"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


domingo, 10 de junho de 2007

A cláusula Martens facilita o intercâmbio humanitário

A Cláusula Martens (2) indica que quando na normatividade vigente não está previsto de maneira expressa a troca ou intercâmbio humanitário, as pessoas, neste caso privadas de sua liberdade em poder de uma e outra parte em confrontação política armada, ficam amparadas, sob tutela e proteção dos princípios de humanidade e da consciência pública; planejamento que pode ser feito pelas partes para concretizar o início do Intercâmbio Humanitário, e que o Estado, por sua condição de ser, não tem motivos para continuar dizendo que não é viável a concretização da proposta humanitária, partindo da desmilitarização temporal por 45 dias de Pradera e Florida.


Sonia e Simón à espera da repatriação!


[Athemay Sterling (1)]
athemaysterling@usc.edu.co


Foram escritos múltiplos argumentos para demonstrar a validez humanitária, vigência política, viabilidade jurídica e a necessidade social do intercâmbio humanitário entre as pessoas privadas de sua liberdade como consequência do conflito social e armado colombiano, umas em poder da insurgencia em selvas e cordilheiras, e outras em poder do Estado confinadas a penitenciárias, incluindo as ilegalmente extraditadas.


Aspiração humanitária essa que não conseguiu concretizar o início dessas negociações entre quem debe fazê-la , ou seja, o Estado e a insurgencia; com suas forças armadas revolucionárias que se enfrentam, e que existem cada uma com seus próprios mandos, visiblemente uniformizadas e armadas, estruturas próprias e distinção clarificadas, que se enfrentam de maneira notória e pública configurando os elementos materiais de um conflito armado interno no marco do Directo Internacional Humanitário.


Entendendo esse conflito como um conjunto de contradições que existem objetivamente, ou seja, independentes. Umas da vontade e conciencia das pessoas, como é a que se dá entre a produção social da riqueza e a apropriação privada dela; já outras que dependem delas, dão uma complexidade própria ao conflito, caracterizando-o como social, político e armado, que em última instancia se resolverá à medida que se resolvam as contradições materiais, mas que outras, que não são fundamentais, porém importantes, aumentarão à medida que o conflito se desenvolve, e que podem ser detonantes para a solução dessa que é fundamental.


É nesse marco que a história política e militar da Colombia, após a primeira independencia, se manifestou; por ejemplo, na "usanza consuetudinária do Direito de Gentes, desde quando Simón Bolívar na Lei da Troca de 1821, muito antes do próprio Direito Internacional Humanitário, iniciou a prática e o costume de aplicar a troca de prisioneiros entre as partes em troca do poder.


Prática e costume desenvolvido sempre na nossa história, umas vezes bilateral, outras unilateral, como a humanitária realizada ultimamente pela insurgência das FARC quando entregou, sem condição alguma, ao Senhor Defensor Regional do Povo do Cauca, à Personería Municipal de Toribío e à Igreja, dos integrantes da Polícia Nacional que este grupo insurgente havia privado de sua liberdade em ações militares.


Agora o Governo Nacional unilateralmente indica que possivelmente deixará em liberdade excarcelará seus contraditores políticos e armados que se encontram confinados em cárceres, sem fazer referência aos extraditados ilegalmente. Detidos nos cárceres, eles vêm denunciando junto a seus familiares graves ameaças à suas vidas e à integridade pessoal além da falta de proteção.


A suposta deixada em liberdade "excarcelación" unilateral, mesmo sendo apenas uma expectativa, seria feita com condições, como forçá-los a deixar sua condição de integrantes da insurgência, que morem fora do país, em uma forma de desterro, manutenção manumisión que se concretizaria sempre e quando existisse justiça que o permita, segundo ouvimos nos meios.


Considero que o que está ocorrendo hoje é também a expressão da continuidade do enfrentamento entre o Anfictionismo de Simón Bolívar com o Monroísmo fortalecido pelo santanderismo, e que ao se resolver essa briga histórica, saltaríamos da primeira independência incompleta à segunda independência proposta por Bolívar e Martí.


Mas o que se trata agora são os aspectos humanitários, conjuntarais, não-estruturais do conflito.


Ou seja, buscar diminuir a intensidade do conflito, ou como alguns dizem, humanizar o conflito, mesmo as guerras sendo sempre desumanas, pois trata-se de acabá-las e não eufemísticamente humanizá-las; neste contexto atendemos a história política e militar colombiana de realização de intercâmbios humanitários e/out rocas entre combatentes privados de sua liberdade. Sempre foi de costume.


E a Cláusula Martens (2) indica que quando na normatividade vigente não está previsto de maneira expressa a troca ou intercâmbio humanitário, as pessoas, neste caso privadas de sua liberdade em poder de uma e outra parte em confrontação política armada, ficam amparadas, sob tutela e proteção dos princípios de humanidade e da consciência pública; planejamento que pode ser feito pelas partes para concretizar o início do Intercâmbio Humanitário, e que o Estado, por sua condição de ser, não tem motivos para continuar dizendo que não é viável a concretização da proposta humanitária, partindo da desmilitarização temporal por 45 dias de Pradera e Florida.


Agora, como o conflito armado interno colombiano é entre partes reais, e com várias décadas de existencia, além de reconhecido internacionalmente como tal, argumentado igualmente pelo Estado para a solicitação de ajuda política e armada externa, como o Plano Colombia, onde se enfrentam mediante múltiplas maneiras uma parte institucional-constitucional e outra revolucionária não constitucional; e é bem certo que as ações unilaterais são eixos implicantes, o fundamental é que essas partes o façam bilateralmente, que não se fuja da responsabilidade histórica e política de concretizar o início das conversações para o Intercâmbio Humanitário na zona despejada temporariamente em Florida e Pradera no Valle del Cauca. Se quer passar da unilateralidade para a bilateralidade. Senão a história não o absolverá. (3)


(1) Adrogado Defensor de Directos Humanos, Diretor do Centro de Direitos
Humanos da Universidade Santiago de Cali, Vice-diretor do CPDH, Valle,
integrante da Comissão de Impulso ao Intercâmbio Humanitário**

http://virtual.usc.edu.co/derechos/

(2) A cláusula de Martens ou Cláusula Martens chamada assim pelo diplomático e conspícuo jurista russo de Martens, quem a formulou figura no Preámbulo do Convênio sobre as leis e costumes da guerra terrestre adotada em La Haya e, 18 de outubro de 1907. Seu texto é o seguinte: "Enquanto que se forma um código mais completo das leis da guerra as Altas Partes Contratantes julgam oportuno declarar que nos casos não compreendidos nas disposições regulamentares adotadas por elas as populações e os aguantes permanecem com a garantia e o regime dos princípios dos direitos humanos pregados pelos usos estabelecidos entre as nações civilizadas, pelas leis da humanidade e pelas exigências da consciência pública". Da citada cláusula se infere que os princípios dos direitos humanos se aplicam em todo conflito armado, mesmo quando uma situação dada não está prevista pelo direito convencional como quando esse não vincula enquanto tal, as partes do conflito. (Ver COMITÊ INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA, Comentário do Protocolo de 8 de junho de 1977 adicional à Convenção de Genebra de 12 de agosto de 1949 relativo à proteção das vítimas dos conflitos armados internacionais, par. 56).

(3) O Intercâmbio Humanitário, é tudo isso, e sobre tudo humanitário entre os que estão detidos pelas FARC em selvas e cordilheiras, os Deputados vallecaucanos Héctor Fabio Arismendi Ospina, Carlos Alberto Barragán López, Carlos Alberto Charry Quiroga, Ramiro Echeverri Sánchez, Francisco Javier Giraldo Cadavid, Jairo Javier Hoyos Salcedo, Sigifredo López Tobón, Juan Carlos Narváez Reyes, Nacianceno Orozco Grisales, Edinson Pérez Núñez, Alberto Quintero Herrera, Rufino Varela Cobo; a Ex Candidata Presidencial Ingrid Betancourt e sua Assessora Clara Rojas; os Congressistas Jorge Eduardo Gechen, Consuelo González, Orlando Beltrán, Luis Eladio Pérez, Gloria Polanco, Oscar Lizcano; o ex Gobernador de Meta Alan Jara ; os militares norteamericanos Thomas Howe, Marc Gonsalves y Keith Stannsen; os Oficiais y Sub-oficiais do Exército os Tenentes Juan Carlos Bermeo, Raimundo Malagón; os Sargentos Harvey Delgado, Luis Moreno, José Ricardo Marulanda, Erasmo Romero; os Cabos Luis Beltrán, Róbinson salcedo, Amaon Flórez, José Miguel Arteaga, Luis Arturo Arcía, William Pérez, Libio Martínez; os Oficiais e Sub-oficiais da Polícia Nacional Coronel Luis Mendieta, os Capitães Edgar Duarte, Tenente William Donato, os Sargentos César Lasso, Luis Erazo; os Cabos José Libardo Forero, Jhon Durán, Julio Buitrago, Enrique Murillo; Sub-tenentes Javier Rodríguez, Wilson Rojas, Elkin Fernández, Jorge Romero, Alvaro Moreno, Luis Peña, Armando Castellanos, Jhon Pintado, Carlos Duarte y Jorge Trujillo; o cadáver do Capitão Julián Guevara, e todos os insurgentes e presos políticos que estão confinados nas penitenciarías em poder do Estado, incluindo os extraditados.

http://www.anncol.org/es/site/doc.php?id=3031

Breve dicionário cibergráfico sobre o Intercâmbio Humanitário

Onde ficam Pradera e Florida? É necessário a desmilitarização?
Leia em:



Teremos que esperar até 2010 para concretizar o Intercâmbio Humanitário?
Leia em:


Existem argumentos jurídicos para o Intercâmbio Humanitário?
Leia em:


Quais são os obstáculos para o Intercâmbio Humanitário?
Leia em:



Há ou não há conflito na Colômbia?
Leia em:



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sábado, 9 de junho de 2007

Mancuso, o Paramilitares e a Corporação Novo Arco-íris.

