plutônio ou urânio enriquecido, que contém o isótopo U-235, vital para realizar as reações em cadeia que produzem uma explosão nuclear ou que, ao serem controladas, permitem que uma central de energia nuclear alimente turbinas que produzam eletricidade.

Usos do urânio empobrecido em armas convencionais

A enciclopédia Wikipedia em inglês, citando diferentes fontes, explica que o urânio empobrecido é utilizado em munições de 30 milímetros no canhão Avenger do avião A-10 Thunderbolt II e no canhão M230 do helicóptero Apache, usados atualmete pelos Estados Unidos. Usa-se em munições de 25mm em canhões M242 do veículo de artilharia Bradley e no LAV-ET. Os Marines usam em munições de 25mm do canhão do avião AV-8B Harrier e em canhões do helicóptero AH-1. Também usa-se em munições anti-blindagem, pois, ao atingir o alvo, se desfaz em fragmentos afiados eu penetram melhor a blindagem.

As armas com urânio empobrecido são consideradas armas convencionais (não são consideradas armas nucleares) e as forças armadas as utilizam livremente, já que não há proibições a respeito. Quando uma munição com urânio empobrecido realiza o impacto ela fragmenta-se e incinera-se, contaminando a área de impacto com partículas finas que podem ser inaladas, ingeridas, ou podem depositar-se, afetando as fontes de água e o terreno.

Isto tem sido criticado por médicos e organizações de direitos humanos devido à grande quantidade de pessoas, incluindo a população civil e soldados, que pegaram câncer, leucemia e outras doenças após aspirar ou digerir pó ou partículas de urânio empobrecido.

O caso Basora, Iraque

Igualmente, afirma-se que uma elevada quantidade de crianças tem nascido com deformações no Iraque em conseqüência da contaminação com urânio empobrecido de algumas fontes de água e alimentos. A BBC explica que, após a primeira Guerra do Golfo, em 1991, se informou de um aumento significativo no número de crianças com câncer na cidade iraquiana de Basora. As Nações Unidas alegou nessa época que não haviam provas contundentes sobre o vínculo entre os casos de câncer em Basora e o uso de urânio empobrecido.

O Dr. Jenan Hassan divulgou, através da internet e de conferências, imagens de muitas das crianças que nasceram com câncer ou com sérias deformações, aparentemente como conseqüência da contaminação com urânio enriquecido. As imagens são muito fortes e podem afetar pessoas sensíveis: podem ser vistas nesta página web ou também em Argenpress. O documentário alemão "O doutor, o urânio empobrecido e as crianças que morrerm " resume muitas dessas questões.

Soldados estadunidenses, britânicos e espanhóis que participaram na guerra dos Balcãs afirmaram que diferentes efeitos cancerígenos que apareceram depois da guerra devem-se à exposição ao urânio empobrecido. Foram feitos chamados para que se efetuem estudos a fundo sobre o possível impacto negativo na saúde dos veteranos de guerra. O Pentágono sustenta que não há provas contundentes. Mas Dan Fahey, investigador da organização estadunidense Veteranos pelo Senso Comum, acusa que a falta de conclusões quanto ao possível impacto nos veteranos da primeira Guerra do Golfo, deve-se em grande medida ao fato de que o próprio Pentágono permitiu que se efetuem estudos em um amplo número de soldados.

No website das Nações Unidas pode ser encontrada ainda mais informação sobre o urânio empobrecido e seus prejuízos à saúde. Também há mais informação em International Action Center.

Manipulação midiática

É muito difícil assegurar a essas alturas se realmente as FARC-EP tentaram adquirir urânio, como o Ministro da Defesa de Colômbia tenta nos fazer acreditar. O que se sabe com certeza é que milhares de pessoas –talvez milhões- sofrem os efeitos do urânio empobrecido graças à vários países que o têm usado indiscriminadamente em armas convencionais, encabeçados pelos Estados Unidos.

Encorajamos o leitor a ser crítico e não deixar-se dominar pelas matrizes de opinião escandalosas que meios de comunicação tentam criar em torno do urânio empobrecido e as Farc. Nesses momentos, milhões de venezuelanos e colombianos estão assombrados pela notícia dos 30 quilos de urânio empobrecido supostamente pertencentes às Farc. Quantos deles sabiam sobre os 1.700.000 quilos de urânio empobrecido utilizado em civis iraquianos?

Uma pergunta final: É condenável ou não usar urânio empobrecido?

Caso seja condenável, o governo dos Estados Unidos (tanto o atual como seus predecessores) deve ser qualificado como terrorista e julgado de imediato por usar urânio empobrecido contra civis no Iraque.

Caso não seja condenável, assim como clama o governo dos Estados Unidos ao justificar o uso de munições de urânio empobrecido, então não se pode entender o escândalo que o governo da Colômbia mantém em torno dos 30kg. De urânio que presumidamente acharam em Bogotá.Você, como leitor, tem a palavra. Não se esqueça de deixar um comentário a respeito.

Terrorismo midiático

Este fim de semana está acontecendo em Caracas (Venezuela) um evento chamado “Terrorismo midiático”, que trará esclarecimentos sobre um fenômeno que está em pleno apogeu na América e no mundo inteiro.

Por Allende La Paz


O “Terrorismo midiático” está sendo utilizado pelo império e seus lacaios –entre eles, claro, está o regime colombiano-, a fim de confundir as mentes e o discernimento dos povos da América Latina. Quem sabe o mais esforçado aluno seja o regime narco-paramilitar de Álvaro Uribe Vélez. Vejamos de forma bem rápida, as ações desse regime corrupto, narco-traficante e violador dos direitos humanos e sua utilização na América Latina, especialmente na Colômbia, Venezuela, Equador e Costa Rica.

Dia após dia, os meios colombianos nos trazem produtos da falsa-mídia da guerra na qual se empenhou a oligarquia narco-paramilitarizada contra o povo colombiano. Dia após dia vemos membros das forças militares e de polícia, assim como reconhecidos funcionários governamentais, cantando vitória na guerra contra o povo.

Depois de mortos tantos guerrilheiros, descobrem que eram camponeses que os militares e policiais vestiram com roupas camufladas para parecerem guerrilheiros. Que os ‘falsos positivos’ de atentados da guerrilha contra as ‘forças da ordem’, e depois se sabem os nomes dos oficiais que prepararam as emboscadas contra seus próprios companheiros.

Depois de mortos três militares pela insurgência, descobrem que foi produto do ‘fogo amigo’, ou seja, militares mortos pelo fogo de outra patrulha militar. Depois de dizerem que Raúl Reyes tinha um harém de meninas de 6 a 12 anos de idade para satisfazer seus ‘perversos’ apetites, descobrem que nas FARC os comandantes sempre andam com sua tropa e com suas companheiras –esposas, mulheres- não os abandonam nem um minuto ao dia.

Enquanto a falsa-mídia empresarial dos meios colombianos bombardeia os cérebros dos colombianos e os vão convencendo de que estão ganhando a guerra, a estão perdendo. Mas há casos que são estarrecedores. Como o do Urânio que dizem que as FARC buscava. Oras, e nem sequer pensavam ao dizer que ‘buscavam’ ou ‘queriam comprar’, não que o ‘tinham’. E é como condenar uma pessoa pelo que pensa em fazer, mesmo que não o tenha feito, assim como os EUA disseram que Saddam Hussain não tinha relação com a Al Qaeda, mas que deveriam derrotá-lo por via das dúvidas.

Mas, não contentes com isso, o regime narco-paramilitarizado de Uribhitler converteu-se prazerosamente no ‘Israel da América do Sul’ e está exportando a guerra, o fascismo, aos países latino-americanos.

Na República Bolivariana de Venezuela são diários os atos de delinqüência que os narco-paramilitares realizam para converter a Venezuela em um país invisível. Brigas, seqüestros, boicotes e assassinatos de dirigentes camponeses são suas obras, as que somadas aos 80 ou 100 narco-paramilitares invasores para realizar o magnicídio de Hugo Chávez, ou o magnicídio do Fiscal Danilo Anderson, não dão a mostra de como joga o regime de Uribhitler.

O objetivo é desgastar a revolução bolivariana, para posteriormente dar o ‘golpe de misericórdia’, uma vez que o golpe militar falhou.

Assim como no Equador, onde prentendem converter-se no flagelo contra o presidente Rafael Correa, diante da proximidade da saída dos militares gringos da Base de Manta. Mentiras e mais mentiras contra o governo. A famosa foto de Larrea que não era Larrea e sim Etchegaray, é apenas uma mostra do jogo sujo de Uribhitler e os gringos, tudo com a pretensão de que o Equador ‘esqueça’ a incursão invasora em seu território. E inventam as mentiras mais inverossímeis, que o computador de Raúl Reyes mostra isso e aquilo, tentando fazer com que esqueçam que primeiro foi a violação da soberania do Equador e depois os que eles dizem que encontraram no computador que resistiu a 10 bombas inteligentes, as mesmas que usam no Iraque.

E em seu espetáculo da falsa-mídia, se vangloriuam pela morte de Reyes e Ríos. Evidentemente as FARC devem ressentir sua perda, e temos visto que Marulanda tem atuado com serenidade e nomeou os novos membros do Secretariado, mas o regime de Uribhitler não pode sentir-se ‘orgulhoso’, ‘ganancioso’, pela morte de dois combatentes farianos porque, em nenhum dos casos, foi produto de suas ações.

Não fosse pela atuação dos pilotos gringos que lançaram 10 bombas inteligentes e 30 de estilhaçamento, o mais provável era que Reyes escapasse. Talvez sua única participação tenha sido a de haver executado os que se entregavam feridos e abandonado os feridos em uma ‘ação de guerra’. Assim como com Ríos. O circunstancial assassinato de Iván Ríos não foi resultado de nenhuma ação militar, mas sim da loucura e depravação de um indivíduo sem caráter, que ‘mata por dinheiro’.

E vemos também que o regime de Uribhitler chega a Costa Rica para exportar o fascismo. Segundo dizem, encontraram 480 mil dólares –não se sabe a quantia certa porque arrombaram a casa quando os donos não estavam e por isso não se pode dar fé se é certo ou não, se foram ou não ‘plantados’ no cofre-, e começa então uma verdadeira caça às bruxas das autoridades da Costa Rica pelos contatos que setores políticos e sindicais tinham com Raúl Reyes.

