"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Meu total apoio à greve dos chocoanos

Chocó só recebeu do Estado promessas descumpridas ou mentirosas.

Declaração, Senador Jorge Enrique Robledo, Bogotá, 19 de fevereiro de 2009


O trágico acidente ocorrido há poucos dias na estrada Medellín-Quibdó, conhecida como “Atalho da Morte”, no qual morreram mais de 40 pessoas, esgotou a paciência do meio milhão de chocoanos que se preparam para lançar hoje uma greve cívica departamental em defesa de uma dignidade hoje pisoteada e pelo respeito à sua integridade territorial. Expresso o meu entusiástico apoio ao justo e pacífico protesto e conclamo o restante dos colombianos a solidarizar-se com ele.

O Comitê Cívico pela Salvação e a Dignidade de Chocó levou às autoridades um documento contendo nove itens. Nele, a população reivindica a pavimentação dos 98 quilômetros entre Quibdó e El Siete, nos limites com Antioquia; pavimentação da via Las Ánimas-Santa Cecilia, que une o Chocó com Risaralda e o Eixo Cafetero; construção da via entre Nuquí e Cupirijo; conclusão da via Cartago-Nóvita; dragagem das Bocas del Atrato para facilitar a navegação e controlar as freqüentes inundações; fortalecimento da rede pública de saúde, em estado de lamentável deterioração; interconexão elétrica com o Baudó, La Costa Pacífica, o Médio e o Baixo Atrato e o Baixo San Juán; definir que Belén de Bajirá pertence a Chocó e, por último, devolver a Chocó os recursos pagos sobre as dívidas que correspondiam ao antigo FER.

El Chocou só recebeu do Estado promessas descumpridas ou mentirosas. Causou especial indignação entre os cidadãos as afirmações do presidente Uribe Vélez na sua recente visita à capital do departamento, ao anunciar que o governo central destinaria 70 bilhões de pesos para iniciar a licitação do trecho El Sete - Quibdó, ocultando que no documento Conpes 3536, de 18 de julho de 2008, o governo já tinha se comprometido a doar 130 bilhões de pesos. O que Uribe notificou foi na verdade um corte de quase 100%, mas apresentado de forma cínica aos chocoanos e ao país como um generoso investimento.

Chocó, a região mais discriminada da Colômbia, está em péssimas condições e os índices de fome, pobreza, indigência, analfabetismo, desemprego e mortalidade infantil avançam de forma alarmante, além de ser piores que a média nacional. O setor educativo tem um déficit financeiro que supera os 40 bilhões de pesos e os hospitais estão em estado agonizante. Por isso tem toda a razão o Comitê Cívico quando assevera que o desemprego é um assunto de dignidade humana. Os chocoanos merecem todo o nosso apoio.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O juramento de Angelino Garzón

Seu crânio é ovóide e sua fronte um pouco projetada entre duas grandes mechas de pêlo ralo.

Alberto Pinzón Sánchez

A imagem correu o mundo, enviada pelo Escritório de Imprensa da Presidência da República da Colômbia, para testemunhar fotograficamente o momento solene no qual Angelino Garzón, o outrora “proletário comunista” fundador e presidente da Central Unitária de Trabalhadores da Colômbia, jurou fidelidade ao regime de Uribe Vélez, representado pelo seu ministro de Relações Exteriores, Jaime Bermúdez Merizalde, durante a sua posse como embaixador no Escritório Internacional do Trabalho em Genebra.

É uma foto despretensiosa. Nela aparecem os dois personagens cara-a-cara. “Ángel” - com os seus inchados e pequenos olhos de madrugador tresnoitado, olha Bermúdez com intensidade e um pouco de incredulidade, como se refletisse: “Não pode estar certo, a que ponto cheguei!” - toma ar e segura a respiração. Depois expira lentamente por uma pequena abertura no canto da boca, escondida no lábio superior por duas pequenas faixas de pêlos negros separadas por um espaço vazio que parecem ser o que na Colômbia chamamos buço. Uma região cuidada com zelo para tentar dar volume e mascarar assim a boca pronunciada. Um pouco do ar é ainda retido em bochechas fortes, de pele bem barbeada, que deixam entrever o contorno de potentes músculos cultivados pelo velho hábito de mascar, ruminar e tragar silenciosamente e com calma.

