"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Colômbia ao golpe

Luis Ernesto Almario / ABP

Decisão do Conselho de Estado Colombiano estabelece limite jurídico para o recrutamento de soldados camponeses. A sentença do alto organismo integrada por eruditos jurisconsultos, deixa fora de combate 75% dos soldados de tropas governamentais e 50% da Força Armada, o que quebra o esquema militar na luta contra-guerrilheira.

Freddy Padilla de Leon, comandante das Forças Armadas, imediatamente interviú na sessão, condenando a sentença do Conselho de Estado, apontando enfaticamente que “a situação era muito grave, extremamente gravíssima, e merece uma reação imediata”.

O ministro da Defesa Juan Manuel Santos disse que “Colômbia se encontrava à beira do abismo e ferida mortalmente em sua ação contra a insurgência, planos militares e políticos contra a guerrilha marxista das FARC”.

Os generais da ativa e no uso de bom recuo anunciaram reunião para as próximas horas e um pronunciamento em tal sentido, o que poderia definir um rumo diferente à lamentável situação que aflige a Colômbia.

Cerca de cento que cinqüenta mil soldados voluntários localizados à frente da linha de fogo teriam que ser imediatamente retirados pelo alto comando militar, o que deixaria em grande vantagem aos levantados em armas contra o governo.

O Conselho de Estado se pronunciou às instâncias de juristas, que interpuseram seus argumentos contra a utilização de camponeses que prestam serviço militar obrigatório no exército do governo como “bucha de canhão” frente a uma guerrilha experimentada na guerra.

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Iván Márques entrevistado por Jorge Botero

Farc entregam menor de idade infiltrada pelo Exército

Decidimos entregar a jovem Angélica Martínez à Cruz Vermelha Internacional e à sua família por esta ser menor de idade, em um gesto humanitário e ao mesmo tempo como forma de exortar a juventude para que não se deixe enganar com as falsas promessas da Brigada Móvel 8. A eles não importa que jovens da região morram no cumprimento de uma missão que não lhe pertence.

ANNCOL


Compartilhamos com os nossos leitores o comunicado das Farc sobre o uso da juventude colombiana na criminosa empreitada da “segurança democrática” de Uribe Vélez
***

A segurança democrática do paramilitar Álvaro Uribe Vélez pressupõe que o exército manipule a consciência da população civil por meio de enganos e falsas promessas, buscando dicas e informações em troca de alguns centavos, promessas de casas e escolas que nunca serão construídas, e como se não bastasse, fazendo com que estas pessoas que se deixaram enganar terminem em um grave problema com a nossa organização revolucionária.

Com a chegada da Brigada Móvel 8 ao município de Planadas algumas pessoas pensaram que eles levavam a solução para todos os problemas sociais que ali existem. Equivocaram-se, o exército só causou problemas à população civil que antes vivia tranquilamente. As estradas se deterioraram, a agricultura na região é um desastre, os camponeses já não podem fazer compras como antes porque o exército lhes proíbe, aumentou o consumo de maconha e cocaína, os assaltos, a prostituição etc.

O exército trata de conquistar algumas moças menores de idade, primeiro como amantes de soldados e de oficiais, e depois as convencem a ingressarem na guerrilha, para fazer trabalho de inteligência e depois desertem levando consigo toda a informação que puderem sobre os trabalhos e movimentos da organização revolucionária. Como estímulo lhes oferecem milhões de pesos, educação na capital e pintam uma vida maravilhosa no estrangeiro. Diante de tanta beleza, ingenuamente algumas caíram no golpe.

Por exemplo, a jovem e estudante Angélica Martínez, da vereda La Unión, foi convencida pelos capitães Alexander Ballesteros e Arles Vásquez a ingressar na guerrilha para desertar depois. A menor de idade, iludida pelas falsas promessas, ingressou na guerrilha onde imediatamente teve seu plano descoberto. Mas isso não é tudo. A Brigada Móvel 8 violou o direito internacional humanitário acerca de menores de idade e população civil nesta guerra fratricida que declarou o miliciano Uribe em todo o país.

Decidimos entregar a jovem Angélica Martínez à Cruz Vermelha Internacional e à sua família, por esta ser menor de idade e como um gesto humanitário. Ao mesmo tempo exortamos a juventude para que não se deixe enganar com as falsas promessas da Brigada Móvel 8, já que eles não se importam que a juventude da região morra cumprindo uma missão que não lhe pertence. A vida não é tão fácil como eles a pintam, o dinheiro não se consegue transformando-se em mula e informante, traindo seus próprios vizinhos, sua família ou o seu povo. É melhor viver como antes, onde não se via tropas do Estado fumando maconha, cocaína e atropelando a população civil.
A juventude e os pais de família devem saber que ser “mula” é alistar-se como ativo participante da guerra. O exército de Uribe põe à juventude da área como bucha de canhão, esses irresponsáveis nada têm a perder. O caso de Angélica Martínez deve chamar a atenção para que nenhuma outra jovem caia nesse erro. A traição tem um preço alto. Trabalhem pelo bem da comunidade, de suas famílias e pela solidariedade entre todos os habitantes da região. Nada de namoros ou amizades com os milicianos uribistas.


COMPANHIA ALFREDO GONZALEZ FARC - EP.
COMANDO CENTRAL ADAN IZQUIERDO.

16 de Janeiro de 2009

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sigifredo López agradece a Piedad Córdoba e aos presidentes Chávez e Lula


Caracas, 5 fev. ABN - O ex deputado do Vale de Cauca, Sigifredo López, libertado na última terça-feira pelas forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após sete anos em cativeiro, agradeceu o empenho da senadora Piedad Córdoba e dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, para a sua libertação.

“Agradeço ao governo do Brasil, ao presidente Lula, à Cruz Vermelha, à senadora Piedad Córdoba e ao presidente Chávez e a todo o povo venezuelano. Agradeço porque eles não mediram esforços, seu empenho foi decisivo” para viabilizar essas libertações, disse ele, em suas primeiras declarações à imprensa ainda no aeroporto da cidade colombiana de Cali, onde aterrissou o helicóptero que o trouxe da selva.

Na tarde de ontem López concedeu uma entrevista coletiva onde deu detalhes da sua libertação, dos dias em cativeiro e do incidente onde morreram os 11 deputados do Vale de Cauca que haviam sido seqüestrados com dele.

Com essa libertação, as Farc realizam a última entrega mediada pelo grupo Colombianos e Colombianas pela Paz, composto por vários setores da sociedade civil da Colômbia.