A Corporação Novo Arco-íris com o auspício e o dinheiro da Agência Sueca de cooperação Internacional para o Desenvolvimento ASDI (SIDA em siglas suecas), - sem esquecer que o governo da Suécia se comprometeu com a administração de Álvaro Uribe a acompanhar o “processo de negociação” com os paramilitares ou esquadrões da morte da Colômbia – realizou durante mais ou menos dois anos uma investigação cujo título é “Paramilitares e Políticos”.

Será a Suécia o penúltimo país do mundo em reconhecer que a Colômbia é governada por um criminoso?


[Carlos Andrés Gómez*/ANNCOL]

A Corporação Novo Arco-íris com o auspício e o dinheiro da Agência Sueca de cooperação Internacional para o Desenvolvimento ASDI (SIDA em siglas suecas), - sem esquecer que o governo da Suécia se comprometeu com a administração de Álvaro Uribe a acompanhar o “processo de negociação” com os paramilitares ou esquadrões da morte da Colômbia – realizou durante mais ou menos dois anos uma investigação cujo título é “Paramilitares e Políticos”. (http://www.nuevoarcoiris.org.co/local/Arca_En_pdf.pdf).


Este estudo foi apresentado por diferentes meios e alguns analistas de esquerda como uma análise de alta qualidade investigativa, e sobretudo, esclarecedor do papel que jogaram os paramilitares ou esquadrões de morte no último sangrento e horrendo período da vida colombiana.


O estudo corresponde ao período infausto e desumano dos últimos anos da história colombiana. Etapa em que os narco-paramilitares, com a anuência, colaboração e proteção governamental, vêm levando a cabo e cometendo atos criminais atrozes de lesa humanidade: torturas, violações, desaparecimentos, desquartizamentos, assassinatos e masacres de mulheres, crianças e anciãos inocentes; incendiaram povos inteiros e expulsaram-nos de suas casas e parcelas próximas de quatro milhões de colombianos, toda essa barbárie vem se perpetrando contra humildes camponeses, sindicalistas, ativistas populares e de bairros, assim como contra políticos de esquerda e de oposição que se negam a que a corrupta oligarquia colombiana siga deixando o povo colombiano na absoluta miséria.


Mas analisemos quais são as premissas, de que se trata e a que contribui este tipo de estudos prudentes, como o que nos apresenta a Corporação Novo Arco-Íris (a partir de agora Arco Íris). O estudo propõe as seguintes premissas como eixo de investigação:


Uma, os paramilitares em seu processo de expansão ganharam várias guerras regionais e estabeleceram um controle militar férreo do território; tem além disso a necessidade de intervir nas campanhas eleitorais e a clara intenção de faze-lo. Buscam uma influência decisiva na política regional e nacional para entrar com maior segurança rumo a umas negociações de paz (grifos meus). Dois, as elites políticas regionais em seu afã de resistir às mudanças democráticas em nível nacional e aos intentos de negociações com as guerrilhas, também têm necessidade de apoiar-se no ator armado ilegal, mostram a clara intenção de buscar esse respaldo e estão dispostas a responder a algumas exigências dos paramilitares.


Antes é bom anotar que em qualquer investigação séria e de qualidade quando se parte de uma hipótese falsa o lógico é que seus resultados sejam falsos, ou o contrário, de uma hipótese verdadeira seu resultado deve ser verdadeiro, se é que não ocorreu um erro em seu processo investigativo.


Neste caso, Arco Íris, sabendo que se propõe algumas hipóteses falsas apresenta alguns resultados que não se ajustam à validade científica, e o mais surpreendente de tudo, são malabarismos intelectuais que fazem para apresentar algumas conclusões que aparentemente demonstram que o narco-paramilitarismo é um fenômeno isolado da institucionalidade estatal, e que este é fundamentalmente “contra-insurgente’ como conseqüência dos “desmandos da guerrilha”, mas em que pesem estes malabarismos acadêmicos não atingem seu objetivo, mesmo que muitos puderam haver caído na armadilha. Vejamos porque:


A primeira premissa argumenta que o narco-paramilitarismo ganhou várias guerras contra a subversão e que vê além disso a necessidade de intervir na política eleitoral para buscar uma “influência decisiva na política regional e nacional para entrar com maior segurança rumo a algumas negociações de paz”. É dizer, segundo a argumentação dos investigadores de arco-íris, que desde o início os paramilitares se deram a tarefa e ocupar regiões completas do país a sangue e fogo, que assassinaram e torturaram e que desalojaram e roubaram a milhares de humildes camponeses suas pequenas parcelas para chegar a algumas negociações de paz com o governo! Isto além de ser falso, o que pretende esta ridícula argumentação é encobrir realidades e verdades, como a que o paramilitarismo é um projeto e se expandiu com tanta rapidez, já que contava com a proteção e a coordenação de importantes setores militares, políticos, industriais e empresariais nacionais e estrangeiros, banqueiros, latifundiários, assim como também do dinheiro do narcotráfico.


O grave do assunto não que os investigadores não contaram com informação valiosa de primeira mão, mas o manejo que se faz desta para desvirtuar o verdadeiro rol do paramilitarismo na Colômbia nos últimos 30 anos. Por isso, do anterior, surge a segunda premissa falsa, a qual reza que devido às mudanças democráticas em nível nacional que propunham a Constituição de 1991 e às tentativas de negociação do governo Andrés Pastrana com as FARC, “as elites regionais tiveram a necessidade de apoiar-se neste ator armado e ilegal”. Ainda que seja certo que as corruptas elites regionais se oponham a mudanças democráticas, e que estas patrocinam e se alimentam da guerra contra o povo colombiano não fica de tudo claro o exposto por Arco Íris; pois proposto assim, pareceria indicar, em primeiro lugar, que antes de 1991 o paramilitarismo não era um problema, e em segundo lugar, que as elites regionais se viram obrigadas, ante os ventos de mudança e de paz, a apoiar-se no narco-paramilitarismo para garantir seus privilégios antidemocráticos que lhes permitiu perpetuar e contar com estruturas de poder de discriminação social, econômica e política.


Arco Íris nega por completo que são precisamente essas mesmas elites regionais e nacionais como classe burguesa as que dão vida ao projeto narco-paramilitar, no entanto, isso de que essas elites “buscavam seu respaldo e que estavam dispostas a responder a algumas exigências dos paramilitares”, não se ajusta à verdade, mas é tudo o contrário, são estes grupos criminosos armados os que têm que adequar-se, por sua mesma razão de ser, às exigências de seus criadores: as elites regionais e nacionais.


Este último golpe de esquadrões da morte ou paramilitares – para não falar dos ‘pássaros’, os ‘chauvitas’ dos anos 50 e 60 do século passado – são criados no início dos anos de 1980 baixo a tutela da anterior Constituição, dos chefes, das máfias do narcotráfico, de caciques e latifundiários, de setores das forças armadas, de políticos, e para colocar em marcha seus propósitos não duvidaram em trazer mercenários estrangeiros para seu treinamento.


Esta política narco-paramilitar de Estado em seu desenvolvimento terá mudanças e ajustes segundo as variantes condições políticas, sociais, históricas do momento que assim vão exigindo para sua gestação, criação, implantação e desdobramento. Este primeiro momento de implementação “ilegal” recairá sobre os ombros dos chefes da máfia, os latifundiários e setores das forças armadas da zona petrolífera do Magdalena Médio, que vai até seu primeiro grande período de legalização sob o oculto mafioso “sistema de seguridade” a mãos de Álvaro Uribe: as Conviver.


E que coisa mais estranha! A localização de todos esses grupos de narco-paracos começou a dar-se, opera e crescer em zonas e corredores ricos em recursos naturais: petróleo, gás, carvão, água; em regiões nas quais se planejam megaprojetos; em regiões como o Uraba onde existem grandes extensões de plantação de banana controladas por empresas estrangeiras.


É aí, no Uraba, que se coloca em marcha o maior e criminoso experimento paramilitar, como resultado disso vão sobressair dos macabros personagens: Carlos Castaño, quem afirmava que “a missão era derrotar a guerrilha. Libertar o norte do país primeiro e logo marchar rumo ao sul”. E o “carniceiro de Uraba” o general do exército Rito Alejo do Rio.


Em que pese os narco-paracos aportem ferramentas de análise a Arco Íris, os responsáveis da investigação, Leon Valencia, desmobilizado do ELN que fez agrados ao projeto uribista na eleição presidencial passada e, Maurício Romero, aluno predileto do CINEP, optam por excluí-las e aparcá-las, para não ver o que os próprios protagonistas afirmam, que todo este desarranjo nacional responde a um projeto e a uma política de Estado. Simplesmente ficam pelos ramos, quando não se propõe sem nenhuma vergonha que os narco-paracos são um ator violento que por meio do terror tenta impor a seus verdadeiros criadores e chefes o projeto que estes criaram, esquecendo que os paracos são simples subalternos.


