"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O respeito e a defesa à vida

O Intercâmbio Humanitário colocou no centro da vida nacional vários temas ocultos. Temas que os governos oligárquicos, e este do narco-paramilitar presidente não é exceção, tentaram esconder da população.

Em primeiro lugar, temos o respeito e defesa da vida. A oligarquia -e nela englobamos a mafiosa- violou sistematicamente e frequentemente esse direito. A prática do Terrorismo de Estado, que se traduziu em massacres, execuções extrajudiciais e desaparecimentos forçados, demonstra claramente o desrespeito desse direito humano fundamental, porque sem vida é impossível desfrutar dos outros direitos humanos.

Essa violações têm produzido uma orgia de sangue que tomou o território nacional. As cifras são aterradoras pelo desprezo à vida humana por parte do Estado. Desde 1986 até 2006, de Barco até Uribe Vélez (5 mandatos presidenciais), se produziram na Colômbia 3.726 massacres, 8.003 desaparecimentos forçados e 28.245 execuções extrajudiciais (ver abaixo).


Massacres / Desaparecimentos / Execuções

  • BARCO 264 / 500 / S.D
  • GAVIRIA S.D / 674 / 7.865
  • SAMPER 825 / 1.093 / 1.316
  • PASTRANA 2.317 / 4.213 / 13.839
  • URIBE 500 / 1.613 / 5.155


O desrespeito à vida produziu a degradação do conflito colombiano. Degradação que ocorreu por conta da oligarquia. As guerrilhas, especialmente as FARC, têm sido sempre defensoras do direito à vida. Precisamente elas nascem no dia 27 de maio de 1964 vítimas de um ataque militar calculado em 16.000 soldados e utilização da aviação e guerra biológica (‘peste negra’).

E em resposta à essa agressão com a pretensão do extermínio físico dos 48 camponeses marquetalianos, nascem as FARC, que colocou no centro do debate o “respeito do direito à vida”. São as FARC que planejaram desde sempre a busca de uma saída política ao conflito político, social e armado que padece a Colômbia por conta da oligarquia e o império estadunidense. São, incrivelmente, os agredidos, os guerrilheiros, que planejam o respeito do direito à vida e à Paz. Porque as FARC enfrentaram ‘fuzil contra fuzil’ por não haver permitido a oligarquia outra forma de fazer política. As FARC são a conseqüência e o Estado a causa.

Os seguintes presidentes colombianos tomam em suas mãos a guerra declarada às FARC e persistem em suas tentativas do extermínio físico desses lutadores populares. Declararam uma guerra que não terminou. Cada qual coloca seu nome pomposo. Tal como fez o atual presidente colombiano, Álvaro Uribe Vélez, que continua assassinando agora não só aos colombianos -11.282, segundo o Observatório de Direitos Humanos, em seus primeiros 4 anos-, mas que na atual conjuntura não hesita em assassinar também aos próprios funcionários e políticos detidos pelas FARC. Para isso ele leva adiante o Plano Colômbia (Plano Patriota, Plano Consolidação), e nesse ano de 2008 gastará 6.5% do PIB nisso.

Militares e narco-paramilitares, mandados por oligarcas, detentores de terras, ‘classe política’, empresários e máfia, convertem o assassinato na forma para manter-se no poder. Esse assassinato adquire conotações patológicas, doentes, como a figura do ‘assassino da moto-serra’ e os ‘arranca-cabeças’, que inclusive jogavam futebol com as cabeças dos mortos e arrancavam os órgãos genitais das crianças para que ‘morresse a semente’.

Sob uma maniqueísta obrigação constitucional, Uribhitler ordena ‘resgates à sangue e fogo’ e agora a modalidade do ‘cerco de zonas guerrilheiras onde estejam os detidos’. Tal maniqueísmo esquece, conscientemente, que não há bem maior do que a vida humana. E à ela se submetem os outros valores. Nenhum está acima desse.

Definitivamente o Intercâmbio Humanitário, e as FARC, desmascararam a essência do regime uribiano. É totalmente desumano. Está totalmente desumanizado e sua essência é que são “homo sapiens demens”. E sabemos que o ‘demens’ tem toda sua escala de valores alterada. E não haverá tratamento que faça ele voltar à “normalidade”. Quem sabe uma larga estadia em hospital psiquiátrico. Pela vida toda!

Nosso Libertador disse ao general Briceño em carta enviada no dia 1º de janeiro de 1817:

“A fortuna não deve lutar vencedora contra quem a morte não intimida; e a vida não tem preço senão o tanto que é gloriosa.”

Simon Bolívar

Classe política e narco-paramilitarismo



O narco-paramilitarismo é uma política de Estado. Por ser uma política de estado possui íntimos laços com todas as instâncias da sociedade. Militares –seus pais e criadores diretos-, classe política, empresários, máfia, etc.

O narco-paramilitarismo uribista tem Uribhitler até nos ossos. O está asfixiando e provoca nele “choque de trens para tratar de distrair a atenção. Mas, pouco a pouco, as verdades verdadeiras vão aparecendo na superfície. Mas como quando quem fala é um mafioso que favorece à eles, então não criam caso; mas quando não lhes favorece é um ‘delinquente’, então os desqualificam com epítetos. Como fizeram com García.

Salvatore Mancuso ameaçou dizer os nomes dos empresários ligados ao narco-paramilitarismo. Fem com que todos tremessem. Mas ficou na ameaça. Preferiu fazer silêncio ou mandaram ele se calar.

Agora o chefe paramilitar que se chama H.H., ameaça dizer quem são os políticos pertencentes ao narco-paramilitarismo na zona do Valle del Cauca e arredores. Em entrevista dada ao jornal El País de Cali o narco-paramilitar disse muitas coisas, algumas verdades, algumas mentiras, mas leia e tire suas próprias conclusões:

...”Como foram as relações com os políticos do Valle?

...Tínhamos relações com políticos da região. Os políticos nesse país se aliam com quem quer que seja para chegar ao poder. Nós tínhamos um domínio nas comunidades e os ajudávamos para que essa população os apoiasse.

...Entre esses políticos estão pessoas que atualmente desempenham altos cargos no governo e no congresso?

...Claro que sim, mas o direi quando estiver na Justiça através da Lei de Justiça e Paz.

...Em uma de suas versões livres, você falou de Juan José Chaux, ex-governador do Cauca e atual embaixador nos Países Baixos. Que relação ele teve com as auto-defesas?

...Estamos esclarecendo isso com os fiscais e explicar porque aconteceu a reunião de Chaux conosco.

...Essa reunião foi quando era governador?

...Não, antes.

...Você tem falado de uma relação com Bayron Carvajal?

...O conheci quando era capitão em Urabá. Já declarei que ele teve vínculos com as AUC, mas não tenho conhecimento do ocorrido no caso Jamundí.

...Patrulharam ou cometeram crimes?

...Patrulhamos juntos. Contarei quais operações fiz com Bayron, quais houveram baixas e qual foi a relação dele.

...Edith Montilla é uma ex-representante na Câmara del Cauca que você mencionou em sua versão?

...A mencionei porque se reuniu com uns membros das auto-defesas, eu estaria lá, mas não consegui chegar e meus homens se reuniram com ela.

...Você falou que em Urabá, entre 1995 e 1996 houveram 1.200 homicídios. No Valle a situação foi similar?

...Não, em Urabá foi diferente. Ainda que no Valle tenha acontecido também muitas mortes; desde o setor de Barragan até Buga e Bolo Azul, a entrada foi muito difícil.

...Como confirmavam os vínculos com a subversão das pessoas que matavam?

...Através de informação de inteligência e de dados das comunidades. As comunidades também têm responsabilidade em muitos dos erros porque acusavam as pessoas para que nós as matássemos, mas aconteceram casos que, depois de mortos, ficamos sabendo que se tratavam de problemas pessoais.

...Na parte alta de Florida aconteceu o assassinato de um líder indígena com sua esposa e seu filho?

...Não tenho conhecimento desse caso, havia uma orientação de que não se podia fazer nada com as crianças. Mas em muitas oportunidades erros foram cometidos e morreram pessoas que não deviam morrer.

...Quantas fossas existem no Valle?

...Acreditamos que são como 400, mas podem ser mais.

...El País entrevistou paramilitares detidos em Palmira, eles passaram uma lista dos que iam entregar as fossas...

...Falaram de 300 fossas, isso é falso. Estavam montando um negócio e lhes cobraram milhões de pesos caso listassem as fossas. Essa lista está sendo apurada, de 250 que entregaram, ficaram 50 apenas.

...No Valle houveram desmembramentos?

...É uma prática que não é uma orientação da organização, onde se praticou foi por vontade própria do comandante do grupo. No Valle não é uma maioria, mas houveram sim degolados.

...Por que enterravam suas vítimas em não permitiam que seus familiares o encontrassem?

...A prática das fossas comuns começou a ser implementada no país a pedido da Força Pública para que não subissem os índices de mortalidade”.

http://www.prensaescrita.com/diarios.php?codigo=AME&pagina=http://www.elpais.com.co

Diante do fracasso de Motossera Uribe na Europa: Resgate militar à qualquer preço


Os vergonhosos meios de desinformação colombianos estão demonstrando uma vez mais sua incondicional afinidade com o neo-fascismo na Colômbia e seu irrestrito apoio às políticas do Estado narco-terrorista instaurado pelo narco-paramilitar Álvaro Uribe, e nisso se empenharam essa semana toda, chegando ao cúmulo de tentar mudar a realidade do que foi a turnê de “Varito” pela Europa.
Afirmam sem um pingo de vergonha que moroserra-Uribe foi recebido “calorosamente” e não que ele foi escurraçado, como realmente foi em sua tentativa de isolar e condenar as FARC e a Venezuela.

