"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


quarta-feira, 23 de maio de 2007

Festival vallenato e narco-paramilitarismo

Se sente no festival vallenato os efeitos das denúncias de até onde chegou o narco-paramilitarismo. Ou melhor ainda, de quão comprometida está a classe política nesse projeto contra-insurgente. A 'Fundação Festival Vallenato' continua com a pirataria e desafia oferecendo homenagem ao narco-paraco Jorge Oñate. A solidão e ausência de personagens nos shows musicais mostram o significado do problema 'dos ricos da praça', escreve Allende La Paz.


Ai, homem!


[Por Allende La Paz, ANNCOL]

Se sente no festival vallenato os efeitos das denúncias de até onde chegou o narco-paramilitarismo. Ou melhor ainda, de quão comprometida está a classe política nesse projeto contra-insurgente. O qual desde logo foi desenhado nos centros de poder de Washington e aplicado pela oligarquia colombiana, que tem visto em tal projeto sanguinário, o instrumento ideal para continuar perpetuando-se no poder e servir ao seu amo yankee.

Cesar: classe política violenta
A oligarquia vallenata recorre a tudo para conservar o poder.

O caso de estado do Cesar mostra do que é capaz de fazer a oligarquia colombiana para continuar desfrutando dos privilégios do poder. O contubérnio sujo dos políticos do Cesar vem de velha data. E estendeu-se aos artistas ballenatos, não todos, claro.

Há muitos anos foi clara a oposição da "Cacica" Consuelo Araújo Noguera de permitir que o narcotráfico 'tomasse' o poder no Cesar. Seus enfrentamentos com Lucas Gnecco Cerchar, representante nesse momento do narco-paramilitarismo, são de recordar. 'Luquita' –como é conhecido- foi posteriormente relegado pela estrutura narco-paramilitar de "Jorge 40" –mais conhecido com o apelido de Rodrigo Tovar Pupo-, a qual se 'tomou' toda a classe política do Cesar, Magdalena, Guajira, Atlântico e Sucre. Tal poder acumulado só foi possível graças ao apoio incondicional e a direção das forças militares da região e, também o apoio dado desde Bogotá.

Hoje em dia, toda a classe política do Cesar tem seus "nexos ocultos" com 'Jorge 40' –grande amigo do presidente Álvaro Uribe Vélez-, quem ordenou a Jorge Noguera Cote, então diretor do DAS, a dar-lhe um tratamento preferencial, toda vez que ele ia fazer todo o "trabalho de limpeza" para consolidar o projeto narco-paraco na Costa Atlântica.

Todos os parlamentares do Cesar devem seus votos à "Jorge 40": Mauricio Pimiento, Cuello, Álvaro Araújo Castro, etc, e todos enfrentam julgamentos diante da Corte e um está preso.

O governador Hernando Molina Araújo –filho da "Cacica" –é ficha política de "Jorge 40", hoje enfrenta um julgamento diante da Corte.

O governador de Valledupar, Ciro Pupo Pupo, é primo de "Jorge 40", e irmão daquele que servia de enlace com Jorge Noguera Cote.

Como a 'família' Araújo chegou a aliar-se com o narco-paramilitarismo? Você vai saber. Mas o certo é que a oligarquia ballenata sempre tem exercido violência contra camponeses, indígenas e operários para continuar mantendo-se no poder. A exploração das terras dos indígenas tem sido historicamente violenta, à sangue e fogo.

Da mesma forma tem atacado qualquer sussurro de oposição verdadeira aos seus 'desígnios manifestos'. O extermínio do movimento "Causa Comum" da União Patriótica, é bem didático. José Francisco Ramírez, advogado vallenato desse movimento, foi assassinado por ordem do Batalhão da Popa. De 13 dirigentes desse movimento, dois sobrevivem: um no exílio e outro em uma prisão dos Estados Unidos por ter sido obrigado a empunhar as armas para defender sua vida: Simón Trinidad (filho da classe abastada vallenata que optou pelo caminho da defesa dos interesses do povo.

A "Fundação Festival Vallenato"
A 'Fundação' é a pretensão dos 'ricos da praça' de apropriar-se do folclore vallenato.

O Festival Vallenato nasce como um ato de pirataria de Alfonso López Michelsen e a "Cacica" Consuelo Araújo Noguera a uma idéia de Gabriel García Márquez de realizá-lo a cada ano em Aracataca, como já vinha fazendo informalmente para festejar seu aniversário. E mais, a data escolhida para a realização do Festival em Valledupar tem uma conotação de classe. O Festival termina no dia 30 de abril, e com as festas e tudo incluído, o povo vallenato estaria 'de ressaca' para assistir à qualquer manifestação de 1º de maio.

Na 39ª versão do Festival do Vallenato vimos a Fundação Festival Vallenato exigindo aos participantes que cantassem ao narco-paramilitar 'mais grande', Álva-raco Uribe Vélez. O narco-paramilitar confesso, Poncho Zuleta, revisou a canção 'Compae Chipuco' para cantar ao narco-paraco 'mais grnade'. Os diretores da Fundação puseram as crianças da escola de acordeoneiros da Fundação Festival Vallenato para cantar ao narco-paraco 'mais grande' – escola que é uma cópia (ou um plágio) da escola do pioneiro Andrés 'El Turco' Gil-, o que demonstra que a Fundação está pirateando idéias de outras pessoas.

E a tal 'Fundação' vai a cada dia elitizando mais o Festival, arrancando-lhe sua essência popular. Porque devemos reconhecer: O vallenato nasce como produto do "zambaje" (índio com negro) num lugar que ficou conhecido como país dos "chimilas" e nos povoados indígenas da Serra Nevada de Santa Marta, e depois da chegada do acordeão –que enriqueceu um pouco suas melodias – era uma música de camponeses, desdenhada pelos ricos. Nos salões e festas dos ricos 'do valle' só se escutava música 'culta', e o vallenato era coisa da plebe.

Com o tempo, diante do auge do vallenato, se apropriam dele e agora querem que o 'Festival' se realize em salões 'especiais' e não 'na Praça' – infelizmente chamada 'Alfonso López' -,talvez porque os 'donos' de tal praça estão 'de luto' porque uma das 'famílias' dona de quase uma de suas quadras, está enrascada no narco-paramilitarismo: Alvarito Araújo Castro na prisão por narco-paraco e assassinato; seu pai fugitivo pelas mesmas causas, e a 'Conchi' Araújo, isolada de seu 'amado' Alva-raco Uribe Vélez. Hoje o 'casarão' está silencioso e não se escutam as alegres notas do acordeão das parrandas para homenagear os convidados que viriam de Bogotá a desfrutar o Festival. Que entre outras coisas esse ano não vieram como antes, vieram como Alva-raco para cumprir.

A tal 'Fundação' se converteu em 'uma corte' na qual as posições são herdadas e não se dá conta das capacidades dos funcionários. Isso demonstra a pretensão do 'ricos da praça' de apropriar-se de um produto da sabedoria popular: o folclore. Tal qual fazem as famosas gravadoras que se apropriam do esforço de compositores e músicos. Em conseqüência, a 'Fundação' é uma verdadeira máfia que escolhe de antemão reis vallenatos, ganhadores de canção inédita e, como no caso do Rei dos Reis, estabelece limites de idade para impedir o concurso de Alfredo Gutiérrez e que se coroe como o verdadeiro 'Rei dos Reis' do acórdão vallenato que é.

A "conexão vallenata"
Álvaro Uribe Vélez esteve em 2002 numa festa vallenata com 'Jorge 40' em San Angel.

O narco-paramilitar presidente Alva-raco Uribe Vélez não respondeu à nenhuma das acusações feitas contra ele. Nunca as respondeu. Sempre recorre à estratégia de sair pela tangente: 'fica doido de raiva', ou ataca quem o questiona. As acusações de Joseph Contreras e Fernando Garavito nunca foram respondidas. As acusações da esquerda nunca foram respondidas. E desconversa: 'eu poderia ter sido um bom guerrilheiro...' disse. Só faltou dizer que poderia ter sido um bom guerrilheiro assim como 'é um bom narco-paramilitar'. É o mesmo que dizer assassino.

Muito menos vai responder à acusação feita por uma testemunha que escreveu: Uribe participou em uma reunião em San Angel (Magdalena) na época da campanha presidencial de 2002, com a cúpula dos narco-paramilitares da Costa Norte, comandados por seu 'sócio' "Jorge 40", e para festejá-lo pediu para que trouxessem Poncho Zuleta –reconhecido narco-paraco também -, mas teve que contentar-se com Diomedes Díaz, que era 'escondido' pelos grupos narco-paramilitares da ação da justiça colombiana, personagem que inclusive foi levado a 'uma festa de altos personagens narco-paracos em Costa Rica'.

O desfrute popular

No arranque do Festival vimos que a 'Fundação' ainda no meio do escândalo da narco-para-politica decide desafiar a todos e presta homenagem a Jorge Oñate, reconhecido por suas relações narco-paracas e de compadrio com Lucas Gnecco Cerchar. Na tribuna estiveram os 'máximos expoentes' do narco-paraquismo na música vallenata: Poncho Zuleta, Ivan Villazón e o 'homenageado' Oñate.