Mas esta eclíptica teoria que sustenta Arco Íris, por aquelas coisas da dura realidade, em dias recentes recebeu contundentes produndas estocadas, que a rebateram sem dar-lhe a possiblidade de que esta falsa teoria se converta em “verdade acadêmica”. A primeira, é a bem documentada exposição que fizera Gustavo Petro no “Debate da Para-Política em Antioquia” (Ver vídeo aqui [http://www.elcolombiano.com/proyectos/videos/videos/petro.htm]) no Senado da República em 18 de abril. E a segunda, as declarações que fez o chefe paramilitar Salvatore Mancuso diante da Fiscalização da Justiça e Paz, , (El Tiempo, mayo 15, 2007 [http://www.eltiempo.com/justicia/juicio_paras/paramilitares/ARTICULO-WEB-NOTA_INTERIOR-3557334.html]).


Petro propõe o debate que o paramilitarismo é a conjunção de vários sistemas: um sistema de política clientelista, um sistema fazendário (caciques, latifundiários, banqueiros), o narcotráfico e setores do Estado, que buscam o controle territorial, baseado em três pilares: uma aliança anti-comunista de um setor das forças armadas e setores da elite política e econômica, grupos e justiça privada de ‘limpeza social’ e as máfias do narcotráfico. Com esta tese o que Petro afirma é que o narco-paramilitarismo não é outra coisa senão uma política de Estado para garantir a segurança mafiosa do Estado.


Ao debate de Gustavo Petro o que se pode criticar é a falta de haver relacionado o paramilitarismo com as doutrinas de segurança dos EE.UU, tema que nem mencionam os investigadores da CNAI; pois é ali, onde realmente se definem as linhas gerais das políticas que devem seguir as elites governamentais de países como a Colômbia. É bom lembrar que várias doutrinas de segurança impostas por Washington, e que devem ser seguidas pelos Estados sob sua influência, propõe a criação desse tipo de grupos paramilitares, mas existe uma em especial a “Doutrina Guerra de Baixa Intensidade”, dada a conhecer nos anos 80, que em um de seus pilares se esboça que a raiz das experiências obtidas em conflitos em que estiveram implicados Estados e forças militares afeitas aos interesses dos Estados Unidos, levou a que esses exércitos se vissem comprometidos em graves violações dos direitos humanos e em crimes de lesa humanidade; no entanto, para evitar que se seguisse assinalando às forças de segurança estatais de tais direitos, o que havia de fazer era criar grupos paramilitares auspiciados e organizados por estas, para que se encarguem de realizar o “trabalho sujo” das Forças Militares.


Por sua parte Salvatore Mancuso em sua versão livre afirma que “o paramilitarismo é uma política de Estado” e que está nos regulamentos. Sou uma prova ferrenha”. E para sustentar Mancuso, enumerou e fez menção de manuais de contraguerrilha do Exército desde 1963 até meados dos anos 90 e de testemunhas de militares.


Finalmente podemos ver que, em que pese os sutis esforços de Arco Íris de vender a nós a idéia de que os paramilitares haviam perpetrado o bárbaro holocausto colombiano com o objetivo de chegar a algumas negociações de paz com o governo, mas que antes haviam tido que submeter às elites regionais para consolidar seu poder político, não conta teoricamente com fundamento algum capaz de enfrentar as primeiras declarações do próprio Mancuso. O que pode fazer a Corporação Novo Arco Íris é propor um novo ‘estudo científico’ no qual propõe aos suecos que suas investigações são “capazes de demonstrar que as verdades reveladas por Mancuso são falsas quando estas vão contra os representantes da oligarquia e das elites do poder econômico, social, militar, religioso e político colombiano”, certamente que estes serão suficientes para outros anos de investigação.


*Analista em Estudos Latinoamericanos.



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sexta-feira, 8 de junho de 2007

O nome de Manuela Sáez foi escondido, vilipendiado, esquecido por décadas.

O nome de Manuela Sáez foi escondido, vilipendiado, esquecido por décadas e décadas. As cartas íntimas, jornais e documentos foram ocultados por mais de 130 anos. Para muitos, não cabia enaltecer a figura de quem lhes parecia mais concubina e adúltera que a expressão mais pura da revolução, a coragem, a independência e o amor, diz Rafael Correa, Presidente do Equador.


O amor sublime de Manuela pelo Libertador.


[Por Rafael Correa*]


No dia 15 de janeiro dissemos: que não reste nenhuma dúvida, nosso governo será bolivariano e alfarista. Hoje, 24 de maio, ao comemorar 185 anos da Batalha da Pichincha, começamos a acertar contas com a História.


O nome de Manuela Sáenz


O nome de Manuela Sáez foi escondido, vilipendiado, esquecido por décadas e décadas. As cartas íntimas, jornais e documentos foram ocultados por mais de 130 anos. Para muitos, não cabia enaltecer a figura de quem lhes parecia mais concubina e adúltera que a expressão mais pura da revolução, a coragem, a independência e o amor.


Essa Manuelita Sáenz Aizpuru, que padeceu do preconceito social de ser filha ilegítima; entregada, de acordo com as convenções da época ao Convento de Santa Catalina, órfã de mãe, teve a sorte de ganhar o carinho de sua madrasta e o amor de seu pai, Simon Sáenz. Os retratos de sua infância a mostram brincando no jardim, com olhos vivazes e atentos, solta e embelezada por seu espírito insubordinado, como antecipando o que seria uma prática de via: o assombro, a valentia, e a paixão.


Em Lima inicia sua cruzada libertária.


Durante seu casamento, Manuela reside em Lima e nessa cidade inicia sua cruzada libertária. Influi para que o batalhão realista Numancia rompa com os conquistadores e forme parte das filas patriotas. Sua atitude conspiradora valeu seu reconhecimento pelo General José de San Martín que a condecorou com a Ordem de Dama do Sol.


Fez amizade com a guayaquilenha Rosita Campuzano, companheira de amor e de ideais de San Martín. De volta a Quito, e com os acontecimentos da Batalha de Pichincha, Manuela se incorpora à luta ao apresentar-se para colaborar com o exército independente. Participa no auxílio dos feridos, e, durante a capitulação realista, faz amizade com o Marechal Sucre. Conhece Bolívar em 16 de junho de 1822, e inicia um dos mais bonitos romances de nossa história.


Em setembro de 1823, Bolívar encontra-se em Lima e ao tomar parte de um motim em Quito, escreve para Manuela expressando-lhe sua preocupação e admiração por dissolver “... com a coragem que te caracteriza, esse motim que inquietava a ordem legal estabelecida pela República ...”, assim mesmo pede que se remova de imediato para Lima para assumir o cargo da Secretaria da Campanha Libertadora e de seu arquivo pessoal e ordena ao Coronel O’leary a fazer os arranjos necessários para a chegada de Manuela e sua incorporação ao Estado Maior Geral com o grau de soldado.


No dia 9 de junho de 1824, Bolívar, desde o Quartel General de Huaraz, convida Manuela a marchar juntos para Junín.


Tenho mais calças que quaisquer de seus oficiais.


A resposta de Manuela, datada de 16 de Junho, revela seu jeito orgulhoso e altivo: “... meu amado, as condições adversas que se apresentam no caminho do campo que você pensa realizar, não intimidam minha condição de mulher, pelo contrário, eu as desafio ... O que você pensa de mim! Você sempre me disse que tenho mais calças que qualquer um de seus oficiais, Ou não?


Tantas coisa fez Manuela pela libertação. Armou, junto a Bolívar, o que ela chamou “uma verdadeira comitiva de guerra.” Recolhia pedaços de metal, confiscava barracas, tirava pregos de estanho das bancas, tudo para a fabricação de armamento. Fomentou a construção de locais para costurar lãs para os uniformes da tropa. Bem, podemos dizer que nosso programa Costurando o Desenvolvimento, tem como sua dona e madrinha a figura de Manuela.


Sua bravura na Batalha de Avacucho lhe rende o grau de Coronel do Exército Colombiano.


Apesar dos conselhos de Bolívar, e das sugerências a Sucre para se encarregue pessoalmente do cuidado de Manuela nos dias da Batalha de Ayacucho, ela contradiz a ordem de colocar-se em resguardo, e a carta de Sucre a Bolívar é uma evidência da bravura de nossa Manuela. Sucre escreve:


“ ... Incorporando-se desde o primeiro momento à divisão de Soldados e logo para a de Vencedores; organizando e proporcionando o abastecimento das tropas, atendendo os soldados feridos, batendo-se a tiro limpo baixo aos fogos inimigos; resgatando aos feridos ...; Dona Manuela merece uma homenagem em particular por sua conduta, pelo que rogo a Sua Excelência lhe outorgue o Grau de Coronel do Exército Colombiano”.


Bolívar, entre feliz e orgulhoso, comunica a Manuela sua surpresa de que “ ... minha ordem de que te conserves a margem de qualquer encontro perigoso com o inimigo, não foi cumprida, apesar de sua conduta desobediente, orgulha e enobrece a glória do Exército Colombiano, para o bem da pátria e, como exemplo soberbo da beleza , impondo-se majestosa sobre os Andes”. Minha estratégia me deu a consabida razão de que você seria útil ali, enquanto que eu recolho orgulhoso para meu coração, o estandarte de seu arrojo para nomear-te como se pede, Coronel do Exército Colombiano.”