No domingo passado a insurgência entregou à comissão humanitária quatro militares e nesta terça-feira libertaram o ex-governador de Meta, Alan Jara.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Piedad traz mensagem de Cano. Sigifredo defende o intercâmbio humanitário entre militares e combatentes

Pacocol


5 de fevereiro, 19h21 - Sigifredo López foi recebido por seus familiares, amigos e também pela organização Colombianos Pela Paz, que possibilitou este passo para que voltassem à liberdade seis cativos das FARC, cumprindo desta forma o anúncio feito em dezembro passado. “Quero dizer ao povo vallecacaucano que, apesar do sofrimento que a guerra e o conflito nos causaram, não podemos seguir mandando uma mensagem de ódio". López também fez um chamado para que as Farc liberem os civis também de forma unilateral e pediu ao governo e à guerrilha que alcancem um acordo humanitário em prol da liberdade dos uniformizados que seguem no cativeiro.

Leia um resumo do discurso em Cali antes da entrevista coletiva e diante de milhares de pessoas

Sigifredo López agradeceu à senadora Piedad Córdoba por seu esforço em trazer os seqüestrados à Pracinha do Governo Local.

Insistiu no acordo humanitário e disse que agora, sem reféns políticos, o intercâmbio humanitário deve incluir os militares e os membros da guerrilha popular que se encontram ilegalmente nas prisões do governo.

Defendeu a possibilidade de um processo de paz por meio do diálogo, sem ódio e com disposição para ouvir. “A saída do conflito é política”, frisou.

Definiu-se como um democrata e não como uribista ou antiuribista.

Elogiou o trabalho da organização Colombianos Pela Paz.

O ex-deputado recebeu várias homenagens na praça de São Francisco, em Cali, após chegar à liberdade depois de passar 6 anos no cativeiro com as Farc.

“Não podemos continuar enviando mensagens de ódio”, disse López, em seu primeiro discurso público desde que voltou à liberdade.

“Meus companheiros não mereciam ser assassinados pelas Farc, como foram”, acrescentou López.

Na sua fala, ele advogou a libertação unilateral de todos os civis seqüestrados e um acordo humanitário que permita o retorno a seus lares dos militares e policiais que permanecem em poder da guerrilha.

“Só há uma chance para trazer vivos os 22 militares que há 10 anos vivem amarrados a árvores”, disse López, ao defender um acordo humanitário.

Ele acrescentou que os guerrilheiros têm ordens para matar os seqüestrados ao menor sinal de aproximação furtiva de helicópteros.

"Os soldados da Colômbia não precisam que lhes chamemos de heróis, mas de ações concretas. Eles merecem viver em liberdade. Temos que resgatá-los com vida e só temos a possibilidade do intercâmbio humanitário”, acrescentou López.

“Quero convidar os colombianos para que, em marcha coletiva, derrotemos a prática do seqüestro como arma política”, disse López, ao ressaltar que a mobilização popular demonstra um amadurecimento da sociedade civil organizada.

O ex-seqüestrado aproveitou a sua intervenção para agradecer várias vezes à senadora Piedad Córdoba pelos esforços coroados com a sua liberdade.

“Se ela não tivesse perseverado eu não estivesse aqui. Quero pedir-lhe que continue firme, apesar da incompreensão de alguns. Essa gente vê na senhora um raio de esperança", concluiu.

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Processo de paz na Colômbia é possível

Caracas, 5 de fevereiro. ABN. - Para o professor da Universidade de Bogotá Carlos Medina Gallegos, a libertação unilateral de seis detidos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) evidencia que o processo de paz nesse país é possível.

“Há um processo de reconciliação social no qual se pode avançar para construir uma via que possibilite o intercâmbio humanitário e o diálogo para um acordo de paz entre as Farc e o governo nacional”, afirmou em entrevista ao canal multiestatal de notícias Telesur.

Medina Galegos ressaltou a importância do envolvimento da sociedade civil nesta última série de operações para devolver a liberdade a seis retidos, entre eles quatro militares, o ex-governador de Meta, Alan Jara, e o ex-deputado do Vale de Cauca, Sigifredo López.


O grupo Colombianas e Colombianos pela Paz, constituído por diferentes personalidades do ambiente público e também privado, encabeçado pela senadora Piedad Córdoba, foi um dos atores fundamentais desse processo.

“São cidadãos de todas as orientações. Não é um grupo ideológico nem político. É uma iniciativa social que tem como objetivo fundamental contribuir para solucionar a problemática do seqüestro, o conflito armado e fazê-lo por meio da sociedade civil para que se amplie a democracia no nosso país”, ressaltou.

O professor também qualificou como fundamental o trabalho da imprensa ao dar espaço à população civil para divulgar as suas reivindicações de paz e suas expectativas em relação ao governo colombiano para que se inicie um processo de reconciliação nacional.

“A imprensa permitiu que as discussões avançassem, esclarecendo os pontos básicos na direção de um acordo de paz”, afirmou.


Na última quinta-feira as Farc fizeram a última entrega acordada com o grupo Colombianas e Colombianas pela Paz, na qual também colaboraram a parlamentar, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e o governo brasileiro, que forneceu o aparato logístico necessário para as operações.

No domingo passado a insurgência entregou à comissão humanitária quatro militares e nesta terça-feira libertaram o ex-governador de Meta, Alan Jara.

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Alan Jara fala da rede de abastecimento das FARC

Libertado o último político em poder das FARC

Prensa Latina

Cali, Colômbia, 5 de fevereiro (PL). Sigifriedo López, o último político retido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), foi liberado hoje pela guerrilha, tal como anunciado no último 21 de dezembro.

López foi entregue no meio da manhã a uma comissão humanitária encabeçada pela senadora liberal Piedad Córdoba e três delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) em um ponto do departamento do Cauca, no sudoeste do país.

Às 14:05 (hora local), o helicóptero brasileiro com os emblemas da Cruz Vermelha pousou na pista do aeroporto Alfonso Bonilla, da cidade de Palmira, vizinha a Cali, e desembarcaram o libertado e a senadora Córdoba.

Imediatamente se uniu em um longo e comovente abraço com seus filhos Lucas e Sergio, e logo com sua esposa Patricia Nieto.

Também estavam em Nome do governo o Ministro do Interior e Justiça, Fabio Valencia, e outras personalidades, assim como integrantes do comitê Colombianos Pela Paz que o receberam com ramos de flores.

Com a cegada de Sigifriedo López estão concluídas as liberações iniciadas em 1 de fevereiro com a entrega dos policiais Walter Lozano Guarnizo, Juan Galícia Uribe e Alexis Torres Zapata, e do soldado William Dominguez Castro, e na terça do ex-governador do departamento de Meta, Alan Jará.

Esta última etapa começou às 08:50, quando levantou vôo o helicóptero com a comissão humanitária para as selvas de Cauca.

