"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Intercâmbio Humanitário: um assunto mundial


Talvez seja tarde demais para a oligarquia colombiana. Mas o trabalho de formiguinha das FARC, com clareza referencial sobre os objetivos propostos, no final se impôs. O mundo sabe não só que o adjetivo de “terroristas” é uma grande mentira, como também sabe que aquele de “narcotraficantes” não passa de “um ladrão gritando pega ladrão”.

O Intercâmbio Humanitário transcendeu as fronteiras colombianas e já é um assunto mundial.
Apesar das mentes doentes que fizeram tudo o possível para detê-lo, impossibilitá-lo.
Mas o trabalho de formiguinha das FARC, com clareza referencial sobre os objetivos propostos, no final se impôs. O mundo sabe não só que o adjetivo de “terroristas” é uma grande mentira, como também sabe que aquele de “narcotraficantes” não passa de “um ladrão gritando pega ladrão”.
Hoje o mundo sabe que existem prisioneiros em poder das FARC e sabem também que existem lutadores populares e guerrilheiros nos cárceres – masmorras – colombianas. Mas também sabem que as FARC têm com prisioneiros três militares espiões estadunidenses – capturados quando foi derrubado o avião em que faziam espionagem eletrônica - , e que nas prisões estadunidenses existem dois guerrilheiros das FARC, Simón e Sonia.
O mundo sabe que os dois guerrilheiros farianos padecem sob condições sub-humanas de detenção. Com luzes acesas 24 horas por dia, sem comunicação, proibição de visita, de receber livros, revistas, etc. E sabem também as duras condições que vivem os prisioneiros do regime em poder das FARC.
E por tudo isso o mundo se mobilizou. Entendem que é imprescindível o Intercâmbio Humanitário como forma de avaliar os sofrimentos dos prisioneiros. Por isso se mobiliza a Venezuela bolivariana de Chávez – ali ao lado está Piedad Córdoba-; a Nicarágua sandinista de Daniel Ortega, a França de Sarkozy – e de Ingrid Betancour, de nacionalidade francesa também-; a Cuba de Fidel e o PCC, o Equador de Correa, a Bolívia andina de Evo Morales, a Argentina dos Kirchner e também do ‘Pelusa’, Diego Armando Maradona; o Brasil mestiço de Lula; Espanha, Suíça, Itália, enfim, mais e mais países.
Porém paradoxalmente está por fora Álvaro Uribe Vélez, o presidente colombiano. E está por fora por vontade própria. Ele prefere auto-excluir-se para servir ao seu amo. E se algum dia chegar a estar nessa imensa corrente que quer o Intercâmbio Humanitário será quando seu amo, Bush, lhe diga que se integre.
Mas quer queiram, quer não, o Intercâmbio Humanitário é um assunto mundial, como serão os diálogos por alcançar a Paz na Colômbia mediante uma saída política ao conflito interno, o qual pretende ser inviabilizado pela oligarquia e o governo mafioso de Álvaro Uribe Vélez. Um conflito interno que deixou mais de 70.000 mortos, tem razões suficientes para buscar uma saída diferente da guerra, porque os governos oligárquicos já fizeram a guerra contra o povo e não lhes trouxe resultado, pelo contrário, cresce a fortaleza das FARC e do povo em seu conjunto.
Mas a participação dos governantes da Colômbia no Intercâmbio Humanitário, nos diálogos por uma saída política ao conflito interno colombiano, talvez, será apenas quando seu amo gringo lhes diga para que participem. Não antes. Ou talvez queiram quando já for demasiado tarde.
Foto: Manuel Marulanda e a rainha da Jordânia na zona do Caguán. Tirada por Dick E.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Novo velho sócio do uribismo

Velho lobo com pele de sindicalista de esquerda. Estava escondido. Mas ele mesmo se delatou. Quando não se aceitam as regras do jogo nem da democracia interna de um partido, de uma empresa, de uma família, se socorre a argumentos velados de “que ninguém me quer”.


Roberto Gutierrez


Se não sou eu, os outros tampouco. Não podem ser nem Carlos Gaviria nem Antonio Navarro. Nem algum outro. Ninguém senão Jaime Caycedo. Apelar para a prática do divisionismo e do oportunismo para tentar destruir processos de unidade é a retórica que utilizam aqueles que ufanam contar com “amigos” como Lina, los Santos, etc.

A experiência democrática que vem se desenvolvendo no Polo na Colômbia, tem levado a que muitos setores populares do país, desejosas de uma profunda transformação democrática, vejam nele a possibilidade de contrapor os passos às obscuras forças neofascistas que encarna Uribe.

Tudo parece indicar, segundo as palavras de luta, de marra, que sua intenção é a destruir um processo democrático que custou sacrifícios e grandes esforços a diferentes setores e organizações, sem importar que para isso tenha que se confabular com os inimigos do povo.

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O temor da palavra

Esse regime não quer que denunciemos seus crimes. Crimes praticados contra os filhos do povo desarmado. Porque o povo armado o está obrigando a negociar o Acordo Humanitário.


ANNCOL


Os regimes totalitários temem mais que qualquer coisa, a palavra. Palavra que aqui equivale a dizer a verdade.

É a palavra que lança seus dardos certeiros contra as mentiras perpetradas pelo poder.

Poder que utiliza a mentira para se perpetuar e justificar seus abusos.

Abusos que têm resultado em um Terrorismo de Estado que tem produzido o assassinato de mais de 70 mil colombianos.

Que têm produzido violações de direitos humanos que têm levado a uma crise humanitária sem precedentes na Colômbia e que no dia dos Direitos Humanos, temos que dizer com a voz mais alta. Durante os primeiros 4 anos de Uribe Vélez foram assassinados 11.282 colombianos ‘fora de combate’, informa o Observatório de Direitos Humanos.

Esse regime não quer que denunciemos seus crimes. Crimes praticados contra os filhos do povo desarmado. Porque o povo armado o está obrigando a negociar o Acordo Humanitário.

Na ANNCOL temos dito que sua proposta é ‘reciclada’. E que poderíamos dizer, se é a verdade, se tem até suas próprias ‘condicionantes’. ‘Os guerrilheiros não podem estar armados’, é uma delas, ‘A região de encontro só será observada pela igreja’, é outro. E isso sem que as FARC tenham dito nada.

Porém cada vez mais distante de alcançar seu objetivo, em desesperada histeria, é cada vez mais desnudado.

Esse regime mafioso e oligárquico quer nos homogeneizar para que caminhemos rumo a um humanismo que a história já deixou de lado.

Os regimes fascistas – e mafiosos – têm ‘horror’ à palavra. Por isso Uribe Vélez nos acusa de sermos ‘terroristas piores que os camponeses’. Mas a palavra é somente isso, a palavra. E a palavra só causa terror nos terroristas de verdade, verdade. Por isso ele nos odeia tanto.

***

Sobre isso, Uribe respondeu que “é mais culpado um bandido da ANNCOL, do que um camponês guerrilheiro”. Afirmou que “eu, como juiz, a um bandido desses, o condenaria a uma sentença muito maior do que a um camponês que é enganado pela guerrilha”. Durante a sessão do conselho comunal avançado em Hispania, população do sudoeste antioquenha, o mandatário fez uma declaração pública àqueles que do exterior alimentam essa página na internet:

“A mim o que parece grave é existir uma página na internet desses senhores da ANNCOL a serviço do terrorismo. Os primeiros que deveriam estar na prisão são esses senhores da ANNCOL, porque eles se supõem que sejam profissionais. Alguns vivem na Europa e têm tido todas as oportunidades de vida”.

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Emanuel, Clara e Consuelo

Ex deputada Consuelo Gonzalez

Começa uma nova vida para Emmanuel que já conheceu a vida dura de selva, seu local de nascimento. É uma criança que representa a terrível situação na qual padecem milhares e milhares de crianças na Colômbia. Seu pai um guerrilheiro do povo que luta por um novo país. Sua mãe da oligarquia. Mas venceu o amor.
ANNCOL
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Segundo a Prensa Latina – agência do estado cubano – Emmanuel, Clara e Consuelo recuperam a liberdade por decisão do Secretariado Nacional das FARC. A ordem foi dada como um desagravo ao presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Rafael Chavez Frias e à senadora colombiana Piedad Córdoba.

Não podia ser de outra maneira e demonstra a importância que têm os mediadores golpeados pelo grosseiro Álvaro Uribe Vélez, além de demonstrar que as FARC têm um grande sentimento humanitário e sintonia com seu povo.

Começa uma nova vida para Emmanuel que já conheceu a vida dura de selva, seu local de nascimento. É uma criança que representa a terrível situação na qual padecem milhares e milhares de crianças na Colômbia. Seu pai um guerrilheiro do povo que luta por um novo país. Sua mãe da oligarquia. Mas venceu o amor.

Mas o que não podemos permitir é que a oligarquia venha a tomar a criança como um cavalo de batalha. Emanuel deverá crescer como uma criança normal, como haveriam querido seus pais, se a situação os tivesse permitido, ao lado dos dois. Nem seus pais irão permitir. Uma o protegendo, outro combatendo o regime.

Agora apenas esperamos que o governo e o resto do estado colombiano não se atravessem como ‘vacas mortas no caminho’ para transformar em realidade esta libertação, que não foi conquistada por eles. Precisamos dizer bem alto. Esta libertação é feita contra o desejo de Álvaro Uribe Vélez. Assim, posem de alegres e contentes.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Carta de James Petras ao presidente Sarkozy

O reconhecido sociólogo estadunidense James Petras publicou nesta segunda uma carta aberta ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, sobre a intervenção deste no processo de Intercâmbio Humanitário na Colômbia.