Mas ainda assim, o povo vallenato está desfrutando seu 40º Festival sem importar-lhes a sorte dos 'ricos da praça'. Ele é assim, natural, e até nos versos de muitos cantos, merengues, puías ou sons se escutam as sátiras contra os que têm construído suas fortunas sobre a base do sangue dos camponeses, indígenas, operários, estudantes.

No dia seguinte ao debate de Gustavo Petro, um músico colombiano, com a graça característica dos artistas, cedeu à Rádio Café Stereo esta versão de 'la cucaracha', a qual entitulou 'La guacharaca'.

Para escutar "La guacharaca", clique aqui.

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Por ser vigente o intercâmbio humanitário, a zona de encontro exige desmilitarização de Pradera e Florida

...afirmam os deputados retidos. “Sempre afirmamos que o Intercâmbio Humanitário é vigente, necessário, válido e viável; e isto mesmo o ratificaram os deputados vallunos, retidos pela insurgência, num vídeo entregue pelas FARC a seus familiares em Cali no recinto da Assembléia Estadual como prova de sobrevivência”.


Ingrid e Clara Rojas à espera do Intercâmbio!


[Athemay Sterling]

Sempre afirmamos que o Intercâmbio Humanitário é vigente, necessário, válido e viável; e isto mesmo o ratificaram os deputados vallunos, retidos pela insurgência, num vídeo entregue pelas FARC a seus familiares em Cali no recinto da Assembléia Estadual como prova de sobrevivência.

Em cada uma de suas alocuções validam-no e o exigem, para que se desmilitarize por 45 dias a Pradera e Florida e se estabeleça como zona de encontro para que as partes se reúnam e acordem o intercâmbio humanitário.

Ação humanitária altamente valorizada como vigente pela Duma del Valle encabeçada por seu Presidente, o Doutor Marino del Río e pelo subscrito em representação do Centro de Direitos Humanos da Universidade Santiago de Cali em cumprimento do Mandato Vallecaucano pelo Intercâmbio Humanitário que opera como Comissão de Impulso no marco do DIH da Cláusula Martens do Direito de Gentes, importante documento que se anexa.

Sua vigência se fundamenta na justa aspiração da população colombiana de não estar de acordo com medidas de forças para resolver a catástrofe humanitária.

É vigente e tem sido sempre, através da história colombiana, pois os Intercâmbios Humanitários têm sido a constante militar e política logo após a primeira independência.

É vigente por ser coerente com as pretensões humanitárias de setores democrático e populares que sentem em carne própria os efeitos dessa catástrofe humanitária que, dia-a-dia, se agrava por ação, uma vezes, omissão, outras, e sempre por submissão do Estado à política imperial e dos setores mais atrasados e autoritários que o dirigem transitoriamente.

É vigente, como vigente é a defesa das liberdades democráticas que se recortam e extinguem com freqüência.

É vigente pela exigência nacional e internacional para resolver a complexa e aguda catástrofe humanitária colombiana, diminuindo a intensidade do conflito mediante a concretização do intercâmbio; pois as ações de guerra, como os anunciados e arcaicos resgates a sangue e fogo têm demonstrado que não são vigentes, quando o que deve imperar é a solução humanitária a esta expressão do conflito interno.

É vigente a imperiosa necessidade de diminuir a intensidade do conflito.

O intercâmbio humanitário vai por essa senda, no marco da normatividade internacional humanitária e do Direito de Gentes, como a Cláusula Martens, que conduza a libertar a todas as pessoas privadas de sua liberdade como conseqüência do conflito social e armado, umas em poder do Estado como presos de guerra e presos políticos, populares e sindicais aglomerados nos cárceres, e outros nas selvas e montanhas sofrendo os rigores não só da guerra como também da natureza, e agora do Estado que segue fechando as portas ao intercâmbio humanitário com as inoportunas declarações expressadas pelo Executivo de Cali, logo após conhecer-se o vídeo das provas de sobrevivência, e ocorreu o pior: quando se arremessou conscientemente suas chaves no momento em que extraditou ilegalmente a dois de seus adversários políticos, integrantes da insurgência com a qual se definirá este acordo para o intercâmbio humanitário.

É toda uma tragédia.

Porém, segue sendo necessário socialmente, viável juridicamente, vigente politicamente e válido humanitariamente.

O Intercâmbio Humanitário é tudo isso e, sobretudo, humanitário entre os que estão retidos pelas FARC em selvas e cordilheiras, os Deputados vallecaucanos Héctor Fabio Arismendi Ospina, Carlos Alberto Barragán López, Carlos Alberto Charry Quiroga, Ramiro Echeverri Sánchez, Francisco Javier Giraldo Cadavid, Jairo Javier Hoyos Salcedo, Sigifredo López Tobón, Juan Carlos Narváez Reyes, Nacianceno Orozco Grisales, Edinson Pérez Núñez, Alberto Quintero Herrera, Rufino Varela Cobo; a ex-candidata Presidencial Ingrid Betancourt e sua Assesora Clara Rojas; os Congressistas Jorge Eduardo Gechen, Consuelo González, Orlando Beltrán, Luis Eladio Pérez, Gloria Polanco, Oscar Lizcano; o ex-Governador do Meta Alan Jara; os militares norte-americanos Thomas Howe, Marc Gonsalves e Keith Stannsen; os Oficiais e Suboficiais do Exército os Tenientes Juan Carlos Bermeo, Raimundo Malagón; os Sargentos Harvey Delgado, Luis Moreno, José Ricardo Marulanda, Erasmo Romero; os Cabos Luis Beltrán, Róbinson salcedo, Amaon Flórez, José Miguel Arteaga, Luis Arturo Arcía, William Pérez, Libio Martínez; os Oficiais e Suboficiais da Polícia Nacional Coronel Luis Mendieta, os Capitanes Edgar Duarte, Teniente William Donato, os Sargentos César Lasso, Luis Erazo; os Cabos José Libardo Forero, Jhon Durán, Julio Buitrago, Enrique Murillo; Subtenentes Javier Rodríguez, Wilson Rojas, Elkin Fernández, Jorge Romero, Alvaro Moreno, Luis Peña, Armando Castellanos, Jhon Pintado, Carlos Duarte e Jorge Trujillo; o cadáver do Capitão Julián Guevara, e todos os insurgentes e presos políticos que estão aglomerados nas penitenciárias em poder do Estado, incluindo os extraditados.

Neste sentido, o Mandato Vallecaucano pelo Intercâmbio Humanitário expediu o seguinte comunicado posterior ao conhecimento das provas de sobrevivência na Sala de Sessões da Assembléia Estadual do Valle em 27 de Abril de 2007 em Cali.

* Diretor Centro de Direitos Humanos

Universidade Santiago de Cali

athemaysterling@usc.edu.co

***

COMUNICADO PÚBLICO

O MANDATO VALLECAUCANO

PELO INTERCÂMBIO HUMANITÁRIO

Logo após conhecer as provas de sobrevivência dos 12 ex-deputados do Valle del Cauca, o MANDATO VALLECAUCANO PELO INTERCÂMBIO HUMANITÁRIO, hoje, 27 de Abril de 2007.

DECLARAMOS

Que valorizamos as provas de sobrevivência entregues pela insurgência das FARC-EP e gravadas em 26 de março de 2007, como um gesto humanitário que, aspiramos e esperamos, conduza a que, como o expressam os 12 ex-Deputados: Juan Carlos Narváez Reyes, Sigifredo López Tobón, Jairo Javier Hoyos Salcedo, Nacianceno Orozco Grisales, Ramiro Echeverri Sanchez, Carlos Alberto Barragán Lopez, Rufino Varela Cobo, Alberto Quintero Herrera, Francisco Javier Giraldo Cadavid, Carlos Alberto Charry Quiroga, Hector Fabio Arismendi Ospina e Edinson Perez Núñez, o Governo Nacional e a Guerrilha se reúnam imediatamente em Pradera e Florida pelo espaço de 45 dias numa Zona de Encontro Humanitário decretada pela Presidência da República em acordo com as FARC-EP, e, assim, se dê início às conversações em prol do Intercâmbio Humanitário.

Firmado em Santiago de Cali aos vinte e sete (27) dias do mês de abril do ano dois mil e sete (2007).

MARINO DEL RIO URIBE

Presidente Assembléia Estadual

Valle del Cauca

mdelrio@valledelcauca.gov.co

ATHEMAY STERLING

Diretor

Centro de Direitos Humanos

Universidade Santiago de Cali

athemaysterling@usc.edu.co

Mandato Vallecaucano pelo Intercâmbio Humanitário.

***

Informação sobre as esperanças e obstáculos do Intercâmbio Humanitário na Colômbia.

Breve Diccionario cibergráfico sobre o Intercâmbio Humanitario.

Onde ficam Pradera e Florida? Requer-se a desmilitarização?

Leia em:

http://www.prensarural.org/sterling20050809.htm

http://bellaciao.org/es/article.php3?id_article=1357

http://www.caicedonia.redyaccion.com/Creada%20comision.htm

Haverá que esperar até 2010 para concretizar o Intercâmbio Humanitário?

Leia em:

http://www.voltairenet.org/article146702.html

http://www.partidoverdeoxigeno.com/base/article.php3?id_article=167

http://www.anncol.org/es/site/doc.php?id=2938

Há argumentos jurídicos para o Intercâmbio Humanitário?

Leia em:

http://www.elcorreo.eu.org/esp/article.php3?id_article=1599

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=48070

http://www.rebelion.org/noticia.php?id=21423

Quais são os obstáculos para o Intercâmbio Humanitário?