Os propósitos da “improvisada” turnê do “chefe dos chefes” ‘Varito’ Uribe estavam orientados para que alguns países europeus isolassem e questionassem a participação do Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em uma possível comissão de mediação sobre o acordo humanitário entre as FARC e o governo colombiano, sem descartar que ele serviria para acusar uma suposta intromissão deste nos assuntos internos da Colômbia.
Outro objetivo era evitar que as FARC fossem tiradas das “listas de terroristas” imposta pelos E.U.A., a União Européia e o ocidente, e que de quebra não lhes dessem o status de beligerante, já que na Colômbia, segundo o ponto de vista do governo, não existe conflito armado interno, mesmo que esse já tenha 60 anos de enfrentamentos.
E um terceiro objetivo, que França, Espanha e Suíça voltassem a formar o grupo de facilitadores no intercâmbio humanitário dependentes da igreja católica, ou seja, que sirvam de distração, submetidos à manipulação e manuseio de motoserra-Uribe enquanto ele se empenha à fundo no resgate militar à sangue e fogo.

O fracasso de Uribhitler em conquistar os objetivos para o qual havia se porposto é tal que fez com que os meios de des-informação e o governo se empenhassem para afirmar que com a turnê diplomática alcançaram um suposto grande triunfo. Ainda que essa turnê tivesse o propósito apenas de negar, para não dizer esconder, a existência de um grave conflito armado colombiano entre duas partes desafiantes, aconteceu tudo ao contrário. Hoje na arena política mundial apareceu com força o debate sobre o conflito armado colombiano, como nunca antes, no qual umas forças insurgentes enfrentam um governo de duvidosa legalidade e legitimidade, por sua relação com os narco-paramilitares, para comprová-lo basta apenas ler qualquer jornal da Ásia ou da Europa e inclusive dos E.U.A..

Imediatamente viria outra porrada por parte do Presidente Sarkozy ao dizer claramente a Uribe que “para que os esforços de facilitação dos três países – França, Espanha e Suíça – fossem úteis estes deveriam ter garantias de independência e margens de discussão essencial para seu êxito”.

Mas o golpe de misericórdia seria dado pela Chanceler Federal da Suíça, Micheline Calmy-Rey, ao dizer que “seria importante para os três países ter garantia para trabalhar independentemente para oferecer-lhes suficiente espaço de manobra”.

Os meios de des-informação colombianos dizem que Uribe recebeu o apoio de parte da União Européia (UE) para não tirar as FARC da “lista de terroristas” da boca de Javier Solana, representante de Política Exterior e Segurança Comum do Conselho da EU.
Antes de tudo é necessário lembrar que apesar do nome pomposo do cargo de Solana, os países membros da Uniçao Européia até hoje não cederam suas competências em matéria de relações exteriores à EU, isto quer dizer que cada país membro desenvolve suas próprias relações internacionais de acordo com seus próprios interesses. Portanto, temos que saber o que os três países dizem e insinuam sobre estas listas.

As conclusões resultante disso demonstram que existe uma margem de negociação que pode mudar diametralmente a atual condição. Sobre isto podemos citar três elementos diferentes que confirmam o anterior: França abre uma ampla possibilidade de reexaminar o papel das FARC de acordo com seu comportamento, que na linguagem da política internacional significa muitas possibilidades de negociação nas quais por sua vez podem arrastar a UE; quanto à Espanha é necessário ressaltar que pesa a aliança golpista/guerreirista firmada por Uribe com Zapatero/la-Corona/Aznar contra o governo de Chávez, em nenhum momento Zapatero durante toda a rodada de imprensa se referiu às FARC como um grupo terrorista; e para a Suíça as FARC não são uma organização terrorista.

O inquestionável fracasso de Uribe em sua turnê pela Europa fica demonstrado pelas palavras do ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, ao reiterar esta quinta “que o governo colombiano segue tendo como opção a mediação do presidente venezuelano Hugo Chávez Frías para a liberação dos detidos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).” E outro elemento que corrobora novamente é a mentirosa e ambígua linguagem militarista de Uribhitler, que assim que chegou à Colômbia ordenou às forças armadas e policiais –e claro aos seus sócios para-militares- que “cerquem sítios onde estão os seqüestrados”, isto não é mais que uma ordem para resgatar militarmente os prisioneiro à sangue e fogo sem importar à eles sua segurança pessoal, nem sua vida.

Deixando manifesto assim que diante do fracasso de Motoserra Uribe na Europa, a única opção válida para ele e seus cúmplices narco-paramilitares é o resgate Militar à qualquer preço, sem importar-lhe ficar como um mentiroso diante da comunidade internacional, nem diante dos países que brindam seus esforços para que se dê um Acordo Humanitário. Motoserra-Uribe dirá que o descrédito não tem importância se ele tem o apoio da Casa Branca e que além disso tem aos seus pés os para-meios de des-informação para que lavem sua ensangüentada imagem e têm a Gallup para que publique pesquisas manipuladas onde o presenteiam com 90% de mentiras à seu favor.

Márquez: Solana é um perverso


Ivan critica seriamente a liderança da Espanha com a visita “relâmpago” de Uribe à Espanha de Franco apesar de estar morto esse ditador. “...E é recebido por Borbón em sua ressaca, também o perverso Solana, e o presidente espanhol, que deveriam se preocupar mais em reconhecer a auto-determinação do país basco ao invés de validar sem-vergonhices.” Finaliza Iván Márquez.


***



A excelente pena de Iván descreve com perfeição a realidade da Colômbia hoje com o reinado de Uribe Vélez. A máfia dirigindo a pátria amada de Bolívar, Colômbia. Uma publicação enviada à ANNCOL. “Don Varito Corleone é a realização do grande sonho do chefe das drogas Pablo Escobar Gaviria, de tomar em suas mãos, o governo e as rendas do poder na Colômbia. E Varito –de Alvarito-, mais exatamente o “Doutor Varito”, era o nome carinhoso, carregado de amor, com que o grande chefe da máfia se referia ao doutor Álvaro Uribe Vélez, atual Presidente da República da Colômbia”, disse. Ainda que Uribe persista em negar seus vínculos com o crime organizado, o certo é que sua margem de manobra para evitar que juntem o criminoso e seus crimes está cada vez menor. Se não fosse pelos E.U.A. há muito tempo esse sujeito estaria preso ou prestando contas com a justiça. “Se sustenta –Varito- contra a ética e o decoro, é graças ao apoio militar e político do governo dos Estados Unidos, do Rei e o governo do Estado Espanhol, ao apoio dos donos da RCN, da Caracol e do diário El Tiempo que o encobrem e o protegem, através da imagem, a voz e as frases da manipulação. Guardam silêncio diante da infinidade de nexos do “doutor Varito” com a máfia e a narco-para-política. Só atacam seus peões e um ou outro de seus aliados; enquanto que resguardam ele em um ninho forrado pelo teflon da infâmia”, escreve Márquez um dos sete membros do Secretariado das Farc. Iván critica seriamente a liderança da Espanha com a visita “relâmpago” de Uribe à Espanha de Franco apesar de estar morto esse ditador. “...E é recebido por Borbón em sua ressaca, também o perverso Solana, e o presidente espanhol, que deveriam se preocupar mais em reconhecer a auto-determinação do país basco ao invés de validar sem-vergonhices.”, dispara Márquez.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Entrevista do Semanário VOZ do Partido Comunista Colombiano ao Camarada Raúl

Janeiro, 22

“Ratificamos a vontade política para a troca” disse Raúl Reyes do Secretariado das FARC

Não é fácil chegar a Raúl Reyes, membro do Secretariado das FARC, via correio eletrônico, ainda mais se tratando de uma espécie um pouco parecida com um chat. Muitas voltas e revoltas tiveram que ser dadas. E ficaram registradas no papel algumas respostas indispensáveis sobre o estado de saúde dos detidos e o impacto que geram no país e no mundo as terríveis imagens e cartas das provas de vida. Também alguns temas de longo prazo, que têm a ver com a luta armada e sua perspectiva no processo político colombiano.

A velocidade do tempo colocou esta entrevista sobre o tema da conjuntura, que chamou a atenção do país e do mundo. Colômbia é tão original, tão fora do comum, que produziu notícia no dia 31 de dezembro. Assim o reconheceram os jornalistas estrangeiros localizados em Villavicencio à espera da aparição de Clara Rojas, Consuelo González e o menino Emmanuel.

O Intercâmbio Humanitário não está tão perto como desejávamos. Raúl Reyes reconhece que é assim e que não há contatos com nada, nem em segredo nem em público, como alguns têm dito nos últimos dias. São razões poderosas para que os amigos do acordo humanitário incrementem a ação para a pressão popular, porque seus inimigos pretendem com a marcha do dia quatro de fevereiro abrir o caminho do resgate militar e do terror.

Umas razões

- Por que não se pôde fazer a entrega de Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo antes do dia 31 de dezembro?

- Foi impossível entregar as doutoras Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo antes do dia 31 de dezembro, como era nosso desejo, por causa dos sangrentos bombardeios e metralhamentos perpetrados pelas tropas do governo de Álvaro Uribe, inimigo declarado do intercâmbio humanitário e das saídas políticas ao conflito interno dos colombianos que deliberadamente nega. Para as FARC o mais importante era cumprir com êxito a oferta de entregar as detidas ao Presidente Hugo Chávez e a senadora Piedad Córdoba, sem descuidar a proteção das vidas dos reféns.

- Consuelo González reconheceu que no dia 30 de dezembro houveram bombardeios onde estavam elas com a comissão das FARC que iria entregá-las. Dessa maneira se contradiz a opinião do presidente Uribe e do general Padilla de Leon. O que você pensa a respeito?