"Li com grande interesse sua carta ao líder das FARC, Manuel Marulanda. Partilho consigo um impulso humanitário para dar fim ao encarceramento de prisioneiros políticos na Colômbia.
Contudo, vamos ser claros, com princípios e realistas acerca disto. A liberdade dos presos políticos das FARC está dependente de um qui pro quo – a libertação dos combatentes da resistência das FARC nas masmorras do Estado colombiano.
A sua intervenção dramática e altamente publicitada concentrou a opinião pública mundial nos prisioneiros mantidos pelas FARC, mas deixou de mencionar a situação dos presos políticos do governo colombiano, torturado e brutalizados por um Presidente cujos mais próximos associados no Congresso estão à espera de julgamento pelas suas ligações antigas aos esquadrões da morte paramilitares e aos narcotraficantes.
Vamos começar de novo, Presidente Sarkozy. Se quiser ser um mediador honesto ou um líder humanitário consequente deve actuar imparcialmente com um espírito de reciprocidade. Até agora o senhor actuou de uma maneira injusta (one-sided), a qual não conduz a uma resolução positiva do intercâmbio de prisioneiros. Nos seus curtos e altamente publicitados apelos o senhor não actuou com boa fé e imparcialidade.
Por exemplo: no princípio de Dezembro apelou 'solenemente' às FARC (especificamente ao seu secretário, Manuel Marulanda) para que libertasse unilateralmente os seus prisioneiros incluindo Ingrid Betancourt sem qualquer apelo paralelo ao Presidente Uribe para libertar os seus prisioneiros e aqueles mantidos nos Estados Unidos. O seu apelo assemelhou-se mais a um truque publicitário vazio de substância e de solenidade teatral. Pensa você que o mais sagaz e lendário líder guerrilheiro da América Latina seria intimidado pela sua retórica que coloca o ónus 'da vida' de Ingrid sobre os ombros de Marulanda? A sua dupla moralidade colonial não convenceu ninguém e certamente não avançou o processo de negociações. O seu posicionamento ético pode deliciar alguns ex-maoistas de meia idade transformados em filósofos de novela em Paris, mas não tem cabimento ao tratar com revolucionários sérios e consequentes.
Deixe-me sugerir que, uma vez formou tamanha relação carnal com o seu 'bom amigo' Presidente Bush, volte o seu encanto para ele e diga-lhe para devolver os dois líderes da FARC à Colômbia como parte da troca de prisioneiros pelos três operacionais estado-unidenses da contra-insurgência que estão numa cadeia da FARC. Reciprocidade, Sr, é o sine qua non de quaisquer negociações entre iguais.
Em segundo lugar, você fez um pronunciamento público de condenação aos 'métodos' e 'objectivos' das FARC, mas não de Uribe. Isto certamente não é um modo de começar negociações. Dá a impressão de que Uribe é um político democrático, o que vai em sentido contrário de relatórios das Nações Unidas, colombianos, Organização dos Estados Americanos, Organização Internacional do Trabalho, organizações de direitos humanos, os quais documentam que a Colômbia é o lugar mais perigoso do mundo para jornalistas, sindicalistas, advogados de direitos humanos e líderes camponeses por causa dos terrorismo patrocinado pelo Estado. É presunçoso da sua parte, Presidente Sarkozy, questionar as credenciais morais das FARC uma vez que você e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Kouchner, deram o seu apoio incondicional ao Estado de Israel apesar do facto de eles manterem mais de 10 mil presos políticos, a maior parte dos quais foi brutalmente torturada e muitos nunca terem sido acusados oficialmente ou levados a tribunal. Um regime como o seu, cujo ministro dos N. Estrangeiros endossa o estrangulamento económico (corte de alimentos, remédios, água e electricidade) de um povo inteiro em Gaza e o banho de sangue americano no Iraque, não tem autoridade moral para dar lições quanto a 'métodos' e 'objectivos'. Vamos ao ponto, Sr. Presidente. As FARC nem mantém 10 mil presos políticos como o seu aliado, o Estado judeu, nem invade e coloniza países independentes como o seu 'bom amigo' Presidente Bush. Assim, tendo levantado o véu da hipocrisia gaulesa, vamos voltar-nos para algumas das questões reais que confrontam a abertura das negociações.
Local das negociações
A insistência das FARC sobre uma localização específica não é uma escolha de paisagem, mas uma garantia da sua segurança face aos numerosos rompimentos de acordos com o regime Uribe. Presidente Sarkozy: a sua insistência, na verdade exigência, foi 'prova fotográfica' da sobrevivência de Ingrid Betancourt levou ao mais recente exemplo da deslealdade fundamental de Uribe. Os emissários que transportavam as 'provas' para si, via Venezuela, foram presos e encarcerados, violando grosseiramente um entendimento implícito de salvo conduto entre o senhor mesmo, o Presidente Uribe e o Presidente Chavez.
No período 1984-1990, a FARC alcançaram um entendimento com os Presidentes Betancourt e Gaviria no sentido de dar uma oportunidade ao processo eleitoral. Muitos antigos membros das FARC, com outras pessoas progressistas e grupos de esquerda, formaram a 'União Patriótica' (UP). No decorrer de 5 anos, mais de 5500 membros da UP foram assassinados, incluindo dois candidatos presidenciais, destruindo aqueles métodos eleitorais tão próximos do seu coração. Presidente Sarkozy, chamo a sua atenção para estes eventos, caso os seus conselheiros deixem de informá-lo dos perigos e ciladas enfrentados por quaisquer negociações das FARC com o governo colombiano. Mais especificamente, a insistência das FARC sobre a localização é para proteger os seus líderes e negociadores de qualquer movimento súbito de Uribe para romper negociações e capturar ou matar líderes das FARC.
Você deveria estar ciente de que Uribe acompanhou o seu apelo a uma reduzida zona territorial desmilitarizada com um prémio de US$100 milhões por membros das FARC assassinados ou a entrega de líderes seus ao Exército colombiano.
A imposição unilateral de condições de Uribe
Como sabe bem, Presidente Sarkozy, para entrar em quaisquer negociações um lado não pode unilateralmente e arbitrariamente impor condições que prejudicam o outro lado, como faz Uribe. O Presidente 'paramilitar' não só decidiu a localização como também o comprimento e a largura da zona desmilitarizada, o tempo de duração limitado para um ajuste, o comportamento subsequente dos combatentes da resistência libertados e uma visita da Cruz Vermelha à prisão clandestina das FARC, bem como insistindo sempre numa caracterização caluniadora dos seus parceiros de negociação.
A dimensão reduzida da região desmilitarizada (bem como a sua escolha e tempo de duração) levanta profundas suspeitas acerca dos motivos do governo. Uma zona desmilitarizada mais pequena torna mais fácil para o regime de Uribe invadir e capturar negociadores das FARC. Um zona mais amplas não afecta as questões substantivas a serem negociadas; facilita negociações ao aumentar a segurança dos negociadores.
Em segundo lugar, as negociações não podem ser decididas arbitrariamente no decorrer um só mês pois há numerosas questões de grande complexidade que precisam ser resolvidas. Em primeiro lugar a inclusão dos dois líderes das FARC encarcerados nos Estados Unidos graças à sua transferência arbitrária por Uribe.
Não há a mais mínima hipótese de as FARC concordarem em permitir uma delegação da Cruz Vermelha junto aos presos políticos das FARC, o que facilitaria os conselheiros americanos de Uribe, com alta tecnologia, detectarem e atacarem o local das FARC. A insana obsessão de Uribe de aniquilar fisicamente as FARC, como mostrou sua explosão mais recente, deveria enterrar o seu pedido por assistência humanitária da Cruz Vermelha.
É desnecessário dizer que o apelo de Uribe à Igreja 'imparcial' para assistir as negociações é uma brincadeira de mau gosto. A Igreja tem sido uma apologista não crítica de Uribe, da sua organização política e dos seus senadores e membros do Congresso presos por ligações aos esquadrões da morte (em número de 30). Há vários grupos colombianos de direitos humanos que tem sido reconhecidos internacionalmente pela sua coragem e imparcialidade, incluindo Justiça e Paz e Reiniciar, que podem servir melhor para qualquer papel de intermediário.
Presidente Sarkozy: apesar das limitações e do seu previsível posicionamento moral, o senhor desvendou com êxito as fracassadas e perigosas políticas de Uribe de 'libertar' os prisioneiros das FARC pela força. O senhor conseguiu, através de promessas e ameaças, que Uribe concordasse parcialmente ao razoável pedido das FARC de uma zona desmilitarizada para as negociações. As concessões extraídas de Uribe são contudo esquivas pois o que ele dá com uma mão toma de volta com a outra. Ele multiplica condições inaceitáveis precisamente para minar as negociações. Pois é nos pormenores que o processo progredirá.
Eis aqui o perigo, Presidente Sarkozy. O seu gesto de abertura, e mais a sua pressão com êxito para assegurar um terreno para negociações, ganharam-lhe o apoio de muitos cidadãos franceses profundamente comprometidos com a libertação da sua compatriota, Ingrid. O senhor tornou-se o querido dos media franceses e ocidentais. Não colocarei isso no seu passivo. O senhor interessou-se, falou, actuou, mas ainda não teve êxito.
Para começar mesmo as negociações o senhor deve mais uma vez convencer Uribe a ser razoável (pelo menos para o resto do mundo), esquecer as suas agendas ocultas e aceder a uma zona desmilitarizada segura de dimensão adequada e dar aos negociadores prazo adequado para resolverem as suas diferenças. Sob circunstâncias normais, Sr. Presidente, deve admitir que estes pedidos são razoáveis. Mas como deve saber agora, Uribe não é nem um negociador de bom grande nem está disposto a acerto justo. O sr. tem os projectores dos medias. O sr. tem um vasto apoio interno e internacional. O sr. tem toda a credibilidade (e poder) para persuadir, pressionar ou arrastar Uribe à mesa de negociação para libertar Ingrid e os outros bem como os 500 prisioneiros das FARC apodrecer nos buracos de tuberculose da Colômbia e dos EUA. O êxito ou fracasso está agora nas suas mãos, Presidente Sarkozy. O sr. assumiu o dever solene de libertar Ingrid. Tenhamos esperança de que esteja à altura da sua responsabilidade.
Fraternalmente,
James Petras"

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Bogotá derrota Uribe e sua guerra suja


O candidato do Pólo Democrático Alternativo, Samuel Moreno Rojas, é o novo Prefeito de Bogotá. Samuel obteve 915 mil votos. Antonio Navarro Wolf é o novo governador do estado de Nariño. O Pólo duplica em todo o país suas representações nas Corporações Públicas. O presidente do Pólo, Carlos Gaviria, disse em um frenético discurso que o país não contava que o Presidente fosse “encabeçar uma campanha contra nossa proposta, não só por fora da Constituição, mas fora até das normas da decência”.

Derrotados os Terroristas do Estado Colombiano!