Leia em:

http://www.la-casa.ca/?q=fr/node/954

http://forums.terra.com/foros/noticias/Noticias_C5/Actualidad_Colombiana_F80/El_terrorismo_de_estado_colombiano_no_permite_concretar_el_intercambio_humanitario_P61804/

http://www.rodolfowalsh.org/spip.php?breve4202

http://www.tertulialatina.com/Archivo/index.php?option=com_content&task=view&id=176&Itemid=41

http://anncol-brasil.blogspot.com/2007/04/uribe-se-ope-ao-intercmbio.html

http://www.elpais.com.co/historico/ene232006/REG/A323N2.html

Há ou não há conflito na Colômbia?

Leia em:

http://www.emancipacion.org/modules.php?name=News&file=article&sid=20

http://anncol-brasil.blogspot.com/2007/05/j-no-h-conflito-armado-na-colmbia.html


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Já não há conflito armado na Colômbia?

Na Colômbia reina há meses um silêncio total acreca do conflito armado. Parecia que não acontecia enfrentamentos armados entre o estado e a insurgência. Só quando explode uma bomba nos arredores do comando da polícia de Cali, sai o presidente acusando as FARC de serem os autores quando toda Cali diz que foram os narcos ou grupos do mesmo exército em vingança por processo judiciais que esta por começar vários massacres realizados pelo exército contra a polícia em várias partes do país, escreve Dick Emanuelsson.

Utilizam a população civil de escudo.


[Por Dick Emanuelsson*]

Na Colômbia reina há meses um silêncio total acreca do conflito armado. Parecia que não acontecia enfrentamentos armados entre o estado e a insurgência. Só quando explode uma bomba nos arredores do comando da polícia de Cali, sai o presidente acusando as FARC de serem os autores quando toda Cali diz que foram os narcos ou grupos do mesmo exército em vingança por processo judiciais que esta por começar vários massacres realizados pelo exército contra a polícia em várias partes do país

O conflito armado pode ser silenciado pelos escritórios das salas de redação em Bogotá mas não se pode silenciar o grito de fome e o grito de justiça do povo colombiano. E é um regime que a cada dia se afunda mais em sua própria corrupção, suas contradições e sua nefasta política entreguista do país ao Amo do Norte.

É tão grande o desespero de Uribe que agora ordena até sanções nas oficinas do congresso aos congressistas que se atrevem a questionar o modo de vida da família Uribe, um modo de vida que todo mundo sabe que é manchada de coca, paramilitarismo e da pior herança da máfia colombiana. Mas essa política enfrenta resistência de diferentes índoles, inclusive a armada.

Em uma parte da guerra que envia O Comando Conjunto de Ocidente das FARC se vê outra realidade. Enquanto reina o silêncio desse conflito na grande imprensa controlada pelo vice-presidente Santos e sua família, entre eles o ministro da defesa, Juan Manuel Santos, primo do vice, a parte de guerra das Farc nessa parte da Colômbia mostra outra visão totalmente diferente da oficial.

Não houve um dia sequer, nos três primeiros meses do ano, onde não tenha ocorrido combates e ações de guerrilha contra as forças militares, que na Colômbia incluem a Polícia Nacional, uma polícia capaz de enfrentar a insurgência muitas vezes melhor que o próprio exército. Não há praticamente um só dia desses 90 dias onde não tenha havido ataques aos agrupamentos paramilitares, verdadeiros esquadrões da morte. Porque enquanto o Vice e seu Patrão andam dizendo mundo afora que agora tudo está “pacificado” na COLÔMBIA, os informes internacionais sobre o extermínio do movimento sindical indica que as FF.MM. e seus paramilitares realizam os assassinatos quase por completo.

Em um discurso [1] pronunciado diante de uma conferência internacional sobre direitos humanos na Colômbia, realizada no Parlamento Europeu dia 18 de abril, Jank Kuczkiewicz, Diretor do Departamento de Direitos Humanos e Sindicais da CSI (que reúne 180 milhões de afiliados), fez um chamado à comunidade internacional para que esta acentue a pressão sobre as autoridades colombianas a fim de que estas investiguem adequadamente os mais de 2.000 assassinatos de sindicalistas cometidos entre 1991 e 2006, mais da quinta parte dos quais eram dirigentes sindicais. E tira a bomba contra Uribe:

“Contrariamente ao que o Governo diz, estas mortes não foram vítimas casuais do conflito armado interno. Seus nomes formam parte dos 2.245 trabalhadores e trabalhadores assassinados na Colômbia entre 1991 e 2006, dos quais 97% foram assassinados por autores militares ou para-militares, com 3% sendo por parte da guerrilha ou outros autores”.

O espaço de manobra se reduz cada dia mais para Uribe. Pode-se fazer muitas coisas com baionetas, mas é difícil ficar sentado em cima dela por muito tempo, me ensinou um velho amigo.

[1] Colômbia: Novas e condenatórias evidências da conivência entre os serviços de segurança e os esquadrões da morte para assassinar sindicalistas.

http://www.ituc-csi.org/spip.php?article1063amp;lang=es

Uribe recruta paramilitares em Buenaventura:
http://anncol-brasil.blogspot.com/2007/05/uribe-recruta-paramilitares-em.html


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terça-feira, 22 de maio de 2007

Uribe masoquista



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O longo braço do narco-paramilitarismo colombiano

"Várias personalidades colombianas comprometidas” na ‘parapolítica’, como o senador Miguel de la Espriella e Carlos Ordosgoitia, alto funcionário e diretor do Instituto Nacional de Concessões, INCO, organismo de Estado, têm destacado a presença de “dois universitários da Sorbonne”, de origem argentina atuando como conselheiros políticos dos chefes das Autodefesas Unidas de Colômbia, AUC, Carlos Castaño e Salvatore Mancuso durante uma reunião ilegal e clandestina, em Railito, julho 2001”, escreve Hernando Calvo Ospina.


A Colômbia inteira semeada por valas comuns.


[Por Hernando Calvo Ospina, extraído de Rebelion.org]

'Imprudences ou connivences'' - Imprudências ou conivências - é o título do artigo escrito por Laurence Mazure, no periódico mensal francês Le Monde Diplomatique, publicado na edição de maio.

O jornalista disse que o escândalo atual sobre a vinculação de altos responsáveis políticos colombianos com o paramilitarismo, todos relacionados com o presidente Álvaro Uribe Vélez, também tem trazido à tona os possíveis “apoios internacionais dos quais se têm beneficiado os paramilitares. Incluindo a França.

No artigo diz que “Várias personalidades colombianas comprometidas” na ‘parapolítica’, como o senador Miguel de la Espriella e Carlos Ordosgoitia, alto funcionário e diretor do Instituto Nacional de Concessões, INCO, organismo de Estado, têm destacado a presença de “dois universitários da Sorbonne”, de origem argentina atuando como conselheiros políticos dos chefes das Autodefesas Unidas de Colômbia, AUC, Carlos Castaño e Salvatore Mancuso durante uma reunião ilegal e clandestina, em Railito, julho 2001.”

Continua dizendo que segundo Espriella, “os dois universitários propuseram a criação de um movimento comunitário e político que, de certa maneira, defenderia as idéias das Autodefesas e levaria a um processo de paz”. Por seu lado, o diretor do INCO teria declarado dois dias depois: “dois professores da Universidade de Sorbonne, ujos nomes não me recordo, porém que alguns deputados já haviam visto na Universidade Militar, tomaram a palavra (...) e expuseram sua visão do que para eles era o conflito colombiano (...) e explicaram como o resto do mundo vê a Colômbia. Depois, eles expuseram uma estratégia cuja finalidade era converter as Autodefesas em “um ator político reconhecido do conflito interno (...)”.

O artigo disse que curiosamente o dia anterior Ordosgoitia sabia o nome de um dos expositores, ao tê-lo mencionado durante uma entrevista à Rádio Caracol: Mario Sandoval, “relacionado com o Instituo de Altos Estúdios de América Latina, IHEAL-Paris, com a Universidade de Sorbonne, e a Universidade de Marne-la-Vallée”.

E aqui o jornalista passa a revelar que Sandoval também está vinculado aos “meios chamados de a inteligência econômica’”. Conta como “nos finais de novembro de 2006 o website da embaixada da França no Chile indicava que Sandoval “universitário encarregado da missão na direção de Inteligência econômica da ACFCI [Assembléia das Câmaras francesas de Comércio e Indústria]”, foi parte de uma “importante delegação” em torno da pessoa de Alain Julillet – sobrinho de Pierre Juillet, ex-conselheiro do presidente Jacques Chirac – grande patrão, próximo dos meios de defesa, diretor da Direção Geral da Segurança Exterior, DGSE, em 2002, e nomeado recentemente por Nicolas Sarkozy como diretor de Inteligência Econômica no gabinete do Primeiro Ministro.”

Nessa oportunidade a autora disse que foi realizado um colóquio no Museu Militar de Santiago, onde Sandoval era um dos organizadores. Nessa oportunidade a “sociedade civil colombiana” estava ‘representada” pela “organização não governamental” Verdade Colômbia. Esta organização, disse o jornalista, é uma “para-ONG”, que em seu website “retoma como seus discursos de propaganda do líder paramilitar Castaño em 1999-2000 (...)”.