Deve-se dizer que Raúl Reyes, segundo nos informam desse país, esteve na década de 90 na Costa Rica, com a permissão do governo constitucional, eleito democraticamente, de José María Figueres, acreditamos que com o aval dos EUA (porque lá nada se move sem a permissão gringa). Lógico então que Reyes fez contato com as forças vivas da sociedade. Nem que seja por simples curiosidade. Por algum acaso Oscar Arias ‘pecou’ por haver se reunido com Raúl Reyes em uma ou duas ocasiões? Da mesma forma fazem perguntas sobre Rodrigo Granda da época dos Diálogos de Paz no Caguán, durante os quais viajava a esse país para tratar de destravar o processo, e logicamente teve que ter contatos com certa gente, inclusive com as autoridades legítimas da Costa Rica, inclusive realizando negócios.

Por acaso é ‘pecado’ –para seguir usando a expressão da moda- ter feito esses contatos? Claro que não. Se eram contatos LEGAIS com um personagem que entrava e saía do país com uma permissão do governo da Costa Rica, em pleno processo da paz na Colômbia, e as FARC não eram consideradas então uma organização Terrorista: além do mais, tratava-se de ajudar, com bons ofícios, para que esse processo fosse concretizado.

Então porque tanta fuzarca? Não sabem os meios discernir os acontecimentos de uma e outra época? Pra que tanto alvoroço? Pela simples razão de que o povo da Costa Rica impediu com sua mobilização a apicação do TLC, como antes impediu a privatização do ICE, -eletricidade e comunicações-, a empresa de orgulho deles, porque é a primeira da América Central.

Logicamente a empresa e muitas mais estão na mida da avidez dos empresários apátridas e das multinacionais gringas.

Essa é a verdadeira razão do alvoroço e o que pretendem é acusar os sindicatos, partidos políticos de esquerda ou não, personalidades acadêmicas, que lideraram a luta contra as privatizações e o TLC, e impor a visão dos empresários apátridas do império. Querem acovardar todo mundo. Essa é a triste verdade, não devemos nos iludir com mentiras.

Mas o que chama a atenção é que os agentes das agências grindas utilizem os agentes colombianos para que realizar por eles o trabalho sujo. Que razões ocultas existem para isso acontecer?

Evidentemente, o império gringo trata de minar a brava luta dos povos para evitar a espoliação, o roubo de suas riquezas. E agora trata de usar o nome das FARC para prejudicar os dirigentes dos povos, igualmente para reduzir à nada a posição patriótica dos setores mais esclarecidos do povo. Mas não podemos permitir nem vamos permitir isso. Os povos não são covardes, pelo contrário, são extremamente valorosos. Não nos derrotarão.

As Farc fizeram sua parte

Reyes e seus homens trabalhavam na busca do Intercâmbio. As farc há muito compreendeu que esse ato humanitário com Uribe não prosperaria. Que deveria explorar iniciativas audazes.

ANNCOL

Pela liberação dos detidos em poder das Farc e os prisioneiros da guerrilha nos cárceres do regime. E a que custo. Raúl Reyes e suas escoltas assassinados pelas forças colombianas dirigidas pelo Comando Sul dos Estados Unidos.

Reyes e seus homens trabalhavam na busca do Intercâmbio. As farc há muito compreendeu que esse ato humanitário com Uribe não prosperaria. Que deveria explorar iniciativas audazes. Lá fora. E conseguiram envolver a senadora Piedad, Chávez e este e outros governos.

Mas o verdadeiro papel de Uribe foi mostrado. Matou Raúl Reyes, e seus garotos e convidados internacionalistas.

Matou a troca de prisioneiros. E vai matar Ingrid, o coronel Mendieta e todos os prisioneiros em poder das FARC se o povo colombiano e seus organizadores populares não se moverem para exigir de Bogotá propostas sérias e firmes.

Ultimamente, nada de novo. A mídia, manhosa para enganar a opinião pública colombiana e internacional com a ‘suposta gravidade extrema de Ingrid’, e os mais mórbidos dizem que seu estado é tal que se parece com os meninos famintos da Biafra de outrora.

A cada parlamentar narco-paramilitarizado que cai em pecado, imediatamente o estado colombiano ‘conspira’ uma nova cortina de fumaça. Ainda mais agora, quando parece que começaram a cair os de Antioquia.

Tentáculos do ministro de defesa colombiano Santos chegam à diretoria da SIP

Jean Guy Allard, jornalista canadense, revelou que o único latino-americano que está na diretoria da Sociedade Inter-Americana de Imprensa, é Enrique Santos Calderón, parente do ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos. Allard se baseou no estudo sobre a SIP que foi feito por seu colega chileno Ernesto Carmona, que viveu exilado na Venezuela durante a ditadura de Augusto Pinochet.

Por Aporrea/Anncol


Caracas, 28 de março de 2008 / “No conselho de administração da SIP há apenas um latino-americano. Todos os demais são norte-americanos. Quem é o representante da América Latina? Enrique Santos Calderón, que é parente da família proprietária do El Tiempo de Bogotá. É o único latino-americano que pertence à cúpula da diretoria”, revelou Jean Guy Allard, jornalista canadense, que baseou sua afirmação em um estudo de seu colega chileno Ernesto Carmona.

“A SIP é um clube de proprietários de meios de comunicação, que investem na informação e na desinformação (...) São uma câmara de comércio perigosíssima por seu poder de difusão e perigosíssima porque a SIP é um instrumento do dispositivo norte-americano de desinformação continental”, afirmou Allard, durante o programa Em Confianza, que é transmitido pela VTV.

Relembrou também que o nome da SIP foi seqüestrado em 1950, “há uma testemunha, o colega Vera de Cuba, que viveu esses eventos, quando Gene Dubois, um coronel da inteligência norte-americana dirigiu a operação de recuperação do nome da SIP que até esse momento era uma organização legítima que representava a imprensa e os jornalistas do continente e a converteu em uma associação de empresas que se dedicam a vender informação e a defender seus interesses econômicos”.

Meios de comunicação, negócios de família

“A SIP está encabeçada por um núcleo rígido de grandes famílias que correspondem a essa etapa que se vão formando nossos países no Século XIX: Os Mitre na Argentina, diário La Nación; Os Miró Quesada no Peru, diário El Comercio; O Mercurio no Chile (...) É importante conhecer o papel que essas famílias tiveram”, destacou por sua parte José Steinsleger, jornalista e escritor do La Jornada do México.

“Eles defendem muito a liberdade de expressão mas, por exemplo, na página de dados da SIP, há um senhor que se chama Danilo Arvilla, do Uruguai, que foi presidente da SIP, que utiliza uma frase de James Madison (quarto presidente dos Estados Unidos): ‘É o povo quem pode censurar e jamais o governo pode censurar o povo’, e Arvilla conclui: ‘efetivamente é assim, onde já se viu os mandatários poderem censurar os seus mandantes?’. Quem lê essas coisas chega a dizer: ‘caramba, que espírito democrático o da SIP’”, sustentou Steinsleger.

“Quem é esse Arvilla que diz essas coisas? Em junho de 1973, Arvilla proibiu no Uruguai a divulgação de todo tipo de informação, como Ministro da Comunicação do presidente golpista Juan María Bordaberry, que pudesse perturbar a tranqüilidade e a ordem pública. Arvilla fechou 173 meios de comunicação”, especificou o jornalista do La Jornada do México.
“Os meios pensam que é possível exercer a liberdade sem nenhum tipo de responsabilidade social. Eles não prestam contas a ninguém, exceto aos seus patrões e aos capitais que necessitam estar mediando no espaço econômico para dizer qualquer coisa (...) Se alguma instância política, social e inclusive popular disser ‘você está mentindo’, sua defesa é que ‘hoje sou livre para dizer o que quero’ e podem dizer qualquer barbaridade. Isso é terrorismo midiático”, pontualizou.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Por Raúl Reyes.., por nossos mortos, nem um minuto de silêncio

É evidente que tudo tinha sido premeditado por Washington, e por seu cão de caça Uribe, para gerar a crise e culpar todo aquele que tome a palavra contra ele, em oposição ao belicismo do lacaio governo granadino.

Jesús Santrich e Rodrigo Granda/Especial para ANNCOL


Cada combatente fariano é resistência à injustiça, nunca ofensa sem razão à paz. Sua guerra é justa, emanada da reação à injustiça, à opressão, à alienação, à exploração, pela abertura do caminho da construção do socialismo.

Por isso, ainda que, neste caminho de ideais imperecíveis, matem seu corpo, seu exemplo de luta pela causa bolivariana é que é difícil de matar.

O imperialismo seguirá construindo suas infamias.

Mas até quando?

Nosso reino é neste mundo, desta forma, como Carpentier, podemos continuar nos perguntando: “O que é a história da América Latina se não uma crônica do maravilhoso no real?”. Mas nossa fábula, nossa fantasia, tem semelhança, antes de tudo, com a utopia bolivariana, com o sonho da comunhão…neste mundo.

Desta forma, tanto faz se nos chamam de ladrões, como a quem crucificaram em vez de Barrabás; que nos coloquem os INRI que lhes dê na telha; que nos tratem pior do que ao “sambo” Bolívar, com as mesmas canalhices e perfídias que as praticadas pelo santanderismo em seu afã por desmembrar a Pátria Grande e assassinar ao Libertador e seu projeto… Não importa, porque, como expressou o comandante Iván Márquez, “de que vale a vida sem causa e sem bandeira…?”

Ao final, a história nos absolverá, reivindicados serão nossos sonhos de Espartacos, de empobrecidos rebeldes tomando as Tulherías.

Não podemos aspirar a que nossos inimigos, que são os mesmos inimigos do povo, nos tratem melhor do que a Galán, o comunero, do que a Policarpa no cadafalso, que a Caupolicán em seu suplício, que a Tupac destroçado pelos quatro cavalos da morte, que à Eloy Alfaro crivado, desmembrado e queimado no parque El Ejido; do que a Guevara, sacrificado em la Higuera, do que a Sandino, atraiçoado, que a Farabundo Martí fuzilado. Do que a Fabricio Ojeda, Bishop, Julio Antonio Mella, Camilo Torres, Uribe Uribe, do que ao tribuno Gaitán ou do que ao padre Libertador, mesmo em sua agonia de homem órfão de pátria.