[Com informação do Pólo Democrático Alternativo]

Há quatro anos a história se repete. O candidato do Pólo Democrático Alternativo, Samuel Moreno Rojas, foi eleito este domingo a novo Prefeito de Bogotá para o mandato de 2008 a 2011.
Apesar da guerra suja e da propaganda negra da última semana contra o candidato do Pólo, Samuel obteve mais de 900 mil votos que o tornaram o novo hóspede do Palácio Liévano, sede do governo do Distrito Capital.

Em seu discurso diante de milhares de seguidores que se congregaram em Compensar, Samuel manifestou que aprofundará a inversão social e melhorará a qualidade de vida de seus habitantes.

Agradeceu a cada um dos bogotanos que votaram por seu programa e sua proposta esse domingo. Também a “Deus, pois é o único que tira e põe reis”.

Anunciou que se reunirá com o Presidente Uribe nos próximos dias porque, querendo ou não, disse, se requerem “relações respeitáveis e harmônicas” com o governo nacional.

Lembrou que quer que os bogotanos o reconheçam no final de seu mandato como o Prefeito que “tornou realidade a garantia de todos os direitos fundamentais”.

Samuel Moreno obteve 43,58 por cento dos votos enquanto seu concorrente mais próximo, o ex-prefeito Enrique Peñalosa obteve 28,24 por cento dos votos.

Somos uma força pública que não pode ser contida: Gaviria

O presidente do Pólo, Carlos Gaviria, disse em um frenético discurso que o país não contava que o Presidente fosse “encabeçar uma campanha contra nossa proposta, não só por fora da Constituição, mas fora até das normas da decência”.

Não obstante, assegurou, “sua sorte nessa campanha saiu pela culatra. Nesse momento o Pólo obteve uma vitória arrasadora e o Presidente Uribe foi tremendamente derrotado em Bogotá”.

Ele advertiu ao Primeiro Mandatário que “nenhum cenário é suficiente para atrapalhar o Pólo”, porque nosso partido “firmou-se hoje no país como uma força política que não se pode conter e que em 2010 a Presidência vai ser do Pólo”.

Digo que graças à “mesquinhices e sujeiras”, o Presidente Uribe “contribuiu para este triunfo”.

Lembrou a Samuel que sobre seus ombros recai a partir desse momento “uma tremenda” responsabilidade: demonstrar que o Pólo chegou ao Palácio de Liévano para ficar “e cada governante nosso, agregou, tem que mostrar que é superior ao anterior”.

“Com você vamos ratificar que a esquerda sabe sim governar”, sustentou.

Quem é Samuel Moreno?

Samuel Moreno possui um doutorado em Economia e Direito da Universidade de Rosário. Também tem um Mestrado em Administração Pública da Universidade de Harvard – Escola de Governo John F. Kennedy.

Samuel tem especialização em Direito Do Pacto Andino do Colégio de Advogados, especialização em Código Contencioso Administrativo da Universidade Javeriana, especialização no Estatuto da Contratação Administrativa do Rosário e especialização em Direito Administrativo, Universidade de Los Andes.

Entre muitas de suas conquistas, está o projeto de lei que permitiu garantir a participação das mulheres nos altos cargos do Estado.

Liderou os debates da lei de telecomunicações que hoje permitem aos cidadãos se comunicarem facilmente de todas as cidades, povoados e vilas da Colômbia.

Foi autor de vários projetos ambientais para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, como a preservação das Reservas Hidrográficas, o da Contaminação Ambiental, orientado a controlar o barulho nas cidades para proteger a capacidade auditiva dos cidadãos, a criação do Banco Florestal e o de Energia Solar, que permitirá desenvolver este serviço no futuro, com diminuição de 50% nas tarifas energéticas.

Encabeçou os debates sobre a Telefonia Celular, onde assegurou planos de expansão de telefonia social aos municípios mais afastados e fortaleceu as leis que aumentaram os programas da Universidade Aberta e à Distância “UNAD”.

Conseguiu também, estabelecer o desmonte gradual dos subsídios para os serviços públicos, evitando um grave prejuízo econômico para os setores mais necessitados. E assegurou um considerável aumento de recursos para créditos educativos. Hoje são aprovadas praticamente todos os pedidos.

Foi autor da lei que permitirá o voto eletrônico na Colômbia, fortaleceu a Segurança Aérea no país, ativando os processos de instalação de rádio-ajudas, aumentou o número de controladores e tocou para a frente a construção da segunda pista do aeroporto El Dorado de Bogotá.

Antes de terminar seu mandato como senador, Moreno Rojas, completa um Mestrado em administração pública na prestigiosa Universidade de Harvard, na escola de governo John F. Kennedy.



enlace original: http://www.anncol.org/es/site/doc.php?id=3469

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Exigindo pagamentos com juros ao invasor europeu


Por conta dos 515 anos da invasão espanhola, lhes trazemos esta enorme peça de uma lógica do cacique Guacaipio Cuautémoc*, para a reunião dos Chefes de Estado da Comunidade Européia celebrada março passado. Com linguagem simples, que era transmitido em tradução simultânea a mais de uma centena de Chefes de Estado e dignatários da Comunidade Européia, o Cacique conseguiu inquietar sua audiência quando exigiu devoluções com juros.


ANNCOL


Por conta dos 515 anos da invasão espanhola, lhes trazemos esta enorme peça de uma lógica do cacique Guacaipio Cuautémoc*, para a reunião dos Chefes de Estado da Comunidade Européia celebrada março passado. Com linguagem simples, que era transmitido em tradução simultânea a mais de uma centena de Chefes de Estado e dignatários da Comunidade Européia, o Cacique conseguiu inquietar sua audiência quando disse:


“Aqui estou eu, Guaicaipuro Cuatémoc, e venho aqui encontrar os que celebram o encontro.


Cá estou eu, descendente dos que povoaram a América há quarenta mil anos, e venho encontrar os que a encontraram somente há quinhentos anos. Aqui portanto, nos encontramos todos. Sabemos o que somos, e é suficiente. Nunca teremos outra coisa.


O irmão da aduana européia me pede papel escrito com visto para poder descobrir aos que me descobriram.


O irmão credor europeu me pede o pagamento de uma dívida contraída por Judas, a quem eu nunca autorizei a vender-me.


O irmão legalista europeu me explica que toda dívida se paga com juros, ainda que seja vendendo seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento.


Eu os vou descobrindo. Eu também posso reclamar pagamentos e também posso exigir juros.


Consta no Arquivo das Índias, papel sobre papel, recibo sobre recibo e assinatura sobre assinatura, que somente entre o ano 1503 e 1660 chegaram a San Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.


Saque? Eu não podia acreditar! Porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram com o seu Sétimo Mandamento.


Espoliação? Guarde-me Tanatzin de imaginar que os europeus, assim como Caím, matam e negam o sangue de seu irmão!


Genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de las Casas, que qualificavam o encontro como a destruição das Índias, ou a pessoas como Arturo Uslar Pietri, que afirma que o arranque do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos!


Não! Esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata devem ser considerados como o primeiro de muitos outros empréstimos amigáveis da América, destinados ao desenvolvimento da Europa. Do contrário seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito não só a exigir devolução imediata, como a indenização por danos e prejuízos.


Eu, Guaicaipuro Cuatémoc, prefiro pensar na menos ofensiva dessas hipóteses. Tão fabulosa exportação de capitais não foram mais que o início de um plano “Marshalltezuma”, para garantir a reconstrução da bárbara Europa, arruinada por suas deploráveis guerras contra os países muçulmanos, criadores da álgebra,da poligamia, do banho cotidiano e outras realizações superiores da civilização.


Por isso, ao celebrar o Quinto Centenário do Empréstimo, poderemos nos perguntar: os europeus têm feito um uso racional, responsável ou pelo menos produtivo dos fundos tão generosamente cedidos pelo Fundo Indoamericano Internacional?


É uma pena dizer que não. No estratégico, o dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em exércitos invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem outro destino senão o de terminarem ocupados pelas tropas gringas da OTAN, como no Panamá, só que sem o canal.


No financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de cancelar o capital e seus juros, quando de libertar-se das rendas líquidas, das matérias primas e a energia barata que lhes exporta e cede todo o Terceiro Mundo.


Este deplorável quadro corrobora com a afirmação de Milton Friedman segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a exigir, para seu próprio bem, o pagamento do capital e os juros que, tão generosamente esperamos todos esses séculos para cobrar.


Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus as vis e sanguinárias as taxas de 20 e até 30 por cento de juros, que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.


Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos adiantados, mas o simbólico juros de 10 por cento, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base, e aplicando a f´romula européia de juros composto informamos aos descobridores que nos devem, como primeiro pagamento de sua dívida, um montante de 185 mil quilos de outro e 16 milhões de prata, ambas cifras elevadas à potência de 300.


Ou seja, um número cuja expressão total seriam necessárias mais de 300 cifras, e que supera amplamente o peso total do planeta terra. Muito pesadas são essas moedas de ouro e prata. Quanto pesariam, calculadas em sangue?


Deduzir que a Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficiente para cancelar esse pequeno juros, seria tanto como admitir seu absoluto fracasso financeiro e/ou a demente irracionalidade dos supostos do capitalismo.


Tais questões metafísicas, desde já, não inquietam os indo-americanos. Mas se exigimos a assinatura de uma Carta de Intenção que discipline os povos devedores do Velho Continente; e que os obrigue a cumprir seu compromisso mediante uma pronta privatização ou reconversão da Europa, que lhes permita entregá-la inteira, como primeiro pagamento da dívida histórica.”


* Trecho do livro “A saúde a partir da dimensão anti-poética”, de Hernando Vanegas Toloza.


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Acabam de criar o Prêmio Nobel do Crime


Nesses dias o Comitê Nobel outorgou seu Prêmio máximo a uma figura controversa, que justifica a dúvida que nos apresenta alguns acerca do possível erro e na realidade o prêmio seria o da PAX. Escreve Ingrid Storgen.


[Ingrid Storgen]


E por que a dúvida? Vamos primeiro destacar de quem falamos quando dizemos Albert Arnold Al Gore:


Este senhor de profissão ecologista, midiático e discutido, escreveu um livro sobre o aquecimento global e os prejuízos que este produz ao planeta. O fez de maneira apocalíptica para que o mundo soubesse diante de qual desastre se encontrava e quais podiam ser as conseqüências que aproximariam o dim dos dias do planeta, lembremos de quebra que o capitalismo faz uso do terror em todas as suas formas.