Fica uma pergunta pairando no ar e necessária de se investigar: quem ou qual instituição do Estado francês introduziu esse personagem nos meios acadêmicos universitários?

Numa entrevista feita ao semanário bogotano El Espectador o 25 de fevereiro, o segundo “professor” se descobriu. Trata-se do também argentino Juan Antonio Rubbini Melato: que não tem nenhuma relação com a Sorbonne ou o IHEAL, porém , é “assessor político” de Casntaño e Mancuro desde 1999. Segundo a redatora de LMD, os textos que publica em seu blog chamado “Paz na Colômbia”, demonstram “o desprezo total pela classe política colombiana em contraste com a exaltação fascinante de um projeto onde “a visão de um [presidente] Uribe ligado a instituição política das AUC está a ponto de fazer um milagre”.

Não se esclarece qual “milagre”. Quem sabe o de ver realizado o paraestado, esse projeto que vem em desenvolvimento há mais de duas décadas?

A esse breve, porém muito importante artigo, poderiam ser acrescentados os seguintes dados:

Desde há pelo menos dez anos os próprios paramilitares, em especial os presumidamente assassinados chefes narcoparamilitares Fidel e Carlos Castaño, vinham anunciando que estavam sendo apoiados e assessorados por personagens de meios acadêmicos na Europa, principalmente na Espanha e França.

Isso nunca foi levado em conta para a mínima investigação sequer. Como tampouco aos governos da Colômbia e França interessou investigar sobre as possíveis propriedades que os Castaño possuem em Paris, “segundo fontes policiais e os serviços de inteligência”. Segundo reconhece Carlos, no início dos noventa seu irmão “pagava dois anos de aluguel por uma habitação no hotel Ritz da cidade Luz”.

Um dos hotéis mais luxuosos de Paris. E é bom lembrar que nessas datas Fidel participava do aparato militar de Pablo Escobar, porém também era peça chave dos sérvios de segurança colombianos nos massacres realizados contra camponeses nas regiões de Urabá e de Magdalena Medio, por se presumido simpatizante das guerrilhas.

Tudo indica que desde esse tempo tiveram início as aproximações dos paramilitares com certos intelectuais de direita na Europa.

Agora, considerando o informado pelo Le Monde Diplomatique, também se deve dizer que nos “corredores” do Ministério de Relações Exteriores da França sabe-se que Sandoval, aparentemente especialista em contrainsurgência urbana, se ofereceu diante a direção da guerrilha colombiana do Exército de Liberação Nacional ELN, como intermediário para que o governo francês recebesse seus altos dirigentes. Era uma armadilha? Uma forma de buscar infiltrá-la? Não se esqueça que já nessa época Sandoval assessorava a dois dos piores narcotraficantes, paramilitares e terroristas que a Colômbia já teve, Castaño e Mancuso.

Ademais seria muito importante averiguar quem ou qual instituição do estado envolveu este personagem no mundo universitário francês.

Hernando Calvo Ospina.
Jornalista e escritor colombiano residente na França. Colaborador do Le Monde Diplomatique.

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Facho Santos quer ser Presidente

Confessou ao programa de humor satírico de Café Stéreo, “La Ponzoña”. Na entrevista mencionada Fachito asseverou também que Uribe Vélez é “um paraco” e se referiu a diferentes tópicos como a ´luta interna´ entre a oligarquia tradicional e a mafiosa, suas ´brigas´com a Conchi Araújo, e negou haver-se reunido em algum momento com Salvatore Mancuso.


[ANNCOL]

O vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, revelou em entrevista exclusiva ao programa humorístico “La Ponzoña” de Radio Café Stéreo sua aspiração de suceder a Álvaro Uribe Vélez na Casa de Nariño.

Este programa faz humor satírico sobre a realidade colombiana, ademais de denunciar as políticas agenciadas pelo regime narco-paramilitar colombiano. Na entrevista mencionada Fachito Santos asseverou também que Uribe Vélez é “um paraco” e se referiu a diferentes tópicos como a ´luta interna´ entre a oligarquia tradicional e a mafiosa, suas ´brigas´com a Conchi Araújo, e negou haver-se reunido em algum momento com Salvatore Mancuso.

Desfrute deste programa e das declarações de Fachito Santos neste link: La Ponzoña


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segunda-feira, 21 de maio de 2007

Reyes: Outra farsa de Uribe

O membro do Secretariado das FARC, Raúl Reyes, responde a uma pergunta de ANNCOL sobre o oferecimento do presidente Álvaro Uribe Vélez de liberar guerrilheiros das FARC. “É outra farsa de Uribe”, diz o curtido comandante da guerrilla.

Lutando pela Nova Colômbia


[ANNCOL]

O membro do Secretariado Nacional das FARC, comandante Raúl Reyes, respondeu a ANNCOL sobre a posição que essa organização insurgente havia adotado sobre o recente pronunciamento do presidente Álvaro Uribe e sobre as falsas expectativas geradas no exterior sobretudo com os países amigos do intercâmbio.

Reyes – “Não queremos fazer o jogo a Uribe falando de sua farsa sobre a liberação de 300 guerrilheiros, com o qual pretende antes de tudo estender outra cortina de fumaça para proteger-se do furacão denominado Narco-para-política. Quando nas FARC seguimos esperando o despejo dos municipios para iniciar as conversações sobre o ocorrido.”

Deve-se apontar que as FARC-EP insistiram no despejo dos municipios de Pradera e Florida no departamento do “Valle del Cauca”, como local de encontro para discutir sobre a entrega dos prisioneiros de guerra de parte e parte. Também mostrou sua disposição de que esta zona de despejo sirva de cenário para um encontro com o senador Farr e outros parlamentares americanos que manifestaram seu interesse em dialogar com as FARC.

O governo do presidente Álvaro Uribe Vélez mantém ao contrário sua posição de não realizar o despejo dos municipios solicitados e ordena cada tanto quando a ocasito assim requer o ‘resgate militar’ dos prisioneiros no poder das FARC, ordens que foram impossíveis de cumplir até agora.

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Uribe questionado nos USA

Não lhe podia ter ido pior a Uribe Vélez em seu giro pelos USA. Crê que pode “apagar fogos” nos próprios USA, porém o que recebeu foi, mais que um desplante, uma bofetada na cara com os questionamentos dos líderes do Partido Democrata e as denúncias de diferentes organizações de DDHH e sindicais dos USA. “É essencial que o Governo da Colômbia investigue e condene nexos entre paramilitares e autoridades colombianas, incluídas aquelas de alto nível”. “Não se trata de só palavras, notícias ou criar unidades da Fiscalização para investigar, senão que de resultados e condenações. Progressos verdadeiros”.


Diploma de honra que assina Uribe!

[ANNCOL]

O giro do presidente Álvaro Uribe Vélez foi um completo fracasso. Teve que suportar as denúncias de diferentes organizações por suas persistentes e costumeiras violações dos direitos humanos dos colombianos, em aplicação do Terrorismo de Estado desenhado nos centros de poder de Washington.

Mostra disso é o enfrentamento que - muito ao estilo de Álvaro Uribe, quer “peitar” a todo mundo – teve com manifestantes que denunciavam os crimes cometidos pelas forças militares-narcoparamilitares do estado colombiano. Assim como pronunciamentos de diferentes meios de imprensa dos USA e comunicados das mais diversas organizações defensoras de direitos humanos e sindicais nos Estados Unidos.

Tampouco foi bem no encontro com Nancy Pelosi, líder do Partido Democrata, apesar da pretensão de Uribe Vélez de ganhar sua simpatia. A senadora Pelosi disse, entre outras coisas:

Nancy Pelosi – 1: “Felicito aos que, na Colômbia, têm denunciado os paramilitares e nexos com os congressistas da coalizão uribista assinalados de nexos com ´paras´”.

Nancy Pelosi 2: “O problema é que temos sérias perguntas sobre a Colômbia e esperamos resolvê-las com o presidente Uribe”, disse Pelosi à imprensa antes de entrar na reunião.

Nancy Pelosi 3: “É essencial que o Governo da Colômbia investigue e condene nexos entre paramilitares e autoridades colombianas, incluídas aquelas de alto nível”.

James McGovern 4: “Não se trata de só palavras, notícias ou criar unidades da Fiscalização para investigar, senão que de resultados e condenações. Progressos verdadeiros”.

Em resumo, a colheita de Álvaro Uribe Vélez neste giro, mais que esclarecer dúvidas, foi haver recebido diretamente os questionamentos de importantes setores da sociedade estadunidense, incluídos lideres do Partido Democrata. E mais, os manifestantes no dia de ontem entoavam o estribilho da canção de Radio Café Stéreo:

“Uribe, paraco,
o povo está irado”.

[Nota da tradução: “paraco” significa “paramilitar”]

domingo, 20 de maio de 2007

Epidemia de Alzheimer na Colômbia

O Alzheimer é a forma mais comum de Loucura. Há uma epidemia em todos os funcionários estaduais, como se sua causa fosse viral, e se tem estendido aos capos narco-paramilitares, que têm que confessar seus crimes para lograr os benefícios da aberrante “Lei de Justiça e mentira”. Alva-raco tudo esqueceu, fez sua estréia como enfermo de Alzheimer precocemente, escreve José Maria Carbonell.


Quantos “parceiros” são... 1, 20? Não me lembro... mmhh!