Todos seremos delinqüentes frente as oligarquías e o império…

Mas no final, a vitória será dos oprimidos e vilipendiados, porque sempre estaremos sobrevivendo entre as massas oprimidas, armados de sonhos e armando, com nossos sonhos, cada novo empreendimento de liberdade; reiniciando-o cada vez que for preciso, refazendo o caminho com a certeza que nos dá a história, em seu andar inelutável em direção ao estágio do comunismo; nos levantando contra o esquecimento, contra a estigmatização…, porque a história não chegou ao seu fim, porque a rebeldia popular não morre com bombas assim como não morre o sonho de Bolívar com a permanencia das oligarquias; inventando novas táticas para o assalto dos céus; reintentando sem descanso a emancipação, nos rearmando com a dignidade, refazendo a utopia. Existindo na luta…, sendo.

Nenhum inimigo digno teria tratado com tanto desprezo e morbidez seu opositor; nenhum com tanta sanha; nenhum com tanta deslealdade como o foi feito com o comandante Raúl Reyes.
Todavia, por inútil que seja a morte, por mais terriveis que sejam as circunstâncias, por maior que pareça o infortunio, quando a presa das matilhas abomináveis que propiciam-na tropeçam em combatentes que são interminaveis, com homens e mulheres que não podem ser vencidos com a morte porque, como Raúl, sobrevivem em sua organização, dando-lhe força moral na batalha.

Honra que nos faz o povo, ao nos permitir morrer por sua glória eterna.

Honra que nos faz dizer, como no hino da vanguarda: “por nossos mortos nenhum minuto de silêncio, toda uma vida sempre plena de combate, que frente a dor o nosso otimismo não arrefeça e seja um ainda mais claro novo anúncio da vitória…”

Se comprazem em sangue as abominaveis piaras apátridas, destroçando com raiva cada corpo de cada valente.

Mas nenhuma morte vai instaurar o silêncio entre os pobres da terra…, nem por um minuto, nem por um instante, guerrilheiro, miliciano, partizan... Nem um só minuto de silêncio por estes nossos herois que caem para crescer e fixar-se na memória, na consciência dos ideais.

Entretanto, os verdugos amorais que não diferenciam uma morte de outra, porque sua decomposição ética não lhes permite entender que até um ato de guerra deve ser um ato moral, seguirão apodrecendo em meio ao marasmo de seus crimes contra a pátria e contra a humanidade.

Então, qual o significado de Raúl ser abatido?

O que significam seus esforços sacrificados na busca do caminho da paz? Qual seriam, se não os símbolos do revolucionário genuíno? Daquele para quem a revolução, se é verdadeira, tem como destino tão somente o triunfo ou a morte.

Este é o Raúl abatido. É o combatente multiplicado em dignidade, que não teme à morte porque amava a vida e só pensava nela.

Já que, pela parte do regime, estamos, assim como Raúl, condenados a morte, já deixamos expresso que nosso último, assim como nosso primeiro e maior desejo, é o de morrer com as armas nas mãos…, por um futuro melhor para nossos povos.

Morto Raúl, então, a morte novamente terá fracassado.

O cenário foi aquele onde, mesmo antes de chegarmos a ele, já se tinha apascentado as feras, lançando-lhes um missil inteligente, descarregando-lhes tecnologia de ponta, o olho do satélite, num Plano que vai mais além da Colômbia, que é tramado na forma de uma conspiração contra o continente.

Um plano. Sim, um plano para retomar à América é o que continua em marcha. O plano da recolonização yanque.

Pelo que nele está traçado, aqui a morte não é simplemente a morte, pois há mortes vís e cruéis, assassinatos, crimes como os fabricados pelos abomináveis lacaios do império, que sempre vão para além de suas intenções aparentes.

Assim, nesta manobra que se constituiu numa operação de guerra suja, sem a dignidade que devem ter os verdadeiros atos de guerra, por terriveis que sejam, está inscrito o desenvolvimento do Plano colonialista contra Nossa América. Fica evidente a sua estratégia perversa, quando saca de sua cartola de mago da morte a novela sinistra do computador das mentiras, supostamente encontrado no devastado cenário onde foram dizimados Reyes, seus guerrilheiros e pessoas que visitavam o lugar.

Seria um fato risível se não pudéssemos divisar a perversidade envolvida.

A princípio, os agressores se desculparam com o Presidente Correa que ainda, porque não tinha noticia clara do acontecido, não levantava sua voz contra a violação territorial. Mas, tão logo, com integridade e decoro, sua palavra exteriorizou a indignação e a condenação à violação da soberania equatoriana pelas tropas fascistas de Uribe Vélez, do miraculoso computador sai a prova documental sobre a suposta aliança Equador-guerrilha.

Igual, ou pior, acontece quando o Presidente venezuelano Hugo Chávez, com decoro, questiona a agressão ao Equador e toma medidas preventivas com respeito ao belicismo do regime colombiano contra a Venezuela, então, do mágico computador, surge o assunto escabroso e inverossímil da aliança guerrilha-Venezuela para derrubar Uribe, e irrompem, de imediato, as ameaças e o discurso intimidatório dos Estados Unidos, pela boca do falcão George Bush.
É evidente que tudo estava premeditado por Washington, e seu cão de caça Uribe, para gerar a crise e culpar todo aquele que levante sua palavra contra ele, em oposição ao belicismo do lacaio governo granadino.

Assim como não é estranho que este pandemônio esteja desenhado, além do mais, para amedrontar com chantagens aos governos do mundo, para que optem por não contribuir na busca de soluções para o problema do conflito colombiano, a fim de não cairem envolvidos nos impropérios de cada campanha de difamação dos Estados Unidos e do governo colombiano, seu lacaio.

Mas, principalmente, se conclui que o que avança, em seu desdobramento, é um Plano de guerra de recolonização sobre o continente em favor das trasnacionais. Que não nos surprenda que iniciem a causa pela colaboração com o terrorismo contra Venezuela, Equador, Nicarágua e contra todo aquele que passe pela cabeça buscar uma saida pacífica para o conflito colombiano.
Como complemento, não menos pavoroso, estaríamos na situação nefasta na qual o famoso computador servirá agora como a justificação criada pelo uribismo para proceder contra toda a real oposição ou contra as organizações e pessoas que não queiram identificar-se às políticas do fascismo.

Já veremos que começarão a ser acusadas como terroristas as pessoas e as organizações populares da Colômbia maltratada, vilipendiada e dessangrada, que estejam fazendo oposição ao governo.

Não é necessario ser adivinho para chegar-se a este presságio. Todo aquele que seja considerado elemento incômodo para o regime será presa fácil do computador que surgiu como uma falaz licença para reprimir.

Porém, na geometria da luta pela paz está implícita a forma e a dialética das guerras. Dela, em circunstâncias de existência não poucas vezes adversas, como as nossas, é de onde haverão de brotar os frutos da melhoria de vida para os povos.

Seja lá de onde se olhe, a partir de qualquer ângulo ou de seu centro, de fora ou de dentro, é a luta de classes o significado de suas dimensões regulares ou irregulares, no infinito devir da história, onde sobem e descem as linhas da realidade em que estão as curvas da morte, como parte da existência que bem pode aparecer subitamente na estrada da confrontação, como agora nos tem assaltado no seio da mais alta direção de nossa organização.

Não é um fim em si o ato de morrer, senão o cumprimento de um momento de nossa existência no universo, que devemos procurar de maneira natural, nos preservando ao máximo de sua aparição prematura.

Obrigados estamos a tomar as medidas que nos garantam maior segurança em meio ao confronto; mas se a morte chegar a ocorrer, o que é uma possibilidade constante no dia a dia da guerra, deveremos assumi-la como uma nova possibilidade real de ser que, para lá do orgânico, se converte em latência permanente. Da simples queda se pode suscitar uma infinita labareda, e se é a paixão, a entrega com convicção, a que move o desejo, estaríamos frente a uma conjugação do heroísmo que dota a morte com as circunstâncias que configuram a grandeza.

E então, a morte, companheiros, há de se converter no marco da obstinada luta de resistência por nosso povo, numa magnífica vitória, enquanto seu fato é o exemplo do que haveria que fazer nesta estrada que seguimos em prol da libertação. É assim que a morte pode forjar a permanência dos homens, pelo estremecimento da sensibilidade de quem lhes contempla em sua causa. E é assim que, para além desta própria grandeza essencial, como os povos são iluminados pelo sol das circunstâncias em que um revolucionario entrega sua vida, que os dimensionará e elevar-se-á sua imagem até o zênite de sua valoração.

Mas, ao mesmo tempo, é contra essa graça que se transbordam os impropérios das oligarquías, sempre prontas a fazer a guerra contra os nossos, ainda que sabendo-os mortos; se arremetem contra seus méritos que podem ser copiados, contra seu exemplo que pode ser seguido…, e é precisamente por isto que tentam o esmagamento moral, já procurando, então, como destruir o espírito do valente, como acabar com seus sonhos, com seus ideais.

A morte assim, por conta da perfidia dos opressores, termina também, como no caso de Rául Reyes, convertida em consagração dos que cairam.

Que ironia!

Não se trata aqui, então, de analisar somente o importantíssimo fato da violação da soberania equatoriana e da soberania da Colômbia e Venezuela que indubitavelmente tem sido também manchadas por conta do expansionismo yanque, que violenta ao território gran-colombiano da Nossa América.

Se trata, além do mais e sobretudo, de enfrentar a determinação do império e das oligarquias em aniquilar a resistência popular, em suas mais diversas formas e necessidades de luta, mediante a estigmatização que provocam por meio do epíteto de terrorismo.

Estes inimigos funestos tratam de aniquilar o internacionalismo, a solidariedade e o direito dos povos a coordenar e juntar suas causas e seus propósitos, ao mesmo tempo em que se pretendem estabelecer como normais os ignominosos procedimentos do fundamentalismo imperialista, integrados na doutrina pronta da guerra anti-terrorista, a guerra total….

Temos aí, enfim, as políticas contra-insurgentes que, para o caso do contexto internacional latino-americano, não são outra coisa mais do que doutrinas contra a auto-determinação e a soberania dos povos em favor do colonialismo e da espoliação de nossas riquezas.