Quando da morte do Libertador, e exilada em Paita, Manuela recebe visitas de Garibaldi, Herman Melville, Simon Rodríguez, González Prada. Sua lealdade ao Libertador a acompanhou até os terríveis dias em que uma epidemia de difteria terminou com a existência física de nossa Manuela em novembro de 1856. Pablo Neruda dedicou à Manuela a maravilhosa e triste elegia: A insepulta de Paita, na qual diz, neste breve fragmento:


Esta foi a mulher ferida. Na noite dos caminhos teve por sonho uma vitória, teve por abraço a dor, teve por amante uma espada.


Você foi a liberdade. Libertadora apaixonada.


Manuela, estás na lembrança de Garcia Márquez, que ao contar as últimas horas de Bolívar te descreve:


Fumava um cachimbo de marinheiro, perfumava-se com água de verbena que era uma loção de militares, vestia-se de homem e andava entre soldados, mas sua voz afônica seguia sendo boa para as penumbras do amor.


Manuela: És a luz acesa dos tempos escuros. És nossa compatriota e nosso destino. Hoje és memória viva da Liberdade. Hoje és o espelho em que outras mulheres se olham e agigantam.


O governo da Revolução Cidadã, confessou em sua adesão à figura de Manuela, se orgulha em contar em seu gabinete com mulheres patriotas que dirigem os destinos de seus ministérios com a maior consagração e devoção pelo povo equatoriano.


Está conosco a memória de Guadalupe Larriva, inesquecível companheira socialista.


Os programas e projetos do governo vão dirigidos às mulheres, a sua sobriedade e sabedoria no manuseio de recursos, a sua condição de mães e protetoras do lar.


A maior homenagem a Manuela se expressa nos projetos para dotar de trabalho e salário digno as mães solteiras; a proteção às mulheres que são vítimas de maltrato familiar e violência doméstica; em dotar de condições de dignidade humana as mulheres que sofrem privações de sua liberdade; na entrega de micro-créditos para que as mães dirijam a economia e as pequenas unidades de produção familiar.


O tributo a Manuela se manifesta na Campanha Nacional de Saúde, Solidariedade e Responsabilidade Social, na qual as mulheres e mães são as co-autoras do bem-estar social; na Comissão da Verdade que esperamos informará, ao fim, o paradeiro dos filhos desaparecidos de suas desesperadas mães; na entrega do Abono de Sobrevivência; no orgulho das mães trabalhadoras, com as quais tivemos o privilégio de desfilar no dia Primeiro de Maio.


O reconhecimento da memória de Manuela se traduz na melhora salarial das mães e mulheres que realizam trabalho doméstico; na malventura das mães que sofreram pelas desinfectações e desatenção do Estado; nas mães Tagaeris e Taromenanis, e demais nacionalidades e povos, sempre oprimidos e postergados.


O maior manifesto à memória de Manuela: a consagração diária e permanente a lutar pelos despossuídos e pela reivindicaçõa da mulher.


Este é o maior manifesto à memória de Manuela: a consagração diária e permanente a lutar pelos despossuídos e pela reivindicação da mulher, de Matilde Hidalgo, Manuela Cañizares, Manuela Espejo, Nela Martinez, Dolores Cacuango, Alba Calderón, e de todas as mulheres anônimas de nossa história passada e presente.


Ninguém vai frear o ímpeto da memória. Nenhuma conspiração vencerá a este povo que caminha altivo rumo a Liberdade. Nenhum complô poderá com a vontade indomável dos cidadãos e cidadãs desta Terra Sagrada. Nenhuma conjuntura artificial e desleal voltará a submeter o povo equatoriano. Nenhum ardil poderá emboscar esta insurgência e a decisão livre e soberana de amar nossa própria história, nossos próprios heróis, nossa própria vida.


Manuela Sáenz: se ontem você foi a luz morena do Pichincha, Soldado do Estado Maior Independente, Dama do Sol, Libertadora do Libertador, Coronel do Exército Grancolombiano, Insepulta de Paita, hoje és, e para sempre, General da República do Equador.


És tudo isso, mas nunca será o suficiente para tua estatura indomável, generosa e libertária.


General Manuela Sáenz! ... Até a vitória sempre!


*Rafael Correa Delgado
Presidente Constitucional da República do Equador.


Quito, 24 de maio de 2007.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Pagamento à jornalistas demonstram a ingerência dos EUA

Com a finalidade de expor o modelo do jornalismo estadunidense destinado a influir na linha editorial de canais privados de acordo com os interesses da Casa Branca, a advogada venezuelana estadunidense Eva Golinger, trouxe à tona diversos documentos desclassificados que demonstram essa intromissão.


Hugo Chávez Frías.


[Por Carolina Bonell – VTV *]


Caracas, 25 de maio de 2007 (VTV) – Com a finalidade de expor o modelo do jornalismo estadunidense destinado a influir na linha editorial de canais privados de acordo com os interesses da Casa Branca, a advogada venezuelana estadunidense Eva Golinger, trouxe à tona diversos documentos desclassificados que demonstram essa intromissão.


"Estes jornalistas os qualificam como seus empregados, seus aliados", mencionou.


Os jornalistas supostamente envolvidos são Ana Karina Villalba, Fausto Malavé, Miguel Angel Rodríguez, que participou como suposto beneficiado com bolsa de estudo no ano de 2003 e, Maria Fernanda Flores de Globovisión.


Golinger, explicou que para este programa os jornalistas recebem o convite da Embaixada dos Estados Unidos: "Eles procuram, pesquisam, analisam quem eles irão convidar".


A advogada e também investigadora realçou que faz parte da agenda, uma política de supostos programas de troca: "É para penetrar, os objetivos desse programa é para ter influência na linha editorial".


De quebra ainda ironizou: "Os jornalistas são o projeto, e o melhor, eles não sabiam que eles eram o projeto".


Igualmente, Golinger expôs outros programas do Departamento de Estado dirigidos a ampliar o acesso às Forças Armadas Venezuelanas, como programas de treinamentos para posições chaves como oficiais de Estado Maior, tal é o caso de Raúl Salazar Rodríguez, que fora Embaixador da Venezuela na Espanha durante o Golpe de Estado.


* Tomado de www.aporrea.org/



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Liberdade de imprensa ... ou de empresa?

A não renovação da concessão à RCTV da Venezuela trouxe à tona a fúria dos grandes empresários da comunicação na América e levou seus gritos histéricos até a Europa. Na Colômbia os meios de comunicação burgueses incentivam o ‘antichavismo’ pelo temor e o ódio de classe a tudo que cheire a pobre. Paragón entre Colômbia e Venezuela, escreve Allende La Paz.


Contra o povo ...


[Por Allende La Paz, ANNCOL]


A não renovação da licença à RCTV da Venezuela trouxe à tona a fúria dos grandes empresários da comunicação na América e levaram seus gritos histéricos até a Europa. O que colocaram sobre o papel dos meios de comunicação num processo revolucionário ou na mesma ‘democracia burguesa’.


Na Colômbia, todos os meios de comunicação falam do ‘atentado de Hugo Chávez contra a liberdade de imprensa’ e alguns destilam ódio através de suas ‘sisudas’ análises ou investigações, que não fazem mais de que demonstrar qual é seu interesse e com quem encontram-se aliados.


A casa editorial O Tempo e RCTV
O povo venezuelano é o único dono das freqüências pelas quais transmitia RCTV.


A casa editorial O Tempo talvez o mais claro expoente do papel que jogam os meios nesta ‘cruzada’ antichavista e contra-revolucionária. Utiliza diversas manobras para desinformar o povo colombiano do que se está vivendo na República Bolivariana irmã Venezuela e com seus ardis pretendem ocultar que a ação do governo Hugo Chávez Frias é uma ação legítima, legal, garantida pela Constituição da República, uma vez que é o Estado o dono das freqüências pelas quais emitia até ontem RCTV.


RCTV transmitia pelas ondas que os estado lhes havia alugado fazia muitos anos e que hoje, dadas as condições concretas atuais, o governo venezuelano decide soberanamente não renovar essa concessão. Mas os oligarcas – os de lá, que adiantaram golpes de estado e quantas possíveis manobras militares puderam, muitas delas da RCTV, e os daqui, que desinformam o povo e divulgam um irracional antichavismo – acreditam que o fato de ter ‘alugado’ durante esses anos as ondas pelas quais transmitia RCTV, dava a eles direito de ‘possessão’.


O diretor da Rádio Café Stéreo, Miguel Suárez, dizia em entrevista em ‘La Ponzoña’ – um dos programas dessa rádio – que a posição destes senhores era similar a quando “um dono de uma casa aluga e depois descobre que os inquilinos puseram ali um bordel”. Que você faria – me pergunto – esse dono ao descobrir tal utilização irregular e imoral de sua propriedade? Logicamente faria uso da lei para rescindir o contrato. Mas é que os senhores da RCTV iam mais além.


RCTV acreditava ter ‘direito de propriedade’ sobre ‘a casa’ – para seguir utilizando o sósia de Miguel Suárez – eles se achavam donos das freqüências pelas quais transmitiam, sendo que o único e verdadeiro dono é precisamente o Estado Venezuelano que, nestes momentos podemos dizer com orgulho bolivariano, representa o povo venezuelano. É dizer, o verdadeiro dono das freqüências pelas quais transmitia RCTV era – e É – o povo venezuelano, então o que está fazendo o governo de Hugo Chávez Frias é precisamente devolver a soberania – a propriedade – dessas ‘ondas’ a seu povo.