Sigifriedo López, advogado de 45 anos, foi preso com outros 11 deputados em 11 de abril de 2002 pela Frente 30 das FARC em um espetacular ataque à Assembléia Departamental no centro da cidade de Cali.

Desse grupo é o único sobrevivente, pois em 11 de junho de 2007 a guerrilha informou em um comunicado a morte, 10 dias antes, dos demais 11 ex-deputados, por fogo cruzado em um enfretamento com tropas não identificadas.

Nesse momento López se encontrava em outro acampamento da guerrilha, o que permitiu salvar sua vida.

Em 21 de dezembro as FARC anunciaram a libertação dos dois políticos e quatro agentes de segurança em um gesto unilateral de reconhecimento das gestões do Colombianos Pela Paz em favor de um acordo humanitário e uma saída política para o conflito.

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Marcha ré do Uribesta

Não havia outra saída para este presidentezinho de meia tigela. A opinião internacional segue passo a passo a entrega unilateral que parte das Farc. O único interessado em que esta ação humanitária não termine bem tem nome próprio: Uribe Vélez. É tão sem vergonha que se chateia com as denúncias do jornalista Botero.

ANNCOL/Pacocol

Uribe volta atrás na sua irresponsável decisão de impedir que Piedad Córdoba participe da entrega unilateral dos cativos das FARC. O governo ordenou suspender todos os vôos a qualquer altura como exigia a Cruz Vermelha que exigiu garantia.

Depois da marcha-ré do presidente que pôs em grave risco o processo de liberação do ex-governador Alan Jara e o deputado do Vale, Sigifredo López, a Cruz Vermelha acaba de emitir um comunicado no qual assinala que hoje não haverá liberações, mas que contínua seus acordos humanitários e seus bons ofícios com as FARC e o governo, que são favoráveis a seguir o processo, assinalou.

Espera-se que em qualquer momento chegue um comunicado da senadora Córdoba. É preciso lembrar que só as FARC lhe deram as coordenadas para a entrega dos cativos a Colombianos pela Paz à pessoa de Piedad Córdoba, que trabalhou sem descanso para buscar a logística do Brasil e manteve discrição frente à mídia no delicado assunto. De maneira que esperar que só a Cruz Vermelha indo buscar os reféns seria um contra-senso.

E acaba de se tornar publico outro comunicado às 11:06 do governo que ordena suspender todos os vôos a qualquer altura tal como o tinha exigido a Cruz Vermelha. Nesta direção nota-se a total validade das denúncias do jornalista Botero e da mesma senadora sobre os torpes sobrevôos de ontem.

Se a operação falhar, o único culpado é Uribe e seu bando de teimosos.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Alan Jara em coletiva de imprensa: "Uribe não ajudou em nada" -

Táticas dos paramilitares para obter novos benefícios

Nós, as vitimas, temos presenciado como de maneira cínica esses criminosos, não apenas narram suas atrocidades, como buscam justificá-las assinalando que todas ocorreram contra pessoas que teriam vínculos com a guerrilha ou organizações a margem da Lei.

UNIÃO SINDICAL OBRERA DA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO (USO) – COLÔMBIA

Filiada a: FUNTRAENERGETICA e à CUT

Nas audiências públicas de Justiça e Paz os paramilitares tentam justificar suas ações, acusando suas vítimas de terem relações com a guerrilha.

Desde o início da aplicação da lei 975 de 2005, o marco das audiências públicas de Justiça e Paz, reconhecidos paramilitares vêm reconhecendo, a meias verdades, que já era conhecido pela sociedade colombiana, que eles eram a força armada de um projeto político-militar de extrema direita e que eram os autores materiais e em alguns casos intelectuais, de milhares de crimes contra a humanidade contra a população civil, em especial contra sindicalistas e membros de organizações defensoras dos direitos humanos. Nós, as vítimas, temos presenciado de maneira cínica esses criminosos, não apenas narram suas atrocidades, como buscam justificá-las assinalando que todas ocorreram contra pessoas que teriam vínculos com a guerrilha ou organizações a margem da Lei.

No mês de dezembro passado, durante as audiências de justiça e paz, nas que se foram recebidas as declarações de JULIAN BOLIVAR e outros reconhecidos paramilitares, as vítimas, neste caso da USO, temos enfrentado uma tática, tão ou mais perversa das que se acostumam esses paramilitares. Agora, em seu afã de obter benefícios, porém também de justificar seus atos assinalando que suas vítimas teriam relações com a guerrilha, pretendem também vincular reconhecidos dirigentes políticos e sindicais, acusando-os de pertencer à guerrilha e outros de serem colaboradores ou participantes de grupos paramilitares.

Diante de tais declarações manifestamos o seguinte:

1. A Unión Sindical Obrera, (USO), é uma organização sindical legalmente constituída, a qual tem conquistado sua legitimidade em mais de 85 anos de história e reconhecimento nacional e internacional.

2. Tem havido por parte do Estado colombiano uma política encaminhada por todas as vias de aniquilar nossa organização. Isto se reflete em mais de 100 assassinatos, 2 desaparições, mais de 20 seqüestros, cerca de 400 trabalhadores deslocados de seus locais de trabalho, 5 trabalhadores no exílio, 37 trabalhadores detidos e processados penalmente, 45 trabalhadores submetidos a tortura psicológica em seus locais de trabalho, 248 despedidos na última greve, todos estes feitos na maior impunidade. Por tudo isso nossa organização deveria ser protegida pela CIDH com a declaração de medidas cautelares desde o ano de 2001.

3. Rechaçamos tais sindicancias e recorreremos à justiça colombiana para mais uma vez demonstrar nossa inocência e comprovar que tudo obedece a uma montagem, baseada em mentiras com as quais querem tecer toda uma teia jurídica para enlamear nosso sindicato. Nossos dirigentes e ex-dirigentes estão prontos para atuar perante a justiça e as falsas acusações

4. Os grupos paramilitares são os verdadeiros culpados pelos assassinatos, massacres e deparecimentos de dirigentes sindicais e defensores dos direitos humanos na Colômbia. Em nosso critério a lei de justiça e paz é o maior manto de impunidade legalizado em nosso país. Exigimos verdade, justiça, reparação integral e garantias de que não se repitam.

5. Solicitamos ao procurador Geral da Nação e ao Presidente do Conselho Superior de Magistratura, vigiar de perto esses processos e as ações judiciais que iniciaremos, requeremos que as mesmas se dêem dentro do marco da legalidade, em respeito aos direitos e com a transparência necessária.

Pela Junta Diretiva nacional da USO.

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O atentado da noite do dia 27 em Bogotá, declaração de Carlos Lozano, diretor do Voz

É a forma irresponsável como sempre se precipitam quem tem o interesse de propiciar a guerra, fazer apologia da “segurança democrática” e de promover o reeleicionismo fatal para o futuro da democracia colombiana.