Seu crânio é ovóide e sua fronte um pouco projetada entre duas grandes mechas de pêlo ralo, evidenciando uma dessas inteligências dúbias, hipócritas ou ladinas de grande capacidade que nos congressos costumam apelidar de “pragmáticas”. A cabeça sustenta-se em dois potentes ombros por meio de um pescoço largo de boi manso, por sua vez oprimido por uma camisa de popeline branca e um nó-de-gravata mal feito, ou feito às pressas, ou mal acomodado, de raios dourados sobre um fundo vermelho que só faz levantar as carnes do pescoço.

À frente ele tem a mão direita levantada com os dedos separados, ao estilo angelical e trágico usado por El Greco para pintar seus personagens torturados, mostrando as linhas da palma da mão a Bermúdez. A notícia que acompanha a foto diz que ele está jurando. Discordo, pois não há uma Bíblia na foto. Um livro tão importante para um “ex-seminarista eterno”, como sempre foi “Ángel”, apesar de todos os seus contra-juramentos e abjurações atéias de marxista-leninista que ele fez inclusive em público durante sua oculta e longa carreira de comunista disfarçado. Pareceria melhor que ele pedisse que Bermúdez lesse seu destino na mão suarenta e frouxa que entressaía da negrura de seu traje. Atrás dele sobressai a moldura dourada de uma obscura pintura a óleo que dá ainda mais dramaticidade ao palco de paredes de madeira talhada.

Em sua frente, não olhando para a sua mão, mas para o seu rosto, sua expressão, vê-se um Bermúdez um pouco corcunda, ladeado pelas cores amarela e azul de algo que parece ser a bandeira colombiana, com uma copiosa juba no estilo argentino que lhe oculta as orelhas e seu aspecto sinuoso e suave. Parece estar pronunciando o seu característico discurso de ministro da Opus Dei, dizendo, em voz pausada e musical:

-Lembre-se (porque é certo que o lisonjeará em sinal de superioridade) do juramento que algum dia você fez ao monsenhor Escrivá de Balaguer. Não está escrito nesse papel que eu te ensino, ou mostro, ou exibo, porque o que está escrito (é possível vislumbrar as colunas com as cifras) é o montante da recompensa que você receberá em francos suíços graças à persistência da tua fé. À simulação, ao ocultamento de artista do engano cujo papel durante tantos anos você desempenhou, e a categoria com que você soube se infiltrar nas organizações dos ateus que buscam um Mundo melhor aqui e agora e não no além. Mas agora, por teu empenho e dedicação aprendida em teus tediosos dias de seminarista faminto, você receberá a recompensa que merece da mesma forma como temos feito com Rojas e outros “infiltrados” que nos ajudaram enormemente a desmoralizar os nossos inimigos: os inimigos da fé. O dragão que ataca São Jorge! Lembra, estimado Ángel, aquela máxima do Imperialismo tão pratica e comprovada durante séculos que eu mesmo tive que aprender durante meu mestrado em Ciências Políticas em Oxford: “Se quer dominar um país é melhor corrompê-lo que ocupá-lo”. Por acaso você conhece outro país como a Colômbia, onde a decomposição e a podridão, não só física como também moral, seja ainda maior?

Penso que “Ángel” não deu resposta; pelo menos não se vê na foto. Ele saiu daquele irrespirável e oprimido aposento satisfeito com o seu reconhecimento e a recompensa recebida, disposto a ocultar em Genebra, com obstinação monacal, o que é impossível ocultar: que durante os 6 anos do regime de Segurança Democrática de Uribe Vélez (ao qual agora jurou pertencer) não foram eliminados pelo Estado 100 sindicalistas, nem 15 mil civis desapareceram da mesma forma. Deve ter saído caminhando no mesmo passo que todos conhecemos durante o seu trabalho de “abnegado” proletário: com passos curtos e projetando a ponta dos pés para a frente, tratando de golpear a pesada batina imaginária que uma vez ele usou no seminário maior, mas da qual nunca se despiu inteiramente.

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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Na COLÔMBIA aparece sem vida o dirigente sindical Guillermo Rivera Fúquene

Gabriel Becerra, coordenador do comitê pela vida e liberdade de Guillermo Rivera Fúquene informou que o corpo sem vida do sindicalista da Controladoria Distrital foi encontrado na cidade de Ibague, capital do Departamento de Tolima.