E temos que acrescentar que a utilização destas freqüências propriedade do povo venezuelano, produziu abundantes ganhos aos donos da RCTV. Igual ao que produz a Radio Cadena Narcoparamilitar (RCN), ‘Paracol’ e às redes de televisão privadas que na Colômbia utilizam em seu próprio benefício as ‘ondas’ que são propriedade do povo colombiano.


A realidade: Venezuela vs Colômbia
Os meios de comunicação burgueses odeiam tudo o que seja popular.


Mas o que ocultam os meios burgueses em Colômbia é que na Venezuela está se desenvolvendo um governo que entrou para resolver os graves problemas que padecia o povo venezuelano. Realmente o governo de Hugo Chávez utilizou os recursos derivados da exploração e venda do petróleo e os transportou para educação, saúde, moradia, geração de emprego, cultura e recreação, problemas que NUNCA foram resolvidos durante os governos da oligarquia venezuelana, a qual recorreu até o golpe militar, na tentativa de assassinar (magnicídios), a ‘guerra contrainsurgente’, contra as autoridades legitimamente constituídas na Venezuela.


O governo de Hugo Chávez está baseado em um triunfo eleitoral contundente contra as forças oligárquicas. Nove – 9! – eleições ganhou Hugo Chávez da oligarquia venezuelana, apoiada esta, financiada e dirigida pela USA. Chávez resistiu até ao ‘golpe de Carmona’, o qual desfruta do asilo que lhe brindou o regime narco-paramilitar de Alva-raco Uribe. Chávez resistiu quem sabe a quantas tentativas de assassinato. E os meios burgueses desfrutaram da liberdade para ‘informar’ que a Constituição Bolivariana os garante. Nenhum jornalista foi encarcerado injutamente, nenhum foi assassinado, nenhum foi coagido no exercício de sua profissão, apesar dos permanentes ataques contra o presidente Hugo Chávez por parte dos meios em poder da oligarquia. O que o povo sempre exigiu deles é objetividade na informação.


Na Colômbia, pelo contrário, o regime narco-paramilitar está baseado em um triunfo eleitoral fraudulento, tanto nas eleições de 2002 como nas de 2006; e os problemas que sofre o povo colombiano cada dia se aprofundam, se agravam. O desemprego aumenta (12%), o sub-emprego aumenta vertiginosamente; a educação vai em constante deterioração, aumenta o analfabetismo – enquanto a Venezuela o erradica – 2,5 milhões de crianças não vão à escola; a saúde está em uma crise profunda – fechamento de hospitais, privatização do ISS, crianças mortas nos ‘passeios da morte’, retrocesso no controle de doenças previsíveis, alta mortalidade infantil, mortes de crianças por desnutrição, por fome física; 2,5 milhões de famílias carecem de moradia na Colômbia.


Os jornalistas são freqüentemente incomodados na Colômbia. 18 jornalistas foram assassinados durante a administração de Alva-raco Uribe Vélez. O incômodo chega a ameaças de morte e criminalização dos jornalistas que exercem seu direito de informar com liberdade. Os casos de Fernando Garavito, Hollman Morris, Daniel Coronell e Carlos A. Lozano Guillén, são uma mostra dos primeiros; e os de Fredy Muñoz Altamiranda – correspondente de Telesur na Colômbia – e de Horacio Duque, dos segundo, os quais estiveram na prisão pelas montagens da Fiscalização colombiana.


A verdadeira liberdade de informação


O que está em discussão na república irmã da Venezuela é precisamente o direito do povo de dar-se sua própria informação, porque está mais do que demonstrado que os meios em mãos dos oligarcas não lhes garantia o exercício real desse direito.


Os donos dos grandes meios de comunicação em poder das oligarquias nunca defenderam o direito do povo a estar informado, muito menos o direito do povo a construir seus próprios meios de comunicação. O enterro dos projetos da Lei da Rádio Comunitária foram enterrados na Colômbia, enquanto na Venezuela de hoje estão em próspero desenvolvimento. E os meios como O Tempo; ‘Paracol’, ‘RCN’, etc., igualmente a seus donos, como no caso de Juan Manuel Santos, odeiam tudo o que cheira a povo.


Os donos dos meios de comunicação burgueses defendem o direito da empresa, de conformar seus poderosos conglomerados, enriquecendo às custas da utilização das freqüências ou espectro eletro-magnético que são propriedade do povo, da nação.


Nunca saíram a lutar realmente pela verdadeira liberdade de imprensa, pelo direito do povo à informação. Recordemos que durante o ‘golpe de Carmona e CÍA’, RCTV não saiu a condenar o fechamento, decretado pelo espúrio governante de fato, do canal nem as emissoram que defendia m o governo de Hugo Chávez.


É por isso que concluímos que a verdadeira liberdade de informação somente é garantida quando o povo tem em suas mãos a soberania do espectro eletro-magnético e desenvolve suas próprias formas de comunicação. A Revolução Bolivariana deu um passo gigantesco em tal direção. Os povos do mundo estamos aplaudindo o governo da República Bolivariana da Venezuela e seu presidente, Hugo Chávez Frias.


A soberania do povo é a única autoridade legítima das Nações.
Simon Bolívar



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quarta-feira, 6 de junho de 2007

FARC relata baixas nas tropas uribistas

Para informação de familiares de militares vinculados nas Forças Armadas e da comunidade nacional e internacional as FARC fizeram chegar à redação da ANNCOL parte oficial de guerra em duas ações separadas no dia 26 de maio. Relatam a morte de 10 policiais, de três soldados e um indeterminado número de feridos. Como é de costume os altos comandos militares de Bogotá informam apenas quando se torna impossível ocultar as ações da guerrilha.


A guerra do povo é legítima!


[ANNCOL]


A seguir, relatório oficial de guerra:


***


Às 15:00 horas do dia 26 de Maio de 2007, unidades guerrilheiras do Bloco Sul das FARC-EP emboscaram uma patrulha motorizada da Polícia no município de Ipiales, quando se movia o regimento de La Victoria.


O combate se prolongou por cerca de uma hora com os seguintes resultados:


1 – 10 Policiais mortos, 5 feridos e 8 que conseguiram fugir da emboscada.


Material Recuperado:


2 – 4 Fuzis galil 5.56, 1 Fuzil galil 7.62, 3 Fuzis de assalto M-16 A1 e 9 carregadores para os mesmos.


Em uma hora chegou o apoio por terra ao regimento de la Victoria, em duas horas chegou o apoio aéreo a metralhar a zona pelo espaço de duas horas.


3 – Unidades guerrilheiras sem baixas.


4 – No mesmo dia, em combates de nossas unidades da Frente 48 com as tropas de Álvaro Uribe, na jurisdição de Puerto Colômbia (Putumayo), morreram outros três militares e foram feridos uma quantidade indeterminada. Logo os helicópteros e o avião fantasma metralharam a zona.


As unidades guerrilheiras saíram ilesas.



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Uribe nunca enfrentou com seriedade a troca de prisioneiros de guerra na Colômbia.

Definitivamente Uribe Vélez não está “maduro’ para considerar com objetividade a desocupação de Florida e Pradera, caminho seguro para o Intercâmbio ou Permuta de prisioneiros de guerra.. Razão tiveram as FARC quando nesse comunicado intitulado “Com Uribe não haverá intercâmbio humanitário” assinalavam a torpeza política do senhor Uribe.


O narcoparaco Uribe Vélez


[ANNCOL]


Uribe Vélez tem nos acostumado com suas bravatas. “Senhores generais vamos resgatar Ingrid Betancourt”, disse Uribe com tom enérgico no ato de posse ao diretor da Política Nal do general Oscar Naranjo.


Nada de novo tem dito o falastrão Uribe depois da resposta sensata da guerrilha das FARC, nas palavras do chefe guerrilheiro, Raúl Reyes, a um entrevistador da ANNCOL sobre a suposta liberação unilateral de 100, 200, 300 guerrilheiros reclusos nas masmorras do estado colombiano.


-Não queremos fazer o jogo de Uribe falando de sua farsa sobre a liberação de 300 guerrilheiros” – afirmou taxativamente, Reyes.


A irresponsabilidade do mandatário colombiano no tema não permite muita análise …. É evidente seu afã mediático para favorecer sua cada vez mais minguada popularidade e suas ganas de resgate a ‘sangue e fogo”. Razão tiveram as FARC quando nesse comunicado intitulado”Com Uribe não haverá Intercâmbio humanitário” assinalam a torpeza do senhor Uribe.


- O principal obstáculo do Acordo Humanitário é a a ausência de vontade política do atual Presidente de Colômbia. Não é um segredo que durante mais de 3 anos Uribe jogou todas as fichas no resgate militar dos prisioneiros; que neste empenho tem utilizado todo o poder bélico do Estado e os milhões de dólares aportados pelo governo dos Estados Unidos, sem resultados favoráveis. Foi precisamente sua insensatez que obrigou o lamentável desenlace das montanhas de Urrao, onde morreram o Governador de Antioquia e o ministro da Defesa Echeverri Mejía, entre outros” – escreveu o Estado Maior das FARC há 16 meses.


Definitivamente Uribe Vélez,todavia, não está “maduro’ para considerar com objetividade a desocupação de Florida e Pradera, caminho seguro para o Intercâmbio ou Troca de prisioneiros de guerra..