[Por José María Carbonell, ANNCOL]

Esta é a enfermidade da moda. Todos “esquecem” os “penosos” acontecimentos em que esteve imersa sua vida criminal. Por isso me dei à tarefa de investigar que sucede com esta enfermidade, e vejam o que encontrei.

O “alzheimer” de Alva-raco Uribe

Quem fez a “estréia” com Alzheimer foi o narco-para-presidente Alva-raco Uribe Vélez. É um Alzheimer precoce, ou seja, que fez sua estréia antes dos 65 anos de idade. Há que aclarar que – segundo as enciclopédias – esta enfermidade é a mais comum de todas as demências e, ainda que não se sabe com certeza sua causa, se está associada com a idade e a morte de neurônios. Porém, este não é o caso de Alva-raco. Este ainda é jovem, a menos, claro, que o “chip” que lhe colocaram os gringos no cérebro lhe esteja produzindo morte neuronal pelas ondas eletromagnéticas que irradia.

Se coligimos que Alva-raco Uribe Vélez tem esta forma de demência, poderíamos entender algumas das atitudes que tem mostrado todos estes anos – é de assinalar que, às vezes, o Alzheimer se vai instalando progressivamente, em dois a cinco anos. (Porém Alva-raco sempre padeceu dela).

“Esquece” Alva-raco Uribe, por exemplo, o que fez antes de ser prefeito de Medellín, suas relações com Pablo Escobar.

“Esquece” que viajou num helicóptero de Pablo Escobar até a granja onde morreu seu pai, que ele – aí, sim, não tem Alzheimer – assegura desde então que foram as FARC, apesar de que esta organização guerrilheira nega tal autoria.

“Esquece” seus tempos na prefeitura de Medellín, quando posava orgulhoso com “Don Fabio”, com “Don Pablo”, membros do Cartel de Medellín.

“Esquece” que, quando esteve na Aeronáutica Civil, repartiu – à direita e à esquerda – licenças a aeronaves dos narcotraficantes do Cartel de Medellín.

“Esquece” que um helicóptero de propriedade de sua família – Uribe Vélez – “apareceu” por obra e graça do Espírito Santo em “Tranquilandia”, a granja de Pablo Escobar Gavíria – primo de César Gavíria –, a qual havia sido confiscada pela Polícia antinarcóticos.

Porém, a enfermidade está avançando, e o narco-para-presidente Alva-raco Uribe “esqueceu” que na Colômbia se assassinam sindicalistas, se desaparecem forçosamente pessoas opositoras a seu regime, se realizam massacres, se realizam 12 execuções extrajudiciais por dia; enfim, que, durante sua “administração”, segue imperando o Terrorismo de Estado.

O que, sim, não esquece é a algazarra de culpar as FARC de tudo o que sucede na Colômbia. O bombazo contra a Polícia em Cali foram as FARC, diz Alva-raco. Ataques militares em toda a Colômbia, foram as FARC. Porém, se “esquece” que em Aracataca, aonde foi passear aproveitando os 80 anos de Gabito – antes não haviam dito nada sobre esse povoado –, disse que havia “que acabar com os restos das FARC”.

Dizem os investigadores que, em muito poucas ocasiões, estes enfermos de demência têm momentos de lucidez, como a que teve Alva-raco Uribe Vélez quando assegurou que “uma vez meteu pistola ao cinto e foi com agentes do DAS” a uma granja que lhe estavam invadindo supostos membros do EPL, e ali “deu baixa” a 8 guerrilheiros. Quer dizer, nesse momento de lucidez recordou haver assassinado 8 pessoas! O carrego de consciência deve ser enorme e talvez por isso ele recorre ao Alzheimer para afogar suas penas. (Se é que a sente, porque a Dra. Elsita me disse que ele, ademais, padece de perversidade...)

Os médicos e investigadores têm um desafio para elucidar de que tipo de DEMÊNCIA padece o narco-para-presidente Alva-raco Uribe Vélez.

O “alzheimer “ dos corruptos

Seguindo “a linha” traçada por Alva-raco Uribe Vélez, todos os funcionários corruptos, quando são descobertas suas embrulhadas, “esquecem” o que fizeram. Recordemos que Ernestillo Samper Pizano nunca viu “o elefante” em sua campanha. Alva-raco Uribe Vélez não vê “a manada de elefantes” de seus sócios narco-paramilitares. Os de Incoder, Findeter, Supervigilância privada etc.

Ah, e um expoente máximo, com quadro florido de Alzheimer, é Fernando Londoño. Roubou as ações de ECOPETROL em Invercolsa e agora não se lembra.

Outro caso mais desta epidemia de Alzheimer é Jorge Noguera Cotes, ex-diretor do DAS. “Jorgito” não se lembra que elaborou “listas negras” de sindicalistas, dirigentes de deslocados, comunais, de esquerda etc. para entregá-las a “Jorge 40” – aliás, Rodrigo Tovar Pupo – para seu posterior assassinato. García, que não padece agora de Alzheimer, se lembra de 15 da lista assassinados. Alfredo Correa de Andreis, Zully Codina, Fernando Pisciotti, entre eles. Tampouco se recorda que viajou a Costa Rica para perseguir um médico colombiano refugiado nesse país fazia 7 anos. Ah!, “Jorgito”, que problema com os neurônios!

“Jorgito” – o “bom rapaz” – só se lembra que ele tem “birra”, ódio, “o tenho na mira”, etc. ao vice Fachito Santos, porque, segundo ele, “Jorgito”, foi culpável Fachito de que se lhe prejudicassem todos os negócios, de que a “Conchi” não possa estar ao lado de Alva-raco Uribe – aconselhando-o e “amamentando-o” com cuidado e amor – e de que Álva-raquito Araújo Castro esteja preso e seu pai, Álvaro Araújo Noguera, esteja “pagando esconderijo a peso”. Está, ademais, irritado porque, com todo este escândalo, não pode “farrear” com seu artista preferido: Poncho “paraco” Zuleta.

O “alzheimer” dos narco-paracos

Porém, como dizem nos povoados: “o mau é o que se pega”. Agora resulta que Salvatore Mancuso não se recorda dos 6.000 campesinos e indígenas que assassinou no Catatumbo e na Costa.

Ernesto Báez tampouco se lembra de nada e vem com o “conto chinês” de que as FARC não deram baixa ao assassino narco-paraco Fidel Castaño, senão que a seu irmão. E trata de surpreender dizendo que os Castaño são uma família de incestuosos e fratricidas. Nada estranho seria isso, porém do que se trata é de confessar os assassinatos por ele cometidos, e aí Báez começa a sofrer de demência.

Ramón Isaza, o pobrezinho, não “relembra nada” porque está sofrendo de Alzheimer, e agora se “lembra”, num momento de lucidez, que assassinou a 77 colombianos. Não recorda quantos assassinou – dando rédea solta a sua crueldade – no Magdalena Médio.

“Jorge 40” – aliás, Rodrigo Tovar Pupo – tampouco se lembra de nada. Hernando Molina, governador do César, também tem Alzheimer. Igual Trino Luna Correa, narcoparaco de velha data, quem está por trás do assassinato de Fernando Pisciotti. O que parece que, sim, se lembra é “Don Antonio” e vai relatando – sem sentimentos e com imensa perversidade, como evidência de sua mente criminal – os crimes cometidos por ele, que são também responsabilidade de “Jorge 40”, toda vez que ele era seu chefe e se aplicamos o mesmo princípio com que os Estados Unidos estão julgando a Simón Trinidad. “Todos os membros de uma organização terrorista são responsáveis por todos os atos dessa organização”.

Cura radical para o “alzheimer oficial”

Tal tese devemos aplicá-la a todos os presidentes colombianos sem exceção e os juristas deveriam instaurar demandas ante a Corte Penal Internacional, toda vez que estes são crimes de Lesa-Humanidade.

Sabemos que todos os funcionários do Estado colombiano padecem da epidemia de Alzheimer. E o que dela não padece, descartam-no. Os J. M. Santos, os generais Montoya, Naranjo, Castro, todos “esquecem” os carregamentos de cocaína que se lhes “caem”. Outras vezes “esquecem” suas próprias mentiras: como dizer que as FARC são donas de 20 toneladas – que logo se reduziram (será porque os encarregados de cuidá-la a “aspiraram”? – “confiscadas” em Nariño, precisamente agora que Alva-raco Uribe está mendigando uma vez mais em Washington.

Os colombianos sabemos de sobra que poderemos aplicar a verdadeira justiça na Nova Colômbia que estamos construindo. Nessa Nova Colômbia descobriremos a “cura radical” para a demência fingida, o Alzheimer falso, dos criminais estatais. E, nesse dia, os 13.000 desaparecidos poderão ser enterrados e suas famílias poderão recuperar a paz e realizar sua pena para recuperar sua vida. Nesse dia faremos justiça e castigaremos os responsáveis do Terrorismo de Estado que assassinou 150.000 colombianos desde 1964.

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sábado, 19 de maio de 2007

Duas breves mensagens

Uma, a negativa do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore de sequer compartilhar de um discreto assento em uma mesa-redonda ou deixar-se fotografar de forma comprometedora com o “patrão”. A outra é o comunicado do centro vocacional de Itaguí… Escreve Pinzón Sánchez.