Por Hernán Durango/Pacocol

Bogotá. “Lamentamos informar ao movimento social e à opinião pública nacional e internacional que no dia de hoje, terça-feira 15 de julho, se foi conhecido oficialmente o aparecimento na cidade de Ibagué, do corpo sem vida do companheiro Guillermo Rivera Fúquene, dirigente sindical e político, desaparecido no último 22 de abril na cidade de Bogotá”, afirma em um comunicado público.

As informações preliminares indicam que o dirigente sindical foi assassinado e sepultado como NN no dia 28 de abril, seis dias depois de seu desaparecimento. É um assassinato que não está sendo esclarecido e no qual os indícios continuam comprometendo os efetivos da Policia Nacional, como expressão de um novo crime de Estado, por ação ou por omissão.

O integrante do Comitê que encaminhou a busca de forma permanente pelo dirigente sindical e militante de esquerda aponta que o trabalho de denúncia nacional e internacional não pode parar. O assassinato de Guillermo Rivera constitui mais uma agressão ao movimento sindical e à oposição política que o governo nacional continua escondendo em sua imprensa e em seus cânticos de guerra.

O comitê faz um chamado a todos os setores democráticos a pronunciar-se e mobilizar-se contra essa nova agressão, no momento em que apenas se convocam a rechaçar os seqüestros, ignorando a permanência no país de outros crimes como a existência de mais de 15.000 desaparecimentos forçados, o deslocamento de quatro milhões de populares e o assassinato permanente de líderes do movimento popular e da oposição política, como no caso de Guillermo Rivera Fúquene.

Para informar os detalhes sobre o caso e organizar questões relativas ao sepultamento, foi convocada uma reunião de emergência de diferentes organizações sindicais, políticas, comunitárias, de juventude, para essa quarta-feira 16 de julho, a partir das 08:00, nas instalações da Central Unitária dos Trabalhadores - Cll.35 con 7-25 – 9º andar na capital colombiana.

Em Alerta trabalhadores da Controladoria Distrital por novas ameaças

Os 989 trabalhadores do departamento de controle no governo local se sentem amedrontados pelas ameaças de morte proferidas na quinta-feira 10 de julho, por meio de ligações telefônicas para Jairo Astunduaga, presidente da Associação ASFUCONDIS. Como se fosse pouco o desaparecimento do dirigente sindical Guillermo Rivera Fúquene ocorrida em 22 de abril, agora pretendem intimidar os seus colegas comprometidos com sua busca. Os trabalhadores reclamam ao titular da instituição, Dr. Miguel Angel Morales-Russi a assumir a exigência de celeridade nas investigações dos órgãos responsáveis por esclarecer este atentado contra a tranqüilidade e o bom desempenho pessoal.

Os trabalhadores da Controladoria, os familiares e amigos de Guillermo Rivera organizam para o próximo 21 de agosto um foro nacional e internacional sobre os desaparecimentos forçados, na sede da Câmara Distrital de Bogotá, onde apresentaram um informe completo sobre este novo crime contra o sindicalismo colombiano.


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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Nova e macabra onda de assassinato de sindicalistas



Novamente, uma onda de assassinatos cobra a vida de destacados ativistas do movimento dos trabalhadores colombianos. Durante os primeiros três meses de 2008 foram assassinados os seguintes 19 sindicalistas:

Soldepaz.Pachakuti Aldea.Nafarroa ISI Burgos, Rebelión


Em 2 de Janeiro, em Medellín, Mario Zuluaga Correa, da Associação Médica Sindical, Asmedas; em 12 de janeiro, em San Jerônimo, Antioquia, Ramiro de Jesús Pérez Zapata, dirigente de Adida, Fecode, Cut; em 24 de janeiro, em Chaparral, Tolima, Israel González, secretário geral da Astracotol, Fensuagro, Cut; em 28 de janeiro, em Itaguí, Antioquia, Yebraín Suárez, do Sigginpec, Cgt; em 2 de fevereiro, em Macarena, Meta, José Martin Duarte Acero, do Sintrambiente, Cgt; em 08 de fevereiro, em Tame, Arauca, María del Carmen Meza Pasachoa, da Asidar, Fecode, Cut; em 09 de fevereiro, em Balboa, Cauca, Arley Benavides Samboní, da Anthoc, Cut; no mesmo 09 de fevereiro, em La Vega, Cauca, José Giraldo Mamián, da Asoinca, Fecode, Cut; em 04 de março, em Ocaña, Norte de Santander, Carmen Cecilia Carvajal Ramírez, da Asinort, Fecode, Cut; em 06 de março, em Bogotá DC, Leonidas Gómez Rozo, do comitê de empresa do Citibank, Uneb, Cut; em 08 de março, em Medellín, Antioquia, Gildardo Gómez Alzate, do Centro de Estudos e Investigações Docentes de Adida, Fecode, Cut; em 09 de março, em San Vicente del Caguán, Caquetá, Carlos Burbano, vice-presidente local da Anthoc, Cut; em 12 de março, em Codazzi, César, Víctor Manuel Muñoz, da Aducesar, Fecode, Cut; em 15 de março, em Puerto Asís, Putumayo, Manuel Antonio Jiménez, da Cicacfromayo, Fensuagro, Cut; em 18 de março, em Cartago, Valle, José Gregorio Astros Amaya, da Aseimpec, Cgt; em 22 de março, em Riohacha, Guajira, Adolfo González Montes, da Comissão de Propaganda de El Carrejón, Sintracarbón, Cut; e em 1º de abril, em La Hormiga, Putumayo, Luz Mariela Díaz López (que estava grávida de 7 meses) e Emerson Iván Herrera Ruales, da Asep, Fecode, Cut.