Pretende-se afiançar a conceituação política do império, justificando, contra as lutas dos povos, o direito à “agressão preventiva”, à “defesa antecipada”, à “legítima defesa”…, onde, de maneira insólita, o agressor se apresenta como agredido.

Afortunadamente, muitas vozes se tem levantado contra essa pretenção plena de mesquinhez e descaramento.

A cúpula do Rio e, em especial, a declaração de Santo Domingo assentaram bons precedentes, que de alguma maneira tentam por freio a estas justificativas que o imperialismo vem utilizando para ultrajar, invadir e saquear aos povos, como ocorre no Iraque, Afeganistão e no oriente médio em geral; ou como, especialmente, ocorre na Palestina, onde Israel atua com carta branca, mostrando o formato do que se quer fazer na América Latina, utilizando o regime fascista colombiano.

De tal sorte que deve satisfazer a todos a forma “cordial” como se concluiu o certame, sobretudo pela magnífica intervenção do Presidente Chávez e pela magnanimidade do Presidente Correa. Mas, em todo caso, ficaram feridas que não se curam com abraços, sobretudo se levam consigo a carga de hipocrisia que se evidencia em Uribe Vélez, em quem nunca se deve confiar, pois ele seguirá em sua escalada de guerra e isso deve ficar claro para o mundo.

O fascismo na Colômbia e contra o continente tem um gasto militar direto de ao menos 6.5 % de seu orçamento ordinário, descontando que todo o orçamento nacional colombiano está atravessado pelo propósito da guerra. Recebe também, dos Estados Unidos, a terceira maior ajuda militar do mundo, não somente para esmagar a resistência interna senão, como já foi dito, para se converter na ponta de lança do belicismo colonizador yanque, que a pouco foi fragrado intervindo na Venezuela bolivariana.

Ante tanta afronta e perversidade, não temos outra escolha legítima que a da resistência, a da solidariedade, a do internacionalismo e da luta em unidade com o povo.

Aqui, agora, e para sempre, não podemos deixar o assunto somente na condenação ao governo colombiano pela violação territorial contra o Equador, mas sobretudo, deverá se continuar a denúncia e a condenação dos povos contra o papel que o imperialismo tem colocado a jogar Uribe contra o conjunto do continente.

A Colômbia foi posta, pela oligarquia no poder, na triste situação de ser a ponta de lança da re-colonização. Há que denunciar e combater também, portanto, a intenção de Uribe em aniquilar toda opção de pacificação, porque é certo que, ao assassinar Raúl, feriram de morte a possibilidade de uma negociação de paz, a fim de manter a desculpa que permite uma maior presença militar yanque na região.

Não importa a Uribe tomar uma posição de ataque aos países vizinhos, nem lhe importará continuarr sendo a plataforma de agressão contra os países que lhe rodeiam. Não lhe importará, sobretudo, se a comunidade internacional continuar guardando o silêncio de conveniência diplomática frente ao genocidio que o regime colombiano comete contra seu povo.

Na América Latina, agora e desde muitas décadas, de maneira especialmente brutal e prolongada, chegou o turno de suportar as mais indignantes agressões, para nós como força revolucionaria e, sobretudo, para os setores mais humildes de nosso povo.

Temos sofrido o vilipêndio e a morte, que são conseqüencia do pertinaz terrorismo de Estado. Fomos levados a sobreviver e resistir ao exterminio da Unión Patriótica, soportar e reter todo o peso da guerra suja que tem semeado as fossas comuns com milhares de mortos em território do Estado. Temos nas costas a infausta circunstância do deslocamento forçado de milhões de compatriotas, o seqüestro e o desaparecimento de milhares de pessoas, a chantagem da extradição dos lutadores, utilizando as piores calunias que somente buscam nos humillar e por-nos de joelhos, tal como o tem pretendido, acusando e condenando combatentes bolivarianos heróicos e valentes, como Sonia e Simón Trinidad (um de nossos porta vozes de paz), aos quais, mediante sinistras mentiras, pretendem esmagar para cobrar às FARC por sua rebeldia contra as injustiças.

Para nós, segue sendo o turno, com o crivamento por bombas de outro gestor da paz, como o era Raúl Reyes, ao qual eliminam para fechar os caminhos da reconciliação…

Já o disse nosso secretariado: mataram Raúl Reyes e feriram de morte o processo de intercâmbio humanitário.

Mas tudo aponta para que, em tempo não muito distante, seja a vez de outros também receberem o peso das piores agressões.

Oxalá isso não ocorra jamais; mas se chegar a suceder, tomara que não se tenha que dizer que já é demasiado tarde para tomar precauções contra os planos colonialistas que estão avançando.

De toda a maneira, nós estaremos aqui, com nossas humildes experiências, solidários e prontos a entregar a vida por qualquer dos povos de Nossa América.

A ameaça mais evidênte é sem dúvida a que paira sobre a Venezuela, cujo território continuará sendo fustigado de diversas maneiras e com infinidades de justificativas: que se violam os direitos humanos, que é plataforma de envio de narcóticos, que é um país que apoia o terrorismo internacional…

Tratarão de minar sua revolução, inoculando a corrupção, a impunidade, o crime, introduzindo o para-militarismo, a especulação econômica, o desabastecimento alimentar e de outros produtos, tudo tendo ao fundo a guerra midiática de quarta geração, etc. etc.; até que, cedo ou tarde, venha a agressão direta, caso não tenha sido possível derrubar seu governo revolucionário, inclusive mediante ao magnicídio.

Assim são as coisas; mesmo porque esta agressão não depende de que se tenham ou não afinidades políticas com as FARC. Este é um plano que tem seu desdobramento com a aplicação mesma do Plano Colômbia e do Plano Patriota, com o propósito de destruir o, para eles, inconveniente sonho de unidade bolivariana: o projeto geral do Libertador. E só há duas maneiras de que não chegue a conclusão o vaticínio: ajoelhar-se e viver na humilhação do colonialismo, ou resistir e preferir morrer de pé do que manter-se na submissão.

A primeira é a opção pior do que a morte e a segunda é a possibilidade de viver com decência ou morrer como decorrência da resistência digna que não comunga com a covardia.

Sabemos que o Bravo Povo não é do tipo que desiste e que a espada do libertador sempre será empunhada com dignidade.

domingo, 30 de março de 2008

CUT condena acusações e difamações contra o sindicalismo na Colômbia


Alfonso Velásquez Rico, Diretor do Departamento Jurídico e Alberto Vanegas Z, Secretário de Assuntos do Transporte, do Comitê Executivo Nacional da Central Unitária dos Trabalhadores da Colômbia – CUT -, emitiram um comunicado nesta quinta-feira, 27 de março de 2008, onde expressam o rotundo e categórico rechaço da central trabalhista ao que qualificam de “campanha de acusações contra a CUT e o sindicalismo na Colômbia” por parte dos meios de comunicação como a cadeia de rádio RCN, de propriedade do oligarca monopolista Carlos Ardila Lulle, em cujas transmissões de notícias difamam a central sindical a propósito da detenção do senhor Benjamin Cárdenas Jaramillo, suposto guerrilheiro do ELN, em Soledad, Atlântico.

CUT/ANNCOL

Alfonso Velásquez Rico, Diretor do Departamento Jurídico e Alberto Vanegas Z, Secretário de Assuntos do Transporte, do Comitê Executivo Nacional da Central Unitária dos Trabalhadores da Colômbia – CUT -, emitiram um comunicado nesta quinta-feira, 27 de março de 2008, onde expressam o rotundo e categórico rechaço da central trabalhista ao que qualificam de “campanha de acusações contra a CUT e o sindicalismo na Colômbia” por parte dos meios de comunicação como a cadeia de rádio RCN, de propriedade do oligarca monopolista Carlos Ardila Lulle, em cujas transmissões de notícias difamam a central sindical a propósito da detenção do senhor Benjamin Cárdenas Jaramillo, suposto guerrilheiro do ELN, em Soledad, Atlântico.

De acordo com o boletim da Central Unitária dos Trabalhadores “assenta seu mais decidido rechaço à informação difamatória da noticiosa RCN e autoridades militares. No noticiário do meio dia de hoje, 27 de março de 2008, foi dada a notícia da detenção, em Soledad, Atlântico, do senhor Benjamin Cárdenas Jaramillo, suposto guerrilheiro do ELN.

Condenam que no momento de mostrar as imagens, apresentaram como material de guerra três celulares e um documento público legal, as conclusões do 5º Congresso da Central, fruto da decisão de 1.500 delegados dos sindicatos filiados, realizado em novembro de 2006. A CUT é uma organização democrática, pluralista e legalmente constituída, com Personalidade Jurídica emitida pelo Ministério do Trabalho e Seguridade Social há 22 anos.

Pelo exposto, exigimos ao governo e ao canal RCN, retificar esta informação e garantir nosso direito ao bom nome e o respeito às liberdades sindicais.

Chamamos – assinala a CUT – a solidariedade de todas as organizações sociais e políticas democráticas do país a rechaçar estas acusações contra a CUT e o movimento sindical. Fatos como este põe em risco o movimento sindical; este ano já foram assassinados 13 companheiros.

www,pacocol.org

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“Golpe de efeito”



Assim Maurice Delloye qualificou a proposta de Uribhitler. E conclui dizendo que são “tantas” as trapaças que Uribe Vélez já praticou contra a família de Ingrid Betancourt, que não lhe acreditam mais e sempre estão esperando que tire uma carta da manga.

ANNCOL


Assim, até lá, tem cegado a credibilidade do regime narco-paramilitar colombiano. E como mafioso típico, sua palavra não vale nada, melhor dito, vale o quanto pagarem. Nunca sua palavra é honrada.

E é debaixo da manga que estão as condições. Libera os guerrilheiros, mas – sempre há um ‘mas’ – não podem voltar a ‘delinqüir’. Que em claras palavras significa que Uribhitler e o regime se arrogam o direito de decidir pelos guerrilheiros liberados.

Não, não. Esta não é uma proposta séria. Seria sério ordenar a desmilitarização de Pradera e Flórida por 45 dias. Que grande plano poderiam organizar as FARC em 45 dias em uma região? Nenhum. E isso todos sabem. Então por que não ordenar a desmilitarização?

Por um orgulho tolo. E pela perversidade. Tem gente que se emociona ouvindo as palavras do regime narco-paramilita r, mas tem que ouvir com cuidado, porque sempre as propostas de Uribhitler e seus funcionários guerreiristas trazem uma trapaça.