[Alberto Pinzón Sánchez/ANNCOL]

Dois danos paralelos irreparáveis, em forma de breves mensagens, atingiram o presidente da Colômbia Don Alvarito, apenas concluído o estrondo causado pelo debate do senador Petro.

Uma, a negativa do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore de sequer compartilhar de um discreto assento em uma mesa-redonda ou deixar-se fotografar de forma comprometedora com ele (mesmo que o Patrão não exiba a mochila que não quiseram receber no Vaticano, nem poncho, nem sombreiro) e até que a justiça COMPETENTE esclareça as denúncias públicas apresentadas no “recinto da democracia colombiana”.

E outra, o comunicado imediato firmado por toda a cúpula narco-paramilitar reunida no centro vocacional de Itaguí, onde, ao acolher a proposta do senador Petro por um acordo pela verdade, desmontaram-se finalmente do despedaçado partido de hienas uribistas que os representava e admitiram que o processo de sua “legalização” política e econômica com a chamada lei de justiça e paz foi outro dos fracassos do regime da segurança democrática.

O velho argumento escolástico e clerical com que o militarismo colombiano tem justificado durante séculos sua prática da matança, conhecida na técnica judicial de Godofredo Cínico Caspa com a latinice Ad Hominem, isto é: “Uribe, assim como São Jorge e seus cruzados, encabeçados pelo apóstolo Santiago, são bons, porque Petro e a oposição são maus e guerrilheiros”, esgrimido pelo primo Obdulio e seus sequazes para sabotar o debate anunciado; de nada serviu.

A opinião pública mundial, que conhece funcionando o que é a justiça competente, como um poder independente da Democracia desenhada por Montesquieu, ao ouvir a argumentação do senador Petro, não em um anônimo, nem em uma praça de mercado ou em uma galeria, mas no que eles mesmos chamaram “o recinto por excelência da Democracia”, disse com simplicidade o que o ex-vice-presidente Al Gore disse: “A justiça competente deve esclarecer o denunciado”. Não com intrigas em Miami, ou com desculpas e comentários insípidos em calculadas rodas de imprensa em horas de pico em Bogotá, nem com a justiça impune de Luis Camilo, e sim a verdade judicial “competente”; cristalina.

Com o qual, a outra tática nazista de “confundir política com justiça” que serviu ao miniführer Uribe Vélez para montar sua malha de poder midiático e militarista ficou escancarada. São políticos os genocídios paramilitares? É política a lei de justiça e paz? Tem foro judicial o bom-moço Jorgito Noguera, diretor da polícia política do presidente? São os parlamentares narco-para-uribistas delinqüentes políticos ou comuns? São jurídicas ou políticas as Convivir oficiais? Está abrigado por foro presidencial o apóstolo Santiago Uribe? E assim sucessivamente.

O fato é que Al Gore, sendo vice-presidente de Clinton, conheceu em 1997 e em detalhe a geoestratégia contida no Plano Colômbia. Eram tempos nos quais o bipartidarismo estadunidense (democratas/republicanos) não tinham as diferenças que têm hoje e por isso foi fácil sua aprovação no Congresso. A guerra energética no Iraque não havia começado e a equação petróleo/sangue favorecia a família petroleira dos Bush. A busca por biocombustíveis (palma de azeite + etanol de vegetais) não era ainda uma necessidade imperiosa. O petróleo estava aí: na Ásia central e na bolsa andino-amazônica das cinco fronteira cruzadas pelo rio Putamayo. Não era prudente tomar-lhe. Porém, 10 anos depois as coisas já não são dessa forma. Iraque não se deixou e a região andino-amazônica tampouco é pão comido.

Dentre os vários mega-projetos que incubava em 1997 o Plano Colômbia, um consistia em converter as melhores terras planas da Colômbia, em um Deserto Verde de palma africana ou de azeite, e seu principal cruzado era o governador de Antioquia, Don Alvarito, um próspero empresário agrícola palmicultor de latifúndios e plantações no Urabá antióquio e chocoano.

Até aí a coisa ia bem. O problema surgiu quando se iniciou a “aquisição de terras” para as plantações a ponta de moto-serra paramilitar e lançando veneno “Monsanto” de aviões militares às pequenas culturas de “pan coger”. Desapareceram ou morreram mais de 20.000 pessoas, foram expulsos à força mais de quatro milhões de colombianos especialmente camponeses, colonos, indígenas e afro-descendentes. Veio a fome coletiva e se originou uma tenaz resistência popular contra o despojo agrário, o ecocídio e a catástrofe humanitária, que não puderam ser ocultados diante da opinião democrática estadunidense, nem pelo novo discurso ecologista do ex-vice-presidente Al Gore.

Há, pois, na Colômbia, contradições entre grandes interesses econômicos transnacionais ligados aos recursos energéticos globais, como o petróleo e os biocombustíveis (palma de azeite + etanol vegeta), revestidos demagogicamente de interesses “ecologistas e humanitários no planeta Terra”. Não é, como o querem apresentar os meios de comunicação uribistas, uma simples disputa eleitoreira entre republicanos e democratas pelas próximas eleições estadunidenses.

Não obstante, é evidente que, por fim, o conflito colombiano chegou à opinião pública estadunidense, cada dia mais preocupada pelas mortes que estão causando as aventuras belicosas de Bush e seus lacaios no mundo, e que o moinho da política nos EUA, que têm duas grandes rodas girando e recebendo permanentemente suculentas canas para logo cuspi-las como simples bagaço, meteu entre seus dentes de maneira irreversível, o miniführer Uribe Vélez de onde sairá irremediavelmente moído.

Dando-nos a todos a mensagem de que o pêndulo da história na Colômbia começou seu retorno em sentido contrário ao da paz mafiosa desenhada na guerra imperial contra o terrorismo e as drogas, que batizaram com o sonoro e vergonhoso nome d Plano Colômbia, mas que em realidade era a consolidação e legalização do regime dos 2.313 grandes proprietários rurais e dos 300 exclusivos acionistas da bolsa de Bogotá.

Que fazer diante destas aceleradas transformações da realidade na Colômbia?

O que disse o maior lutador antifascista no próprio seio do parlamento berlinense quando esse era o recinto da democracia (?) de Hitler: “luta de massas e nada de aventuras!”

Primeiro de Maio unitário e massivo. Greve cívica nacional e saída política ao conflito armado colombiano. O sentido da crise é nosso. Basta olhar a foto do exemplo vivente do militarismo colombiano, o outrora invencível general Valencia Tovar, dando (depois de 42 anos) explicações dissimuladas e senis sobre o seqüestro do cadáver do sacerdote Camilo Torres, para entender as palavras do poeta comunista Bertold Bretch: “A crise se produz quando o velho não acaba de morrer e o novo não acaba de nascer”.

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sexta-feira, 18 de maio de 2007

Histórias de horror

Se a descoberta dos cadáveres de milhares e milhares de colombianos impressiona, deverá impressionar mais o que aconteceu antes que fossem assassinados ou falecessem, produto das terríveis torturas e depravações a que foram submetidos nessas orgias de sangue das quais muito pouco se conhece. A Colômbia da oligarquia colombiana é um país onde os assassinos e genocidas andam livres pelas ruas e dos quais, suas manipuladas pesquisas nos dizem, os torturados e os assassinos os apoiam cada dia mais.

Terrorismo de Estado!


[Miguel Suárez *]

Por estes dias os meios de informação e de desinformação mostram algumas das impressionantes fotos das valas comuns e dos cadáveres produto dos massacres a que tem sido submetido o povo colombiano. Fotos que causam o estupor de muitos, que aterrorizados se perguntam como pôde acontecer isto nessa suposta democracia.

Se a descoberta dos cadáveres de milhares e milhares de colombianos impressiona, deverá impressionar mais o que aconteceu antes que fossem assassinados ou falecessem produto das terríveis torturas e depravações a que foram submetidos nessas orgias de sangue das quais muito pouco se conhece.

Toda essa orgia de sangue tem sido patrocinada pela oligarquia colombiana, dentro de sua estratégia de guerra de baixa intensidade, que tem como inimigo o povo e que é levada a cabo pelos aparatos de repressão do estado, incluídos seus grupos paramilitares.

Essa sangria não começou com Álvaro Uribe, aprofundou-se com ele, que não é tampouco um recém-chegado à horrível noite, já que desde meados dos anos 70, faz parte dessa máfia que semeia o terror por todo o país.

Essa política terrorista tem sido aplicada ao povo colombiano há muitos anos. Começou alguns meses depois da declaração de independência.

Por exemplo, Rafael Nuñez, várias vezes presidente dos Estados Unidos da Colômbia e a República da Colômbia, e autor, além disso, da letra do Hino Nacional que reza o fim da horrível noite, foi um dos que começou, já que foi em seu tempo o promotor de uma lei conhecida como a “lei dos Cavalos”, de repressão e perseguição contra a oposição.

Por sua vez, Rafael Nuñez parece ter sido a fonte de inspiração ideológica do “Estatuto de Segurança” Julio Cesar Tutbay Ayala, que levou à prisão milhares de colombianos, entre eles, o professor Luis Vidales, Prêmio Nacional de Poesia e obrigou Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel de Literatura, a abandonar o país de maneira precipitada.

Talvez pelo nome de “Lei dos Cavalos”, Turbay Ayala, com a assessoria dos Generais Reveiz Pizarro e Vega Uribe, converteu as cavalariças de Usaquen em centro de torturas. Turbay é, por sua vez, o inspirador de Álvaro Uribe. Vélez que emprestou o espírito terrorista do estatuto de segurança que agora é chamado de segurança democrática.