Vários desses assassinatos têm tido características extremamente atrozes. Os autores têm torturado as vítimas de forma vil. Leônidas, Gildardo e Adolfo, apesar de terem sido mortos em três locais distantes do país, Bogotá, Medellín e Riohacha, sofreram ataques muito parecidos, estripados dentro de suas casas, em que receberam numerosos golpes e punhaladas. Os criminosos nestes três casos usaram apenas armas perfuro cortantes. O corpo de Carlos Burbano foi encontrado em uma lixeira, cruelmente torturado. Ainda que o magistério, que realizou as maiores mobilizações em 2007 e já alcançava maior presença política, é novamente o setor que mais assassinatos registra. Desta vez os assassinatos têm atingido uma ampla gama de sindicatos, em uma verdadeira agressão contra a ascensão que o movimento grevista registrado no país, em setores tão diversos como a mineração (Billiton – Corromatoso), a agricultura (palma aceitera), a saúde e a administração pública (Dian, Justiça).

domingo, 30 de março de 2008

CUT condena acusações e difamações contra o sindicalismo na Colômbia


Alfonso Velásquez Rico, Diretor do Departamento Jurídico e Alberto Vanegas Z, Secretário de Assuntos do Transporte, do Comitê Executivo Nacional da Central Unitária dos Trabalhadores da Colômbia – CUT -, emitiram um comunicado nesta quinta-feira, 27 de março de 2008, onde expressam o rotundo e categórico rechaço da central trabalhista ao que qualificam de “campanha de acusações contra a CUT e o sindicalismo na Colômbia” por parte dos meios de comunicação como a cadeia de rádio RCN, de propriedade do oligarca monopolista Carlos Ardila Lulle, em cujas transmissões de notícias difamam a central sindical a propósito da detenção do senhor Benjamin Cárdenas Jaramillo, suposto guerrilheiro do ELN, em Soledad, Atlântico.

CUT/ANNCOL

Alfonso Velásquez Rico, Diretor do Departamento Jurídico e Alberto Vanegas Z, Secretário de Assuntos do Transporte, do Comitê Executivo Nacional da Central Unitária dos Trabalhadores da Colômbia – CUT -, emitiram um comunicado nesta quinta-feira, 27 de março de 2008, onde expressam o rotundo e categórico rechaço da central trabalhista ao que qualificam de “campanha de acusações contra a CUT e o sindicalismo na Colômbia” por parte dos meios de comunicação como a cadeia de rádio RCN, de propriedade do oligarca monopolista Carlos Ardila Lulle, em cujas transmissões de notícias difamam a central sindical a propósito da detenção do senhor Benjamin Cárdenas Jaramillo, suposto guerrilheiro do ELN, em Soledad, Atlântico.

De acordo com o boletim da Central Unitária dos Trabalhadores “assenta seu mais decidido rechaço à informação difamatória da noticiosa RCN e autoridades militares. No noticiário do meio dia de hoje, 27 de março de 2008, foi dada a notícia da detenção, em Soledad, Atlântico, do senhor Benjamin Cárdenas Jaramillo, suposto guerrilheiro do ELN.