Lembrou que na Europa, em 2003, morreram mais de 30 mil pessoas por uma onda de calor, advertindo claro, que muito em breve as vítimas se contariam aos milhões por causa desse fenômeno.


Sua teoria deu o que falar a muitos cientistas, não vamos entrar nesse tema que realmente conhecemos bem, mas o que podemos assegurar é que toda tese tem sua antítese e é quando nos encontramos com a de um personagem absolutamente nefasto, vice-presidente de Bill Clinton em 1999 e que durante seu mandato estava tão imerso em suas teses que não “se interou” que impressionantes aviões norte-americanos, junto à outros da OTAN, estavam descarregando suas bombas sobre Belgrado, em uma decisão que omitiu o mandato da ONU, um grande detalhe, ainda que também existam dúvidas a respeito.


Al Gore, por outra parte, é dono de um complexo mineiro em Carthage, Tennesee, que emitiu 1,8 milhões de quilos de tóxicos que foram parar no ar e na água em cinco anos.


Como corresponde a todo “herói”, lançou sua frase célebre que ficará para sempre perpetuada na análise das gerações futuras, se não morrerem antes de calor: “não é pecado gastar muito dinheiro em eletricidade, nem possuir minas de zinco, exceto para aqueles que exercem os papéis de sumos pontífices na religião do ecologismo e pretendem com seus sermões que todos nos convertamos, à força se preciso”.


Catastroficamente, o ex vice-presidente, detalha quanto subirá o nível do mar quando as geleiras da Antártida e da Groenlândia se derreterem, e as terríveis inundações que varrerão cidades inteiras situadas nas costas dos mares que produzirão, entre outras coisas, grandes êxodos humanos além de numerosas mortes.


De sua profecia não escapou a África nem o Kilimanjaro, o calor nem a humidade, o moderno holocausto está em marcha para o novo Nobel e o futuro da humanidade está por um fio e nisso coincidimos, ainda que seja uma das causas que no amanhã possa ser abortada.


Tantou rondou a climatologia, que o impediu de preservar algo de humanidade, se é que alguma vez já o teve, não podemos omitir uma triste e deplorável realidade, pois ao mencionar Al Gore, estamos mencionando um dos participantes do desenho de execução do Plano Colômbia, de neto corte Militar Contra-insurgente que por outro lado é anti-ecológico e monstruoso.


Porque falar do horror que significa o Plano Colômbia, é falar também da fumigação com glifosato que estão despejando sobre os solos do norte da América do Sul.


Sob o pretexto da luta contra a droga grandes êxodos se produzem diariamente na Colômbia e no Equador e não precisamente pelo derretimento das calotas polares, mas pelas fumigações que se produzem que são um atentado à natureza e à vida.


Este Plano macabro que custou a Washington mais de 4.5 bilhões de dólares, representa um fortíssimo ataque à ecologia, um crime sem limites e que deixará em várias gerações as seqüelas de sua passagem.


O glifosato despejado contra as plantações de coca, que tanto benefício outorgou à Monsanto, é enriquecido com substâncias de altíssimo poder que ao penetrar mais na vegetação permite que os danos que causa se mantenham durante muito mais tempo.


No marco do Plano Colômbia se continua com a perseguição e o crime dos opositores ao extermínio que está se produzindo dia após dia nessa terra onde estão nascendo crianças com deformações e outros morrendo antes de nascer.


O Comitê Nobel não desconhece o genocídio que contribuiu para criar o novo profeta, nos perguntamos se o Prêmio lhe foi outorgado por suas teorias científicas ou pelo genocídio que ajudou a cometer, o qual seria muito grave.


Não houve Prêmio para que criou Universidades para os pobres do mundo, tampouco para quem sentiu a dor pelos marginalizados impedidos de ver, e implementou planos para devolver-lhes a vista.


O Comitê Nobel não respeita quem envia milhares de médicos aos lugares mais pobres e inóspitos do mundo, aqueles onde jamais pisou um personagem como Al Gore, a não ser que fosse para bombardear.


O Comitê Nobel outorgou seu Prêmio a um genocida, o qual demonstra a verdadeira ideologia dos organizadores de um ato que deveria ser a homenagem máxima à quem honra a vida.


Foi mudado o sentido da palavra PAZ, acabam de instalar o Prêmio Nobel do Crime, ao poder econômico, à corrupção.


Ao império e seus aliados, que estão levando o mundo à limites impensáveis.


Aos que arrastam a humanidade, irresponsavelmente, até a PAX dos sepulcros...




“Rasputin” Santos



Novamente e pela enésima vez, a mão negra de Juan Manuel Santos é notícia, não só a nível nacional como a nível internacional, acaba de afirmar que as gestões da senadora Piedad Córdoba e do presidente Chávez em matéria de Intercâmbio Humanitário têm sido utilizadas para posicionar-se politicamente e chegar a lugares que quem sabe nunca haveria chegado... fica outra vez demonstrada a vontade negativa do governo de Uribe no que diz respeito ao Intercâmbio.


[Alejandro Fan, PCCC tirado da página web da Frente Antonio Nariño das FARC-EP] Los primos


Essa atitude não é nova, se trouxermos a memória a figura “rasputinesca” que esse inflamado ministro da defesa (guerra) tem, devemos remeter-nos ao que foi ele, que nos anos 90 propôs estudar o tema da Reforma da Previdência, sendo esta aprovada com a lei 100 e com a qual se arrebataram a maioria dos direitos dos trabalhadores em matéria de trabalho, pensão e saúde.


Como ministro da indústria e comércio o mandato de César Gaviria, resultou no ingresso da Colômbia na OMC (Organização Mundial do Comércio) organismo multilateral de grande incidência nas políticas privatizadoras e de globalização nos países de terceiro mundo.


O chefe paramilitar Carlos Castaño relata em seu livro “Minha confissão” que Santos se reuniu com ele e Victor Carranza em 1997 para derrubar Ernesto Samper da presidência. Os primeiros atos golpistas de Juan Manuel. Sendo ministro da Fazenda no governo de Andrés Pastrana, dirigiu a venda de ações do Estado na CARBOCOL-INTERCOR no Cerrjón Zona Norte, na Guajira, perdendo dessa maneira uma importante fonte de renda, e jogando fora a soberania em matéria de recursos, com tal venda, a nação perdeu cerca de US$ 200 milhões, já que se negociou por uns 13.5% menos que o valor real da empresa.


Durante o golpe de Estado na Venezuela, foi amplo impulsador, grande amigo do empresário e golpista venezolano Pedro Carmona, foi o próprio Santos quem logo interviria para dar asilo ao apátrida Carmona, levando-o hoje em dia a emérito professor universitário em nosso país. Santos é um obcecado inimigo de Hugo Chávez e dos avanços revolucionários do país-irmão.


Fiel seguidor e impulsionador da reeleição de Uribe, nomeou-se chefe da campanha de 2005, o que o aproxima ideologicamente da “segurança democrática” dedicando-se dessa maneira a limpar o histórico paramilitar e narco de seu chefe Uribe Vélez.


Desde seu posto (Rasputín Santos), se dedicou a atrapalhar qualquer intenção de se realizar uma troca de prisioneiros com as FARC, em julho de 2006 afirmou que o senador Rafael Pardo havia proposto à guerrilha um acordo humanitário com o despejo de Pradera e Florida e que dessa maneira se uniram para fazer oposição à Uribe e impedir que se perpetuasse no poder... Falso de toda a falsidade!!!


No dia 18 de outubro de 2006, Uribe acusou as FARC da explosão de um carro-bomba na Universidade Militar de Bogotá, rompendo por completo a possibilidade de diálogo para conseguir um acordo humanitário. Obviamente, Santos saiu em defesa de seu chefe e de sua instituição.


Da mesma forma se dedicou a organizar os “falsos positivos”, os falsos atentados e quantas coisas pensasse para dar solidez e relevância à segunda posse de Uribe, e claro com tudo isso, preparar o terreno para sua nomeação.


Mas seu curriculum não para aí, meios de comunicação revelaram no mês de maio as interceptações que membros da Polícia fizeram na prisão de segurança máxima de Itagui aos paramilitares desmobilizados. Com isso destaparam todas os buracos e negócios que cometem os chefes ‘paras’ e, além do fato de que, entre os ‘agraciados’ estavam jornalistas, políticos e membros do próprio governo. Situação na qual não é alheio o ministro.


Como vemos, é grande a larga e fúnebre tragetória dessde personagem (e claro de toda a família Santos), que não só tem sido formada como fervorosos anti-comunistas e fiéis lacaios da oligarquia como também como fantoches dos E.U.A. seu comportamento de camaleão camuflado, sua atitude traidora, seu desprezo por qualquer avanço em matéria de direitos do povo, obriga sua renúncia, a qual, claro deve ser antecedida pela do aprendiz de ditador Uribe e submeter-se junto com seu chefe, seu primo Fachito e muitos mais, à justiça revolucionária.




Operação «enxame de fogo»



A guerra contra o Irã é um absurdo, mas a força de acusar Teerã de estar fabricando a bomba e de preparar-se para uma operação preventiva, o sistema acabará concretizando-a, estima o general Fabio Mini. Segundo os planos atuais, esta guerra não terá comparação com os conflitos anteriores e será a chance de experimentar a teoria do ataque de enxame, atualizada pelos estrategistas da Rand Corporation, disse o general Fabio Mini.


Por General Fabio Mini * tirado de voltairenet.

Se equivocavam os que acreditavam que a aprovação para o ataque israeli-estadunidense contra o Irã viria dos Estados Unidos. Se equivocaram também os que pensavem que um presidente Bush frustrado pelo caos que reina no Iraque, pela situação no Afeganistão e pressionado pelo complexo militar e industrial acabaria tomando só a decisão final. O ataque contra o Irã terá lugar, em definitivo, graças às declarações do novo ministro francês de Relações Exteriores.

Em todos esses anos de ameaças e contra-ameaças, de desculpas e pretextos para desencadear a guerra, as únicas palavras realmente “reveladoras” até agora formuladas são as que continham a lacônica frase em francês: “temos que nos preparar para o pior”. Muitos a interpretaram como um deslize; outros a viram como uma provocação, como um ato de um fanfarrão; também houve quem a considerasse como uma incitação; e outros, como uma amostra de resignação diante de um acontecimento inevitável. A frase em questão contém quem sabe um pouco de cada coisa, mas o sentido fundamental dessa declaração de Bernard Kouchner é totalmente diferente.