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terça-feira, 5 de junho de 2007

Os “INOMINÁVEIS” de boca em boca

Em 2005 foi pubicado na ANNCOL o artigo “Los Innombrables”. Hoje o informe de Wola que circula no mundo mostra quanta razão tínhamos na dita denúncia e mostra também que ainda faltam muitos dos envolvidos no narco-paramilitarismo. Do presidente Uribe para baixo, escreve Allende La Paz.


[Por Allende La Paz, ANNCOL]


As denúncias sobre os nexos narco-paramilitares de Alva-raco Uribe Vélez tem acompanhado sua vida política. Há muitos anos as denúncias tem sido diretas. Revendo essas denúncias em 28 de setembro publicamos em ANNCOL um artigo titulado “Los Innombrables”, no qual fazíamos uma suscinta relação do círculo narco-paramilitar de Alva-raco Uribe Vélez. É indispensável neste momento recordar trechos mais importantes do artigo, os quais forma confirmados por um artigo de Wola e pelas investigações de La Corte.


«Inominável Álvaro Uribe Vélez»
Que linda familia!

Ver dados no livro “Biografia não autorizada de Álvaro Uribe Vélez” de Joseph Contreras e Fernando Garavito. Também em http://www.anncol.org e http://www.rebelion.org.


Uma família modelo

  • A familia de Álvaro Uribe Vélez é uma família modelo, vinculada ao narcotráfico e ao paramilitarismo. Seu pai, Jorge Alberto Uribe Sierra, vinculado ao Cartel de Medellín, e muito amigo de Pablo Escobar Gaviria.
  • Seu irmão Santiago Uribe Vélez, coordenava as ações do grupo denominado “Os doze apóstolos”, desde 1994 ou antes, e durante suas ações permanecia no carro, com uma metralhadora Ingram e atento às informações que recebia por rádio. Mantinha estreitos vínculos com Pablo Escobar Garvíria. O grupo paramilitar tem em seus haveres 50 assassinatos em Antioquia cometidos entre 1993 e 1994, além de outros que não se sabe. (Fonte: http://www.caracol.com.co/noticias/182084.asp)
  • Seus primos Germán e Jorge Ivan Fernández Posada, primos pelo lado materno, vinculados a investigações penais por paramilitarismo em 1999, assim como Carlos Alberto, Juan Diego e Mário Vélez Ochoa, família de Uribe e dos irmãos Ochoa, do Cartel de Medellín.
  • Mario Uribe Escobar, primo, Senador, relator do projeto de lei de Justia e Paz que outorga o perdão e o esquecimento aos crimes de Lesa Humanidade cometidos pelos narcoparamilitares, já aprovado.
    ...Foi visto na Exposição Nacional Eqüina em Pereira, no palco de honra o escoltaram: a sua direita Juan Pablo Gaviria, administrador de bens do recentemente extraditado Joaquin Mario Valencia, “O Cavaleiro”. Já a sua esquerda – brindando muito alegre – Hermano Mario Restrepo, velho conhecido e amigo do trânsfuga Juan Carlos Ramirez Abadia, aliás ‘Chupeta’.
    ...Seu debut no Congresso esteve ligado à expressão ‘narcômico’, que surgiu em 1989, quando Mario Uribe era representante relator da reforma constitucional de Barco. Em 30 de novembro desse ano, um insólito movimento de advogados no Capitólio alertou a ministro de Governo Carlos lemos. Cerca de meia noite, rápida e silenciosamente, um grupo de congressistas retirou o tema da extradição da pauta de votação.
  • Jairo Ortega, que foi preferido de Pablo Escobar, Jesus Ignácio García Valencia, que ainda prospera na Câmara, e – como não – o agora senador Mario uribe fizeram parte do grupo de 22 representantes que aprovou a iniciativa, tão favorável aos interesses dos narcotraficantes.
    ...O governo Barco, encurralado pela traição do relator e seus amigos, retirou o projeto e sumiu com a reforma. Tudo acontecia dois meses após o assassinato de Luís Carlos Galán.
    ...Em 1995, sendo já senador, Mario Uribe estimulou outro ‘narcômico’. Queria tirar do enriquecimento ilícito o caráter de delito autônomo para convertê-lo em subsidiário. Assim sepultaria o processo 8.000, os chefes só podiam ser expropriados quando se provasse o narcotráfico e sairiam do cárcere os políticos da máfia.
    Mario Uribe tem outra fraqueza, além dos cavalos. Tem uma fixação por Cartórios e faz nomear a sua família neles, quem sabe com que intenções.
    Seu irmão Jorge Humberto Uribe Escobar é tabelião 24 de Bogotá. Sua outra irmã Ângela Maria Uribe escobar esta encarregada há mais de um ano do Cartório Segundo de Envigado. Não puderam nomear sua propriedade porque esta prima presidencial ainda não atende os requisitos para ser titular.
    ...O primo do senador se chama Jorge Humberto uribe, como o irmão de Mário, mas seu segundo apelido é Ruiz, deram-lhe o Cartório Único de Caldas, Antioquia. E até a família política tem participado do festival de de nomeamentos em cartórios. Quando era sua cunhada, Piedade Carmem Ramírez foi nomeada tabeliã 23 de Medellin, posição na qual se mantém. Ella substituiu no cargo a Rodrigo Escobar, outro tio de Mario que entrou em idade de aposentadoria compulsória. É cota sua tambem o tabelião 24 da capital antioquenha, Jesus Otilio Ruiz.
    (Fonte: Daniel Coronell http://semana.terra.com.co/opencms/opencms/Semana/articulo.html)
  • Willian Vélez, outro primo, amigo pessoal de pablo escobar, companheiro de fórmula de Mário Uribe, foi presidente da Câmara de Representantes. Um vídeo mostra Willian, Alberto Santofimio Botero e Pablo Escobar, junto a Jairo Ortega, em Envigado; ali Willian Vélez como animador do espetáculo lança vivas ao capo, ao “Patrón” e o cobre de qualificativos como “nobre e brilhante figura do Partido Liberal”.
  • Jorge Alberto Uribe, outro primo, ex ministro de defesa, foi desmascarado pelo Nuevo Herald de Miami, em publicação na qual aparece visitando conjugalmente Dora Adriana Alzate em um cárcere de Medellin. Ella foi presa no aeroporto internacinal “José Maria Córdoba” de Medellín em 1° de fevereiro de 2003, quando tentava viajar para Miami, seu lugar de residencia, pela posse de 1750 gramas de heroina. A relação sentimental do ex-ministro durava 18 longos anos. Jorge Alberto negou haver-a visistado e foi respaldaddo elo seu primo Álvaro Uribe Vélez.


Os «Inomináveis da Máfia da casa de Nariño»
José Obdulio financiava suas campnhas políticas com dinheiro de Pablo Escobar Gaviria


Se o presidente Álvaro Uribe Vélez tem uma família modelo narco-paramilitar, também se tem rodeado do mais representativo da máfia do narcotráfico e do paramilitarismo, especialmente de “personagens” vinculados ao Cartel de Medellin. Citemos alguns que já não estão e outros que ainda permanecem na Casa de Nariño:


  • José Obdulio Gaviria, primo de Pablo Escobar Gaviria, chefe do Cartel de Medellin, assessor presidencial de Uribe Vélez, verdadeiro pder na sombra, que recentemente ameaçou renunciar, Diz que para contribuir cm a reeleição de fora, mas o presidente não aceitou a renuncia. Dois de seus irmãos estiveram presos nos Estados Unidos por narcotr´fico. Muito próximo de Pablo Escobar e do Cartel de Medellin, contam dele estas anedotas:
    “De acordo com Roberto (Escobar), José Obdulio (Gaviria) acompanha (Pablo) Escobar a reuniões noturnas que o narcotraficante organizava para distribuir casa gratuitamente entre os pobres, na campanha 'Medelin sem barracos', que o chefe do Cartel financiou. A essas reuniões, Escobar costumava assistir 'acompanhado (...) de um primo que já estava metido na política, chamado José Obdulio', sustenta Roberto Escobar na página 155 de seu livro.
    ...A força que adquiriu o narcotraficante com esse tipo de campanha, foi a que, segundo Roberto, motivou seu primo irmão José Obdulio para propor-lhe: “Vê, Pablo, você porque não se mete em política, se as pessoas te querem tanto”.
    ...Ao qual Pablo Escobar, segundo Roberto, lhe respondeu: “Sim, vou fazer isso, porque a grana deste país a roubam os políticos.’.
    ... Conta Roberto que um dia José Obdulio, na qualidade de mediador de Paz, vsitou no cárcere de Itaguí um grupo de guerrilheiros. Ali se interou de que o primo havia negado o parentesco com Pablo Escobar quando alguém lhe sugeriu que, depois da reunião, passasse para saudar Roberto, que estava na mesma prisão.
    ...’Inteirado do assunto , esperei que terminasse a reunião de paz”, afirmou Roberto em seu livro. ‘Quando saíam por trás de minha cela, pus a cabeça para gritar a meu primo: «Ouviste, José Obdulio, quando subias a La Catedral (cárcere em que Roberto e Pablo estiveram presos com seus lugares tenentes) que meu irmão te dera grana, aí sim eras primo, mas agora não». E todos o olharam com sarcasmo e certa exclamação de surpresa’.
    ...Roberto explicara em seu livro que José Obdulio ‘costumava visitarnos na La Catedral e Pablo lhe presenteava com 10 a 15 milhões de pesos para seus gastos pessoais e políticos em Medellín.’ “
    O presidente insiste que em seu governo ninguém tem relações com os terroristas. Por isso torna-se conveniente que, a luz do dito pelo diário norteamericano, o conselheiro presidencial José Obdulio Gavíria responda o seguinte:
    1. ¿ Por que esteve presa a biógrafa d presidente Maria Izquierdo por receber grana do Cartel de Cali e você não foi investigado por receber supostamente grana de Medellín?
    2. ¿Por qué para efeitos de prender Santofimio tem validez plena a palavra de Popeye e El Mugre mas não a palavra de El Osito, quando este delata encontros entre a máfia e alguns políticos?
    3. ¿Havía você informado ao presidente de seus encontros e visitas com o maior terrorista que já houve no país, Pablo Escobar?
    4. ¿Se o trato seu com Escobar foi de “inimigo político”, para que o visitava no cárcere?
    5. ¿ Quando você visitava seu primo Pablo desconhecia que ele era terrorista?
    [Fonte: Felipe Zuleta, El Espectador, 05Jun05]
  • Pedro Juan Moreno Villa, empresário, o melhor e mais antigo amigo do presidente Uribe Vélez – que gosta também de ter amigos psiquiatras - foi secretario de governo quando Álvaro Uribe desempenhou o governo de Antioquia, acusado de importar insumos para processar cocaína. Dirige a Revista La Otra Verdad, de onde desenvolve sua luta de poder contra os que considera seus inimigos dentro do uribismo. Sua influência à distância tem sido tal que na Casa de Nariño falam da “Síndrome de Pedro Juan”. Morreu em um estranho acidente de aviação.
  • José Roberto Arango, que se desmpenhava como alto assessor presidencial desde 07 de agosto de 2002, é proprietário, entre outras empresas, de uma empresa textilera, de nome Fábrica Têxtil dos Andes S.A. (Fatelares), renunciou ao interar-se que sua empresa fazia negócios com as forças militares da oligarquia. Família vinculada ao narcotráfico e tem permanecido na sombra sem que se divulguem seus negócios obscuros. Hoje é um dos homesn de confiança do presidente Àlvaro Uribe Vélez.
    ...Fatelares que é gerenciada pelo irmão do alto assessor presidencial Juan Rafael Aramgo e que em seu objetivo social disse que “A companhia oferece artigos para a saude, hospedagem, forças armadas, linhas aéreas e ONG, sempre considerando as necessidades específicas de cada setor e de cada cliente”.
    ...Pois o caso é que Fatelares, assinou um contrato com outra empresa de nome Fabrilar, para elaborar toalhas pela insignificante cifra de $1.722 milhões de pesos e que Fabrilar a sua vez vendeu às Forças Armadas da oligarquia colombiana pelo valor de $1.882 milhões de pesos ganhando só pela intermediação $160 milhões de pesos.
    ...Como se vê, a maior parte da fatia quem levou foi a empresa do honorável alto assessor presidencial e a consolação foi para o outro honorável vice-fiscal.
    …Este caso mostra claramente como opera a corrupção no ministerio de defesa ao ficar sem resposta a pErgunta de porque tratou de contratar o exercito com uma empresa intermediaria e não com a verdadeira empresa fabricante de toalhas, com o que havia buscado encobrir o verdadeiro vendedor, o conselheiro presidencial.
    …nos certificados da câmara de comercio de bogotá consta que a empresa fabrilar esta registrada com um capital de 50 milhoes de pesos, dividido em 500 cotas, das quais o hoje ex vice fiscal andrés fernando ramírez moncayo é proprietário de 200 ações, ou seja 40%, enquanto seu pai, gonzalo de la concepción ramiréz osorio, é dono de 300 ações que corresponde a 60% e que a gerente é a mãe do honorável vicefiscal.
    …a compra das toalhas começou tramitar em agosto de 2003, e foi responsável desde então a fabrilar e ninguem, nem o super assessor nem o vicefiscal dgeral da nação, em cerca de um ano, sabiam que estavam fazendo negocios com o estado e muito menos que foram entre eles, isso juram e até se põe vermelhos.
    ...e é que os texteis paraecem ser um bom negócio, sobretudo se é com as forças armadas, recordemos o secretario geral do governo de andres pastana, juan hernandez, que atraves da acertar ltda, uma empresa de confecções de sua esposa, celebrou contratos de $12 000 milhões com o exercito, o fondo rotatorio da policia e o departamento administrativo de segurança (DAS)”. (fonte: rpadio café estéreo)
    “…outro tema onde está envolvido o honorável assessor de uribe, segundo reporteres de imprensa colombiana , é o do jogo de azar.
    … o honorável assessor presidencial josé roberto arango, vinha intercedendo para que gloria beatriz giraldo, presidenta da etesa, a empresa estatal encarregada dos jogos de azar, receba o ex vice-presidente humberto de la calle, que é o advogado da empresa de capital grego de intralot s.a., que participa na peleja por ganhar uma licitação por cinco anos e que representa uns 900 bilhões de pesos.
    …A história aquí é esta. A empresa Online Sports S.A., de burladores de Medellín e de Bogotá, associados com altos ex funcionários da mesma Etesa, entre outros seu ex-presidente Ernesto Carrasco, havia firmado um contrato com a Dimayor, organização que usufrui o futebol profissional na Colômbia, para levar esse imenso pastel, mas ante um pronunciamento do Conselho de Jogos, que determinou que esse tipo de concessão deveria ser feita mediante licitação, o intento ficou desfeito.
    … O processo para ceder os directos se iniciou em 18 de novembro de 2007. A empresa grega obteve uma qualificação perfecta enquanto o seu competidor, Online Sports, registrou uma pontuação inferior, segundo Etesa, por sua menor capacidade financeira, jurídica e tecnológica.
    …Com a valorização e qualificação dada pelo comitê técnico de Etesa, é evidente que a milionária licitação seria concedida à empresa Intralot S.A.
    …Então Online Sports S.A., mediante documento escrito, denunciou que os principias termos da licitação foram copiados por Etesa de países europeus onde Intralot tem grande domínio do mercado e que isto os colocou em condições de desigualdade para ganhar a licitação.
    …Com toda esta discussão, o negociado até o momento parece estar suspenso e é aqui onde a “mediação” do superassessor tem intercedido a favor dos gregos representados pelo mui honorável ex ministro e ex vice presidente Humberto de la Calle, que no passado esteve envolvido em atos de corrupção que ficaram sem investigação.
    …Outro caso onde se viu metido o mui honorável assessor é das conciliações com as empresas estrageirtas que firmaram contratos de risco compartido com Telecon, que tem sido classificados pelos conhecedores do tema como nefastas para o país.
    …Em um documento do banco Interamericano de Desenvolvimento, BID, titulado “A percepção dos investidores dos riscos regulatorios e instituições na América Latina” se põe como exemplo do que deve se fazer, o trabalho de um conselheiro que “ganhou merecida fama entre as empresas colombianas, tanto nacionais como de capital estrangeiro, por sua capacidade de resolver de forma rápida e amigável” as reclamações das ditas empresas.
    …Ali também se fala do “papel, tão eficaz como discreto, como facilitador da resolução (extrajudicial) de conflitos” e “da discreção e caráter informal do modus operandis”, o qual reduz-se “a ligitiosidade” e contribui “ para melhorar o ‘clima de investimento’”. E se assinala que tem mediado em disputas relativas a investimentos estrangeiros em vários setores.
    …Um dos casos que orgulhava o BID, é o das empesas Ericson, da Suécia, Siemens, da Alemanha, Nortel de EEUU, Alcatel, da Espanha e NEC e Itochu, do Japão, que supostamente instalaram 1,2 milhões de linhas telefônicas fixas em todo o país em uns contratos conhecidos como ‘contratos de risco compartido’.
    …O contrato que foi firmado no governo de César Gavirria Trujillo, foi apresentado ao pais como uma negociação onde a Telecon não colocaria nem um centavo em infraestrutura.” (fonte: Rádio café Estéreo).
    E como se fosse pouco nesta manhã de negociatas, narcotráfico e negócios nebulosos, a secretaria privada do presidente, Alicia Arango, é companheira sentimental de José Roberto.
  • Fernado Londoño Hoyos, ex ministro do interior e justiça, roubou em ECOPETROL mais de 3 milhões de dólares. Ainda pontifica sua honestidade e seu fervoroso ubirismo. Londoño obteve dois créditos milhionários do Bancio do Pacífico, de propriedade de outros bandidos de colarinho branco que roubaram o estado, cuja Junta Diretiva presidia na Colômbia, e como garantia deu o seguro de vida dos cavalos e um apartamento.
    As garantias forma aceitas por Juan Carlos Bernal Romano, que havia sido desgnado presidente do banco na Colombia pela Junta que Londoño Hoyos integrara dois anos antes.
    Logo, o honorable super ministro do Interior e Justiça, fraudulentamente comprou as ações da empresa estatal Invercolsa, ações que logo repassou a uma multinacional e que tiveram o valor de 9 milhões de peso.
  • Alberto Santofímio Hernandez, filho do hoje detido ex ministro Alberto Santofímio Botero pelo assassinato do candidato presidencial liberal, Luis carlos Galán, é primeiro secretario e adido comercial da Embaixada da Colômbia em Paris, onde realiza espionagem contra os refugiados políticos colombiano nesse país e em outros vizinhos.
    …Em uma marcante entrevista à rádio, o então candidato Uribe negou a outro de seus seguidores. “O Dr. Alberto Santofímio, em uma declaração na televisão que eu vim a conhecer posteriormente já faz vários meses – posso dizer cerca de oito ou dez meses, inclusive 1 ano -, disse que ele estava afastado da política, que havia pago no cárcere, que não iria intervir, e que achava que achava que as únicas idéias refrescantes eram as de Álvaro Uribe. Isso armou uma confusão”.
    …Essa confusão, não obstante, mereceu seu prêmio. Alberto Santofímio Hernandez, o filho do hoje detido ex ministro, foi nomeado primeiro secretário e adido comercial da Embaixada da Colômbia em Paris.
    …Dirão que Santofímio filho está em semelhante posto por mérito, como tantos outros afortunados herdeiros. O que não podem dizer é que em fevereiro de 2002, Álvaro Uribe ignorava quem era Santofímio Botero.
    …Nessa época já havia estado tres vezes no cárcere. Se conheciam suas relações com o cartel de Cali. Desde 1999 eram públicas as suspeitas sobre sua possível participaçõa no assassinato de Luis carlos Galán. Se haviam revelado fotografias suas com Pablo Escobar em Madrid, durante a posse de Felipe Gonzáles, e na Fazenda Nápoles junto ao ‘patrón’ sem camisa, e em companhia dos então congressistas Ernesto Lucena e Jairo Ortega.
    …Pero além de um dos escudeiros de Uribe – William Vélez, ex-presidente da Câmara e companheiro de chapa do primeiro primo Mario Uribe – conhecia de priemira mão as relações de Santofímio e Escobar.