Na chamada violência, que deixou mais de 300 mil colombianos assassinados, se contavam histórias como a do corte de franela e o corte de corbata, que consistiam, o primeiro em cortar a cabeça da vítima e o segundo, em abrir-lhe um buraco na garganta, arrancar-lhes a língua por ali e deixá-los morrer sangrando. Também se conta de trens com vagões cheios de mortos para serem atirados ao mar.

Dos tempos da violência herdamos ditos populares colombianos como o que diz “Em minha terra se esquenta a água a tiros” ou o de que “Em minha casa se fecham as portas com mortos”.

Nesse tempo, quando não existiam guerrilhas, os massacres não eram cometidos pelas chamadas AUC, mas pelos “Pájaros e Chumavitas”, os paramilitares daqueles tempos.

O diário El Tiempo, publicou no 24 de abril passado (2007) um artigo intitulado “A Colômbia procura 10.000 mortos”, poderíamos dizer que seus cadáveres estão aparecendo hoje, não graças ao governo de Uribe que tem feito todos os esforços para esconder essas atrocidades, mas graças a pressão de diferentes organizações nacionais e internacionais e que a Corte Suprema de Justiça, obrigou a que se os narcotraficantes quisessem benefícios da tal lei de justiça e paz, deveriam dizer a verdade, da qual até agora tem sido contada uma mínima parte.

No artigo, um dos supostos paramilitares contava que seus chefes, entre os quais deve-se incluir pelo menos o irmão de Álvaro Uribe Vélez, Santiago, organizavam cursos de treinamentos onde utilizavam pessoas que eram levadas até seus campos de treinamento para serem golpeadas vivas.

O suposto paramilitar revelou que nesses cursos eram levadas “pessoas de idade que levavam em caminhões, vivas, amarradas (...) eram separadas em grupos de cinco (...) as instruções eram arrancar-lhes o braço, a cabeça...esquartejá-las vivas”.

Depois dessas “escolas do terror”, estes homens, em nome dessa oligarquia, saíam para aplicar o aprendido contra os colombianos desarmados buscando com eles conter o protesto social e para desvertebrar organizações como a União Patriótica, numa série de atos de barbárie que estão marcadas nas cicatrizes do povo colombiano e que por seu sadismo podemos destacar.

O massacre do município de Trujillo, departamento do Vale do Cauca, em 1990, onde 52 pessoas foram vítimas de uma cadeia de ações criminosas nas quais participaram membros dos aparatos de repressão dessa oligarquia com seus grupos paramilitares.

Uma testemunha do que aconteceu contava que “General Maior do Exército punha-lhes no rosto um jato de água com pressão com mangueira, levantava-lhes as unhas com navalha, arranca-lhes pedaços da planta dos pés com cortador de unhas, corta-os e coloca sal, depois com um maçarico de gasolina que lança chama os queimam em diferentes partes do corpo e a carne se parte e levanta cascões, coloca o jorro da chama na zona genital, corta seus pênis e testículos e enfia na boca das mesmas vítimas e finalmente os esquerteja com uma motoserra e ao fazer isto, os torturadores gritavam 'Ai homem!'”.

Depois iam separando as partes uma por uma… dizia a testemunha ”eu vi os cadáveres, foi quando estavam fechando a perua, estavam dentro de sacos. Eram cerca de doze sacos, num saco estavam os troncos e noutro, as cabeças.

Uma dessas 52 pessoas foi o sacerdote jesuíta Tibério de Jesús Fernández Mafla. Seu cadáver foi encontrado em 23 de abril por um morador no Río Cauca, sem cabeça, abertos o tórax e o abdomem com uma motoserra, mutilado e castrado com os mais aterradores signos de crueldade.

Na própria Bogotá, no município de Suba, membros da polícia da oligarquia colombiana, em 12 de maio de 1993, como a neve da noite, invadiram a casa da família Meléndez, em Santa María del Lago, no noroeste de Bogotá, algemando-os na entrada de casa, minutos depois os meios de densinformação os apresentaram como delinqüentes mortos.

A polícia apresentou ao país como uma grande operação contra uma Quadrilha de 12 assaltantes e assim ficou registrado nos meios de comunicação.

Em 23 de setembro de 2001, às cinco e trinta da manhã, homens que lançavam gritos de morte e proferiam maldições, destruíram a tiros de fusil a porta da casa de Monguí Jerez SuÁrez, humilde mulher santadereana de origem camponesa, no município de San Pablo, Bolívar.

Os instantes de horror foram breves, porém contundentes. Quando ela percebeu o que acontecia, estavam mortos nos chão, seu filho Nelson Alirio Hernández de apenas oito anos, e seu companheiro Florentino Castellanos de trinta e oito, trabalhador do município, atingido por vários tiros de fusil.

Ela tinha perdido por completo seu braço esquerdo, e uma perna ficava presa apenas pela pele.

O comandante da operação, um tal Arriaga, depois do êxito da mesma e como prêmio a esses homens, deu autorização para fazer pilhagem.

Em 27 de fevereiro de 1997, os moradores de Bijao del Cacarica, foram obrigados a presenciar uma macabra partida de futebol entre os soldados do exército de ocupação da oligarquia colombiana e seus grupos paramilitares.

O jornalista Fernando Garavito contava: “Uma vez reunidas as duas equipes, o árbitro fez soar seu apito. Cada uma das equipes ocupou seu posto estratégico no terreno do jogo. Então, um ajudante trouxe até o centro da quadra uma bolsa de palha, e jogou seu conteúdo em um ponto equidistante entre os encarregados de fazer o primeiro disparo. Os que assistiam deixaram escapar um grito de horror. A bola com a qual jogariam os times era a cabeça de Marino López, um de seus amigos.

Durante longos minutos o único ruído que puderam perceber os habitantes foi o dos chutes que davam os jogadores contra o crânio destroçado.”

Esse foi o começo do ano de terror que se viveu em 1997, quando Álvaro Uribe Vélez, era governador de Antioquia. “Em 4 de abril de 1997, na região de Cacarica, um comando de militares e paramilitares acantonados em Apartadó, abriram o ventre de Daniel Pino diante de observadores internacionais que haviam chegado dias antes à região para comprovar algumas denúncias relacionadas com os atropelos ao direitos humanos.

Tentando deter o derrame de sues intestinos, o camponês agonizou durante uma hora sem que ninguém pudesse ajudá-lo”.

Outro relato dessa horrível noite que ainda não cessou disse “o garoto, com a camisa azul rasgada e sua bermuda na altura dos joelhos que se haviam manchado de vermelho. O menino olhava com seus olhos inocentes para o céu com a expressão: por que? O menino de apenas oito anos morreu sangrando devido a marretada que seus assassinos paramilitares da oligarquia colombiana, lhe haviam feito quando lhe cortaram o pênis.

Seu crime? Ser filho de Carlos Julián Vélez, dirigente da União Patriótica, (UP) do Departamento de Meta. Toda sua família foi massacrada nesse dia de terror.

Estas histórias de terror, e muitas mais tem sido de maneira “habilidosa” ocultada ao povo colombiano e ao mundo, que pouco conhece dessa “horrível noite” a que nos tem submetido essa oligarquia assassina.

Por isso o escritor colombiano Fernando Vallejo disse que renunciava à cidadania colombiana porque este é um país assassino, referindo-se à oligarquia colombiana que assassina de maneira mais impune e continua fingindo não saber de nada de seus crimes.

A Colômbia da oligarquia colombiana é um país onde “os assassinos e genocidas andam livres pelas ruas” e dos quais, suas manipuladas pesquisas nos dizem que os torturados e os assassinados os apoiam cada dia mais.

Se alguns se comoveram com as fotos das valas e covas deverão comover-se ainda mais com estas horríveis histórias, e deveriam comover-se ao máximo, sabendo que nestes momentos, em Caquetá, em Nariño, em Arauca e em geral por toda a Colômbia, se estão repetindo essas aberrações contra o desarmado povo colombiano.

Sim! Estão se repetindo com o mesmo sadismo e não fazemos nada, há crianças que estão sendo submetidas às mais selvagens torturas assim como seus pais, irmãos e filhos, jovens e velhos.

Se histórias de horror foram contadas com as ditaduras do cone sul, as da democracia mais velha da América são muito mais terríveis, e os colombianos seguimos vivendo nessa horrível noite que inaugurou Nuñes, continuou Turbay e hoje aprofunda Álvaro Uribe Vélez

* Diretor da Rádio Café Stereo
http://www.ajpl.nu/radio


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A ira do Ubérrimo **

Uribe tem dito ao mundo que graças a sua “Segurança Democrática” hoje se pode dormir com as portas abertas, enquanto ele governa escondido dos quartéis, como fez de Cali, e que derrotou a guerrilha que, segundo eles, colocou uma bomba no Cantão Norte, coração militar dessa máfia, destruiu a sede delinquencial da polícia em Cali e pela segunda vez deixou mais de 70% do país sem energia elétrica, à parte dos combates travados diariamente e que são ocultados pelos meios de desinformação.


Uribe Vélez em viagem de mentiras por Washington!