- O presidente da para-política fez tudo o possível para obstruir a liberação das senhoras Clara Rojas e Consuelo González para demonstrar diante do mundo as supostas mentiras e enganos das FARC, posando cinicamente até como defensor do Presidente Bolivariano da Venezuela, este sim em seu sincero empenho para garantir a liberação dos prisioneiros. Com essa artimanha Uribe incrementou as operações militares por terra, água e ar por onde calculava que se deslocava a comissão guerrilheira encarregada de entregar ao senhor Capitão Ramón Rodríguez Chacín as pessoas liberadas unilateralmente. As mesmas senhoras ansiosas para voltar sãs e salvas ao seio de suas famílias escutaram os espantosos estrondos dos bombardeios e os combates com as forças insurgentes das FARC. Enquanto os operativos militares atrasavam o regresso à liberdade das senhoras, o governo do terrorismo de Estado colombiano apoiado em Caracol, RCN, El Tiempo e El País de Espana promovia a mais infame campanha midiática contra o presidente Chávez, os demais governos impulsores da troca e as FARC afim de criar obstáculos ao fortalecimento da exigência da troca.

O caso Emmanuel


-As FARC são acusadas de não haver informado com antecedência a situação do garoto Emmanuel. O que realmente aconteceu?

-Ratifico uma vez mais para os leitores do jornal VOZ e a população colombiana as implicações negativas de submeter um garoto às inclemências da confrontação armada, onde nem sempre se dispõe de alimentos, medicinas e atenção médica adequada. Fora do constante estrondo que produzem os combates, os bombardeios, metralhamentos e sobrevôos de aviões e helicópteros do governo da para-política. Tudo isso colocava em risco a vida do pequeno Emmanuel e a decisão das FARC foi colocá-lo à salvo. Impossível também avisar antecipadamente o lugar onde o garoto estava, quando o povo colombiano é vítima da vilania, das canalhices e das infâmias do governo das oligarquias aliadas às máfias e os falcões da guerra do Pentágono e da Casa Branca.

-A entrega no dia 10 de janeiro gerou um ambiente favorável para o intercâmbio humanitário e alguns dizem que é a demonstração de que não se requer uma zona de despejo. O que as FARC pensam a respeito?

- A entrega unilateral que as FARC fizeram ao presidente Chávez das senhoras, contrária à vontade do mesquinho governo, prova que a imperiosa necessidade do despejo dos dois municípios de Florida e Pradera para concretizar o intercâmbio de prisioneiros em poder de ambas as partes. Seria irresponsável de nossa parte, enviar os porta-vozes encarregados de dialogar com os enviados do governo o acordo que ponha fim ao cativeiro dos que estão nas selvas e nos cárceres do regime e os extraditados Simón e Sonia, sem as garantias solicitadas. Nosso gesto humanitário em nenhum caso se fez produto de uma negociação com o governo de Uribe com quem definitivamente não haverá encontros ou entrevistas na Colômbia nem no exterior sem a existência da zona livre de força pública.

É importante para você a beligerância como planeja o presidente Chávez? Que significado ela tem para as FARC? Acreditam ser possível?

- De fato as FARC são uma força beligerante, reconhecida pelos governos anteriores da Colômbia e do mundo. Basta lembrar o grupo dos dez países facilitadores que o fizeram em representação de mais de 30 governos que apoiaram os diálogos com o governo do presidente Pastrana. A assinatura da Agenda Comum pelo Intercâmbio, que a classe governante não quis executar durante o mesmo governo. A assinatura dos acordos humanitários que possibilitaram a liberação de mais de 300 homens da força pública, a viagem conjunta de porta-vozes das duas partes à Europa e logo a realização da Audiência Pública Internacional na zona de despejo são provas irrefutáveis dessa realidade conhecida e acertadamente analizada pelo presidente Hugo Chávez. Recordemos também as três entrevistas do presidente Pastrana com o comandante-em-Chefe das FARC, camarada Manuel Marulanda. Nenhum chefe de Estado ou de Governo se reúne com organizações terroristas. O problema do governo Uribe é que se assumiu o compromisso de debilitar ou liquidar as FARC com a intervenção do governos dos Estados Unidos e seu vociferado Plano Patriota nutrido do defunto Plano Colômbia, que ao fracassar em seu louco delírio, agora se nega a reconhecer a derrota suja e a da Casa Branca. O fracasso de Uribe em sua guerra contra as FARC é comparável ao indiscutível fracasso no Iraque de George W. Bush que como seu compadre paramilitar tampouco reconhece.

Organização político-militar

Independentemente do que diga Álvaro Uribe, seus escudeiros do Governo da para-política e os partidos da oligarquia, as FARC são uma organização político-militar, com propostas sociais, econômicas e políticas para a paz das maiorias afetadas pelo modelo neoliberal dos impérios. É inquestionável o nascimento do novo Estado Bolivariano, Socialista nas FARC, feito que estimula destacados chefes bolivarianos como o senhor Presidente da República Bolivariana de Venezuela a quem o povo colombiano deve agradecer todos seus esforços por conseguir a liberação dos prisioneiros e trilhar o caminho da reconciliação e paz com justiça social da Colômbia.

As FARC têm vontade política para a troca humanitária? Em que condições? São previsíveis novos atos unilaterais?

- Nas FARC ratificamos diante do mundo nossa absoluta vontade política pela troca, cuja concretização requer de imediato o despejo dos municípios de Florida e Pradera no Valle del Cauca. As FARC em sua condição de organização revolucionária do povo fará tudo p que depender delas para conseguir a liberação dos prisioneiros, começando pelos camaradas guerrilheiros e guerrilheiras injustamente privados de lutar pela justiça social de seu povo.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Todo o mundo vê



O mundo todo sabe que é verdade. É necessário dar-lhes o reconhecimento de forças beligerantes –e tirá-los da ‘lista de terroristas’- para pararem de desqualificá-los.



***





Exceto a cúpula enfurnada do poder na Colômbia. Todos enxergam, exceto a cúpula oligárquica –tradicional e mafiosa- que acreditam que a Colômbia é deles e são eles.



Por isso vão logo atacar quem ouse mencionar algo diferente da homogeneização que pretendem implantar à partir dos E.U.A..



Inclusive atacam a Chávez porque ele disse que para alcançar a paz na Colômbia temos que passar pela regularização da guerra. Atacam Chávez, o único que pôde mover o Intercâmbio na Colômbia, porque o governo não está interessado, nem quer realizá-lo, nem tem capacidade de fazê-lo.



E é mentira? Por acaso não é verdade? Todo mundo sabe que é necessário regularizar a guerra, para dialogar posteriormente. E o passo inicial da regularização da guerra é precisamente o Intercâmbio Humanitário.



O mundo todo sabe que é verdade. É necessário dar-lhes o reconhecimento de forças beligerantes –e tirá-los da ‘lista de terroristas’- para pararem de desqualificá-los.



Sendo assim, sentamos todos os colombianos –digo todos, absolutamente todos- para dialogar e buscar a paz e acabar com a guerra fatricida que nos têm imposto a oligarquia e o império.



Devemos nos sentar e olhar nos olhos um do outro, a esquadrinhar na profundidade de nosso ser colombiano, e encontrar esses laços visíveis que nos unem.



Os colombianos seguimos em dívida com Chávez porque está fazendo que de fora com que nós os colombianos olhemos para dentro de nós. Porque é uma simples ação de amor ao seu povo venezuelano: o governo de Uribe –e seus narco-paramilitares- são a ponta da lança que o império usa para agredir a Revolução Bolivariana.



Se a oligarquia não quiser, seguirá uma guerra que roubará a valiosa vida dos filhos do povo –mandados pela oligarquia como “carne de canhão”, a qual será também tremendamente custosa para os bolsos dos setores economicamente mais poderosos. Já Uribe Vélez o disse: entre 1,1 bilhão a 3,4 bilhões, equivalente a 6% do PIB gastos em uma guerra inútil.



E não sabemos se a oligarquia pode, de uma vez, perder tudo nessa aventura guerreirista na qual embarcou.



Todos o vêem. Chávez se alça, se eleva, no continente americano como um homem de Paz. No entanto Uribe se diminui cada dia mais como o homenzinho da guerra. Tire você mesmo as conclusões.






sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Paramilitarismo está vivo na Colômbia

ANNCOL


É a conclusão a que chega a Comissão Colombiana de Juristas. Narco-Parapolíticos presos fizeram campanha a partir de suas celas, contatou essa ONG com status consultivo na ONU. No momento deixemos em “banho maria” a entrega dos três retidos até que o governo Uribe se disponha a possibilitar esta ação humanitária.

Que caminhos encontrarão Chávez, as FARC, os sete países e outros que se somarão para resgatar o filho de Clara do bombardeio imperial.

Agora uma olhada no que está por vir. Ao país e à comunidade internacional enganaram com os diálogos del Ralito. “Eu com eu” é a melhor definição deste circo romano. Disse em seu último informe a Comissão de Juristas, “cerca de 45 congressistas de 16 departamentos do país estão sendo investigados pela Corte Suprema de Justiça e pela Procuradoria Geral da Nação por seus presumidos vínculos com grupos paramilitares”. 17 congressistas narco-paramilitares uribistas estão presos, além de governadores e prefeitos, entre eles seu primo Mario Uribe.

Se todo o aparato estatal está a serviço da narco-para-democracia como também seu sistema penitenciário, “os políticos investigados por supostos vínculos com os paramilitares seguiram fazendo política de dentro de seus locais de reclusão, o que demonstra que muitos deles continuaram exercendo um poder enorme em suas regiões de influência e que as estruturas políticas dos paramilitares se mantêm intactas.

Finalmente este organismo não governamental sentencia, “Tal como restou configurado o mapa político, não se vislumbra então uma mudança na gestão do poder, e como se depreende das investigações judiciais em curso, as corporações públicas estão profundamente infiltradas pelo paramilitarismo.”


Enlace original

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Uribe mantém reféns os prisioneiros das FARC

Allende La Paz/ANNCOL


Em uma área de 1.142.000 quilômetros quadrados o governo da Colômbia mantêm cativos os prisioneiros em poder das FARC. É a superfície da Colômbia. E é assim porque impede as FARC de entregá-los à ‘Caravana Humanitária’.