Carlos Lozano Guilen/Pacocol

Rechaçamos o atentado criminoso e o oportunismo governamental.

O atentado com dinamite no norte de Bogotá, de ontem, terça feira, 27 de janeiro, é repudiável de todos os pontos de vista, com mais razão quando deixa vítimas, ambas humildes e trabalhadoras, além da grande quantidade de danos materiais. É um ato terrorista que não tem justificativa.

Quem quer que o tenha cometido merece todo o desprezo e o repúdio dos cidadãos e cidadãs que trabalhamos com afinco pela paz, pelas saídas pacíficas e políticas do conflito e queremos construir uma pátria em que predomine a democracia e a justiça social.

As autoridades têm formulado hipóteses sobre a suposta responsabilidade do ato criminoso, porém são apenas suposições e indícios na investigação que deve conduzir a estabelecer de maneira plena e evidente a autoria do mesmo. Não se pode dizer que existe algo definitivo que permita indicar a organização ou pessoa em particular, como já fazem alguns porta-vozes governamentais e meios de comunicação. É a forma irresponsável, como sempre se precipitam os quem tem interesse de propiciar a guerra, fazer a apologia da “segurança democrática” e de promover o reeleicionismo fatal para o futuro da democracia colombiana.

Chama a atenção que durante o começo se disse por parte das autoridades de polícia que não se tinha informações de recentes ameaças ou extorsões à empresa Blockbuster, onde foi colocada a bomba em um caixa eletrônico, depois mudaram a versão para assegurar que se tratava de uma extorsão das FARC. Mas também é coincidente o atentado e a apressada atribuição à guerrilha quando está em marcha o processo de libertação de seis reféns que o Secretariado das FARC anunciou há mais de um mês e que em menos de quinze dias estarão de volta ao seio de seus lares, como informou ontem, também, a senadora Piedad Córdoba.

A responsabilidade da guerrilha é apenas uma hipótese que não tem forte fundamento e que se pretende aproveitar de maneira oportunista pelo Governo Nacional para estimular as saídas militaristas e de força. Não é a primeira vez que isto acontece, os “falsos positivos” são uma prática perversa desse Governo, como demonstra o fato de que mais de mil militares estão vinculados a investigações judiciais por este procedimento próprio do terrorismo de Estado.

Apesar de tudo, nós que trabalhamos pela paz e pela saída política negociada, devemos multiplicar esforços para propiciar um clima favorável para o intercâmbio humanitário e pelos diálogos de paz, como se promove pelo movimento “Colombianos e Colombianas pela Paz”.

Não tem que deixar espaço para a insensatez e mentes delirantes que fomentam as saídas de força e a esse tipo de ato claramente repudiável, independente de quem seja seu autor.


Bogotá D.C. 28 de janeiro de 2009

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

As libertações são positivas, mas...

Os que voltam atrás nesse esforço de libertações, o suposto retorno à política de guerrilha para a era - chamada por eles de Era CANO - equivocam-se: a insurgência jamais deixou de fazer política.

Johnson Bastidas

Os analistas começaram a fazer suas apostas sobre o conteúdo e o significado das libertações unilaterais das FARC-EP. As análises pecam pela incapacidade de fazer sínteses racionais e têm como ponto de partida a vitória da “segurança democrática” uribista. Como ponto de chegada prevêem a derrota iminente da insurgência, cujo destino final e indicador visível - como na estirpe dos Buendía - seria a rendição e entrega ao bondoso e maternal coração do governo paramilitar. Os analistas parecem prisioneiros de suas próprias tautologias, o que, aliás, não parece incomodá-los, já que são os mercenários do pensamento dominante.


Tudo isso ocorre em meio a certos esforços sociais louváveis em prol da paz, como, por exemplo, os COLOMBIANOS PELA PAZ encabeçados pela senadora Piedad Córdoba, e outros intelectuais que têm o apoio da insurgência. Prova disso é o comunicado do COCE, liderança do ELN, que manifesta a sua vontade de participar do intercâmbio epistolar da mesma forma que fazem as FARC-EP.

Há outros esforços, como as comissões que se reúnem em Paris e em Washington, entre as quais há alguns indivíduos que não gozam de muito boa reputação entre a insurgência, e outros cujo compromisso se restringe à dimensão de projetos pessoais. Enfim, há várias comissões que se formam para discutir a paz, mas a posição da insurgência não é levada em consideração e quando é mencionada baseia-se nos dois pressupostos anteriormente mencionados: a suposta derrota militar da insurgência e o seu fim próximo. Muitos que se dizem mensageiros da paz são na verdade promotores do neoliberalismo econômico, dali o seu empenho em dar segurança aos investimentos estrangeiros, “paix romaine” ao extremo e toda a segurança para o capital, tudo isso sem evocar sequer as especificidades e as mudanças em curso na estrutura da sociedade colombiana. São verdadeiras festas de aniversário sem o aniversariante, uma vez que a insurgência está completamente ausente.

Todo negociador, para levar a sua missão a um bom desfecho, deve contar como princípio básico o reconhecimento das partes envolvidas, principalmente a parte da insurgência, uma vez que esta sempre ressaltou as suas preocupações com a segurança dos porta-vozes e dos prisioneiros de guerra. Se o governo, como vem anunciando, impede as elogiáveis atitudes dos COLOMBIANOS PELA PAZ, as libertações podem inclusive ser suspensas, já que a Cruz Vermelha perdeu a sua credibilidade na operação JAQUE, onde o governo utilizou de forma arbitrária o seu símbolo, sem que esse organismo rejeitasse de forma taxativa esse fato violador de todas as convenções e acordos internacionais dos quais a Colômbia é signatária.

Sem sombra de dúvidas, qualquer libertação unilateral de prisioneiros de guerra pela insurgência é um passo adiante na abertura da comunicação entre as partes, um triunfo da insurgência. Provas disso são todas as operações que buscam boicotá-las e reduzir a sua importância para que a insurgência fique perante o mundo como uma organização de fachada e devedora de seus compromissos adquiridos com os colombianos em prol da paz. O pior é que há provas de todas as tentativas do governo para pôr em perigo as vidas dos libertados e negociadores.