Condenam que no momento de mostrar as imagens, apresentaram como material de guerra três celulares e um documento público legal, as conclusões do 5º Congresso da Central, fruto da decisão de 1.500 delegados dos sindicatos filiados, realizado em novembro de 2006. A CUT é uma organização democrática, pluralista e legalmente constituída, com Personalidade Jurídica emitida pelo Ministério do Trabalho e Seguridade Social há 22 anos.

Pelo exposto, exigimos ao governo e ao canal RCN, retificar esta informação e garantir nosso direito ao bom nome e o respeito às liberdades sindicais.

Chamamos – assinala a CUT – a solidariedade de todas as organizações sociais e políticas democráticas do país a rechaçar estas acusações contra a CUT e o movimento sindical. Fatos como este põe em risco o movimento sindical; este ano já foram assassinados 13 companheiros.

www,pacocol.org

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terça-feira, 11 de março de 2008

Novos assassinatos de sindicalistas, atentados e ameaças



Assassinada CARMEN CECILIA CARVAJAL RAMIREZ, professora afiliada à ASINORT;
LEONIDAS GOMEZ ROZO, dirigente nacional da União Nacional dos Empregados Bancários;
GILDARDO ANTONIO ANTONIO GOMEZ ALZATE, educador e delegado da Associação de Instituições de Atioquia-ADIDA. Já são 9 sindicalistas assassinados em 2008 na Colômbia, informa CUT.

ANNCOL/CUT

A Central Unitária dos Trabalhadores da Colômbia, CUT, por meio de seu departamento de Direitos Humanos e Solidariedade, denuncia perante a opinião pública nacional e internacional os seguintes fatos a partir da realização da marcha “Por la Dignidad de las Víctimas”:

* “A continuidade das ameaças, fustigamentos e perseguições contra dirigentes sindicais e defensores dos Direitos Humanos (chamadas telefônicas, mensagens de texto, e-mail).


* O atentado de que foi vítima o companheiro RAFAEL BOADA, Presidente da União Nacional dos Empregados Bancários – Uneb – Seccional Bucaramanga, fatos ocorridos no dia 07 de março do presente ano; atentado que se materializa nos disparos realizados por indivíduos que deslocavam em uma moto no impactando no pára-brisa do veículo particular do companheiro BOADA.

* O assassinato da companheira CARMEN CECILIA CARVAJAL RAMIREZ, docente da Escola Normal – Superior do município de Ocaña-Norte de Santander, e afiliada da ASINORT, este insucesso ocorreu no dia 04 de março, nas primeiras horas da manhã, quando se preparava para dirigir-se ao seu local de trabalho.

* O assassinato do companheiro LEONIDAS GOMEZ ROZO, dirigente nacional da União Nacional dos Empregados Bancários, integrante da Equipe Nacional de Educação da CUT, membro da direção do POLO no distrito de Bogotá.

O companheiro LEONIDAS, desaparecido desde o dia 05 de março, no dia 08 de março foi encontrado por sua família e companheiros, brutalmente assassinado em seu apartamento.

* O assassinato do companheiro GILDARDO ANTONIO GOMEZ ALZATE, educador e delegado da Associação de Instrutores de Antioquia – ADIDA, membro do Centro de Estudos e Pesquisas Docentes – CIED, assassinado no último 07 de março, nas primeiras horas da noite.

Desafortunadamente, até o fechamento da elaboração desta denúncia, são 9 sindicalistas assassinados no transcorrer do presente ano.

Continuamos elevando nossa voz de denúncia e rechaçando o extermínio do movimento sindical por diferentes vias e muito mais o extermínio físico; de igual forma, estamos exigindo do governo nacional, departamental e Distrital, as investigações e esclarecimentos destes fatos.

Expressamos nossos sentimentos de condolências e solidariedade às famílias e às organizações que hoje se enlutam.

DOMINGO TOVAR ARRIETA
Diretor do Departamento de Direitos Humanos e Solidariedade
Bogotá, 10 de março de 2008
www.cut.org.co

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Forças Armadas da Colômbia qualificadas como criminosas


A essa conclusão chegou um grupo de deputados sindicalistas da Grã-Bretanha. “A maioria desses crimes se atribui às Forças Militares Colombianas, assim como a paramilitares com apoio do Estado”, acrescentam os signatários trabalhistas, que lembram que o Reino Unido é “o maior doador de ajuda militar para a Colômbia depois da administração estadounidense de George Bush”.

Foto: Inimigos do povo colombiano!