Isso se deduz das últimas ações da administração de Uribe Vélez. Quando as FARC prometeram ao mundo todo a entrega de 2 prisioneiras e de Emmanuel, Uribe fez até o indizível para sabotar a entrega.

Os delegados internacionais suportaram o assédio dos militares que teriam a missão de ‘protegê-los’. Hoje sabemos que eram ‘vigiados’ pelos seus ‘protetores’. Separados em dois grupos. Militares até nos lugares mais inverossímeis, até ao ir fazer suas necessidades mais íntimas. Havia aviões ‘fantasmas’ voando a cada certo tempo rastreando a região (lembre-se que os três espiões militares estadunidenses em poder das FARC foram derrubados de um avião semelhante). Havia escutas nos aposentos.

Enquanto Uribe passeava como um tigre enjaulado em sua propriedade ‘El Ubérrimo’. Toda sua equipe estava ‘elaborando’ como evitar a movimentação das FARC. E o incômodo era maior ao pensar que em Bogotá, no dia seguinte, seria empossado como Prefeito um membro do PDA que havia sido claro em seu pronunciamento a favor do Acordo Humanitário e da Paz com as FARC, eleito contra a vontade do presidente.

Esta era uma operação – desenhada e levada à prática pelos ‘assessores’ estrangeiros – que pretendiam saber para onde se dirigiam as aeronaves que levariam os delegados internacionais. Com o fim de lhes dar o golpe final e assassiná-los, para demonstrar o quanto sanguinárias são as FARC. Assim é o pensamento de Álvaro Uribe Vélez, de seu ministro da Guerra “O Hiena” Santos, de sua corte de eunucos mentais e de seus ‘assessores’ estadunidenses.

Mas como as FARC sabem de tudo e às vezes de algo mais, ou quiçá pelo imponderável que nunca faltam na incerteza de uma vida guerrilheira – ou pelo bombardeio indiscriminado em uma área infestada não por mosquitos, mas pelos 20.000 soldados do estado colombiano, pelas operações militares, se foi atrasando o momento adequado para a entrega das prisioneiras ou retidas.

Diante de tal situação e acreditando que a demora se devia a um estratagema das FARC, o presidente Uribe se atirou e se atirou por inteiro. Não agüentava seu nervosismo. Foi a Villavicencio e lançou ali, diante dos delegados internacionais uma série de estupidez tendente a demonstrar que as FARC são sanguinárias, que não cumprem com sua palavra, para em seguida meter-lhes medo dizendo que o governo não ‘garantiria a segurança na área’, na própria Villavicencio. Uma cidade completamente militarizada! Ou será que o medo os acompanha até nos lugares em que estão rodeados de seus ‘militares’?

O jornal El Clarín informou que o ex-presidente Kirchner disse: “Vós sois audazes! Se essa história chegar a ser falsa vai ser um papelão para vós”. E segundo o diário argentino “o presidente colombiano o olhava impávido e fazia exercícios de relaxamento. Passava a mão por cima da cabeça e esticava o pescoço lentamente, para um lado e para o outro”. Era evidente o estado de tensão em que estava. O stress o teria minado por dentro.

Reféns do governo Uribe. O objetivo de Uribe Vélez não poderia estar mais claro. Sabotar o que deu lugar para a entrega dos prisioneiros. Aquí não foi uma simples batida na mesa de Chávez e Piedad. Não. Aquí lançou um petardo de alto poder. Segundo ele, Emmanuel não estava em poder das FARC.

A pergunta é se não estava em poder das FARC, onde estaria? Segundo Uribe estaria na ICBF. Mas se já teria essa informação, e havia podido verificá-la com a família de Clara mediante provas de DNA, a outra pergunta é “por que Uribe não permitiu a liberação das 2 prisioneiras, Clara e Consuelo?”.

Porque a verdade é que se Emmanuel – suponhamos que seja verdade, pela razão que seja – estava na ICBF, o seguinte objetivo era realmente o resgate das duas mulheres, Clara e Consuelo. E o que fez Uribe Vélez depois de lançar a bomba na mesa dos delegados internacionais? Simples. Se foi. Como o piloto que soltou a bomba contra Hiroshima. Tranquilamente, perversamente.

Com isso está demonstrado que a causa dos prisioneiros em poder das FARC importa a Uribe menos que um pingo. E mais, que as FARC podem fazer com os prisioneiros o que bem entenderem, sem que a administração de Uribe mova um dedo. E se o mover é para apertar o gatilho para assassiná-los, como perversamente estava dentro dos cálculos uribistas e como fez com os deputados do Valle.

Em conseqüência, Clara e Consuelo estavam a um passo da liberdade e agora passaram a ser retidas pela administração de Uribe e têo seu cárcere por todo o território nacional. E se isso ocorre com duas mulheres da própria classe social, que será dos prisioneiros que são ‘bucha de canhão’ – como os militares -? Essa é a verdadeira face de Álvaro Uribe Vélez: Psicopata e sociopata ao mesmo tempo. E ambas as características de uma imensa perversidade.

Nosso Libertador disse em carta a Santander, em 10 de outubro de 1820: “A paz será meu porto, minha glória, minha recompensa, minha esperança, minha fortuna e quanto é preciosa no mundo”.


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O bombardeio de Uribe

ANNCOL


Rodeado por sua Mini-defesa e o alto comando militar assegurou, no último 31 de dezembro, diante dos delegados internacionais – convocados por Hugo Chávez – e diante de mais de uma centena de jornalistas estrangeiros que as Farc demoravam na entrega dos três retidos, Consuelo, Clara e seu filho, porque este último não estaria em seu poder. Ter-se-ia que vê-lo. Colérico. Que papelão! Merecedor de um Óscar pela melhor montagem.

E lançou a ‘bomba’. Emmanuel estava- depois disse ‘estaria’ – na IVBF de Bogotá. Somente quando a comunidade internacional – Chávez entre eles – lhe exigiu se havia feito algum exame de DNA, com calma, e para o qual tiveram todo o tempo do mundo, tomando uma amostra de Iván ou da mãe de Clara, foi quando procederam a fazê-lo. Não antes. Eles já sabem o resultado. Ali estará a mão sinistra dos Estados Unidos. Todos os exames que lhes fizerem demonstrarão que essa criança ‘é Emmanuel’. Haverá consequentemente, dois Emmanuel. Somente sua mãe saberá qual é o verdadeiro, o dela.

Tudo coincide com o livreto de Frank ‘Pinchao’ que escapou das Farc em 28 de abril de 2007. “No nascimento houve um problema com o braço, o tiraram errado, então tiveram que colocar uma tala” contou enquanto exibia um caderno comprado em uma loja de Bogotá. Observem outros detalhes usados nesta novela preparada pela Brigada de ‘Inteligência e Falsos Positivos’.

Mas o ponto não era se Emmanuel estava em poder das FARC, mas torpedear o contato com a comunidade internacional – representada por 8 países -, o qual mostraria a verdadeira dimensão das FARC como organização insurgente beligerante.

Mas isto não se poderia permitir às FARC. Jamais poderia se permitir às FARC mostrar-se como o que são, como forças guerrilheiras, ‘civilizadas’, senão é a ‘golpe de fuzil’, a única linguagem que o império e seus lacaios entendem. A única realidade que entendem.

Esse foi seu verdadeiro objetivo, a mando do governo dos Estados Unidos. Enquanto protegem sua retaguarda: passado-presente narco-paramilitar. Círculo mafioso envolta dele. Enchendo de cocaína a boca do império. Por isso o número 82 é protegido. Porque no final das contas os Estados Unidos e que ‘paga’. Por isso é outra grande mentira. 93% dos recursos do Plano Colômbia são provenientes do Estado colombiano, dos bolsos dos colombianos.

Mas os ares que sopram pela América Latina são ares de revolução e os jovens ocupam uma tribuna muitos especial. Já não engolimos inteiro. Já existem países como Argentina, Brasil, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua, Venezuela, que avançam em processos populares, de diferentes Graus de intensidade, mas observando nossa própria história, em nossa própria fonte. Eles são nossa própria retaguarda. Nossa própria vanguarda. Não haverá outros.

Na palavra dos justos está a verdade.



Apesar de tudo, continua a esperança

ANNCOL


Depois do ‘bombardeio’ do presidente Uribe contra a liberação dos três prisioneiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) na Colômbia, a Federação internacional de Comitês Ingrid Betancourt (Ficib) declarou em Paris que mantém sua esperança de uma pronta liberação.

“Mantemos a esperança porque todas as portas não foram fechadas. As FARC o dizem, não é possível imediatamente, isto que dizer que será possível nos próximos dias e semanas”, declarou o porta-voz da Ficib, Oliver Roubi, em uma entrevista à rádio France-Inter.

Com esperanzas. “Se bem isto nos preocupa porque levará mais tempo do que o previsto, mantemos a esperança e as famílias mantêm a esperança”, acrescentou Roubi, destacando que a mediação de Chávez deu seus frutos e que a comunidade internacional segue mobilizada.

“O Comitê Internacional da Cruz Vermelha permanece no local e deixa aberta a porta para as FARC, se o desejam, para que a liberação possa efetuar-se imediatamente”, assinalou Roubi.

Também expressou sua surpresa e comoção pela hipótese apresentada por Uribe no sentido de que as FARC não liberaram os prisioneiros porque não teriam a criança em seu poder: “Isto nos deixou chocados tremendamente e nos surpreendeu que haja este tipo de declaração sem haver advertido às famílias”.

“O que lamentamos é que a família de Clara não seja exposta a tanto, que não se tenha assegurado (ter) as provas, porque agora se fará o teste de DNA. Isto deveria ter sido feito antes”, afirmou.

“Imaginem o que pode se passar pela cabeça da mãe de Clara (Rojas) quando ouvir dizerem isso...”, acrescentou. “Não chegamos a definir o que se passou pela cabeça do presidente Uribe para fazer esta declaração, disse Roubi. “Era uma maneira de chamar a atenção dos meios de comunicação?”, questionou.

A pesar de tudo, a esperança não foi perdida. Continua incólume.