Como na reunido com os franceses no Panamá com o comissário Dr. Ternura Restrepo, que serviu para o comando Sul dos USAmérica para localizar a região equatoriana onde estava Raúl Reyes e com seus satélites localizá-lo e lançar-lhe 10 bombas inteligentes e 30 bombas cluster para assassiná-lo, porque na verdade ali nunca houve combate.

Razão tem Maurice Delloye. Em Uribe Vélez não se pode acreditar nem em uma informação. Nem pela metade. Nada.

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sábado, 29 de março de 2008

A ressurreição é a vitória!



É domingo de páscoa e páscoa, para o mundo cristão, significa passagem, passagem da morte para a vida.
É o momento da ressurreição.
Jesus preso, torturado e morto nas mãos dos hebreus, volta à vida, para não morrer nunca mais. E isso já faz mais de dois mil anos.

Ana Sofía/ANNCOL

Jesus esta presente em cada um de nós, por isso nos chamamos irmãos.
E isso não é gratuito. Tem um significado enorme para o mundo civilizado.
Não se mata a um irmão, nem se o rouba, agride ou tortura, nem se desaparece com ele e, muito menos, se lhe bombardeia. Ao irmão se respeita, se ama, com o irmão, se fala, se dialoga.

Amarás a teu próximo como a ti mesmo é um princípio religioso que ajuda a construir uma moral e uma ética baseada no respeito ao outro.
Jesus deu a vida pelo amor a seus irmãos. Recomendou a justiça, o valor da paz, a compaixão e desmascarou a hipocrisia, a avareza, a corrupção e a injustiça.
E, por causa de tudo isto, foi perseguido, difamado, traído, preso, torturado e, finalmente, crucificado.

O Cristo que o mundo cristão venera hoje está vivo e presente em cada um dos homens que tem entregado suas vidas por amor a causas nobres e justas, durante todos estes anos de história.
Por isso hoje, dia da ressurreição, é momento de recordar o irmão morto.
O que entregou a vida, que é o mais estimado bem que cada pessoa tem na busca de um mundo melhor. A vida de um homem jovem, um homem justo; um homem livre.

A Jesus, o seguem matando a cada dia. O torturam sem piedade e o encarceram.
Querem a todo o custo apagar sua voz. Porque a voz da justiça e da paz lhes incomoda.

A Colômbia teve, e segue tendo, centenas de cristos que diariamente são torturados, perseguidos, desaparecidos e assassinados para que suas vozes se calem.
Não basta senão mencionar a uns quantos como Jorge Eliecer Gaitan, Bernardo Jaramillo, Jaime Pardo Leal, El padre Camilo Torres, Jaime Garzón entre centenas de camponeses, líderes agrários, comunais, estudantis e sindicalistas que tem morrido nas mãos de muitos governos assassinos que governaram e seguem governando a Colômbia.

Mas há homens que, como Jesus, nunca morrerão.

Raúl Reyes, Ivan Rios, Christian Peréz, o negro Acácio, Martin Caballero e todos os que têm caído pelo ódio assassino dos que não querem a paz vivem hoje e sempre. Porque a ressurreição é para os que amaram, como eles o fizeram.

É sua maior vitória sobre os que tem se encarregado de continuar fazendo o papel de fariseus da morte e Judas traidores que vendem o país ao melhor pagador.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Desinformam sobre a derrota dos EUA na OEA

As grandes agências internacionais e seus curiosos silêncios sobre a recente vitória diplomática do Equador. Quando querem, a notícia deixa de ser notícia.

Por Victor Ego Ducrot / Agência Prensa Mercosur


Um percorrido pelos portais eletrônicos de algumas das mais influentes agências internacionais de notícias, na primeira hora da manhã do passado 18 de março, lançou uma conclusão surpreendente: na contramão do que dizem seus próprios manuais de estilo, os fatos (“just the facts”) deixam de estar no centro da atividade informativa e são substituídos por meras interpretações.

“A OEA aprova resolução sobre Equador-Colômbia (terça-feira 18 de março de 2008 08:59).
WASHINGTON (Reuters) – Ministros do Exterior e embaixadores da OEA chegaram na madrugada da terça-feira a uma resolução que busca reparar as prejudicadas relações entre Colômbia e Equador, após as feridas que deixou uma crise regional desatada por um bombardeio a um acampamento das FARC em solo equatoriano.

Após longas e árduas negociações, os diplomatas reunidos na Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovaram finalmente um documento que foi recebido com reservas pelos Estados Unidos.

O documento enfatiza os pontos acordados pelos presidentes de Colômbia e Equador na reunião do Grupo do Rio na República Dominicana em princípios de março.

O texto busca “assegurar a paz e a segurança do continente”, “assegurar a solução pacífica das controvérsias que surjam entre os Estados membros”, e foi aclamado e aplaudido de pé pelos diplomatas.

Militares colombianos atacaram em inícios de março um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), onde morreu um dos líderes dessa guerrilha conhecido como Raúl Reyes, o que desatou uma profunda crise, à qual se somaram Venezuela e Nicarágua em apoio ao Equador.

Estados Unidos apoiou o texto, porém expressou reservas sobre um ponto que rechaça o bombardeio colombiano a um acampamento das FARC no Equador. Para Washington, Colômbia atuou em legítima defesa.

Os chanceleres de Equador e Colômbia aprovaram o documento de nove pontos, o que para países como Brasil e Venezuela reforça a autoridade dos países latino-americanos no marco do Grupo do Rio – no qual não participa Estados Unidos – para solucionar problemas.

O documento reafirma o respeito à soberania territorial dos Estados, registra as desculpas de Bogotá pelo bombardeio e reitera o “firme compromisso” dos 34 países da OEA de combater a ação de “grupos irregulares” na região, como buscava Bogotá.

“(A OEA) reitera o firme compromisso de todos os Estados membros de combater as ameaças de segurança provenientes da ação de grupos irregulares ou de organizações criminais, em particular aquelas vinculadas a atividades do narcotráfico”, disse o documento.

A resolução “Toma nota” dos trabalhos de uma missão da OEA em ambos os países, liderada pelo secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza, a quem se pede que “exerça seus bons ofícios” para que a resolução se cumpra e para restabelecer a confiança entre Bogotá e Quito.
O texto pede, ademais, que Insulza apresente um informe sobre avanços no tema na próxima Assembléia Geral da OEA, na cidade colombiana de Medellín em junho.

Os diplomatas chegaram a um acordo depois de horas de estancamento pela pressão do chanceler brasileiro, Celso Amorim, que expressou que uma resolução de chanceleres não poderia desautorizar as declarações dos presidentes colombiano e equatoriano no marco do Grupo do Rio.

Na segunda-feira causou agitação nos corredores da OEA uma suposta foto do ministro de Segurança Interna e Externa de Equador, Gustavo Larrea, publicada pelo diário colombiano “El Tiempo”, junto ao falecido guerrilheiro Raúl Reyes. Quito esclareceu que não se tratava de Larrea, mas sim do secretário-geral do Partido Comunista argentino, Patrício Echegaray. O diário admitiu o erro.

Colômbia insistiu em que os computadores de Reyes, expropriados depois do bombardeio, mostram vínculos entre as FARC e o Governo equatoriano, e também entre a guerrilha e o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Ambas informações foram categoricamente rechaçadas pelos países mencionados”.

Deveríamos deter-nos na ordem narrativa deste cabograma da agência Reuters, e assinalar que a aplicação dessa ordem é uma das técnicas mais eficazes para marcar Intencionalidade Editorial (posicionamento político ideológico do meio ou do jornalista ante o fato noticiável).

Recém no terceiro parágrafo se faz menção a que a Organização dos Estados Americanos (OEA) se pronunciou em concordância com o documento do Grupo do Rio, subscrito a 7 de março, em Santo Domingo, pelos mandatários latino-americanos dos países que integram a OEA, sem fazer menção de seus conteúdos: apoio ao Equador na defesa de sua soberania frente a ataques da Colômbia, desculpas expressadas do presidente Álvaro Uribe e compromisso deste a não reiterar esses comportamentos condenados pelo direito internacional.

No quarto parágrafo se destacam fatos derivados (“assegurar a paz...”) sem mencionar ainda o centro da questão: que a OEA rechaçou a conduta da Colômbia e não subscreveu uma das doutrinas centrais da política externa estadunidense – a da guerra preventiva –, encoberta detrás do véu discursivo da “segurança dos povos”, tal qual o formulara Uribe sem êxito em Santo Domingo.

Outro dado curioso. Para Reuters a vergonhosa manobra do diário colombiano “El Tiempo”, tendente a desqualificar ao Equador através de uma fraude informativa – técnica comunicacional e de inteligência prevista e aplicada conforme a doutrina da guerra preventiva – só merece ser mencionada nos últimos parágrafos do despacho noticioso.

A atitude da agência AFP foi ainda mais chamativa. Para a abertura de sua página digital nesse mesmo dia, a reunião da OEA nem sequer existiu.

Reproduzamos, a seguir, o resumo informativo de primeiras horas do 18 de março.

“O Dalai Lama se demitirá se se degrada a situação no Tibete: O Dalai Lama renunciará a sua função como chefe espiritual dos tibetanos se a situação no Tibete se degrada, afirmou nesta terça-feira durante uma entrevista com jornalistas em Dharamsala (norte da Índia)”.

Wen Jiabao acusa ao Dalai Lama e seu “bando” dos motins no Tibete: a China tem “as provas” de que os motins de Lhassa da semana passada foram “fomentados e organizados pelo bando do Dalai Lama”, afirmou nesta terça-feira o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que, no entanto, deixou aberta a porta para o diálogo, sob a condição de que o líder espiritual tibetano renuncie à independência”.

“Morre em Kosovo um policial ucraniano da ONU ferido em enfrentamentos: Um policial ucraniano da força da ONU em Kosovo morreu por causa dos ferimentos sofridos na segunda-feira em enfrentamentos com manifestantes sérvios na localidade de Kosovska Mitrovica, anunciou nesta terça-feira a polícia kosovar”.

Idêntica atitude adotou a agência EFE: silêncio total.