Nesse cenário o governo colombiano é responsável pela segurança e a vida da senadora Piedad Córdoba e de todos os membros da comissão que parte em busca dos libertados. Uma desautorização, como a que veio anunciar o governo uribista, pode jogar no lixo todos os esforços até agora conseguidos, uma vez que, como já anunciamos a atitude pusilânime da Cruz Vermelha perante a violação flagrante de seu símbolo a deixou com uma má imagem perante a insurgência. A atitude do governo uribista o deixa péssimo perante a opinião pública internacional, uma vez que ele não só nada tem feito para facilitar o intercâmbio humanitário como também agora ataca uma operação digna e eficiente como esta se mostrou diante à opinião pública internacional. Uribe, com seu livreto de guerra, tem problemas para conduzir ações onde imperem a civilidade e saídas humanitárias. A desautorização dos bons trabalhos desempenhados pelos COLOMBIANOS PELA PAZ, encabeçada pela senadora Piedad Córdoba, parecem deixar claro que Uribe quer libertações sem testemunhas para jogar sujo, como sempre foi o seu costume desde os tempos do seu governo em Antioquia.

Os que voltam atrás nesse esforço de libertações, o suposto retorno à política de guerrilha para a era - chamada por eles de Era CANO - equivocam-se: a insurgência jamais deixou de fazer política. Dizer que as libertações são um prelúdio ao processo eleitoral que se avizinha é simplista e não corresponde à realidade. A conclusão que se deriva desse sofisma é que os insurgentes das FARC-EP fazem política durante as eleições regionais e durante a eleição presidencial. Basta ler alguns documentos: proposta das FARC-EP para a redução do conflito (2002), Mesa redonda sobre a distribuição do ingresso e desenvolvimento social (2001), Apontamentos ecológicos da mesa temática das FARC-EP (2000), A reforma agrária (2002), A audiência Juventude e Emprego (2002), As FARC-EP, o desemprego e o setor solidário (2000), Acordo dos poços (2000), Sobre o processo de paz (1999), Agenda comum pela mudança e a Nova Colômbia (1999), Planejamento para a substituição de cultivos ilícitos (2000) etc. A lista é longa, mas em cada item se pode entrever como o país concebe a insurgência e a maneira de levá-la a um bom destino. O único ingrediente ausente nessa contabilidade é interlocutor ou interlocutores comprometidos com a paz.

Até o momento tem faltado algo a todas as propostas que circulam e pululam: colocar na mesa a questão dos prisioneiros políticos, pois eles também são colombianos e não merecem ser deixados à mercê do esquecimento. Seria importante que uma comissão internacional, com credibilidade, elaborasse um balanço da situação atual dos prisioneiros políticos para saber quantos são, a situação dos processos e a situação humanitária de cada um. Os prisioneiros políticos colombianos sofrem, desde que foram capturados, violações constantes dos seus direitos básicos. Aliás, seus direitos não existem e ninguém os faz cumprir. Estas práticas incluem desde as violações do direito constitucional, com a falta de processos, incluem transferências para longe de sua família, falta de qualquer acompanhamento de saúde, ausência de direito à intimidade, ameaças diárias, situações inimagináveis de superlotação e condições aberrantes de insalubridade.

A alegria que nos trazem as libertações unilaterais da insurgência contrasta com o olhar que nos lançam desde seus pavilhões os homens e mulheres que ousaram se levantar em armas contra o regime corrupto e paramilitar que nos governa. Eles também fazem parte da luta pela paz.

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Exército colombiano atrapalhou a libertação de prisioneiros

O jornalista e membro da missão humanitária, Jorge Enrique Botero, informou que a senadora colombiana Piedad Córdoba fará a denúncia das ações do Exército Colombiano e apresentará o respectivo vídeo. Apesar dos obstáculos do exército, a entrega dos libertados aconteceu às 15h local de Colômbia.

TeleSUR

A entrega dos 4 prisioneiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) à missão humanitária encarregada de facilitar o processo de libertação teria sido sabotada pelos combates na zona, por parte do Exército Colombiano, informou com exclusividade à Telesur o jornalista Jorge Enrique Botero e Jairo Martinez, Comandante das FARC no local. Esse último, denunciou ainda que um guerrilheiro morreu e outro está desaparecido, após combates com o exército.

O integrante de Colombianos pela Paz, Jorge Botero e o integrante das FARC, confirmaram com exclusividade à Telesur que as forças armadas da Colômbia, “seguirão constantemente” a caravana humanitária que levava a senadora Piedad Córdoba ao ponto de encontro com a guerrilha, para entregar os quatro prisioneiros uniformizados.

“Isso deveria ter finalizado às oito da manhã”, indicou o comandante guerrilheiro, que afirmou que se registraram combates por terra entre a guerrilha e o exército “nós perdemos um guerrilheiro, de nome Saul e o Exército desapareceu com outro que tem sido parte da guarda dos prisioneiros de guerra”, declarou de uma zona que identificou como o departamento de Cartagena, em Rio Caguán, parada Cristales.

Com exclusividade à Telesur o chefe guerrilheiro manifestou que não estava sendo possível finalizar a operação pelo constante “acompanhamento dos aviões e helicópteros do Exército colombiano”.

Eles têm “seguido constantemente com os aviões e helicópteros do Exército colombiano e isso tem impossibilitado que até agora tenha desenvolvido exitosamente a operação”, declarou Martínez.

De outra forma, afirmou que a guerrilha não tem confiança no Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Frente ao assédio do exército colombiano, Martínez lembrou que a responsabilidade assumida pelas FARC é entregar os retidos por essa guerrilha com vida.

Por sua vez, o jornalista colombiano informou que tem em vídeo todo o processo para a libertação e afirmou que inclusive, frente às ações do Exército, estiveram a ponto de abortar a operação humanitária.

“Vamos colocar para o conhecimento da opnião pública essas gravações que estão em nosso poder, onde se identifica com clareza que estavam seguindo o helicóptero que estava nos transportando, as coordenadas que íamos atravessando, dão ordens, inclusive dizem, temos que encontrá-los por terra, enfim, enquanto chegávamos a outro ponto, onde escutávamos claramente os sobrevôos que faziam em círculos”, detalhou Botero.

Agregou que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha se comunicou imediatamente com Bogotá e confirmaram que havia ordens de mandos militares para seguirem.

Essa gravação, que aconteceu há algumas horas, nós temos e a senadora Piedad Córdoba às denunciará assim que cheguemos”, reiterou.

Em Villavicencio, frente ao atraso da chegada dos helicópteros, o Comissário de Paz, Luiz Carlos Restrepo, questionado pelos jornalistas, indicou que o tal atraso era “normal”.

“Tudo vai marchando segundo o combinado, não podemos falar de atrasos. Não está ocorrendo nada de especial que tenha obstruído o processo”, afirmou o comissário.

Restrepo explicou que o operativo se leva a cabo de acordo com o previsto, apesar das inclemências do tempo e que o Governo “segue cumprindo todas as garantias”.

Nessa primeira etapa de libertações, serão colocados em liberdade os membros da força pública Juan Fernando Galicia Uribe, Alexis Torres Zapata, Wálter Jośe Lozano Guarnizo e William Giovanny Domínguez Castro.