Fonte: AFP, VTV, YVKE Mundial, Aporrea

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Agora sim Bogotá tem um verdadeiro prefeito do POLO

ANNCOL



O prefeito de Bogotá, Samuel Moreno, do PDA, foi empossado ontem. Recebeu a faixa das mãos de Luis Eduardo Garzón, prefeito sainte do PDA, que paradoxalmente se encarregou, ele mesmo, de sepultar suas próprias aspirações presidenciais de lançar-se enquanto não terminava o tempo de seu mandato.

Moreno assinalou que “se são muitos os êxitos da administração que hoje termina, são também muitos os desafios que deixa. 1.800.000 bogotanos não têm seguro saúde e o atendimento sanitário para aqueles que não têm, são pontos a se melhorar. Em matéria de educação, devemos avançar desde a cobertura até a qualidade. O caos do trânsito em Bogotá requer medidas urgentes tanto em matéria de gestão do tráfego e melhoria e integração do transporte público, como em matéria de construção e manutenção de vias. Bogotá tem hoje um déficit de 400.000 moradias, escassez de terrenos disponíveis para utilização em moradias de interesse social e um sistema de subsídios eficaz.

…A poluição do ar e das bacias hídricas coloca em sério perigo a sustentabilidade ambiental de Bogotá. Apesar dos avanços, o aumento dos chamados delitos de baixo impacto têm aumentado a percepção de insegurança. Em Bogotá, as famílias mais pobres destinam, para pagar serviços públicos, um percentual de sua renda muitas vezes superior ao que destinam as famílias mais abastadas. Trata-se de uma situação inaceitável à qual devemos resolver prontamente. Diante desta situação, temos que ser muito mais criativos e audazes, e sermos capazes de iniciativas dirigidas a diversificar as fontes de ingressos e multiplicar a capacidade de mobilização de recursos.

Aproveito este esplêndido cenário que tem me dado a vida, para ratificar meus compromisos de campanha, perante todos vocês, solicitar com afinco seu respaldo e pedir a Deus da Colômbia, que nos ilumine para cumprir totalmente minhas obrigações e poder encontrar a reconciliação e a convivência entre todos os filhos desta Pátria imortal. Temos que alcançar não só o acordo humanitário e a liberdade de todos os seqüestrados, mas também selar definitivamente a paz com os que estão em armas a fim de que possamos viver como irmãos, e a nação avance, sem obstáculos, pelas veredas do progresso e da prosperidade.

…A paz é fruto da justiça e está em dar a cada qual o que lhe pertence. Por isso tenho repetido, em vários de meus discursos, que quero uma Bogotá includente, democrática, participativa e justa, onde estejam palpitantes as angustias e as esperanças de seus moradores, onde meu esforço se agigante para alcançar o bem estar e a melhoria de vida que merecem os bogotanos”, sublinhou o prefeito de Bogotá.


Lembremos que Samuel Moreno foi eleito com quase um milhão de votos, dando o PDA um tremendo golpe, entre outros, no presidente da República, Álvaro Uribe Vélez, que fez campanha por Enrique Peñaloza, utilizando recursos do estado para comprar consciências através dos ‘conselhos comunitários’ e ajudas para as famílias. Uribe respondeu com um ‘ataque’ característico e não quis receber o candidato vitorioso, em uma demonstração de como se conduzem as coisas na Colômbia.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Carta do Secretariado da guerrilha das FARC enviada ao presidente Chávez

Agências/Aporrea


Senhor Presidente, as intensas operações militares desencadeadas na zona nos impedem, por ora, de entregar a você Clara Rojas, Emmanuel e a ex-deputada Consuelo González de Perdomo, como era nosso desejo.

***

Comandante Hugo Chávez Frías,

Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Caracas.

Ante toda nossa saudação cordial e o reconhecimento da FARC (guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) a sua conseqüente e perseverante gestão humanitária.

Senhor Presidente, as intensas operações militares desencadeadas na zona nos impedem, por ora, de entregar a você Clara Rojas, Emmanuel e a ex-deputada Consuelo González de Perdomo, como era nosso desejo.

Estamos certos que tanto você, os delegados dos governos estrangeiros interessados na troca humanitária, como a opinião pública nacional e internacional entenderão essa situação.

Insistir nisso em tais condições seria por em grave risco a vida das pessoas a serem libertadas, do restante dos prisioneiros de guerra e mesmo dos guerrilheiros designados para cumprir esta missão.

Logo depois da apreensão das provas de vida em Bogotá e da captura dos emissários humanitários, as operações militares na região onde se localizam os prisioneiros se intensificaram.

Tão logo encontremos um lugar que nos dê a certeza da segurança lhe estaremos comunicando para reativar todo o mecanismo para que seja possível o retorno, sãos e salvos, de Clara, Emmanuel e Consuelo, ao seio de suas famílias.

Com sentimentos de consideração e apreço compatriotas.

Do Secretario do Estado Maior das FARC,

Montanhas da Colombia, 30 de Dezembro de 2007.

** Fonte: Portal Aporrea


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A visita de Uribe a Villavicencio: E chegou o “falso Messias”

ANNCOL



Desafortunadamente este senhor é uma ave de mau agouro. O desconfiamos desde o momento do anúncio de sua visita à base de Apiay. Desapareceu o filho de Clara como parte da magia. Lançou uma “cortina de fumaça”, “Emmanuel está abrigado pelo Bem-estar Familiar”.

A que pode ocorrer que as FARC que não reconhecem nenhuma das instituições do Estado iriam confiar na ICBF um filho de um dos seus. Quantas crianças não terão vendido ao exterior, leia-se adoção, esta entidade ligada ao governo. Sua direção deve contar aos colombianos que é sua ligação com o regime.

Sempre tivemos o temor da perseguição. Sabíamos das enormes dificuldades para levar a um final feliz a empreitada. Sabíamos que na área estavam 20.000 soldados – máquinas de matar – dispostos a tudo, como descreveu El Tiempo, colocando uma ênfase mórbida na informação.

Mas ouviu-se dizer que são 20.000 soldados contidos e batidos pelas forças guerrilheiras. E isso eles não perdoam. A eles não importa quantas baixas lhes imponham. Resumindo, os soldados são filhos do povo que se vendem por um mísero salário. Nenhum deles é filho da oligarquia, nenhum filho da oligarquia morrerá na empreitada. Estes são “bucha de canhão”.

Uribe Vélez disse ‘desconhecer’ os combates, mas acredita nos grandes generais. Os mesmos generais que enviavam cocaína aos Estados Unidos (Castro), dos falsos positivos, da cocaína na Alemanha, de Guaitarilla e Jamundí, ods camponeses assassinados e posteriormente apresentados como ‘guerrilheiros apresentados como baixas em combate’, os mesmos que são amigos e patrocinadores dos grupos de narco-paramilitares, hoje comandados por Juan Manuel Santos e por Uribe Vélez.

Com sua língua de fogo confundindo a todos, jogando babas de ódio contra as Farc. Aí se viu seu ódio. Não aceita nem permite que se dê uma ação positiva da insurgência, porque sua aversão visceral o impede.

Mas o povo colombiano, os povos latino-americanos, nos negamos a escutar estas palavras de mentira, de ódio, de rancor. Porque é a palavra do Anticristo. E chegará o apocalipse e com ele os anjos que extinguirão da face da terra seu enorme poder corruptor.

Chegará o dia… Tranqüilos que na palavra do justo está a verdade.
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Lei de trocas é um imperativo humanitário

Por Athemay Sterling*



A troca humanitária de prisioneiros nos conflitos armados tanto internacionais quanto nos internos, mediante acordos entre as partes em conflito através da história, tem sido prática permanente, umas vezes pela aplicação do Ius Cogens[1], da Convenção de Viena[2], da Cláusula Martens[3], dos Protocolos I e II[4] aditivos à Convenção de Genebra[5] e outras vezes através de regulamentos jurídicos e/ou acordos internos e/ou regionais com ou sem mediações.

Somente dois exemplos dos muitos, para demonstrá-lo: um do Século XIX e outro do Século XXI, ilustram esta prática de guerra e de política, ou melhor, dos conflitos como são chamados hoje, exemplos que reafirmam, com sua prática política e necessidade das pessoas, que o intercâmbio Humanitário segue sendo viável juridicamente, necessário socialmente, válido humanitariamente, vigente politicamente e ademais, possível na Colômbia[6].

Um exemplo do Século XIX foi o Tratado de Armistício de Trujillo firmado em Novembro de 1820 entre as Forças Armadas comandadas por Simon Bolívar e as Forças Armadas Espanholas comandadas por Pablo Morillo, para concretizar o Armistício e a Regularização da Guerra, Acordo consagrado posteriormente na chamada Lei da Troca de 1821[7].

Outro exemplo do Século XXI, de hoje já em 2008, é o impulso do Gabinete Ministerial Israelense, no marco do Conflito Israelo-Palestino[8] está considerando mediante um acordo humanitário libertar cerca de 9.000 prisioneiros Palestinos, para obter a libertação de Gilad Shalit que foi capturado em Gaza no ano de 2006[9].

São apenas alguns exemplos da realidade desta prática que contribuiriam para a diminuição da intensidade do conflito na Colômbia.

II

Na Colômbia tem havido inumerável quantidade de propostas para concretizá-lo, também tem havido e existem obstáculos das forças mais atrasadas dentro e fora do Governo, dentro e fora do país que se atravessam cada vez que existem possibilidades de iniciar conversações entre o Estado e a Insurgência Colombiana; a intolerância tem sido uma constante por parte do Governo Colombiano com uma clara referência santanderista[10].

Que o Senhor Presidente Álvaro Uribe Vélez se oponha por todos os meios a concretizar com a insurgência das Farc o intercâmbio humanitário de pessoas privadas de sua liberdade como conseqüência do conflito social e armado na Colômbia e que o governo priorize o resgate violento, militar a sangue e fogo dos prisioneiros da outra parte, é a continuação da contradição, que não foi resolvida, entre o pensamento bolivariano e o santanderista, entre o anfictionismo e o monroísmo, que se resolverá no marco da luta pelo êxito da segunda independência da Colômbia.