“CHINA-TIBETE Pequim detém a suspeitos casa por casa e acusa ao Dalai Lama de instigar a revolta: Pequim, 18 mar (EFE) – A polícia chinesa percorre Lhasa casa por casa para deter a suspeitos de participar nos distúrbios e manifestações dos últimos dias, denunciaram dissidentes tibetanos, enquanto em Pequim o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, acusou ao Dalai Lama de haver instigado as revoltas”.

“Última hora. Puig não descarta um pacto estável com o PSOE se Zapatero muda de atitude a respeito da Catalunha: Barcelona, 18 m (EFE) – O secretário-geral adjunto de CDC, Felip Puig, assegurou hoje que não descarta um pacto estável mais adiante entre o PSOE e CiU se José Luis Rodríguez Zapatero muda radicalmente de atitude a respeito da Catalunha, e lamentou que CiU não defendesse “com paixão” suas propostas em campanha”.

“Numa entrevista em TV3 recolhida por Efe, Puig assegurou que CiU tinha “bem orientada” sua campanha, porém que “talvez não a interpretamos com suficiente paixão”.

“Manila, 18 mar (EFE) – Ao menos quinze pessoas, entre elas estudantes, resultaram feridas hoje por causa da explosão de uma granada na entrada do colégio La Consolación de Manila, segundo a investigação preliminar da Polícia.

Fontes do Hospital Mary Chiles indicaram que quinze pessoas ingressaram no centro, enquanto a rádio filipina informava de mais feridos atendidos no ambulatório da Universidade Santo Tomás e no Manila Doctors Hospital.

O envio de remessas superou os 8.100 bilhões de euros em 2007 e 19,5% mais que em 2006. Madri, 18 mar (EFE) – As remessas dos imigrantes desde Espanha para o estrangeiro de janeiro a dezembro de 2007 alcançaram os 8.135 bilhões de euros, 19% mais que os 6.807 bilhões enviados no mesmo período de 2006, segundo os dados publicados hoje pelo Banco de Espanha.

A cifra alcançada supera amplamente os 5.500 bilhões de euros que o Governo espanhol destinará este ano à dotação dos créditos do Fundo de Ajuda ao Desenvolvimento (FAD).

Ciudad Real-Hamburgo e Kiel-Barcelona, serão as semifinais da Liga de Campeões de handebol:

Redação esportes, 18 mar (EFE) – Os duelos hispano-alemães Ciudad Real-Hamburgo e Kiel-Barcelona serão as semifinais da Liga de Campeões de handebol, cujo sorteio teve lugar esta manhã em Viena.

Ademais, na Recopa o Valladolid ficou emparelhado com o Rhein-Neckar Lowen, também alemão, e na Copa EHF o CAI Aragón com outro conjunto germânico, o HSG Nordhorn.

Botticelli e Giordano abandonam Itália para viajar a Caixaforum: Madri, 18 mar (EFE) – O percorrido pela espiritualidade do Ocidente em torno à idéia de que o sacrifício de Jesus Cristo redime do pecado original guia “O pão dos anjos”, a exposição que hoje se inaugura em Caixaforum e que permite ver por primeira vez fora da Itália obras-mestras de Botticelli e Giordano.

Caixaforum logrou que a Galeria dos Uffizi, em Florença, permita a saída da Itália de 45 obras realizadas entre os séculos XV e o XVII, das quais sobressaem pinturas de Botticelli, Luca Signorelli, Parmigianino, Luca Giordano e Cristofano Allori, entre outros, peças que habitualmente nem sequer se encontram em exibição”.

Houve que se concentrar na Agência Bolivariana de Notícias (ABN) de Venezuela, por exemplo, para encontrar a informação tratada como o prescreve o próprio preceito estabelecido desde a mídia e a escolas de jornalismo: situar o dado noticioso, destacá-lo e, posteriormente, dar-lhe contexto.

“Vitória do Equador e derrota dos Estados Unidos na OEA. ABN 18/03/2008: Caracas, 18 Mar. ABN – A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou o rechaço à violação da soberania equatoriana perpetrada por militares colombianos, porém esta resolução não contou com o acordo dos Estados Unidos.

A representação estadunidense ficou isolada frente a toda a comunidade da OEA ao expressar seu desacordo porquanto o acordo rechaça a violação da soberania dos países da região. Estados Unidos disse que não estava incluído “o direito dos países à autodefesa”, avaliação que se corresponde com seu postulado de “guerra preventiva”, um conceito que antes havia utilizado o regime de Hitler”.

O acordo da OEA, logrado quase por consenso, foi possível sobre a base da declaração aprovada pela reunião cúpula do Grupo do Rio, realizada no passado 7 de março, na capital da República Dominicana, e vale destacar que nessa ocasião a construção do consenso foi mais rápida e simples, posto que os Estados Unidos não formam parte da organização.

A resolução acordada hoje pela OEA sublinha a necessidade de respeitar a soberania territorial consagrada de maneira irrestrita pela Carta do organismo continental, e a necessidade de resolver os conflitos de maneira pacífica, sem o uso ou ameaça do uso da força.

Os países do continente também receberam as “plenas desculpas da Colômbia” e seu compromisso de que fatos similares não se repetirão sob nenhuma circunstância.

O secretário-geral da OEA recebeu o mandato de exercer seus bons ofícios para observar o cumprimento da resolução e do restabelecimento da confiança entre os governos de Equador e Colômbia.

A chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, destacou que esta é uma vitória da diplomacia de seu país e que recebeu o respaldo de todos os países membros da OEA”.

A sorte de exercício que propõe esta nota não só aponta a revelar a manipulação informativa das grandes corporações – guerra midiática ou jornalismo de “baixa intensidade” – senão que permite introduzir-nos em algumas considerações teóricas em torno à prática profissional, tanto na área de produção como de análise de conteúdos jornalísticos.

Para isso, abordaremos em forma muito sintética alguns dos conceitos centrais do modelo teórico desenvolvido desde a Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social da Universidade Nacional de La Plata (UNLP), da Argentina.
Em rigor de verdade, todos os meios desenrolam sua própria Intencionalidade Editorial (parcialidade e carga valorativa e interpretativa sobre os fatos da agenda – a seleção desta e de fontes também forma parte dessa opção de parcialidade ou tomada de partido por -).

E não está mal que isso suceda – não poderia ser de outro modo porque, em última instância, não há atitudes humanas parciais – dentro do jogo da democracia comunicacional. No entanto, devemos apontar o seguinte. Democracia comunicacional significa exercício efetivo do direito dos cidadãos e cidadãs a informar e estar informados e o cenário regional e global atual demonstra que esse princípio não rege, desde o momento que a propriedade e a funcionalidade dos principais meios de comunicação registram o índice mais alto de concentração da história.

As corporações unificam meios, tecnologias e discurso em torno a um só objetivo estratégico: a consolidação de sentidos convalidantes do modelo sócio-político hegemônico.

Casos concretos do reflexo desse cenário de poder sobre construções simbólicas (coberturas jornalísticas, por exemplo) podem ser constatados na produção do Observatório de Meios de APM, consultável desde a capa de nossa página eletrônica.

Por último, e aos efeitos desta nota, o outro ponto que convém ser sublinhado é a mitificação informativa como recursos sistêmicos dos grandes meios hegemônicos.

Isso implica: a) nunca admitem sua parcialidade; b) a sua própria parcialidade a qualificam de “objetividade”.

A transformação falsária da parcialidade própria em “objetividade” obedece à necessidade de eficácia para produzir e reproduzir sentidos hegemônicos; isto é, para converter uma leitura ou interesse de classe ou grupo ou interesse de validade universal.

Se voltamos aos casos das agências citadas neste artigo, poderíamos concluir que a minimização dos fatos sucedidos na OEA – mais ainda sua negação – é um requerimento desse processo de conversão da própria parcialidade em “objetividade” com possibilidades de eficácia.

Se as grandes agências reconhecessem sua parcialidade – a histórica defesa dos sentidos hegemônicos no marco do sistema capitalista-imperialista –, então estariam descobrindo seu jogo, estariam admitindo que suas “objetividades” não são outra coisa que suas próprias parcialidades.

Essa é a lógica fechada do fenômeno que qualificamos “meios e mentiras inteiras”.

quinta-feira, 27 de março de 2008

O computador atômico de Raúl Reyes


Na Colômbia dizem que se o chefe do narco-paramilitarismo “don Varito” tem 84% de popularidade, isso significa que ainda assim sobram 16% que não se submeteram.

Anncol


E como a crise regional andina segue avançando e as contradições internas no país continuam marchando, a falsa-mídia do terrorismo de Estado, esse 84% que controlam os Santos, o general Padilla de León (o mesmo do massacre da Cienaga grande) e o general “coca” Naranjo a partir da central de inteligência da Polícia; continuam fabricando notícias de falsos positivos para tratar de ocultá-la e tapá-la: Como os gatos!

Agora, quando a história de pescador do terrorismo da insurgência colombiana, segundo os documentos das reuniões dos países latino-americanos e caribenhos na OEA e Santo Domingo, SÓ ACREDITAM os governos dos EUA e da Colômbia; arrumam outra história de fidção parecida com as do invencível agente imperialista 007 da guerra fria, “que tinha licença para matar”, de que a insurgência colombiana, tem “Urânio enriquecido” para fabricar uma bomba atômica e “aterrorizar com armas de destruição em massa” em todo o continente. Essa é a prova que faltava para provar que são terroristas. Tal como a mentira inventada pela CIA para justificar a agressão ao Iraque.

Mas qualquer cidadão latino-americano comum e corrente pode, com um par de perguntas, destruir toda essa mentira cabeluda: Por acaso não se sabe que há mais de 60 anos, uma das primeiras invenções da guerra fria e do agente 007, era um aparelhinho para rastrear as radiações que esses metais radioativos emitem, e que hoje em dia são rastreados desde a hora de sua extração nas minas até o seu destino final, por complicados satélites que só quem possui é o exército dos EUA?

Por acaso qualquer estudante de bachalerado não sabe que, para produzir urânio enriquecido, necessita-se um complicado sistema tecnológico e industrial, que só alguns poucos países do mundo o têm, no chamado clube atômico, o qual inclui EUA, Rússia, China, França, Israel, Paquistão, entre os mais importantes, e que as ameaças de guerra do governo dos EUA aos países do “eixo do mal” como Irã e Coréia do Norte, têm como justificativa de que estes países querem ter essa exclusiva e complicada tecnologia atômica chamada ‘armas de destruição em massa’?