A relação de narcoparamafiosos em problemas


A lista foi publicada por WOLA, sob o título de”US cocaine prices drop again” e está em inglês coincidem a grande maioria de seus nomes com os denunciados no artigo de 2005.


Sentenciados e na prisão

  • Rafael Garcia Torres, antigo diretor de informação para o serviço de inteligência presidencial, o Departamento Administrativo de Segurança (DAS), que ‘ prendeu o ventilador’ e implicou outros funcionários do DAS e políticos.
  • Miguel Angel Pérez Suárez, antigo governador do estado de Casanare.


Sob investigação pela Corte Suprema da Colombia, e atualmente na prisão.

  • Senador Álvaro Araujo Castro do estado de Cezar (irmão da ex-chanceler Maria Consuelo Araújo e ambos filhos de Álvaro Araújo Nogueira, também investigado pelos mesmos delitos).
  • Senador Mauricio Pimiento Barrera do estado de César.
  • Senador Luis Eduardo Vives do estado de Magdalena
  • Representante na Cámara Alfonso Campo Escobar do estado de Magdalena.
  • Senator Dieb Nicolas Maloof Cuse do estado de Atlántico.
  • Senador Jairo Merlano Fernández do estado de Sucre.
  • Senador Álvaro García Romero do estado de Sucre.
  • Representante na Câmara Erick Morris Taboada do estado de Sucre.

Acusados pela promotoria peral e na prisão:
  • Trino Luna Correa, governador do estado de Magdalena.
  • Muriel Benito Rebollo, Antiga Representante na Cámara pelo estado de Sucre.
  • Edilberto Castro, antigo governador do estado de Meta.
  • Walberto Estrada, deputado na Assembleia do estado de Sucre.
  • Nelson Stanp Berrio, deputado na Assembleia do estado de Sucre.
  • Johny Guillermo Villa Uparela, deputado na Assembleia do estado de Sucre.
  • Ángel Villareal, deputado na Assembleia do estado de Sucre.
  • Dois Prefeitos do estado de Magdalena.


Ordem de captura, estão fugitivos:

  • Salvador Arana Sus, antigo governador de Sucre e embaixador no Chile durante o governo de Uribe Vélez.
  • Alvaro Araujo Noguera, antigo senador do estado de César e antigo ministro de Agricultura, pai do preso senador Álvaro Araújo Castro e de Consuelo Araújo.
  • Jorge Luis Caballero, Representante na Cámara pelo estado de Magdalena.


Sob investigação da Suprema Corte:

  • Senador Mario Uribe Escobar do estado de Antioquia, primo del presidente Uribe.
  • Senador Rubén Darío Quintero do estado de Antioquia, secretario particular do presidente Uribe quando foi governador de Antioquia de 1995 a 1997.
  • Senador Óscar de Jesús Suárez Mira do estado de Antioquia.
  • Representante da Cámara Mauricio Parodi do estado de Antioquia.
  • Senador Antonio Valencia Duque do estado de Antioquia.
  • Senador David Char Navas do estado de Atlántico.
  • Representante Alfredo ‘ APE’ Cuello Baute, do estado de Cesar e presidente de próspera corporação. Seu irmão foi superintendente de Cartório e Registro e obrigado a renunciar quando se descobriu que extorquia aos tabeliães do país para financiar o projeto narcoparamilitar.
  • Senador William Alfonso Montes Medina do estado de Bolívar.
  • Representante na Cámara Lidio García Turbay do estado de Bolívar .
  • Senador Ciro Ramírez Pinzón do estado de Boyacá.
  • Representante na Cámara Óscar Wilchez Carreño do estado de Casanare.
  • Representante na Cámara Álvaro Morón Cuello do estado de Cesar.
  • Senador Miguel de la Espriella do estado de Córdoba.
  • Representante na Cámara Zulema Jattin Corrales do estado de Córdoba.
  • Senador Juan Manuel López Cabrales do estado de Córdoba.
  • Senador Reginaldo Montes Alvarez do estado de Córdoba .
  • Representante na Cámara José de los Santos Negrete do estado de Córdoba.


Sob investigação da procuradoria Geral:

  • Representante na Cámara Estanislao Ortiz do estado de Antioquia.
  • Representante na Cámara Jesús Doval do estado de Antioquia.
  • Representante na Cámara Manuel Dario Ávila do estado de Antioquia.
  • Representante na Cámara César Augusto Andrade de Antioquia.
  • Vicente Blel Saad, antigo senador do estado de Atlántico.
  • Guillermo Hoenigsberg Alcalde de Barranquilla, capital do estado de Atlántico.
  • José María Imbeth Bermúdez, antigo representante do estado de Bolívar.
  • Jorge Luis Alfonso López, Prefeito Mangangué, Bolívar. A mãe de López, Enilce López (‘La Gata’), que dominava as apostas de ‘azar’ na Costa Norte da Colômbia, está atuaslmente na prisão por relações com narcoparamilitares. O presidente Uribe adimitiu que recebeu uma doação de $40 000 de ‘La Gata’ para sua campanha de 2002.
  • Hernando Molina, governador do estado de César e primo do prisioneiro senador Álvaro Araújo Castro.
  • José “Pepe” Eduardo Gnecco Cerchar, antigo senador do estado de César.
  • William Pérez Espinal, antigo governador do estado de Casanare.
  • 6 prefeitos do estado de Casanare.
  • Rodrigo Burgos de la Espriella, antigo senador do estado de Córdoba.
  • Former Representative Remberto Montes, antigo senador do estado de Córdoba.
  • Eleonora Pineda Arcia, Antiga representante na Cámara do estado de Córdoba.
  • Jose María López antigo governador do estado de Cordoba.
  • Freddy Ignacio Sánchez Arteaga, antigo senador do estado de Córdoba.
  • Jorge Luis Castro, antigo representante na Cámara pelo estado de Magdalena.
  • José Gamarra Sierra, antigo representante na Cámara pelo estado de Magdalena.
  • Salomón Saade Abdala, antigo senador do estado de Magdalena.
  • José Francisco Zuñiga Prefeito de Santa Marta, capital do estado de Magdalena.
  • 6 prefeitos do estado de Magdalena.
  • Senador Germán Aguirre do estado de Risaralda.
  • Carlos Alberto Botero do estado de Risaralda.
  • Senador Habib Merheg Marún do estado de Risaralda.
  • Senador Iván Díaz Mateus do estado de Santander.
  • Ramiro Suárez Alcalde de Cúcuta, do estado de Norte de Santander.
  • Jorge Luis Feris Chadid antigo representante na Cámara pelo estado de Sucre.
  • Coronel Hernán Mejía, comandante do Batalhão La Popa Battalion no estado de Cesar, e comandante da 13ª Brigada Móvel, no estado de Caquetá.
  • Coronel aposentado Rodrigo González Medina.
  • Jorge Noguera Cotes, exdiretor do DAS, nomeado pelo governo de Uribe como consul em Milão, Italia, preso em 22 de fevereiro e posto en liberdade em 23 de março, aguardando julgamento.
  • Luis Carlos Ordosgoitia, diretor do Instituto Nacional de Concessões (INCO) no ministerio de Transporte, antigo representante na Cámara por Córdoba.


Forçado a renunciar por denúncias de narcoparamilitarismo:

  • Manuel Cuello Baute, Superintendente de Cartório e Registro. E irmão de Alfredo Cuello, presidente da Cámara de Representantes.
  • Luis Ortiz López, antigo diretor do INCODER, o instituto de reforma agraria.

Mencionado em um relatório de inteligencia da CIA publicado em meios de comunicação estadunidenses:
  • General Mario Montoya, comandante do exército da Colombia, acusado de colaboração com os narcoparamilitares durante a ‘Operação Orión’ em Medellín, em 2002.


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Como vemos neste informe de WOLA, a maioria dos ali relatados já haviam sido indiciados em artigo ‘Os inomináveis’. Ainda faltam alguns dos que mencionamos ali. Do narco-para-presidente Álvaro Uribe Vélez para baixo na hierarquia estatal. Os chamavam assim por que mencioná-los era correr risco, mas hoje estão ‘ de boca em boca’...



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