A história colombiana hembra que Francisco de Paula Santander boicotando a Proposta humanitária e jurídica da troca impulsionada por Simon Bolívar ordenou fuzilar os prisioneiros realistas indo na contramão de seu mesmo sofisma da hierarquia das Leis sobre a guerra, tal como nos lembra o fragmento do Documento “Dois Séculos de Acordos” do El Espectador que reproduziu Sintrabancol, quando de afirma em 4 de agosto de 2007 que:

“O Libertador Simón Bolívar o tentou em 9 de setembro de 1819, um mês depois da batalha de Boyacá, quando propôs da Juan Sámano, ‘conforme as regras da guerra entre nações civilizadas’, uma troca de prisioneiros para libertar o general Barreiro e toda a sua oficialidade e soldados capturados. ‘Indivíduo por indivíduo, grau por grau, posto por posto’. Assim, argumentando tratar-se de ‘um ato de justiça e necessidade’, o general Santander ordenou fuzilar os prisioneiros. Um ano depois, no auge da campanha militar para libertar a Venezuela, Bolívar insistiu, deta vez perante o chefe colonial Pablo Morillo, propondo-lhe celebrar não só um armistício, mas um Tratado de Regularização da Guerra.

Já eram 10 da noite de 26 de novembro de 1920, dias depois da assinatura de um armistício de seis meses, o próprio Bolívar ajudou a redigir as normas para regularizar a guerra, com ênfase no respeito aos feridos, a proteção aos prisioneiros e a entrega dos cadáveres dos adversários. ‘A troca de prisioneiros será obrigatória e será com a maior brevidade possível’, ressaltou o documento. No dia seguinte, na aldeia de Santana, na metade do caminho entre Trujillo e o posto de Carache, se encontraram Bolívar e Morillo e ratificaram o entendimento. Em fevereiro de 1821 se rompeu o acordo, os exércitos retomaram a guerra e ao amanhecer de 24 de junho de 1821, na batalha de Carabobo, Simon Bolívar selou sua vitória”[11].

III

A pesar de tudo, hoje se abre a esperanza para que do gesto humanitário e unilateral das FARC de liberar e entregar Clara Rojas, Emmanuel seu filho concebido com um guerrilheiro das FARC e a Consuelo de Perdomo ao Presidente da República Bolivariana da Venezuela Hugo Chávez Frías[12] possa concretizar a troca de prisioneiros como manifestou no último 19 de dezembro que o gesto humanitário das Farc deve levar ao intercâmbio humanitário[13], em conversações e negociações diretas entre o Governo e a Insurgência que aconteceria na zona desmilitarizada dos municípios vizinhos de Pradera e Flórida[14].

IV

Mas até que se resolva o atual conflito mediante uma solução política ou da vitória armada total de uma das partes, ou se intensifique de tal maneira que de generalize a privação de liberdade de muitas pessoas como conseqüência do conflito, se requer que através do Legislativo Colombiano tramite uma Lei de Troca permanente, que surja da negociação entre o Estado e a Insurgência, ou que reúna o sentimento de que o Intercâmbio Humanitário não é uma concessão[15], neste conflito que além de social é armado, onde se confrontam umas Forças Armadas Constitucionais vs. Outras Forças Armadas Revolucionárias, além da confrontação que se dá entre o conjunto dos movimentos populares e o Estado que os criminaliza desconhecendo o princípio da distinção entre combatentes e população civil[16].

Por meio da ONG española de Directos Humanos Nizcor se conheceu o documento emitido de Bogotá e proposto por diferentes organizações colombianas de setores sociais, populares, de iniciativas de paz e de direitos humanos na reunião realizada em Londres em 09 e 10 de julho de 2003, onde se afirmou que:

“O presidente Uribe tem declarado publicamente que não crê que o princípio da distinção entre combatentes e população civil tenha vigência na Colômbia. A seu juízo, todos somos combatentes na Colombia, não existe conflito interno de caráter político e a população civil tem não somente o direito como a obrigação de apoiar a força pública e alinhar-se em torno dela na qualidade de combatente. O respeito à distinção entre combatentes e a população civil estabelecida no direito humanitário favoreceria o respeito aos direitos das pessoas civis no conflito armado. Antes de ser um impedimento para o desenvolvimento de políticas estatais é um reconhecimento de grupos armados dissidentes, esse princípio gera obrigações para todos os grupos armados – guerrilhas, Força Pública ou paramilitares, entre elas a obrigação de respeitar a população civil e distingui-la para que esta não acabe assumindo as conseqüências da guerra.”[17]

V

É uma Lei de Troca que regularizaria a guerra como demonstrou Bolívar entre 1819 e 1821 e boicotou Santander. Mas ao final prevaleceu o Direito das Pessoas e os princípios de respeito aos feridos, proteção dos prisioneiros de guerra, entrega de cadáveres e troca obrigatória e rápida de prisioneiros.

É claramente uma proposta humanitária que a Comissão de Paz do Senado da República e da Câmara de Representantes deve avaliar de forma conjunta, discutir e propor para que a próxima legislatura ative e frutifique para o bem da nação e pela diminuição da intensidade do conflito enquanto ele se resolve de uma ou outra maneira.

VI

Recordo que na sede da Universidade de Santiago de Cali, em junho de 2002, conversei com o deputado Dr. Heriberto Sanabria onde disse que: “Conseqüente ao pronunciamento feito pela Associação Nacional de Deputados acerca do exercício que cumpriam, utilizando a iniciativa legislativa, segundo faculta o Artigo 155 da Constituição Política onde se permite que 30% dos deputados do país apresentem projetos de Lei e que sejam tramitados no Congresso em regime de urgência segundo o Artigo 163 da mesma Constituição, conversamos com o Deputado da Assembléia Legislativa vallecaucana, Heriberto Sanabria, a raiz do Projeto de Lei de Intercâmbio Humanitário que apresentarão ao novo Congresso da República em 20 de julho próximo e da reunião que 502 deputados realizarão na Cidade de Cali no próximo 11 e 12 de julho de 2002” documento que se encontra disponível para consulta em http://64.233.169.104/search?q=cache:EB9cWBJfbZQJ:www.exdiputadosvalle.com/Textos/texto7-juridiposiblecanje.doc+juridicamente+si+es+posible+una+politica+de+canje&hl=es&ct=clnk&cd=1


Evoco esta entrevista e conversa que tive com o ex-deputado e hoje Congressista que colabora para que os novos Deputados que serão empossados em janeiro de 2008 tenham para si este exemplo do ano de 2002, e no exercício de suas funções façam também o que lhe for correspondente em prol do Intercâmbio Humanitário.[18]

Já Simón Bolívar deu o exemplo, o sigamos!



*Athemay Sterling: Diretor do Centro de Directos Humanos da Universidade Santiago de Cali, Adrogado Defensor dos Directos Humanos, integrante da Equipe jornalística da VOZ, Subdiretor CPDH e ANDAS Valle, constituinte da Comissão de Impulso ao Intercâmbio Humanitário, professor Universitário, Diretor de Direito Preventivo e Direitos Humanos, escritor, historiador e analista político, ex-conselheiro departamental e assessor de paz, conferencista nacional e internacional sobre Direito Internacional e Direitos Humanos, Direito Internacional Humanitário e Direito Penal Internacional, sobrevivente do genocídio cometido pelo Estado contra o Partido Comunista Colombiano e a União Patriótica, Consultor da Seção América da Federação Sindical Mundial com sede em Havana, Cuba.

http://www.voltairenet.org/article146702.html http://www.partidoverdeoxigeno.com/base/article.php3?id_article=167 ; http://www.la-casa.ca/?q=fr/node/954http://forums.terra.com/foros/noticias/Noticias_C5/Actualidad_Colombiana_F80/El_terrorismo_de_estado_colombiano_no_permite_concretar_el_intercambio_humanitario_P61804/ http://www.rodolfowalsh.org/spip.php?breve4202 http://www.tertulialatina.com/Archivo/index.php?option=com_content&task=view&id=176&Itemid=41http://anncol-brasil.blogspot.com/2007/04/uribe-se-ope-ao-intercmbio.html http://www.elpais.com.co/historico/ene232006/REG/A323N2.html

[11] http://www.sintrabancol.org/index.php?option=com_content&task=view&id=210&Itemid=52

[12] http://www.kaosenlared.net/noticia.php?id_noticia=48679

[13] http://www.abpnoticias.com/boletin_temporal/contenido/articulos/colombia_farc_humanitaria.html; http://www.kaosenlared.net/noticia.php?id_noticia=48034

[14] http://www.rebelion.org/noticia.php?id=60190; http://www.prensarural.org/sterling20050809.htm ; http://banderaroja.blogspot.com/2007/12/colombia-despeje-o-no-despeje-es-la.html

[15] http://virtual.usc.edu.co/derechos/index.php?option=com_content&task=view&id=50 ; http://www.abpnoticias.com/boletin_temporal/contenido/articulos/colombiasindilacion.html ; http://www.milenio.com/tampico/milenio/notaanterior.asp?id=680957 ; http://www.rebelion.org/noticia.php?id=38607

[16] http://www.icrc.org/WEB/SPA/sitespa0.nsf/htmlall/p0904/$File/ICRC_003_0904.PDF!Open

[17] http://www.derechos.org/nizkor/colombia/doc/plan/london.html

[18] http://64.233.169.104/search?q=cache:EB9cWBJfbZQJ:www.exdiputadosvalle.com/Textos/texto7-juridiposiblecanje.doc+juridicamente+si+es+posible+una+politica+de+canje&hl=es&ct=clnk&cd=1
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Sem garantias para nada


Deixou escapar o doutor Restrepo, escreve Lanacion.com da Argentina em sua edição de hoje 31 de dezembro. "Ontem inclusive o alto comissário para a paz na Colômbia, Luis Restrepo, havia comunicado ao ex-presidente Nestor Kirchner e a Marco Aurélio Garcia, assessor do governo brasileiro, que não podia garantir a segurança dos reféns nem a deles mesmos para a prevista incursão na selva".