Mas será que a necessidade de construir e propagar uma mentira para a propaganda do terror do Estado colombiano pode mais que a mais simples e elementar decência jornalística, como ficou mostrado com a publicação em massa da foto do ministro do interior do Equador, Larrea. Então, mais uma vez a partir do jornal El Tiempo se espalha a notícia, que imediatamente é reproduzida pela Caracol, RCN, Yamil Amat, etc, e já está: “A partir do indestrutível mega-super-hiper-computador da marca INRI de Raúl Reyes, as Farc pensavam em construir uma bomba atômica”. Portanto, podemos ir atrás dele onde quer que ele se encontre, em ‘um ato legítimo de guerra’ tal como acabou de grunhir a hiena J. M. Santos.


Pobrezinhos. A cegueira de sua ganância e avareza não lhes deixa entender por qual razão uma força irregular como a insurgência colombiana, diferente das outras forças insurgentes do mundo, não se desmoronou imediatamente como eles o anunciaram, depois de haverem assassinado dois importantes membros de sua direção coletiva, mas estão aí e seguirão aí vivinhas e lutando, produzindo feitos político-militares, enquanto subsistam as profundas causas econômicas, políticas e sociais de seu alçamento e resistência armada.


8 embaixadas ameaçadas por narco-paramilitares


Sérias ameaças contra as embaixadas da Suécia, Espanha, Canadá, Noruega, Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina por parte dos ‘Águias Negras’ foram denunciadas por funcionários dessas diante da Defensoria do Povo, segundo o semanário El Espectador.

ANNCOL

O governo do narco-paramilitar presidente Uribe Vélez disse que na Colômbia não há paramilitares, mas a realidade demonstra que sim. Governos anteriores tiveram a mesma atitude, negar a realidade, encubrí-la. Sem dúvida, os chamados ‘grupos emergentes’, que são nada mais que os mesmos narco-paramilitares, com diferentes ‘comandantes’, passeiam por todos os cantos do país cometendo seus crimes de Lesa Humanidade.

O narco-paramilitarismo é uma política de Estado, sustentada na Doutrina de Segurança Nacional (DNS) e suas sucessoras, e mobilizou-se e desenvolveu-se por todo o país da mão dos políticos (a chamada ‘classe política’), e dos militares, que permitem que eles pratiquem o Terrorismo de Estado com o qual têm massacrado o povo colombiano.

Apenas durante os governos de Andrés Pastrana e o 1º de Uribe Vélez foram assassinados mais de 40.000 colombianos vítimas de massacres, desaparecimentos forçados e execuções extra-judiciais. Mortos que são prova irrefutável do quanto as forças militares-narcoparamilitares ou os funcionários estatais acusam alguém, em seguida vai o atentado de morte.

Acusações que diariamente fazem os funcionários do estado. Desde o presidente Uribe Vélez acusando aos defensores de direitos humanos passando pelo vice-presidente Francisco Santos que ameaça todo mundo, desde sindicalista até ONG´s de direitos humanos, em clara amostra do que seria seu ‘comando’ do Bloco Capital dos narco-paramilitares; até o mafioso assessor de Uribe, José-Obdulio Gaviria, primo de Pablo Escobar Gaviria, o assassino chefe do Cartel de Medellín.

Nisso o estado está apoiado pela falsa-mídia de El Tiempo e os outros diferentes meios em poder da oligarquia. Nos meios vemos que reproduzem as mentiras dos comandos militares, como a dos 50 quilos de urânio enriquecido –já encontrado, pelo que dizia o computador de Raúl Reyes, em mostra de quão amadores são em questões de ‘inteligência militar’-, e uma notícia que compromete ao país pode desembocar em uma crise diplomática, não merece nada além da abordagem no semanário El Espectador.

Isso mostra o quanto o país está fora do rumo. Militares acusados de torturas seus soldados. Militares condenados por matar policiais em luta pelos favores dos chefes do narco-paramilitarismo. Militares chamados à julgamento por massacres como o de San José de Apartado. Militares chamados à julgamento pelos ‘falsos positivos’. Políticos chamados à julgamento por conta do escândalo da narco-para-política uribista, da qual a presidenta do senado deve saber muito. 65 parlamentares chamados à julgamento, 23 deles na prisão como um delinqüente qualquer (que mostra que são). Ex-parlamentares, governadores, prefeitos, conselheiros, etc, vinculados ao escândalo da narco-para-política uribista.

Mas nada disso é importante. Tampouco as ameaças às 8 embaixadas. O importante é o que dizem as balbucientes bocas, cheias de saliva, dos generais e de J. M. Santos, e todos os funcionários estatais. Que roubam dos pobres até a terra. Veja o caso Carimagua. O importante é a Guerra que fazem por conta do império estadunidense, pelo desprestigiado Mr. Bush.

E fazem as afirmações mais inverossímeis. Dizem que um presidente que está isolado internacionalmente –como Uribe Vélez-, cujo desempenho como presidente é um evidente fracasso –veja as verdadeiras estatísticas de pobreza, indigência, mortalidade infantil, doenças que não se controlam, consumo de água potável, etc, etc,-, tem uma alta porcentagem nas pesquisas que os institutos de pesquisa realizam, 82% dizem, pesquisas realizadas entre os uribistas, ou por via telefônica, em um país em que todo mundo mento porque não sabem quem está falando do outro lado.

As ameaças às 8 embaixadas em Bogotá são de tal gravidade que nunca as coisas na Colômbia chegaram a tal ponto. Porque ninguém havia se atrevido a tanto. As guerrilhas nunca, nunca ameaçaram nem atacaram um centro diplomático de um país estrangeiro. Sem respeitou os outros países. O narco-paramilitarismo se atreve, sem hesitar, à esse tipo de coisa, através dos ‘Águias Negras’, que talvez por alguma razãoi tomaram como logomarca o animal insígnia do império.

O país desmorona diante dos olhos de todo o mundo. Devemos remover esse aparato corrupto e putrefato e construir um novo Governo de Reconciliação e Reconstrução Nacional, que nos leve rumo à uma Nova Colômbia, em Paz, com Justiça Social, Liberdade, Independência e Soberania Nacional.

JMC

TLC estimulará o plantio de coca na Colômbia e venda de cocaína nos Estados Unidos

O Pólo Democrático Alternativo, através de seu presidente, Carlos Gavíria Díaz, enviou uma carta à presidenta da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, ao líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid e aos pré-candidatos à Presidência, Hillary Clinton e Barack Obama, na qual expressa seu desacordo com a aprovação do Tratado de Livre Comércio entre os Estados Unidos e a Colômbia. – A Colômbia, disse o Pólo, perderá com esse Tratado “qualquer possibilidade de desenvolvimento próspero” como se arruinará a agricultura colombiana. – Esta ruína da agricultura, agrega, “estimulará o plantio de coca na Colômbia e o narcotráfico nas ruas das cidades norte-americanas”.

ANNCOL

Bogotá D.C. Marzo 24 de 2008

Senhora NANCY PELOSI

Presidenta Cámara de Representantes

Senhor HARRY REID

Líder de la mayoría demócrata en el Senado

Senhora HILLARY CLINTON

Senhor BARAK OBAMA

Ref. É um acerto não aprovar o TLC.

O Pólo Democrático Alternativo, partido político colombiano, é partidário das relações econômicas, políticas e culturais de nossa nação com todos os países do mundo incluindo, claro, os Estados Unidos, porque elas contribuem com o bem-estar dos povos, na medida em que sejam desenhadas com o objetivo de conseguir benefícios recíprocos entre as partes.

O problema fundamental do Tratado de Livre Comércio (TLC) entre os Estados Unidos e a Colômbia é que fica reduzido à um acordo entre ganhadores e perdedores. Infortunadamente, os colombianos assumimos este último papel, pois perdemos qualquer possibilidade de desenvolvimento próspero. Igualmente, acertam os que dizem que com isso ganham apenas alguns poucos nos Estados Unidos, mas não o povo estadunidense. Por exemplo, a ruína da agricultura colombiana que o Tratado provocará vai estimular o plantio de coca na Colômbia e o narcotráfico nas ruas das cidades norte-americanas.

Sob um outro enfoque, os fatos demonstram que o governo do Presidente Álvaro Uribe Vélez não tem dado resposta satisfatória à violência que assola aos colombianos e, em especial, aos dirigentes sindicais e aos ativistas dos direitos humanos, como demonstram as alarmantes cifras do último mês, no qual foram assassinados quatro dirigentes sindicais. Assim acusam os recentes estudos do Departamento de Estado e as Nações Unidas. Inclusive, a Oficina do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Colômbia acaba de emitir um comunicado no qual expressa sua “profunda preocupação pelas ameaças de morte das quais foram vítimas líderes das organizações sociais e de direitos humanos que participaram ativamente na recente marcha do dia 6 de março” em memória das vítimas de todas as violências.

Contribui positivamente, então, o Partido Democrata à melhora das relações entre os povos ao não aprovar o TLC entre os Estados Unidos e a Colômbia.

Atentamente,

CARLOS GAVIRIA DÍAZ

Presidente Polo Democrático Alternativo

Bogotá, Colombia

March 24, 2008

Congresswoman NANCY PELOSI

Speaker of the House of Representatives Senator

HARRY REID Senate Majority Leader

Senator HILLARY CLINTON

Senator BARACK OBAMA

RE: Voting against the FTA is the right decision.

The /Polo Democrático Alternativo/ (Democratic Alternative Pole, a Colombian political party), supports our nation’s economic, political and cultural relations with all the countries of the world including, certainly, the United States, because these relations contribute to the well-being of the people, to the extent that they are designed to meet the goal of achieving reciprocal benefits among the two parties. The fundamental problem with the Free Trade Agreement (FTA) between the United States and Colombia is that it has been reduced to an agreement between winners and losers. Unfortunately, we Colombians are the losers, because we lose any possibility of achieving prosperous development. Likewise, many have also indicated correctly that this FTA benefits only a select minority in the United States, not the general population. For example, the destruction of Colombian agriculture caused by the FTA will stimulate the planting of coca in Colombia and more drug dealing in the streets of American cities. In addition, the record shows that the government of President Alvaro Uribe Velez has not responded adequately to the violence that plagues Colombians and particularly union leaders and human rights activists, as is demonstrated by the alarming figures from last month, in which four union leaders were murdered. Recent studies conducted by the State Department and the United Nations reflect this current situation. In fact the United Nations Office of the High Commissioner for Human Rights in Colombia has recently released a statement in which they express "deep concern over the death threats directed at leaders of social and human rights organizations who actively participated in the recent March 6 demonstration" in memory of the victims of all the violence in Colombia. Therefore, the Democratic Party can make a positive contribution to improving relations between the people of our two countries by voting against the FTA between the United States and Colombia.