O avião com os emblemas da Cruz Vermelha Internacional, saiu do aeroporto da cidade de Florencia, capital do departamento [estado] de Caquetá, no sul do país, às 8:15 (1315 GMT) em direção a algum ponto da selva para recolher os três policiais e um soldado.

Horas antes, o porta voz da Cruz Vermelha na Colômbia, Yves Heller, afirmou: “temos uma boa notícia e é que o helicóptero já partiu de Florencia”.

Também se pode perceber que a guerrilha colombiana conta com um dispositivo aberto na zona e só se saberá da libertação quando a CICV o faça “através de seus meios de comunicação” enquanto as aeronaves permaneçam em vôo.

As FARC anunciaram em dezembro passado que deixariam em liberdade o ex-governador de Meta, Alan Jara (detido em 2001) e o ex-deputado de Valle del Cauca, Sigifredo López (detido desde 2002).

Está prevista que Jara deixe sua condição de cativo na segunda, enquanto López, na quarta.

Para levar a cabo essa missão humanitária, as FARC encarregaram da coordenação a senadora Córdoba e para sua execução se obteve o apoio logístico do Brasil.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Liberados os primeiros quatro reféns que estavam em poder das FARC

Já estão livres e em poder da missão humanitária que os recolheu em um ponto das selvas do sul da Colômbia, os três policiais: Wálter José Lozano Guarnizo, Juan Fernando Galicia Uribe e Alexis Torres Zapata, e o soldado profissional do Exército Colombiano William Giovanni Domínguez Castro. Os quatro liberados viajam de volta em companhia da comissão humanitária liderada pela Senadora Piedad Córdoba, depois de terem sido liberados pelas FARC.

1º de Fevereiro de 2009.- Os ex-detidos serão trasladados a Villavicencio no Departamento do Meta, onde se reunirão com seus familiares que já se encontram no aeroporto de esta cidade, plenos de júbilo a espera de seus seres queridos.

Telesur confirmou que em poucos minutos o grupo de 4 liberados e a comitiva humanitária estaria chegando a cidade de Villavicencio. Iván Cepeda, membro da Organização Colombianos pela Paz, desmentiu em entrevista com Telesur as versões de meios de prensa segundo as quais o operativo haveria sido modificado e os membros da comissão chegariam a Base militar de Catá. Nesse sentido, declarou que a estratégia continuará tal e como se tinha previsto. Os liberados chegarão a Villavicencio junto com a comissão do operativo humanitário. "A Senadora Piedad Córdoba estaria no lugar com as pessoas liberadas.

Não há nenhuma alteração na operação", destacou. Nessa primeira etapa de liberações, serão deixados em liberdade os membros da Força Pública Juan Fernando Galicia Uribe, Alexis Torres Zapata, Wálter José Lozano Guarnizo e William Giovanny Domínguez Castro. A aeronave com os emblemas da Cruz Vermelha Internacional, saiu o aeroporto da cidade de Florencia, capital do Departamento do Caquetá, no sul do país, às 08.15 (1315 GMT) em direção a algum ponto da selva para recolher os três policiais e um soldado.

Horas antes, o porta-voz da Cruz Vermelha em Colômbia, Yves Heller, afirmou: "temos uma boa notícia e é que o helicóptero já decolou de Florencia". Também se pode conhecer que a guerrilha colombiana conta com um dispositivo na zona e só se conhecerá da libertação quando o CICR informe "através de seus meios de comunicação" enquanto as aeronaves permaneçam em vôo.

As FARC anunciaram em Dezembro passado que deixariam em liberdade o ex-governador do Meta, Alan Jara (detido em 2001) e também, o ex-deputado do Departamento de El Valle del Cauca, Sigifredo López (preso desde 2002). Jara está previsto que abandone sua condição de detido na Segunda Feira, enquanto López seria liberado na Quarta Feira. Para o cumprimento dessa missão humanitária as FARC encarregaram da coordenação à Senadora Córdoba e para sua execução se obtive o apoio logístico do Brasil.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Brasil prepara a logística

Os pilotos brasileiros precisam de tempo para conhecer a topografia colombiana.

Telesur

Neste domingo, o Ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, disse que seu exército “auxiliará” no processo “com o envio de helicópteros e pilotos”.

No encontro, previsto para o meio dia estão para “serem fechados” alguns outros detalhes da operação humanitária.

O governo brasileiro pediu um tempo prudencial para que os pilotos que operam os helicópteros com os quais colaborará o país sul-americano possam conhecer as condições topográficas da Colômbia.

É por isso que um técnico brasileiro chegou à Colômbia para estudar os itinerários possíveis das aeronaves durante a entrega.

Ainda se prevê que as FARC entreguem durante essa jornada as coordenadas de onde estarão os prisioneiros e que informem os nomes dos três policiais e do soldado que serão entregues junto com o ex-governador Alan Jara e do ex-deputado Sigifredo López.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Brasil facilitará logística para entrega de 6 reféns em poder das FARC

Assim o indicou o Embaixador brasileiro na Colômbia, Valdemar Carneiro Leão Neto, quem manifestou que Brasil facilitará os meios logísticos para receber os seis reféns que a guerrilha das FARC tem oferecido deixar em liberdade.

"Vamos brindar-lhe a esta operação os meios logísticos, mas é uma operação que se faz sob a responsabilidade da Cruz Vermelha Internacional", declarou o diplomático na Casa de Nariño, sede do Executivo em Bogotá.

Leão Neto precisou que a colaboração de seu país com essa missão humanitária lhe foi solicitada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

"Dissemos à Cruz Vermelha que sim, sempre que o Governo (colombiano) desse seu assentimento prévio" agregou, que foi à Casa de Nariño para o habitual saúdo de começo de ano do presidente Álvaro Uribe ao Corpo Diplomático acreditado na Colômbia.

"Sempre temos manifestado nosso interesse em ajudar", sublinhou o Embaixador brasileiro, e aclarou que a participação de seu país não vai mais lá da facilitação dos meios logísticos necessários, que basicamente serão dois helicópteros.

O Governo colombiano aceitou a princípios deste mês que o CICV é autônomo para contratar ou obter n estrangeiro a logística que se requer para a missão humanitária.

O organismo internacional trabalha nos preparativos dessa operação desde finais de Dezembro passado, logo de que as FARC anunciaram que tinham decidido deixar em liberdade de maneira unilateral seis das 28 pessoas que mantêm presas aos fins de trocar por meio milhar de seus insurgentes presos.