Definitivamente no governo traiçoeiro de Uribe Vélez não se pode confiar. É vital que o mundo conheça as manhas da oligarquia colombiana em sua tentativa de quebrar qualquer saída tranquila.


Inclusive o mandatário argentino, Nestor Kirchner, esteve à ponto de se retirar. No entanto resolveu ficar "pelo menos até hoje", escreve Lanacion.com.


Assim, as delegações internacionais continuam em Villavicencio, Colômbia.



domingo, 30 de dezembro de 2007

A morte do Libertador e seu labirinto

A ordem era simples e clara: Não deixe o Libertador sair com vida do território neo-granadino, pois corriam o risco de que sua espada voltasse a cavalgar pela América Latina. Bolívar vem “febril, pálido e grave”, caminha ao seu encontro definitivo com o boticário francês Próspero Reverand, que foi nomeado oficialmente seu médico, e previamente instruído pelo general venezuelano Mariano Montilla, inimigo declarado do Libertador desde sempre e partidário declarado do general venezuelano Paez, que está em guerra com o general Santander da Colômbia, para juntos destruir o projeto Bolivariano e ficarem cada um com sua “patriazinha”. Tembém vem rumo a Santa Marta, a galera de guerra Norteamericana ‘Grampus’, com o sirurgião militar Dr Night (Noite) à bordo.

Reverand (como agora sabemos), não era médico, apenas possuía alguns conhecimentos de cirurgia militar adquiridos na França e muitos, esses sim, sobre ingredientes farmacêuticos. Com isso montou um boticário particular para vender suas poções aos samários. No dia 01 de dezembro de 1830 examina o Libertador, olha seus olhos, vê seu semblante e diz para si mesmo, que o eminente paciente sofre de ‘uma convulsão’, então, de acordo com a orientação recebida, instaura o plano terapêutico: Pitadas de cantárida pulverizada, mesclada com arsênico, aplicados na nuca do paciente, pois a via oral é incerta e não pode controlá-la diretamente. O pó é absorvido pela pele, se sinergiza e não deixa muitas marcas. O boticário sabia que essa mistura magistral é conhecida desde a antiguidade romana, e que na idade média era o veneno utilizado pela família do papa Borgia e chamaram a “cantarela”. O apelidaram depois de pó da Toffana.

Pouco depois vem o cirurgião Norte-americano Night, examina o Libertador e diz a Reverand que sua palidez, seu estado febril correspondem a uma ‘anemia crônica’. O boticário insiste que era uma ‘convulsão’. Discutem, porém coincidem em duas coisas: Uma, que é uma doença ‘crônica’, ou seja, que o Libertador já havia começado a morrer faz tempo, quem sabe com ajuda das ‘curas arsenicais contra as queimaduras’ que o aplicaram vários médicos ingleses, o último foi Dr. Joly e a outra fundamental: Seguir com as pitadas na nuca. A razão ‘científica’ contra todos os conhecimentos médicos da época para tratar ambas as enfermidades e sobretudo, contra a realidade anatômica que ambos os cirurgiões conheciam muito bem; é um absurdo dizer que os líquidos perniciosos da cabeça (não dos pulmões), podem ser extraídos através da nuca com pitadas de cantárida. Nos 17 dias que o Libertador esteve nas mãos do boticário francês ; lhe aplica 8 vezes no total, inclusive sobre ferimentos abertos, com tal obstinação e persistência que o tornam ainda mais suspeito.

O cirurgião militar Norteamericano, seguro de que o Libertador não sairá vivo de Santa Marta, prepara a volta ao seu país e o navio de guerra yankee pouco depois desaparece misteriosamente para a história, no obscuro Triângulo das Bermudas. Enquanto na fazenda de Sanpedro alexandrino, o boticário francês redige 33 boletins sobre a evolução clínica do Libertador. Depois despedaça seu caráter, escreve e edita uma necropsia, onde descobre a razão: O Libertador morreu de anemia. Mas seu empirismo francês o entregou. Hoje, qualquer clínico geral pode nesses documentos escritos, constatar como os venenos aceleraram a morte do Libertador.

Para isso basta lê-los cautelosamente e agrupar seus símbolos e sintomas em dois grupos: 1- Urinários devido à uma intoxicação por cantárida: Urinas sanguinolentas seguidas de anemia, falha renal e insuficiência renal aguda. 2- Neurológicos e Gastro-intestinais, devidos à uma intoxicação por arsênico> letargia, confusão mental, delírio, inquietude extrema e coma. Vômitos, cólicas, diarréias, ‘estômago dilatado por um líquido amarelado, sem lesão’. Não descreve peritonite tuberculosa, mas sim pericardite; o Coração (apesar das cavernas pulmonares descritas), não sofreu nada particular, ainda que banhado por um líquido esverdeado contido no pericárdio’.

Duvido da confissão de Simon Bolívar ao bispo. E não acredito que tivesse clareza mental suficiente para ditar um testamento. Quem sabe o único instante de lucidez e realismo que o envenenamento lhe permitiu foi quando disse ao seu assistente mais próximo: - Como sairei desse Labirinto?

Não podia. Era um labirinto de 5 ângulos, ou pentágono, mais terrível e complicado que o deserto imaginado por Borges. Com escadas secretas, corredores e túneis fechados. Com portas que conduzem a cemitérios protegidos por muros impenetráveis e guardas armados de metralhadoras.

No dia 20 de Novembro de 1942, doze anos depois de sua famosa necropsia, Reverand com o olhar baixo e envergonhado, junto com o chefe político santanderista de Santa Marta, Manuel Ujueta, em uma tétrica exumação identifica o pó em que se tornou o Libertador. Joaquín Posada Gutiérrez em sua memória escrita (1865), deixa essa constância para a história: ‘o crânio serrado horizontalmente e a nuca cortada por ambos os lados obliquamente, os ossos da pernas e pés estavam cobertos por botas de campanha, a direita completa, a esquerda despedaçada. Ao lado de sua costela , pedaços de ouro deteriorado e listras de cor verde com metal oxidado, foram os únicos fragmentos de sua vestimenta que se encontraram; todo o resto havia se pulverizado’.

Como não estar de acordo com a identificação, esta sim científica, que fazem em Caracas os filhos de Bolívar, sobre os restos entregues pelo governo do general Santander ao governo da Venezuela? Porque não quere que se separe e se determine esse pó, se é arsênico do Labirinto, ou se é o verdadeiro pó sideral que nos ilumina e orienta? O que temem os Senhores do Labirinto, se o que brilha por luz própria não pode ser apagado?

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A luta política da insurgência colombiana


No cenário político colombiano se desenvolvem duas vertentes: Uma: a do desgoverno, decidido a esconder, desviar, dissolvendo todo o tipo de escândalos sem apontar para dentro da narco-para-política; explicando-se a essência do regime do Minifüher.


Aconteceram uma série de eventos cujos antecedentes atualizam a explicação da consolidação das castas dos cartéis mafiosos na direção do Estado colombiano; e a mais significativa delas é a relação ativista-familiar do Doctor Varito, como consequência do acionar de seu finado pai Álvaro Uribe Sierra em seu envolvimento no assassinato do então Procurador Rodrigo Lara Bonilla; assim como a descoberta da assinatura pessoal do obtuso “conselheiro” presidencial Obdulio Gaviria- primo-irmão do chefe criminal Pablo Escobar Gaviria, como pagamento para o executor do señor Cano, Diretor do jornal El Espectador.


Outra: a atividade política das Farc-ep, desenvolvida em torno da acertada decisão de seu gesto humanitário; acumulando o sentimento da opinião pública nacional e internacional e ficando muito bem situada diante dos movernos amigos pela consolidação da Troca Humanitária. Ou seja, ao contrário do que foi dito pelo regime narco-paramilitar na Colômbia, se acelera a opção do reconhecimento como força beligerante do movimento insurgente colombiano.


Só um tonto ou um louco para negar o caráter político da Insurgencia desde seu gênesis até sua atual consolidação. Basta só um fator de caracterização a respeito: a existencia da Plataforma de Luta para um Governo de Reconstrução e Reconciliação Nacional, que completou dez anos; como foi lançado pelo Plenário do Estado Mayor Central das Farc-ep das Montanhas da Colômbia, em novembro de 1997 e que se constituiu em um motor “Abrindo Caminho rumo à Nova Colômbia”.

O PAPEL DAS OUTRAS FORÇAS

A história política da social-democracia colombiana deve ser analisada sob um caráter dialético da luta dos contrários. De maneira que mediante uma hegemonia da extrema direita narco-paramilitar e terrorista de Estado com a aprovação do Império; se encontra o acionar armado da Insurgência ocupando todos os espaços da luta opositora ilegal na Colômbia.

Em um cenário de combinação das formas de luta –como sabiamente o proclama o Partido Comunista Colombiano há cinquenta anos- predomina pela crueldade do terrorismo de Estado e a guerra intervencionista do Imperio na Colômbia, a coreografia da luta armada.


Com um olhar podemos definir o papel da oposição legal ou da esquerda, para que possamos afirmar que no vértice dessa relação dialética se exige a identificação da social-democracia com as Plataformas de Luta da esquerda; ao contrário do que aconteceu em décadas anteriores em que a esquerda ia lado a lado com o liberalismo.


Isso não admite matizes. Por si só já é uma vergonha esses planejamentos que possam predominar uma tendência REFORMISTA no seio do Pólo Democrático Alternativo. Só de planejá-lo o dirigente Luis Garzón já se afasta dos programas para a Nova Colombia. Representa uma atitude maquiadora do atual estado das coisas na Colômbia.