Nos últimos 15 anos de intervenções militares de diferente índole que tiveram lugar através do mundo, têm aparecido estranhas conexões e afinidades. Os exércitos se reforçaram com os empresários privados, os idealistas conseguiram o apoio dos mercenários, os negócios o da ideologia, e a verdade mesclou-se com mentiras que nem a lógica própria da propaganda consegue já justificar. E uma das conexões mais insólitas é a que foi estabelecida entre militares, grupos humanitários e política exterior, de maneira tal que cada um dos três componentes se apóia nos outros dois. O vínculo principal dessa aliança é a importância que foi dada à urgência. A política externa perdeu o seu caráter de continuidade das relações entre os Estados, no seio das organizações internacionais. A nova tônica consiste, há muito tempo, em dedicar-se ao manejo de relações conjunturais, de relações temporais ligadas a interesses ou posições transitórias, que podem mudar, de geometria variável.

Por outro lado, esta forma de política da urgência é a única que permite estabelecer compromissos limitados e seletivos. Além do mais, tendo em conta que a importância real da urgência pode ser manipulada ou ser objeto de interpretações, esta política pode construir-se e desconstruir-se mais de uma vez. Seguindo essa mesma lógica, os exércitos, durante os últimos 15 anos, se dedicaram exclusivamente a cobrir emergências, preferivelmente no estrangeiro e por razões supostamente humanitárias, como forma de garantir consenso e apoio. Já não há exército capaz de defender seu próprio território ou de garantir sua defesa em caso de guerra. Encontrar um Estado ameaçado de guerra por outro Estado torna-se cada vez mais difícil e todos os exércitos do mundo contam hoje com um aviso prévio de pelo menos 12 meses para mobilizar os recursos necessários para a defesa nacional. Por essa razão, os exércitos se especializaram na urgência, desde o modo, o tempo e desde o ritmo de suas intervenções.

Quando Bernard Kouchner disse simplesmente que devemos “nos preparar para o pior”, não fez mais que interpretar uma filosofia cujo objetivo não é a busca por algo melhor, da solução menos traumática, mas pelo contrário, daquela que invoca o manejo da urgência mediante a política, mediante o instrumento militar e mediante organizações humanitárias atualmente amarradas a eles. É também a confissão da incapacidade dessa mesma política para refletir e encontrar soluções duradouras, da incapacidade dos instrumentos militares quanto ao manejo de situações de conflito até conseguir uma completa estabilização, é também a confissão da incapacidade das organizações humanitárias quanto à solução dos problemas das pessoas com perspectivas temporais mais amplas que as implica a urgência. Bernard Kouchner reconhece, em definitivo, que a soma de incapacidades conduz irremediavelmente à guerra. Sendo incapazes de fazer outra coisa, façamos a guerra!

Mostra-se evidente que, nessas condições, fazem-se necessários alguns empurrões para que se concretize a urgência e intervenções de diversos fatores: algo tem que acontecer –o que os analistas chamam [o catalizador] (estopim)- que determina a urgência política, é necessário que a segurança coletiva se encontre diante de um perigo imediato, e há que prever uma catástrofe humanitária (a maior possível). Há que criar, em definitivo, um aparato de gestão capaz de “inventar” a situação urgência e de inventar uma saída que justifique o abandono da busca por uma solução para os problemas. O ataque contra o Irã entra perfeitamente nesse marco, e, se analisarmos bem, trata-se de um marco já quase estabelecido. Se dispõe então de múltiplos pretextos para o ataque.

A idéia de que o Irã quer desenvolver uma bomba nuclear e que quer destruir Israel foi difundida amplamente através do mundo. Além das bravatas, faltam ainda os elementos que permitam provar que isso é verdade. Mas já ouvimos no passado sobre testemunhos de bravatas terroristas que se concretizaram e ninguém quis assumir risco algum, nem sequer por amor à verdade. A idéia de um ataque iraniano, ou de um ataque com o apoio do Irã, contra as forças estadunidenses no Iraque, ainda quando não existe prova alguma, está convencendo os mais céticos. Cedo ou tarde, de tanto falar dele, o assunto se tornará um convite ou um desafio e o ataque terá realmente lugar. A política iraniana de apoio ao movimento palestino Hamas e ao libanês Hezbollah converte Teerã em um ponto extremamente vulnerável. Um momento em que se perca o sangue frio, ou um simples erro por parte de ditas organizações bastaria para desencadear [contra o Irã] uma intervenção militar imediata.

A política exterior das princiáis potências, incluindo a Europa, se acostumou agora à idéia de que uma intervenção militar obrigaria o Irã a retroceder às suas posições de uns vinte anos atrás.

Cresce também, por outro lado, a idéia segundo a qual o objetivo não é tanto, nem somente, impedir o surgimento de uma potência militar senão também eliminar esse país como ator regional com interesses petroleiros e estratégicos em todo o centro e o sul da Ásia. No plano militar, tudo está feito, e há muito tempo. Os planos de ataque estão sendo adaptados desde 1979, que foi a época da crise da embaixada dos Estados Unidos no Irã, e têm sido atualizados em função das novas tecnologias e estruturas. A tese de que se trataria de um ataque dirigido essencialmente contra as instalações nucleares do Irão e que não provocaria danos colaterais entre a população civil não é mais que uma mentira dos que já se acostumaram a ignorar a verdade. Inclusive a idéia de que este ataque estaria limitado ao território iraniano torna-se, no mínimo, suspeita já que o objetivo da obstinação e a ostentação dos aiatolás, por um lado, e do grupo israelense e estadunidense, pelo outro, tem a ver com interesses e ambições que vão muito além do Golfo Pérsico.

Qualquer ataque, quaisquer que sejam suas características, provocarão enormes danos, tanto de ordem militar como civil, na medida em que existe a possibilidade de que se produza uma emergência nuclear causada por algum tipo de escape radioativo. Um ataque, de qualquer tipo que seja, não terá outro objetivo senão a simples destruição das estruturas defensivas: bases aéreas e bases de mísseis, depósitos de armas, rampas móveis de lançamento, portos militares, unidades marítimas de superfície, defesas anti-aéreas e radares, meios terrestres móveis e blindados, centros de comunicações, postos de comando e de controle teriam que ser eliminados antes ou durante o ataque contra as instalações nucleares. Mas muitas dessas estruturas se encontram nos principais centros de concentração da população.

Os mísseis de cruzeiro mais sofisticados, as bombas inteligentes teleguiadas realizava os objetivos por comandos israelitas e estadunidenses, infiltrados no Irã desde muito tempo, não excluem uma margem muito elevada de danos colaterais. Se no lugar das bombas de explosivos convencionais chamadas “bunker busters” se recorre ao uso das minibombas nucleares ou de fissão ou de bombas de nêutrons, a porcentagem de dano poderia aumentar ainda mais as já grandes proporções que mencionam muitos observadores.

Inclusive a tese segundo a qual seria possível a realização de golpes cirúrgicos -aéreos e com a utilização de mísseis- não é mais que um engano. Uma ação que pretende totalmente, como tem sido anunciado frequentemente, reduzir o potencial bélico iraniano ao da época da Idade da Pedra, pressupõe múltiplas ações de ataque, com o uso de forças múltiplas, realizadas em um curto período de tempo para tirar do adversário, com dizia o coronel Boyd, toda a capacidade de decisão, de resposta e toda a possibilidade de adotar uma estratégia de enfrentamento. A ação múltipla ttem que ser também capaz de impedir a represália direta das forças aéreas e marítimas iranianas contra as instalações e o transporte de petróleo no Golfo Pérsico e no Mar de Omã.

A ação múltipla teria que neutralizar a ameaça dos mísseis [iranianos] sobre as bases militares estadunidenses na Ásia Central e Oriente Médio. Teria que impedir as ações iranianas de estratégia indireta no Afeganistão, Paquistão, Iraque, Líbano, assim como em Gaza e no Cáucaso, e onde quer que haja um xiita que possa criar problemas. Ainda assim, Teerã controla a margem norte do estreito de Ormuz e o fechamento dessa rota marítima para os navios que fazem o trasnporte de petróleo poderia levar às nuvens o preço do barril de petróleo, até alcançar preçoz entre 200 e 400 dólares o barril. O mesmo aconteceria se o Irã decidisse vingar-se mediante operações de sabotagem ou bombardeios contra as instalações petroleiras de outros países da região.

É por isso que a estratégia militar de um ataque contra o Irã não poderia consistir em golpes cirúrgicos ou contemplar um só componente. Trata-se, nesse caso, de nada mais que a Swarm Warfare, da guerra do enxame e da horda, modalidade que John Arquilla e David Ronfeldt desenterraram depois do imbatível uso dela por Gengis Khan [1]. Em termos modernos, essa estratégia põe em prática a guerra em todas as suas dimensões –terrestre, naval, aérea, mediante mísseis, espacial, virtual e no plano da informação- em múltiplos teatros e níveis. Para isso é necessário que o “enxame” de diversos componentes e de ações que se desenvolvam concentrando-se em um lugar e uma dimensão dada para mover-se em seguida para outros lugares e outras dimensões que possa, em qualquer caso, impedir qualquer tipo de reação. As hordas encarregadas da destruição física dos alvos devem integrar-se e concentrar-se sobre os objetivos iguais aos das hordas virtuais encarregadas das ações diplomáticas, da guerra psicológica, assim como as encarregadas da manipulação da informação.

Além disso, as ações militares devem ter como objetivo provocar uma situação de urgência humanitária que justifique a intervenção das organizações internacionais em território iraniano. É evidente que a responsabilidade da catástrofe deve ser atribuída aos próprios iranianos. Nesse aspecto, tudo está feito já, ou quase tudo, em particular logo após a declaração de Bernard Kouchner. Agências internacionais e ONG´s estão desesperadas para ir para o Irã recolher os velhos e as mulheres. Se lhes oferecem a possibilidade de intervir para recolher refugiados, ocupar-se dos feridos, contar os mortos e organizar uma eleição ao mês, haverá uma verdadeira corrida para implantar a democracia no Irã.