[Miguel Suárez *]

O debate sobre o paramilitarismo em Antioquia, durante o tempo em que Álvaro Uribe governou esse estado, tocou as raízes do atual paramiliatrismo e os nervos do patrão, o Ubérrimo, Álvaro Uribe Vélez, que em um ataque de ira, alegando os “superiores interesses da nação” chamou uma coletiva de imprensa onde expressou o seu ódio, ato seguido deflagrou uma feroz perseguição à oposição desarmada.

Como conseqüência dos contínuos desmandos da oligarquia colombiana, que com Álvaro Uribe como porta-estandarte pretenderam enganar o mundo pintando uma Colômbia que não existe, onde o presidente dessa oligarquia, aliado com a máfia, pretende fazer crer a tírios e troianos que a situação melhorou na Colômbia, alegando mil falsidades, seu desprestígio tem crescido aceleradamente, e crescerá como uma bola de neve em sua viagem ao despenhadeiro.

Uribe tem dito ao mundo que graças a sua “Segurança Democrática” hoje se pode dormir com as portas abertas, enquanto ele governa escondido dos quartéis, como fez de Cali, e que derrotou a guerrilha que, segundo eles, colocou uma bomba no Cantão Norte, coração militar dessa máfia, destruiu a sede delinquencial da polícia em Cali e pela segunda vez deixou mais de 70% do país sem energia elétrica, à parte dos combates travados diariamente e que são ocultados pelos meios de desinformação.

Com mentiras como que já quase não são assassinados jornalistas, pretendem mostrar uma democracia que não existe, quando a realidade é que o povo tem aprendido e agora ante qualquer sinal de ameaça estes ou se escondem, vão para a guerrilha ou saem do país, se esquivando assim da morte.

Em Antioquia, nos anos de governo Álvaro Uribe, militares e paramiliatares jogaram futebol com a cabeça de um colombiano que foi decepada minutos antes em frente à toda a comunidade.

Em Antioquia, nos anos do governo de Álvaro Uribe Vélez, os paramilitares decapitaram um menino e a jogaram a cabeça na prefeitura do povoado. Também esquartejaram camponeses nas terras de Ubérrimo.

Em Antioquia, nos anos de governo de Álvaro Uribe, militares, paramiliatares e multinacionais, assassinaram centenas de sindicalistas e dirigentes populares.

Álvaro Uribe, não é o primeiro e provavelmente será o último assassino a chegar à presidência da Colômbia dos bandidos. A história da violência da oligarquia colombiana contra o povo, nos conta que outro representante dessa oligarquia assassina, o general Francisco de Paula Santander, quem assumiu a presidência da Colômbia em 1832, em setembro de 1828 dirigiu a tentativa de assassinato ao General dos Generais, Simón Bolívar.

Também nos conta a história que José Maria Obando, fiel representante dessa rançosa oligarquia, foi eleito presidente com o apoio das “Sociedades Democráticas dos Artesãos” em 1853, foi o autor intelectual do assassinato do general patriota Francisco José de Sucre ocorrido em 04 de junho de 1830.

As fotos de ambos os delinquentes, presidentes dessa oligarquia assassina, cobrem as paredes do chamado Palácio de Nariño, de onde faz o mesmo que eles, Álvaro Uribe.

Hoje no país há duas colombias, a deles, os delinqüentes que cortam cabeças e a do povo que horrorizado vê cortarem a cabeça de sua gente se organiza e luta.

Essa mafia alega que os culpados dos males do país, são quem denuncia a nível nacional e internacional o que aqui ocorre. Segundo eles os culpados são os assassinados e não os assassinos protegidos por Uribe e seu séqüito.

Não, não são os culpados do desprestígio da Colômbia, da Colômbia deles, os que contam as barbáries dos que mal governam. Os culpados são eles, que mal governam e que mandam assassinar colombianos.

Uribe e seu entorno mafioso, pretendem imputar a culpa dos fatos aos mensageiros or contar ao mundo o que eles vem fazendo há mais de cem anos contra o povo colombiano.

Não são culpados os do Polo, nem os Comunistas, como tão pouco são culpados os exilados da Associação Jaime Pardo Leal, que contam e denunciam, os culpados são eles, sua intolerância e sua violência que gerou uma matança de cerca de 200mil colombianos, depois de 1950, com o agravante de que os maiores assassinos são premiados com medalhas de Boyacá e até os nomeiam presidentes. Francisco de Paula Santander, José María Obando, Álvaro Uribe Vélez e o senador uribista Álvaro Garcia que, enquanto aprovava leis, ordenava os massacres, são exemplos claros dessa estirpe.

Para dissimular sua espinhosa situação, Uribe ataca com soberba e trata a todos os seus opositores como “guerrilheiros” e outras vezes põe a cara de inocente pombinha tratando de cativar incautos.

Quando dava um coletiva de imprensa com a senhora Michelle Bachelet, presidenta do Chile, foi notório o susto dela quando Uribe, encolerizado agredia um jornalista. O mesmo caso se deu em Miami ao terminar sua série de mentiras se despediu sorridente e com voz de anjinho.

Sem importar-le o protesto internacional, estimulado pelo respaldo de seu “amigo” Bush, Uribe furibundo, iniciou outra caça às bruxas, em vingança pelas denúncias de sua vinculação e a de sua família com o narcotráfico.

A caça às bruxas foi antecedida pela informação de que o governo da “Segurança Democrática” investiga a oposição. Segundo um deslize, o irado presidente dos narcotraficantes, Álvaro Uribe Vélez, em uma coletiva de imprensa deixou entrever que o governo da “Segurança Democrática” investiga a oposição desarmada, buscando criminalizar-los.

Diante de uma pregunta do jornalista Darío Fernando Patiño, do canal Caracol, Uribe disse: “Eu tenho provas, que não vou revelar, são da inteligência militar e policial, de algumas pessoas que forma aos EEUU”.

Ante essas declarações o Partido Liberal pediu para investigar a espionagem à oposição e ao presidente do Pólo Democrático Alternativo, Carlos Gavíria disse que “Está em marcha uma caça as bruxas contra o Pólo”.

Alguns dias depois, sob ridículos pretextos, uma Fiscal ao serviço do terrorismo de estado, autorizou a invasão do escritório do senador Gustavo Petro no Congresso, onde se encontram os arquivos do recente debate sobre a “parapolítica” em Antioquia. A invasão e a tentativa de roubo dos documentos foi frustrada pela rápida denuncia do fato.

O parlamentar denunciou um aumento das ameaças de morte contra o seu irmão e sua mãe após o debate sobre o Para-Uribismo

O senador Gustavo Petro assegurou (070423) que um coronel aposentado do exército, contratador do governo e de uma empresa carbonífera, contratou em janeiro um grupo de matadores para assassiná-lo.

Também está ameaçada a Senadora Liberal Piedad Córdoba, a quem a “segurança democrática” desapareceu com uma filha, assim como o Partido Comunista Colombiano, que teve assassinados uns 200 de seus militantes durante o desgoverno de Álvaro Uribe Vélez, denunciou que na tarde de 24 de abril um motociclista anônimo contou-lhes da intenção de explodir a edificação sede desse partido em Bogotá.

Como antecedentes os comunistas citaram as distintas expressões de Álvaro Uribe em relação à União Patriótica, as recentes manifestações contrárias do senador Wilson Borja e do Diretor do Semanário VOZ, Carlos Lozano.

O que ocasionou a ira do ubérrimo, e segundo ele, lesionou os “interesses superiores da pátria”, foi o fato do senador Petro ter mostrado uma foto na qual seu irmãozinho, o narcoparamilitar Santiago Uribe, posava junto ao narcotraficante Fábio Ochoa É uma foto tomada em público, é certo, mas o que o mundo se pergunta é pelas amizades do presidente da oligarquia colombiana e sua família.

Álvaro Uribe Sierra, padre de Álvaro Uribe e de Santiago Uribe, também tem uma foto publica. Segundo uma foto publicada pela Revista “EL Enano” na qual Uribe Sierra, na cidade de Marizales, posava com o narcotraficante Fábio Ochoa, com quem tem ligações familiares.

Segundo o historiador Julio Cesar Garcia, o Uberrimo, Álvaro Uribe Vélez, tem vínculos familiares com os narctraficantes Ochoa Vásquez, com Pablo Escobar e com alguns dos delinquentes que passaram por seu desgoverno.

A perseguição do Ubérrimo à oposição causou o rechaço do parlamento europeu que mediante uma carta onde expressam “com assombro e grande preocupação e indignação”, pelos ataques e perseguições à oposição.

A ira do Ubérrimo chegou sua horda que só no estado de Arauca, segundo denúncia da Fundação de Direitos Humanos “Joel Sierra”, só em dez dias assassinou 13 camponeses.

A ira do Ubérrimo é a ira dessa oligarquia, que por mais de cem anos vem aplicando a violência para manter seus privilégios, Ira que antes era aplicada por terra-tenentes escravistas e pró-imperialistas e hoje é aplicada por terra-tenentes narcotraficantes e imperialistas.

A ira do Ubérrimo é a ira dos mafiosos, que escondidos em seus quartéis perseguem e assassinam colombianos.

* Diretor do Radio Café Stéreo
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** O apelido do Ubérrimo é dado a Álvaro Uribe Vélez, devido ao nome de uma de suas fazendas, com cerca de 2 mil hectares e dedicada à cria de vacas, fazenda que limita com a do narcotraficante Salvatore Mancuso.