Os rebeldes indicaram que o grupo a liberar está conformado pelo ex-governador do Estado do Meta, Alan Jara, e o ex-deputado do Estado de El Valle, Sigifredo López, únicos civis que mantêm como reféns, mais de três policiais, cujos nomes ainda se desconhecem.

Os cativos serão entregues a um Comitê encabeçado pela Senadora Piedad Córdoba e acompanhado pelo CICV, segundo o previsto pelas FARC, que também exigem a presença de uma personalidade democrática estrangeira como garante, por considerar "insuficiente" a participação do organismo humanitário.

O presidente Uribe rechaçou que essa pessoa seja de um país vizinho, pelo temor de que se possam pôr em risco as relações internacionais do país, e disse que aceitava a quem fosse designado pelo Papa Bento XVI ou a Secretaria de Estado do Vaticano.

Por outro lado, logo do aval do Governo a Brasil para que ajude à Cruz Vermelha Internacional, na logística, a Senadora Piedad Córdoba e o Embaixador brasileiro reuniram-se para falar sobre o processo. Nessa reunião participaram o representante da Cruz Vermelha Internacional, Christopher Beney, os defensores de Direitos Humanos, Ivan Cepeda e Gloria Cuartas e representantes de Mulheres de Paz, no entanto, o Comissionado de Paz, Luis Carlos Restrepo, não chegou ao encontro, tal como tinha sido anunciado.

O Embaixador do Brasil disse que seu país prestará a logística, para a libertação de um grupo de prisioneiros em poder das FARC. "Nossa participação está limitada exclusivamente a dar-lhe à Cruz Vermelha os meios logísticos para que a libertação seja feita"

Também se informou que as libertações seriam feitas no Estado de Guaviare e na Costa Pacífica...

Fonte: www.pacocol.org/

Piedad: o país já foi escolhido

A senadora colombiana Piedad Córdoba, que intermedia a libertação de retidos pelas FARC, afirmou hoje que já foi escolhido um país para ajudar nesse processo, a pedido da guerrilha. Ella não revelou qual seria, mas descartou que seja o Equador ou a Venezuela.

EFE/ANNCOL

“Já temos o país. Ocorre que por prudência isso não se vai se tornar público nos próximos dias, mas obviamente que em breve será conhecido, porque também não é nada demais”, opinou a legisladora de oposição ao canal Caracol Televisión.

Córdoba indicou que “o país que vai ajudar é um país sul-americano. Não é a Venezuela nem o Equador, podem ficar tranqüilos”, disse a congressista, líder do grupo Colombianos por La Paz.

Piedad Córdoba propôs na semana passada a participação do congressista democrata norte-americano James McGovern, mas o governo de Uribe se apressou em descartá-lo.
Um dos maiores opositores à entrega unilateral dos seis, Juan Santos, afirmou que "as FARC deixaram na geladeira a agenda de libertações". Porém, na Colômbia todos sabem que é ele que congela qualquer iniciativa para a paz.

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Cai o ‘guerrilheiro do Chicó’

O jornal El Tiempo, pertencente ao consórcio espanhol Planeta, na sua edição de 19/01/09, celebra com estardalhaço a nomeação de Roberto Pombo (vulgo ‘o bobo’) como seu diretor geral, tentando esconder com manchetes e fotos a verdadeira pergunta que os colombianos se fazem neste momento:

Anncol/Agências

Por que, depois de tantos anos, o poderoso e tão premiado pela Sociedade Interamericana de Imprensa – filial da CIA – Enrique Santos Calderón (vulgo o guerrilheiro de Chicó), que dirigiu durante anos com mão de ferro a Casa Santos, é retirado do seu poderio neste justo momento, para ser colocado no quarto dos fundos com um simbólico e sem função “diretor de conteúdo do jornal”?

A promotoria tem duas hipóteses para explicar esta obscura e sórdida manobra do mundo dos altos negócios políticos transnacionais na Colômbia: 1ª. Que o grupo Planeta não tem outro interesse do que o “din-din, grana, ou seja, money”, e prescinde friamente daquele que está prejudicando os negócios internacionais ao defender os desacreditados negócios da Família Santos, realizados através do Ministério da Defesa, da Vice-Presidência da República, Ministério do Meio Ambiente (tão caladinho), em ‘sociedade anônima” com o presidente Uribe Vélez e que são denunciados todos os dias em todo o mundo como um casamento sujo típico dos meios de comunicação com o poder corrompido narco-paramilitar governante na Colômbia.


2ª. O grupo Planeta, bem informado, sabendo que o substituto de Uribe é o atual ministro da defesa Juan Manuel Santos, e conhecendo a briga de hienas que se aproxima com outros candidatos presidenciais, deseja blindar sua questionada “reputação diante do mundo como jornal neutro” e oculta no sótão e sem função definida, ao antigo guerrilheiro do Chico, que perdeu a utilidade. Quer dizer, para se mostrar palatável na campanha presidencial que se aproxima e a futura presidência da Colômbia, sai de guerrilheiro rosa de Chico.

Ou será uma mistura das duas? Vá alguém entender. O certo é que o grupo dos “purgados” pelo eficaz purgante antioquenho da marca Uribe Vélez, está obtendo resultados: depois da pré-paga Parodya, chegou a vez do famoso guerrilheiro de contra-escape.

Quem será o próximo?

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Os falsos positivos em 2009

A prática contra-insurgente dos Falsos Positivos se fortalece com o início do ano.

MELQUIZEDEC TORREMOLINOS

O DO MASSACRE DE ATENQUE. Frente ao massacre de indígenas em Atenque, Departamento de Cesar, nas estivações de La Serra Nevada de Santa Marta, a fraudulenta explicação governamental para estar manipulando um artefato explosivo, traz como conseqüência a extinção de mais três membros da etnia conformada pela família ARIAS, núcleo familiar indígena do qual assassinaram cerca de doze parentes durante o período hegemônico da direita narco paramilitar encabeçada por Ubérrimo Uribe Vélez.

A EXPLOSÃO NO CENTRO COMERCIAL EM NEIVA. Frente ao estouro de uma bomba a uma da manhã, que causou estragos no Centro Comercial na cidade de Neiva, o Ubérrimo presidente, capa os Meios de Alienação Massiva na Colômbia, empreendendo-a, em louco afã por não perder o protagonismo em momentos em que nacional ou internacionalmente se registra sua total incapacidade para facilitar um Acordo Humanitário, dada sua paralisante réplica e contra-réplica do desgaste de um projeto governamental de impor a guerra e a derrota militar contra a Insurgência na Colômbia. Desse ato de sabotagem – se fora obra da Insurgência – que afortunadamente não causou vidas humanas, imaginam duas opções na opinião pública huilense: uma, que se trata de outro Falso Positivo do governo do Ubérrimo, dada sua perda de credibilidade no culminante território sulista da nação em acelerada via contrária aos apetites reelecionistas e personalistas do poder mafioso. Outra, que tende a ser um Centro Comercial de classe média e popular, a concentração de riquezas pela economia subterrânea do narcotráfico, abriga elementos com um milhão de dólares de patrimônio, os quais são objetivo de imposição tributária da Insurgência, conforme a aplicação da Lei 002 da mesma. Por ser assim, assistiríamos a uma passagem dantesca de sabotagem econômica de grandes conseqüências na sociedade colombiana e de alcances nacionais, que dariam o traseiro a ostentosa política de “segurança” aos beneficiários do poder mafioso do lacaio presidente.