A complexidade desse cenário não deve levar-nos a crer que tenha que mobilizar forças enormes. As capacidade de bombardeios dos aviões israelistas e estadunidenses são tão grandes que podem destruir numerosos objetivos com uma quantidade limitada de aparatos. Os mísseis de cruzeiro que podem ser lançados do mar já são armas tecnológicas que não exigem uma intervenção em massa para realizar a destruição desejada, nem sequer em grande escala. O grande número de planos e níveis de intervenção poderia quem sabe resultar em problemas de coordenação, de comando e de controle, mas não seria nada de outro mundo. Estados Unidos e Israel colaboram entre si há mais de meio século, e os problemas de pseudo-autorizações de terceiros países para o sobrevôo ou o trânsito [terrestre] de tropas já não existem, seja pela existência de acordos políticos assinados com os países interessados ou pela pré-disposição de ambas potências em ignorar as objeções.

Fica a grave e importante incógnita da pós-urgência. A incógnita sobre o futuro de um Estado de origem e mentalidade imperiais que se vê degradado ao papel de Estado renegado e falido e, de aspirante ao papel de potência regional, ao de buraco negro político e estratégico. Se mantém também a incógnita sobre a reação, não tanto sobre a derrota ou o redimensionamento das aspirações como quanto à humilhação. Não se pode excluir no absoluto que o que se quer evitar a qualquer preço, ou seja a nuclearização do Irã, ainda por demonstrar e por realizar, se veja subitamente favorecida por causa da humilhação.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Baixas de dois policiais e um soldado. 22 feridos nas Forças Militares


Informam as FARC. “os guerrilheiros ativaram minas contra seis carros da polícia anti-narcóticos, na vereda Mirabeles do município de la Hormiga, no estado de Putumayo, com o resultado de dois carros destruídos, dois policiais mortos e 19 feridos”, detalhava o comunicado oficial.
[ANNCOL]

Em acontecimentos sucedidos no sábado passado (16 de outubro), unidades guerrilheiras do Bloco do Sul deram um duro golpe na Polícia. Segundo as partes oficiais dessa organização insurgente, se apresentavam em uma vereda no Estado de Putumayo, “as FARC ativaram minas contra seis carros da polícia anti-narcóticos, na vereda Mirabeles do município de la Hormiga, no estado de Putumayo, com o resultado de dois carros destruídos, dois policiais mortos e 19 feridos”, detalhava o comunicado.

Três dias antes, guerrilheiros desse Bloco, acionando um campo minado, causaram a morte de um militar e feriram outros três na vereda Lãs Brisas do município de Orito (Putumayo).

Segundo as partes oficiais, os comandos das FARC retornaram aos seus acampamentos sem nenhuma mudança em suas fileiras.


enlace original: http://www.anncol.org/es/site/doc.php?id=3447

Farc felicita Rafael Correa por seu triunfo no último 30 de setembro



A comissão Internacional das Farc, encabeçada por seu Chefe, Raúl Reyes, assina a Carta Aberta dirigida ao bolivariano presidente equatoriano. “Estamos abertos a estabelecer relações políticas e diplomáticas com todos os governos, e em particular com os países vizinhos da Colômbia, já que por tradições, crenças, mestiçagens, culturas, problemas, esperanças e destino, somos um mesmo povo, filho do Libertador”, afirmam as Farc.


[CARTA ABERTA]


Ao presidente Rafael Correa e ao povo irmão do Equador.


As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo, FARC-EP, enviamos das trincheiras guerrilheiras, nossas fraternas saudações bolivarianas.


A contundente vitória obtida com mais de 70% da Assembléia do Presidente Rafael Correa, na última jornada eleitoral de 30 de setembro, é o triunfo inexorável de um povo que aceitou o “SIM” para as mudanças profundas com o objetivo de iniciar a construção de um novo país em paz, com soberania e justiça social, rumo ao Socialismo.


Convencido de que a nova Constituição, inicia a contagem regressiva do princípio do fim das desigualdades, as injustiças e a falta de oportunidades, de um povo digno, humilde, solidário, acolhedor e fraterno.


Um povo digno que disse NÃO à partidocracia da oligarquia depredadora, deixando claro que a injustiça tem nome próprio, que durante muito tempo fizeram extremadamente pouco em favor das maiorias de pobres, que está mais pobre a cada dia.


De nossa parte, mantemos levantadas as bandeiras da solução política à crise institucional e governamental, que com a participação majoritária dos colombianos, possa definir de forma soberana a construção do Novo Governo pluralista, patriótico e bolivariano, como afirmamos na Plataforma pela Nova Colômbia, que leve o país ao exercício pleno de todo o seu potencial a favor dos oprimidos, humilhados e violentados pelo governo da narco-para-política de Álvaro Uribe Vélez.


Reafirmamos nossa firme vontade política de realizar a Troca ou Intercâmbio Humanitário que hoje felizmente conta com o impulso da facilitação do presidente Hugo Rafael Chávez Frias, apoiado por diversos governos e organizações do mundo. O cenário político é propício para buscar acordos rumo à paz com justiça social, que nos conduzam à construção da Nova Colômbia, a Pátria Grande e o Socialismo.


Ratificamos nossa disposição política de consolidar as relações de irmandade, amizade e de boa vizinhança na fronteira com o povo-irmão do Equador, e não pela confrontação com os Exércitos dos países vizinhos. Nossa luta é de resistência e de liberação frente o Regime opressor colombiano.


Estamos abertos a estabelecer relações políticas e diplomáticas com todos os governos, em particular com o dos países vizinhos da Colômbia, já que por tradições, crenças, mestiçagens, culturas, problemas, esperanças e destino, somos um mesmo povo, filho do Libertador.


Nossas divisas na política internacional são a unidade latino-americana cimentada no pensamento bolivariano da integração e a Pátria Grande.


Contra o imperialismo... Pela Pátria.


Contra a oligarquia... Pelo Povo.


Somos FARC, Exército do Povo.


Raul Reyes


Comissão Internacional das FARC-EP


Montanhas da Colômbia, Outubro de 2007



A proposta de reforma constitucional na República Bolivariana da Venezuela.


...de acordo com as reivindicaçõs dos trabalhadores venezuelanos. Escreve Johnson Bastidas. A redução da jornada de trabalho, é um passo a mais na consolidação do processo revolucionário venezuelano, seu peso político se inscreve na luta das classes trabalhadores contra a exploração, e a alienação. Conscientes de que os homens não são só máquinas de consumir e produzir como os definia D. Ricardo, os trabalhadores venezuelanos têm agora a palavra para fazer respeitar essa medida.

[Johnson Bastidas]


Historicamente, nenhuma reivindicação dos trabalhadores à nível mundial têm sido fácil, todas estão inseridas no contexto da luta de classes e na contradição histórica do capital-trabalho. A jornada de 48 horas custou muitas vidas.


Hoje na Venezuela o governo nacional propôs, entre outras reformars, a redução da jornada de trabalho, esta proposta não pode ser interpretada como uma dádiva do Estado aos trabalhadores venezuelanos, mas é importante ressaltar a contade política do executivo na iniciativa. Hoje muitos trabalhadores e trabalhadoras venezuelanas trabalham até 62 horas semanais, em setores como a agricultura, pescadores, mineiros, transporte público, transporte aéreo e marítimo, sem mencionar o setor de serviços e outros setores da economia formal e informal.


Isto demonstra que dentro do processo venezuelano, a correlação de forças começa a mudar, para empreender as reformas necessárias que permitam a reivindicação do trabalhador como ser humano, e não como uma máquina de produzir ganhos ao capital.


A proposta do governo tem alcances revolucionários, exemplo para toda a América Latina e o mundo inteiro. Caso seja aprovada, a jornada de trabalho se reduzirá a 6 horas diárias, ou seja, 36 horas semanais. A Noturna não excederá 6 horas diárias ou 34 horas semanais, isto se traduz numa diminuição de 576 horas anuais de trabalho, para cada trabalhador e trabalhadora venezuelana. São 576 horas para dedicá-las à família, ao estudo, ao ócio, enfim, ao desfrute do tempo livre. Muitos especialistas afirmam que esta medida diminuiria o número de acidentes de trabalho, protegeria melhor a saúde do trabalhador, geraria novos empregos e seria um passo importante para humanizar o mundo do trabalho.


Os empresários não saem perdendo com essa medida, segundo alguns especialistas, estes terão a oportunidade de aumentar a produtividade com trabalhadores menos cansados, introduzindo novas tecnologias e outras formas de organização do trabalho. Nesse sentido os trabalhadores venezuelanos se preparam na qualificação política e organizativa, pois se acredita que os patrões farão tudo o possível para criar as condições de aumentar a intensidade no ritmo do trabalho.


A importância da medida tem outras variáveis a considerar, muitos falam do risco no setor sindical de gerar uma atitude passiva dos trabalhadores e dos sindicatos diante da organização e a luta reivindicatória. A idéia que circula hoje na Venezuela é que os trabalhadores e trabalhadoras devem aproveitar essa diminuição da jornada de trabalho para garantir sua supervisão, controle e desenvolvimento.


Recordemos que o sindicalismo venezuelano, no que se conhece como a IV República* foi um sindicalismo em sua maioria patronal, a confederação de trabalhadores da Venezuela esteve institucionalizada por acordos com o estado e os patrões. A nova era, a V República, inaugurada pela chegada do presidente Chávez, permitiu que os setores classistas, que foram sempre minorizadas durante todos os governos anteriores, passe a ter um papel ativo no processo venezuelano.


A redução da jornada de trabalho é um passo a mais na consolidação do processo revolucionário venezuelano, seu peso político se inscreve na luta das classes trabalhadores contra a exploração, e a alienação. Conscientes de que os homens não são só máquinas de consumir e produzir como os definia D. Ricardo, os trabalhadores venezuelanos têm agora a palavra para fazer respeitar essa medida.


Hoje, na luta contra o capitalismo, vemos que o esforço principal do grande capital está na redução de custos, na produção, matérias primas e nos salários, nesse sentido a redução da jornada de trabalho é um passo adiante.




* A IV República se refere ao período onde os partidos tradicionais venezuelanso, COPEI e AD revezaram-se no poder de forma alternada até a chegada de Chávez. Alguns chama este período de “o período do ponto-fixo” ou “Ponto-fixismo”, nome que recebeu o acordo no qual os dois partidos tradicionais compartilhavam o poder na Venezuela.





enlace original: http://www.anncol.org/es/site/doc.php?id=3445

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Patadas contagiosas



As patadas de Fachito Santos contagiaram Uribélez. Todos os dias têm uma. Com jornalistas, com a Corte, com opositores. Mas bem sabe-se que para as doenças virais é necessário descanso. Quem sabe lhe convenha ir aos USA para descansar e resolver de uma vez por todas um probleminha que tem com um número 82, escreve Domínico Nadal.