Sincerely,

CARLOS GAVIRIA DÍAZ

President Polo Democrático Alternativo

quarta-feira, 26 de março de 2008

Colômbia, um estado narco-paramilitar, mafioso


Os uribistas se vangloriam porque na Colômbia, apesar de tudo –de tudo!- há pessoas que se atrevem a denunciar que o Estado colombiano se narco-paramilitarizou, ou seja, é um estado mafioso.

ANNCOL

Ontem os putrefatos uribistas realizaram, encabeçados pela presidente do Senado, Nancy Patricia Gutiérrez, um debate contra a senadora liberal, Piedad Córdoba. E deveria vê-los chorando porque a negra Piedad disse no exterior o mesmo que disse na Colômbia, e utilizavam isso para atacá-la como se fosse um crime de Lesa Pátria.

Gutiérrez não viu, por exemplo, os 64 parlamentares chamados a prestar depoimento por conta dos escândalos da narco-para-política uribista, 23 deles estão morando na Modelo agora, presos. Tampouco viu a quantidade de ex-parlamentares vinculados à esse escândalo.

Tampouco a senhora Gutiérrez viu os magistrados com relações com elementos da máfia. Caso do magistrado Escobar –filho de Escobar Sierra, coincidentemente-. Tampouco sabe dos juízes que ditam a sentença de acordo com a quantidade de notas de dólares que chegam aos seus bolsos.

Muito menos viu os militares que assassinam policiais, no caso Jamundí. Ou Guaitairilla. Ou de oficiais que prestam seus serviços aos chefes do narco-paramilitarismo. Ou de oficiais narco-traficantes, diretamente. Caso Oscar ‘cocaína’ Naranjo, que nunca soube que seu irmão traficava a droga na Alemanha. Ou do general Castro, que foi pego com 409 quilos no México.

Tampouco sabe que a Fiscalía é uma cova de narco-paramilitares. Luis Camilo Osorio e Iguarán são apenas dois casos estrelas, mas e os fiscais médios? Muitíssimo menos viu Jorge Aurelio Noguera Cotes, nem sabe o que o ‘bom moço’ fazia.

Muitíssimo menos viu o círculo próximo do narco-paramilitar presidente da Colômbia. Nunca ouviu falar de José-Obdulio e seu primo Pablo Escobar, primo também de César Gaviria. Tampouco que o ministro do interior, Holguín, tem estreitos vínculos com a Casa Estrela, dos narco-traficantes do Valle Del Cauca, os Grajales. Inclusive, nunca viu Mario Uribe. Nem sabe que Fachito Santos desejava fervorosamente controlar o Bloco Capital dos narco-paramilitares, para cometer quem sabe que atrocidades.

Porque a verdade é que Ela é surda, cega e muda. Como agora são até os cantores.

Mas são, em definitivo, membros da classe política os que têm narco-paramilitarizado o Estado. Porque o Estado sempre foi mafioso. Os Santos, os Lleras, os Gómez-Hurtados, os Escobar, os Pastrana, etc, etc, sempre usufruíram do estado utilizando sua estrutura mafiosa. Mas esses funcionários como a Gutiérrez, levaram o estado à sua narco-paramilitarização. Ou seja, converteram as estruturas do narco-paramilitarismo em parte do Estado colombiano. E para isso institucionalizaram o narco-paramilitarismo e em muitos casos eles mesmos se narco-paramilitarizaram.

E por conta da tal narco-paramilitarização, que segue cegamente os ditames imperiais, a Colômbia tem sido qualificada como uma nação pária na América do Sul. O Israel da América do Sul. Não é porque a negra Piedad o disse. Não. É porque os acontecimentos concretos, reais, repetidos em tempo e espaço, mostram que a Colômbia é um Estado mafioso, narco-paramilitarizado. E assim todo o mundo o vê, menos os uribistas.

Por isso, o melhor que pode acontecer à Colômbia é que a realidade fique conhecida para que se possa fazer as correções indispensáveis. E o corretivo é contruir um Novo Governo de Reconciliação Nacional, que erradique o narco-paramilitarismo, a corrupção, as pré-vendas, o roubo de nossos recursos naturais, e leve rumo à Nova Colômbia em Paz com justiça Social, liberdade, independência e Soberania Nacional.


ALP

Ladrou o cão do império: J. M. Santos


Enquanto o narco-paramilitar presidente Uribhitler orava às três virgens para que o ajudasse a sair do atoleiro no qual se meteu, o que significa que o buraco era de marca maior, pois uma só virgem não podia dar conta do fardo de 23 mortos, o cão do império, J. M. Santos, segue latindo aos povos sulamericanos.

ANNCOL


Agora ladra com as mesmas histórias de Mr. Bush, e sua corte. Que atacará todo aquele que tenha o menor vínculo com os ‘grupos terroristas’, e claro, aí estão incluídas as FARC. Ladra incitando ‘ações preventivas’ e em ‘defesa própria’, como se bombardear com 10 bombas inteligentes e quem sabe quantas de estilhaçamento, que se parecem minas, fosse uma ação de ‘legítima defesa’.

Isso é o mais puto Terrorismo. Terrorismo encuberto em mentiras lançadas ao ar em forma de latidos e rosnadas. Não houve tal ‘ato legítimo’. Legítimo de que? ‘De defesa da democracia’? E quem disse à esse cidadão que a democracia se defende lançando 10 bombas inteligentes e 30 bombas estilhaçantes contra uma área de território de um país estrangeiro e ainda por cima irmão?

Quem disse à ele que a democracia se defende metendo tropas em um país vizinho para que executem os sobreviventes. Não. Não. Não invertamos as coisas. A democracia se defende utilizando os canais que permitem uma vida civilizada, não uma vida regida pela ‘lei da selva’ ou ‘do velho-oeste estadunidense’.

A democracia se defende respeitando ao outro, comunicando-se com ele, informando-lhe da possibilidade de realizar uma ação em seu país, solicitando permissão do país para fazê-la. E se o país não quer, claro, não se pode realizar. É o livre jogo democrático, o livre arbítrio de um país, que tem direito a tomar as decisões que mais convenha ao seu país.

Porque o estúpido ministro acredita que se defende a democracia matando um equatoriano em território equatoriano. Um equatoriano pode estar onde quiser em seu território, no território do seu país. E ali, em seu país,deve sentir-se a salvo de qualquer agressão. Além do mais, ninguém esperaria um ataque em seu país. E daí que estava em um acampamento? Mas esse acampamento estava em território de seu país e deviam ser as autoridades do seu país as encarregadas de zelar pela soberania do seu Equador. E haviam não só civis equatorianos, mas mexicanos, que realizavam uma visita de estudos, de estudo da realidade latino-americana.

Mas o cão ladra defendendo o indefensável. Isso não tem nenhuma defesa no mundo. Nenhuma. As invasões a outros países contam com o repúdio de todos os países do mundo. Ainda mais se a desculpa é uma mentira. Ainda mais se sustenta-se em princípios aberrantes do império. Ainda mais se é uma ação ilegal!

Além disso a Colômbia foi condenada pela OEA e a pelo Grupo do Rio na República Dominicana. Que não venha o ministro da guerra da Colômbia a remedar, em uma cópia fajuta, ao império que diz que ‘seguirá’ com suas ações contra o Direito das Nações, porque pode piorar ainda mais. Que Uribe Vélez tome nota disso e o mande plantar batatas. Porque a oligarquia colombiana na Colômbia está acostumadinha a violar sua própria constituição burguesa. Na Colômbia há leis para tudo, mas nenhuma é cumprida. Só a resistência armada das FARC lhes contém.

Porque se há algo que os ‘valentes’ Membros da oligarquia teme é, precisamente, a insurreição. Tanto é assim que nenhum, NENHUM, de seus filhos são enviados para combater a guerrilha.

São covardes. E hoje estão arrotando valentia por conta do apoio que lhes deu –e lhes dá- o império estadunidense. Mas os povos da América Latina demonstraram que não estão dispostos a permitir o esmagamento pela bota gringa. Tampouco o povo colombiano que enfrentou valorosamente o assassino Plano Colômbia, plano de agressão de toda a América do Sul.
Mas o cão continua latindo... ‘os cães ladram Sancho, sinal que estamos avançando’...

Toda pessoa que se relacione com FARC é objetivo militar, disse o general Padilla de León


Os povos do mundo estão advertidos. Tanto o ministro da guerra, perdão, defesa, da Colômbia, como o próprio comando militar, nas palavras de Freddy Padilla de León, o disseram de boca cheia. Assim, já sabemos a que nos devemos ater no estrangeiro.

ANNCOL


A notícia veio da rádio Caracol (na Colômbia a chamam de Paracol): “O comandante das Forças Militares, general Freddy Padilla de León, advertiu que toda pessoa que tenha relação com a guerrilha das FARC, se converte imediatamente em um objetivo militar das autoridades colombianas.

...Padilla afirmou que uma pessoa não pode ir a um acampamento guerrilheiro ou ter vínculos com pessoas à margem da lei e “sair tão tranqüila e com a consciência limpa”.

...Agregou que as autoridades estão dispostas a assumir as solucitações internacionais que sejam feitas diante das operações desenvolvidas contra as FARC.

...O oficial insistiu que são legítimas e constam no Direito Internacional todas as operações efetuadas pela Força Pública.”

Falou um dos cães à serviço do império. Falou o assassino do povo colombiano. Falou o promotor dos grupos narco-paramilitares. Falou o comandante de umas forças militares que matam policiais para proteger um chefe narco-paramilitar, como em Jamundí. Falou o torturador de soldados em treinamento. Falou o que lança bombas inteligentes e de estilhaçamento contra um país irmão. Falou o crápula.
Assim, no mundo, tanto na América como na Europa, estamos tremendo de medo. Ladram os cães. Falaram de morte... Que horror!