A ARREMETIDA CONTRA O E.L.N.

Pelos anúncios do general Coca Naranjo da Polícia Nacional de ser 2009 o ano da vez para aniquilar o E.L.N; a inusitada precisão e desdobramento de um plano de elementos do exército infiltrados nessa organização popular e revolucionária em armas, pactuados com seus chefes diretos do exército colombiano para atentar contra membros e milicianos das FARC em regiões da Colômbia com forte presença da Insurgência; espiona o afã do protagonismo guerreirista para impedir o processo de aproximação política, por identidade de objetivos e programas entre ambas as organizações populares político-militares, traz o convulsionado panorama para a narco direita na Colômbia. Frente a um cenário de debate eleitoral em que se impõe o imperativo histórico de sepultar as castas politiqueiras colombianas e a necessidade do passo a uma conformação honesta dos níveis do Poder Legislativo pelo golpe que tem representado o que esteja sob a sombra carcerária boa parte dos legisladores, no nível do congresso, assembléias e conselhos; corresponde analisar a conjuntura que predomina atualmente, quando graças a pressão nacional e internacional as estruturas legais e permissíveis do narco paramilitarismo, que fazem campanha ao largo do país obtendo a reeleição do ubérrimo e a conformação do sabá senatorial, hoje estão sob as grades. Isso significa que o projeto narco paramilitar amamentado pelo Plano Colômbia continua seu rastro depredador sob o esquema clandestino e a bússola orientadora do generalato colombiano. Eis aquí seu Calcanhar de Aquiles. A diferença do “custo” político que significa para a Insurgência atentar contra um corifeu do narco paramilitarismo aspirante ao cargo de eleição popular em qualquer dos níveis conhecidos; as circunstâncias da retirada dos elementos legais narco paramilitares os situam no mesmo nível do habitat da Insurgência: a clandestinidade e é aqui onde a supremacia dos olhos e ouvidos da Insurgência colombiana liderará em sua batalha diária, com um rastro de execuções pela justiça popular na Colômbia, que somente impedirá a imposição de um Acordo Humanitário unido a uma solução política a guerra civil na Colômbia.

O SEQUESTRO DOS “LIBERTADOS”. A comédia dos dez “libertados” de Cubarral é uma demonstração da mais cínica prática dos Falsos Positivos, em momentos em que a degradante política de recompensas, insultante a honradez do povo colombiano, cai espetacularmente. Essa fórmula não prospera, então recorrem ao uso de seqüestrados por organismos oficiais; mas não se atreveram a assassiná-los, como ocorreu com os jovens de Vosa e Bogotá em Ocaña, Norte de Santander. Zero e vão três.

A RENÚNCIA DE PARODY. Como não interpretar como um Falso Positivo – no sentido contrário – a renúncia da senadora Parody. Ela, antes defensora do projeto narco paramilitar contra-insurgente na Colômbia; rasga as vestes e no mais crasso oportunismo se enfileira contra a reeleição de Ubérrimo e a visita de alia Job a la Casa de Narquiño. Este narco paramilitar foi assassinado em Bogotá logo que saiu do Palácio, com nome bíblico, igual a todos de Sanedrín da Oficina de Envigado, do grupo dos Doze Apóstolos da família Uribe Vélez, liderados pelo Apóstolo Uribe Vélez e abaixo o irmão O Messias Ubérrimo. Atrás dessa renúncia se encontra nos bastidores o ambiente pré eleitoral até em corporações públicas. Nos momentos históricos em que se ventila a mudança qualitativa do poder legislativo em todos os níveis, ressurgem as reservas morais que se alojam na esquerda colombiana e nas correntes socialdemocratas dos partidos tradicionais colombianos. Agora busca acomodação nelas a direita troglodita. Está para ver a tática do Polo Democrático Alternativo frente a atual conjuntura histórica.

IMPÕE-SE QUE A SOCIALDEMOCRACIA ESTEJA ABAIXO DA ÉGIDE DO POLO DEMOCRÁTICO ALTERNATIVO.

Sempre se tem afirmado que a esquerda e o Partido Comunista na Colômbia tem estado na cola do Liberalismo. Que o Liberalismo colombiano bebe da fonte do socialismo e por ele perpetuado o deslocamento de iniciativa da esquerda numa opção clara de Poder. Hoje, frente ao panorama de mudanças na ordem política nacional e internacional, assistimos, frente ao desafio da dissolução da unidade nacional na Colômbia, que o jogo de fatores seja invertido. O processo de luta ideológica pelo qual transita o Polo Democrático Alternativo implica, como numa peneira, ir se depurando do lastro da direita em seu interior. A saída de Argelino Garzón aponta a esse sinal. Os da direita furibista no seio do Polo – sem mencionar nomes com o ânimo reconciliatório que as circunstâncias impõem – devem ter claro o panorama das alianças até a construção da Nova Colômbia. Também a finalidade da consulta no Polo deverá consolidar uma iniciativa de predominância do Polo na escolha de um candidato do Polo à Presidência da República com o apoio da Socialdemocracia. Com muito interesse observamos o processo de política de alianças que desenvolve na irmã República da Nicarágua, o Partido Sandinista no poder. Aliado com forças do Liberalismo tradicional toma a iniciativa de conservação do Poder na construção e aplicação de seus programas. Garante assim o controle do Poder Legislativo de enorme importância, imediatamente ao triunfo eleitoral no nível das Prefeituras. A investida da direita nacional e internacional em torno do acerto Sandinista, não tem esperado. Começam por personalisar os Acordos na pessoa do convicto ex-presidente Amoldo ALEMÁN, que tem recebido a graça de absolvição da Corte Suprema de Justiça da Nicarágua, com os dois votos contra os dos Sandinistas que a conformam. As frações opositoras saídas do seio do Sandinismo fazem coro com a direita nacional e internacional, situando-se no triste papel de não representar opção de saída aos interesses populares e construção do socialismo na Nicarágua.

Nos ensinamentos que nos deixa a posição reformista e Não revolucionária no seio do Polo Democrático Alternativo. Aprendamos das experiências.

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