Por Domínico Nadal, ANNCOL

Dizem que sua origem é viral. A proximidade de Fachito Santos foi suficiente para o contágio. Isso, somado ao seu “caráter”- disse ele com força, demonstra o tipo de pessoa que é. Mas os colombianos não dão mais bola. Ao ponto em que “jornalistas” da rádio burguesa ‘já se atrevem’ a burlar-se dele em sua cara.


Dizem os médicos que contra os vírus não há nada para fazer. Que deve deixá-lo passar. E esperar que passe as “patadas contagiosas” de Uribhitler. Pobrezinho. Temos visto como está envelhecendo esse homem. Dizem que o poder envelhece. Ainda mais o poder ruim. Porque vemos Chávez cada dia mais brilhante. Vemos Morales brilhando. Vemos Correa brilhando. Vemos Lula brilhando. Então porque o miniführer fica apagado? A consciência, a consciência, compadre.


Mas dizem que as ‘patadas contagiosas’ são cada vez mais freqüentes. Com os jornalistas. Lembram-se das patadas na época das denúncias de García? Ah, essas também eram de campeonato. E deviam ver o que ele dizia. O Uribhitler se ‘emburrava’, ficava ‘irritado’, e dizia ameaçando que os jornalistas acreditavam que ele era um delinqüente. Claro que ele nunca disse de quem estava falando. Se era de Garcia ou dele.


E desde então está de um jeito que não podem nem falar nada. Porque dá leite como os sapos. Até ele mesmo chama as rádios e fica horas e horas ‘entrevistado’. E aí ‘bota a pedra’. É que ao ‘garotinho’ não podem dizer nada sobre sua vida. Nada dos feitos de sua família. As de Santiaguito e os ’12 apóstolos’. Nada sobre Mario Uribe. Porque entra em ‘espasmos’ no dedo indicador da mão direita.


Ah, e tampouco podem mencionar a “Conchi’. Porque aí fica parecendo o vice Fachito Santos. Que agora viemos a saber que está aí –na vice-presidência- de favor. E todos sabeos que os ‘de favor’ tomam ponta-pés na bunda. Mas deviam vê-lo dizendo o que disse sobre a “pobre diaba” do Fachito. Tenha. E chupe. Para que seja um pouco mais digno.


O miniführer está contagiado até o ponto em que produz uma ruptura institucional com a Corte. Não é que a corte seja sã. Não é que a Corte seja santa. Ela também tem seus ‘pecados’. Mas o que acontece é que diante do descrédito do legislativo e o executivo então tem que chegar e mostrar alguma cara decente. Então a ‘trama’ contra a Corte tem como objetivo mostrar os seus ‘pecados’ e fortalecer de quebra o projeto narco-paramilitar.


Mas o homenzinho –o pigmeu chamam na Radio Café Stéreo- se nota visivelmente cansado. Já não governa. Bom. Nunca o fez senão para os narco-paracos. Em temas chave passa a bola pra outro. Como o Intercâmbio ou Troca por exemplo. Passou a “bola” pra Chávez e esse sim sabe para que é isso. Imaginem o que haverá dito o “pigmeu” Uribe para ele em La Guajira. “Vale, deixe de ser pentelho. Olhe os negócios que está fazendo comigo. Me mande gás até 2014 e daí em diante nós venezuelanos suprimos a Colômbia de gás. Te parece pouco? Bom, te ensino sobre a eletricidade eólica. Caralho, e entro na CAN novamente. E como se fosse pouco te meto no Banco-do-Sul, onde os empresários vão ter créditos brandos”.


Então Uribhitler dá iniciativa a Chávez para que siga com as gestões para o Inrcâmbio ou Troca. E as FARC? Rindo da beleza. Porque Uribhitler perdeu toda a iniciativa no tema. Por qualquer lado sai perdendo. E a iniciativa quem tem são as FARC e Chávez. Quem acreditará nele? Porque a verdade é que o homenzinho –o pigmeu- tem que descansar. O descanso é o único que alivia as doenças. Sobretudo as virais. Quem sabe lhe convenha ir aos EUA para resolver um probleminha que tem lá com o número 82.



quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O ultra-imperialista* Plano Colômbia/Iniciativa Andina

Henry Kissinger, o mais cínico e impune conselheiro do Imperialismo depredador, já havia advertido uma vez: “A maior e mais dura lição da guerra do Vietnã, é que os Estados Unidos não devem se meter (envolver-se) em guerras nas quais não possa retirar-se prontamente”. E esse erro, é precisamente o que a próxima virtual presidenta dos EUA, a senadora democrata Hillary Clinton, que hoje lembra o Presidente Bush, nas páginas da última revista Foreign Affairs. Escreve Pinzón Sánchez.


[Alberto Pinzón Sánchez/ANNCOL]


Henry Kissinger, o mais cínico e impune conselheiro do Imperialismo depredador, já havia advertido uma vez: “A maior e mais dura lição da guerra do Vietnã, é que os Estados Unidos não devem se meter (envolver-se) em guerras nas quais não possa retirar-se prontamente”. E esse erro, é precisamente o que a próxima virtual presidenta dos EUA, a senadora democrata Hillary Clinton, que hoje lembra o Presidente Bush, nas páginas da última revista Foreign Affairs:

A sombra incômoda e obscura da guerra do Iraque, obrigou o governo republicano de Bush “a esquecer os vizinhos do Sul, onde se freou o desenvolvimento democrático e a abertura econômica. A tragédia dos últimos seis anos é que a administração Bush perdeu o respeito e a confiança dos nossos mais estreitos aliados e amigos. É necessário que os Estados Unidos voltem à sua política de participação intensa na América Latina em especial a cooperação com nossos aliados na Colômbia, América Central e Caribe, para combater as ameaças do narcotráfico, o crime e a insurgência”.

Para os que abrigavam ilusões, a senadora democrata e ex-primeira-dama dos EUA, Hillary Clinton propõe nada mais, nada menos, que retorne a agenda do consenso bipartidário de três pontos; 1-processos de paz. 2-direitos humanos. 3-consolidação democrática, que serviram de base ao seu esposo Bill Clinton, para que o congresso da União em 1998, aprovasse plenamente, aquela “super-estrutura” de globalização neoliberal, o projeto ultra-imperialista (*) do capital global, contida no Plano Colômbia/Iniciativa Regional Andina, com a mesma e tediosa desculpa que impuseram à Pastrana naquele tempo, de “combater as ameaças do narcotráfico, o crime e a Insurgência”.

Mas o projeto Imperial acima enunciado seria “funcional” com o títere Uribe Vélez? A resposta sem dúvida nenhuma é que sim. Nunca, em nenhum momento e apesar do círculo de fogo da verdade ocultar tantos anos, cada dia se fecha mais e mais; o miniführer não se separou um milímetro da ordem Imperial. Pelo contrário, tem feito o possível e o impossível para cumprí-la. Todos seus 5 anos de governo são uma comprovação linear e angustiante do cumprimento da lei bipartidária emanada pelo Congresso dos Estados Unidos; mediante uma hábil técnica de “manejar a crise” em proveito próprio, desviando a atenção sobre um escândalo atravessando-lhe outro mais atrativo, e que se encontra bem descrita em qualquer manual de “como negociar sem ceder”.

E para não voltar a lembrar os 5 anos do assunto da legalização (financeira e judicial) de seus amigos narco-paramilitares tão rico em detalhes, vejamos dois exemplos próximos: 1) Quem se lembra hoje de seu padrinho e primo Marito Uribe? Ninguém, porque foi ofuscado por duas habilidosas jogadas para ganhar tempo, feita pelos assessores “engavetadores” da casa de Nariño. Uma, atacar e empanturrar a Corte Suprema de Justiça e outra, propor sua nova reeleição pela boca de Luís Guillermo Giraldo Hurtado, o mesmo do roubo de Caldas. Hoje a discussão está centrada no demônio da Tasmânia e em resolver a pergunta pré-eleitoral: se não é Uribe Vélez então quem? Enquanto o primo Marito escapa da Corte Suprema de Justiça e coloca “suspeitosamente” as mãos do “pacote uribista” e paraíso Fiscal de bolso, Iguarán.

2) E como está o assunto do tão esperado e anseado Intercâmbio Humanitário com a Insurgência? A resposta é dada por outro assessor da casa de Nariño; o simpático Rudolf Hommes no diário Portafolio-Planeta (15. out. 07) assim:

“Nunca se tem toda a informação sobre as razões e circunstâncias que levam o Governo a tomar certas decisões. Foi muito surpreendente que o presidente Álvaro Uribe tenha convidado o presidente Hugo Chávez para discutir a questão com as Farc, que viesse a Hato Grande para discutir essa possibilidade e que se fosse com um claro mandato para intervir.
Nesse momento, para explicar as decisões de Uribe, existiam pelo menos duas hipóteses:a primeira, que o Presidente e seu Conselheiro de Paz se deram conta de que haviam acabado suas opções e que o processo estava completamente atolado, algo que deixava o presidente em uma posição muito vulnerável, sujeito à pressões de governos amigos e exposto à crítica interna, sobretudo a proveniente de familiares seqüestrados, que nesse momento tinham muito apoio na opinião pública, pelo assassinato dos deputados do Valle del Cauca.
A outra hipótese era que, por estas mesmas razões, o Presidente necessitava ganhar tempo e escapar da pressão.
Difícil acreditar que o Governo envolva o Presidente do país vizinho, vários governos europeus e o dos Estados Unidos, em uma gestão na qual não acredita, ou com o único propósito de manobrar.
Então, deve ter acontecido algo que a opinião pública não conhece a cabalidade, ou uma troca de circunstâncias políticas ou das posições dos outros governos envolvidos, porque Uribe e seu Conselheiro de Paz deram pra trás. É possível que não sintam tanta pressão política como a que existia quando se tomou a decisão de convidar Chávez.
A opinião pública já se esqueceu dos deputados vallecaucanos assassinados. Está imersa na “parapolítica” e muito distraída com as brigas”.