[ABP – Euskal Herria]



Um destacado grupo de deputados e sindicalistas empenhados, assim como o alcaide de Londres, Ken Livingstone, publicaram hoje um apelo ao primeiro ministro britânico, Gordon Brown, para que suspenda toda sua ajuda militar à Colômbia.


Os signatários, que incluem a todos os membros do Comitê Nacional Executivo do Partido Trabalhista que não são membros do Governo, e os dirigentes de todos os sindicatos afiliados ao trabalhismo, denunciam que “Colômbia tem um dos piores recordes em matéria de direitos humanos”.


“ Entre numerosas violações, 4.000 sindicalistas foram ali assassinados nos últimos quinze anos, cifra superior à combinada de todos os sindicalistas mortos em todo o resto do mundo”, disse o documento, que publica hoje o diário “The Guardian”.

“A maioria desses crimes são atribuídos às Forças Militares Colombianas, assim como a paramilitares com apoio do Estado”, acrescentam os assinantes trabalhistas, que lembram que o Reino Unido é “o maior doador de ajuda militar para a Colômbia depois da administração estadunidense de George Bush”. Os signatários reclamam do Governo Brown que siga o exemplo que deu o Partido Democrata, que ao reconquistar o Congresso dos Estados Unidos alcançaram uma “significativa redução” da ajuda militar a esse país devido à preocupação com a violação dos direitos humanos.


“Como demonstra o êxito histórico alcançado na Irlanda do Norte – assinalam – um Reino Unido governado pelos trabalhistas está em posição privilegiada para contribuir positivamente rumo a uma solução negociada no conflito colombiano”.


“Instamos ao Governo a suspender toda ajuda militar à Colômbia até que o Estado colombiano aplique plenamente as reiteradas recomendações do Alto Comando da ONU para os Direitos Humanos”, acrescenta a petição, que conclui que “os assassinatos têm que acabar”.


Entre os signatários figuram além dos citados o presidente do atual congresso trabalhista e do Exército nacional, Mike Griffiths, assim como vários grupos de parlamentares – de direitos humanos, ligados aos sindicatos, entre outros-, assim como o tesoureiro, Jack Dromey, além de numerosos deputados e organizações afiliadas ao Partido. O documento, que é ao mesmo tempo uma campanha para o recolhimento de assinaturas dirigidas ao primeiro ministro, coincide com a celebração do congresso trabalhista em Bournemouth (sul da Inglaterra).



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quinta-feira, 19 de julho de 2007

Mais de 512 sindicalistas foram assassinados durante o governo Uribe.

À frente da manifestação da Anistia Internacional ao Governo, Fabio Arias, presidente da CUT sustentou que “há indícios de responsabilidade dos governos e empresários na grave crise de perseguição aos sindicalistas”. Apesar das mentiras do senhor Uribe à rede empresarial, RCN, pertencer a uma organização sindical na Colômbia “é carregar uma lápide no peito”.


Uribe Vélez, aliás, “Somoza”.


[CUT/Bogotá, 3 de julho de 2007]


A Central Unitária de Trabalhadores da Colômbia, CUT, assegurou que o sindicalismo no país não só é vitima do assassinato de seus afiliados, mas que este fenômeno é acompanhado do aniquilamento das organizações sindicais e das convenções coletivas.


O Presidente da CUT, Fabio Arias, disse que “antes de 1990 a porcentagem de afiliados ao sindicato era de 14% enquanto que hoje é de apenas 4,5%, o que demonstra as manobras exercidas contra esse exercício, além do mais têm empresas têm sido fechadas com o objetivo de acabar com os sindicatos e sua convenção coletiva, exemplo disso são a Caja Agraria, Telecom, Bancafe e o seguro Social”.


À frente da manifestação da Anistia Internacional ao Governo, Arias sustentou que “há indícios de responsabilidades dos governos e empresários na grave crise de perseguição aos sindicalistas”.


O dirigente sindical assegurou que a petição de AI “contrasta abertamente com as declarações do Governo Nacional que sustentam que tudo está solucionado; continua demonstrando que há sérios problemas com os direitos humanos e as garantias aos direitos civis no país”.


A Anistia Internacional (AI) instou o Governo Nacional a por fim à impunidade dos assassinatos de sindicalistas no país, que alcançam 2.245 desde inicio dos anos noventa, e também pediu medidas mais eficazes para proteger aos sindicalistas, “a primeira delas encontrar os responsáveis pelos homicídios”.


Presidente (e) CUT, Fabio Arias CEl. 315 3064248.


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