Assim, em Washington, onde estão sumariamente bem informados, sabem que na Casa de Nariño no macro (e da boca pra fora), querem o Intercâmbio Humanitário para livrar-se da pressão dos “governos amigos”, mas no micro, colocará todas as travas pequenas que impeçam sua realização prática imediata e desgastem sua figura jurídica até torna-lo impossível. Por isso não concedem vistos, não se autorizam vôos, não desmilitarizam, Simón e Sonia não podem voltar, etc... E isso, é o que se chama ser “funcional” e cumprir cabalmente a ordem Imperial de “combater as ameaças do narcotráfico, o crime e a Insurgência”.

*Graças à discussão reconheço a diferença conceitual que fez Rowthorn nos finais dos anos 60 no New Left Review e que não tem nada a ver com o conceito de Kautsky, entre 1-Super-imperialismo: todos os países imperialistas dominados pelos EUA, 2-Ultra-imperialismo: coalizão de países imperialistas hegemonizados pelos EUA, e 3-Rivalidade imperialista: aberta competição inter-imperialista. APS


enlace original: http://www.anncol.org/es/site/doc.php?id=3443

“O semeador de consciência”




Na tarde havaneira do outubro guerrilheiro, sob o âmbito do olhar profundo do pai espiritual, a alma estremecida de Chávez escutou a ionizada voz de Fidel o planetário, incansável guerreiro do amor, dizendo-lhe uma e outra vez: Hugo, és um semeador de consciência. E o eco dessa voz foi replicando de meridiano em meridiano preenchendo toda a terra.


Iván Márquez!
[ANNCOL]

Da clandestinidade, enviado pelo Movimento Bolivariano do Bloco Caribe das Farc.

***

E Chávez é isso: um semeador de consciência. Um furacão revolucionário, um agitador de povos e esperanças. Sua voz e seu coração espalham sementes bolivarianas nesse hemisfério de 500 anos de solidão para que germinem a liberdade, a soberania do povo que é a democracia verdadeira, a luz da educação que nos salvará das trevas, a justiça social, a inclusão de todos, a dignidade e a Pátria Grande, esperança do universo.

Todos de pé, pois já estamos na era de Bolívar!

enlace original: http://www.anncol.org/es/site/doc.php?id=3442

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Mérito industrial a um lavador de dólares


Conhecido no submundo como ‘Pepe’. “O presidente Álvaro Uribe Vélez condecorou com a ordem do mérito industrial um proeminente empresário colombiano que há três anos foi descoberto em Nova York em uma pública operação contra a lavagem de dinheiro do narcotráfico”, escreveu Gerardo Reyes, jornalista do Nuevo Herald.

[ANNCOL]

Segundo o Nuevo Herald dos Estados Unidos, Uribe Vélez, narcopresidente colombiano, condecorou José Douer conhecido no submundo como Pepe.

Conhecido no submundo como ‘Pepe’. “O presidente Álvaro Uribe Vélez condecorou com a ordem do mérito industrial um proeminente empresário colombiano que há três anos foi descoberto em Nova York em uma pública operação contra a lavagem de dinheiro do narcotráfico”, escreveu Gerardo Reyes, jornalista desse jornal de Miami.

E para que não restassem dúvidas de como o presidente colombiano tem convivido com o narcotráfico durante 27 anos de sua larga carreira criminosa disse, “Você expressa muito bem a confiança investidora com responsabilidade social, e o apoio às metas sociaias que o Estado colombiano tem que cumprir”, argumentou o chefe de Estado há duas semanas em uma breve cerimônia na qual assistiu o ex-presidente César Gaviria, amigo próximo de Douer”.

Este último detalhe de Gerardo Reyes, reafirma mais uma vez o que todos na Colômbia sabem. A estreita relação do comércio de maconha e cocaína com todo o estabelecimento colombiano. Observem outros que passam ‘encolhidos’ mas que atiçam a suposta guerra contra as drogas no país, “a esta breve cerimônia assistiram mais de 100 pessoas, entre jornalistas, diretores e donos de meios de comunicação J. Gossaín, Yamid Amat, Maurício Vargas, Miguel Silva, Ricardo Santamaría, Fabio Villegas, Alberto Casas, Gloria Valencia.. - disse o Chefe de Imprensa do Cartel da Casa de Nariño”, ressaltou o diário de Miami.

Como sempre o time da Casa de Nariño esquiva-se, como seu “patrão”, de qualquer pergunta sobre o tema da narcoparapolítica. A técnica uribista em todo seu círculo mafioso. À uma pergunta via e-mail do El Nuevo Herald ao chefe de imprensa de Uribe Vélez & Cia, César Mauricio, este se contentou em enviarlhes o texto do decreto da ‘honrosa distinção’.

-O decreto menciona as realizações de Douer na indústria têxtil e destaca seu trabalho a favor do país como principal acionista das Manufaturas Eliot S.A., “uma das maiores empresas da Colômbia com mais de 50 anos de experiência em vestuário [...] que gera mais de 7.000 empregos diretos”, assim disse o jornalista Reyes.

enlace original: http://www.anncol.org/es/site/doc.php?id=3440

Virginia Vallejo ratifica denúncias contra Uribe



“O narco-estado sonhado por Pablo Escobar tem hoje mais vigência que nunca na Colômbia”, disse a diva dos anos 80. “Os narcotraficantes prosperaram na Colombia não porque foram uns gênios, mas porque os presidentes eram muito baratos”, disse Vallejo, e menciona três nomes como os narcopresidentes: Alfonso López Michelsen, Ernesto Samper e Álvaro Uribe”, reitera Virginia Vallejo em entrevista a “El País”.


ANNCOL



Sobre o atual presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, Vallejo disse que o chefe do Cartel de Medellín o idolatrava. Assegura que o governante, em sua etapa de diretor da Aeronáutica Civil (1980-1982) “concedeu dezenas de licenças para pistas de aterrissagem e centenas para os aviões e helicópteros sobre os quais se construiu toda a infra-estrutura do narcotráfico”.


“Pablo poderia dizer: ‘se não fosse por esse bendito cara teríamos que estar nadando até Miami para levar a droga aos gringos. Agora, com nossas próprias pistas nada nos para. Pista própria, aviões próprios, helicópteros próprios...’ Levavam a merdadoria até Cayo Norman, nas Bahamas, quartel das operações de Carlos Lehder, e dali iam pra Miami, sem problemas”. Virginia Vallejo está disposta a defender publicamente e diante de um detector de mentiras tudo o que foi escrito e declarado.

Chávez, direto de Cuba, presta homenagem ao Che.



O presidente da República Bolivariana, Hugo Chávez, presta sua homenagem ao mítico guerrilheiro Che Guevara, em seu programa presidencial, Alô Presidente. “Um grupo guerrilheiro infinitamente inferior em número ao Exército de um estado pode vencer”. Nas últimas semanas Chávez falou sobre o Intercâmbio Humanitário e sua mediação na Colômbia.


Al Gore e o Plano Colômbia

A premiação de Al Gore para o prêmio Nobel da Paz deixa um desgosto. É precisamente na administração Clinton-Gore quando se desenha e se põe em prática o Plano Colômbia, um verdadeiro Plano Militar Contra-insurgente e anti-ecológico. Sobre os efeitos da fumigação com Glifosato, escreve Allende La Paz.



Por Allende La Paz, ANNCOL



A premiação de Al Gore ao prêmio Nobel da Paz deixa mais dúvidas que aplausos. Ainda que os grandes meios do mundo coloquem como se fosse o reconhecimento pelo trabalho realizado pelo ex-vice presidente de Bill Clinton, chamando a atenção sobre o aquecimento global, logo a ecologia. Nada mais falso. Esta entrega do Nobel em Oslo deixa mais que um desgosto aos verdadeiros ecologistas.



O Plano Colômbia é criminal e anti-ecológico


É fortemente conhecido –mas instantaneamente esquecido- que o Plano Colômbia foi elaborado durante a administração Clinton, da qual fazia parte Gore como vice-presidente.


Igualmente o Plano Colômbia foi posto em prática no ano 2000, durante as administrações de Andrés Pastrana na Colômbia e Bill Clinton nos Estados Unidos.


Também é sabido –mas instantaneamente esquecido- que este plano militar tem um componente contra-insurgente marcado, mas também um componente que os gringos chamam de ‘luta contra as drogas’. Nessa luta contra as drogas ilícitas fazem a destruição dos plantios da coca, com um grande impacto ambiental.


No tal Plano Colômbia (posteriormente rebatizado ‘Plano Patriota’ e ‘Plano Consolidação, mas são fases apenas do Plano original), o governo dos Estados Unidos gastou 4,5 bilhões de dólares, enquanto o governo colombiano gastou 18,5 bilhões de dólares.


23 bilhões de dólares que não acabaram com o negócio criminoso. Há estatísticas contraditórias entre o ministério da defesa colombiano e o DEA e a CIA estadunidenses. No ano 2000 coincidem que havia na Colômbia 163 mil hectares de coca, mas dali em diante não concordam.


O Plano Colômbia significou um enorme crime ecológico, que desatou inclusive em protestos no Equador. Inclusive durante a administração Clinton ‘iriam’ usar uma arma biológica contra os plantios de coca, um fungo chamado fusarium sp, que entrava na raiz da planta e podia permanecer lá por 40 anos. As investigações têm demonstrado que o fungo fusariom está presente há mais de 10 anos nas matas de coca destruídas e mortas.


Conseguiram eliminar 1 milhão de hectares de plantios de coca mediante o despejo aéreo, que acarreta na deriva de 150 metros. Os aviões utilizados realizam a fumigação até 12 vezes e o Glifosato utilizado é enriquecido com substâncias que lhe dão maior penetrabilidade. O dano aos plantios de trigo –para a subsistência- e o gado dos camponeses e indígenas são coisas sem ‘importância’ para os ideólogos e executores do Plano criminoso. Não dizem nada, talvez, para não incomodar a Monsanto.


Nesse sentido são claras as denúncias dos camponeses e indígenas sobre o alarmante aumento de abortos nas zonas de despejamento, encontrados por médicos. Igualmente é notório o desprezo pelo meio-ambiente e a ecologia pelos governantes colombianos e estadunidenses na aplicação de suas políticas letais como o Plano Colômbia. Al Gore não tem nada que se orgulhar.


Definitivamente tinha razão nosso Libertador, Simón Bolívar quando dizia: “Na moral, como na política, há regras que não se devem ultrapassar, pois sua violação pode custar caro.”


enlace original: http://www.anncol.org/es/site/doc.php?id=3433