Choca inclusive com a rota da social-democracia liberal e o coloca na corrente hegemônica da extrema directa. E como na política se jogam as sutilezas, ao afirmar o desvencilhado Prefeito da capital que ele não quer estragar a festa, mas que o Acordo Humanitário não acontecerá; expressa o sentimento de temor à avalanche de sucessos que terá o traste com sua prematura aspiração presidencial.

QUE FLAUTAS TOCAM A OPOSIÇÃO POLÍTICA LEGAL.

Assistimos na Colômbia a inércia da social-democracia e a esquerda legal. Uma possível causa do silêncio terrorífico imposto aos lutadores colombianos nas décadas de prática de genocídio político. Busquemos explicações, não justificativas.


Vale considerar que por conta das circunstâncias políticas atuais na Colômbia, expresso pessoalmente meu pensamento político sob o manto do pseudônimo, não me inibe ele para me referir aos dirigentes políticos da social-democracia liberal e da esquerda legal em sua tenaz e arriscada atitude de persistir na busca por profundas mudanzas nas estruturas do Estado e no exercício da política na Colômbia, em todo sentido.


Mas não elogio todos. Uma organização política de massas deve estar afinada com os acontecimentos que regem a vida política do país. Ainda que tantas coisas aconteçam na Colombia, nunca acontece nada. Isso não só contribui com o controle confucionista dos Meios de Alienação de Massa cultivado pela mentira e o medo predominantes, como também contribui com o abandono dos programas políticos do mínimo ao máximo, mantendo-os órfãos, diferente das aspirações do povo colombiano.


O terrorismo de Estado e o embate narco-paramilitar pretendem manter calado o anúncio do acionamento do movimento popular. Uma reivindicação para a mobilização popular como o tão falado Intercâmbio Humanitário esbarra na cumplicidade histórica da social-democracia e a esquerda legal no atual estado de desgoverno.


A Troca Humanitária debe ser lida como síntese e efeito do devaneio político na Colômbia. Rompe com o estigma, macarthismo e desinformação do agudo conflito colombiano. Demonstra diante do mundo a existência de presos políticos com permanencias de mais de trinta anos cumprindo injustas condenações. Demonstra diante do mundo a existencia de combatentes populares-guerrilheiros presos- tanto nas masmorras da Colômbia como nas do Imperio, como é o caso de Simón Trinidad e Sonia, acusados de comercializar cocaína para o Império; eles, de convicção ideológica comunista, por princípios contrários a um efeito próprio do capitalismo como é o narcotráfico. Estão lá por causa do ódio visceral do Câncer do Império.


À respeito, devo explicar ao filho da minha companheira que Câncer não é o que come cerebros. Remete à mitologia, o cachorro guardião das três cabeças, que no caso do Minifúhrer correspondem ao narcotráfico, outra ao paramilitarismo e a outra ao capitalismo. Foi o temible Hércules que deu conta do Câncer mandando-o à profundezas dos infernos.


Satisfaz a identificação que faz do Hércules atual que dá conta do Minifúhrer Câncer. O Intercâmbio Humanitário demonstra ao mundo que o intenso conflito colombiano ultrapassou as fronteiras e é objeto de atenção. O Intercâmbio Humanitário demonstra diante do genocídio político contra o partido de Esquerda, a União Patriótica; diante do crime seletivo contra dirigentes políticos, sindicais e populares; diante do imoral desalojamento interno de mais de quatro milhões de colombianos pela sangrenta reforma agrária que a violencia narco-paramilitar impôs ao campesinato colombiano; demonstra o Intercâmbio Humanitário, sobretodo, que a desposta da Insurgencia diante de tanta barbárie não foi a aplicação do Código de Hamurábi, de olho por olho e dente por dente. Demonstrou diante de seu povo e de todo o Mundo sua profunda convicção pelo respeito à vida.


Anos atrás, as ideologías pequeno-burguesas e anarquista, no seio do movimento armado popular, clamava pela resposta sangrenta ao exercício déspota da oligarquia colombiana e o Império. Afirmavam que não teriam postes suficientes na avenida que vai do centro ao aeroporto El Dorado de Bogotá para enforcar tantos mafiosos e criminosos oligárquicos.


Mas não. Teve, em contrapartida, que passar a sociedade colombiana pela resposta à retenção de pessoas com fins políticos por parte da Insurgencia. Nem dilema nem sofisma como tampouco dicotomía significa a anterior sustentação.


Tão macabro o padecimento de vítimas e familiares pelo crime seletivo e de massacres perpetrados pelo Terrorismo de Estado e o experimento oligárquico e do Imperio do narco-paramilitarismo; com o vergonzoso padecimento dos detidos por motivos políticos.


Dolorosa situação para as vítimas dessa pena, como para seus familiares. Mas a oligarquia assim o quis. Assim foi esculpido em pedra do altar da dor da familia colombiana, o padecimento dessa guerra civil pela qual transitamos.


Por isso o clamor da dirigência e movimento político da social-democracia liberal e esquerda legal clombiana, em asumir o papel histórico pela conquista de um Governo de Transição e Reconciliação Nacional que acabe com o flagelo do regime terrorista de Estado e seu apoio narco-paramilitar.


Em conclusão, o Intercâmbio Humanitário abra esse panorama rumo à saída política e definitiva pela Nova Colômbia.

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Rodrigues Chacín Deu novos detalles sobre a fase final da Operação Emmanuel

De Rádio Café Stéreo - Escrito por YVKE Mundial (Luigino Bracci Roa)




O Coordenador Especial da Operação Emmanuel, Ramón Rodrigues Chácin, deu declarações este domingo, às 14:15 hs., no Hotel Meliá, em Caracas, dando detalhes importantes sobre como se realizará a operação de resgate de três pessoas que seriam libertadas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) nas próximas horas.

Rodrigues Chapín foi enfático ao assinalar que ninguém tem as coordenadas enviadas pelas Farc sobre o local de entrega. No entanto, suas declarações apontam que a terceira fase da operação Emmanuel se desenvolverá da seguinte maneira:

O início da terceira fase: Ao receber as coordenadas, Rodríguez Chacin se deslocará imediatamente para Villavicencio, Colômbia, possivelmente num avião Falcon que lhe garantisse estar no local em umas duas horas e meia. Então, com autorização do Presidente Hugo Chávez, se iniciará a operação.

O momento: “Estimamos iniciar a operação assim que clarear o dia. Ao raiar o sol em Villavicencio sairemos para ter tempo o suficiente e necessário para finalizar a operação. Se tivermos que ir a diferentes heliportos, ou irmos a alguma vila, ou ir a duas, ou três vilas para buscar informações nas caixas postais que existam nesses lugares, o faremos e nesse mesmo dia temos a intenção de retornar.”

No en tanto, não está descartado que a operação possa de iniciar à tarde ou em horário noturno. Disse Rodríguez Chacín: “Temos a capacidade de trabalhar 24 horas por dia, temos todos os recursos para fazê-lo”. Indicou que as aeronaves venezuelanas MI-172 têm capacidade para vôos noturnos pelo que, se for necessário realizar uma missão noturna, se comunicaria à Cruz Vermelha desta situação e, garantindo-lhes a segurança, se partiria em horário noturno para cumprir a missão.

As coordenadas: É de se observar que as coordenadas que haverão de chegar possivelmente não serão as do ponto de liberação, mas de um ponto intermediário, por exemplo, um heliporto clandestino onde haveriam novas coordenadas, e talvez devam deslocar-se a um terceiro ponto. E talvez dali tenhamos que caminhar um trecho, “por medidas de segurança que são compreensíveis”, explicou.

Igualmente, Rodríguez Chacín disse que tem avaliado que não sejam coordenadas geográficas tradicionais, mas uma direção em um povoado ou em uma vila onde deva se solicitar a alguma pessoa que entregue os dados. “Tudo isso está previsto e consolidado, tenham certeza de que iremos conseguir.”

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A operação poderia se atrasar alguns dias


Por sua vez o chanceler Nicolas Maduro deu declarações às 15:35 hs. Deste domingo indicando que a operação poderia atrasar alguns dias. No entanto, confirmou que estão em contato permanente com a guerrilha e pediu aos jornalistas calma e paciência.

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A respeito da espera

Sobre o aparente atraso no envio das coordenadas, recordou o ministro venezuelano Ramón Rodrigues Chacín que “no território colombiano existem operações militares e no meio dessas operações eles (as FARC) vão liberar os retidos. Não podem se comunicar por radio porque poderiam ser localizados.” Igualmente, indicou que os guerrilheiros necessitam planejar uma operação de retirada para evitar serem capturados por forças militares colombianas uma vez terminada a operação.

Diante da pergunta de um jornalista sobre a possibilidade de que os familiares passem o ano novo em companhia dos liberados, Rodríguez Chacín disse que seria irresponsável de sua parte assegurar isso. Pediu paciência, calma e cabeça fria aos profissionais de imprensa.

Sobre o ponto de retorno, será o Presidente Chávez que determinará uma vez que se recuperem os liberados. Mas garantiu que eles serão transportados ao território venezuelano para serem entregues aos familiares, que permanecerão em nosso país. Não posso especificar se eles continuarão em Caracas (neste momento estão hospedados no hotel Meliá) ou se irão para Santo Domingo ou outra base militar.

Explicou Rodríguez Chacín que a Colômbia tem dado total apoio à operação, em especial o Alto Comissário para a Paz, Luis Carlos Restrepo, e lembrou que “não há um prazo para terminar a operação.”
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Ex ministro do Presidente Chávez

Ramón Rodriguez Chacín foi ministro de Relações Interiores do governo do Presidente Hugo Chávez entre janeiro e abril de 2002. Quando ocorreu o golpe de estado em 11 de abril desse ano, uma comissão da polícia de Baruta e da Polícia de Chacao foi detê-lo em seu apartamento situado em Santa Fé, uma área de classe média alta do sudeste de Caracas.

Ali, um grupo de uns 200 vizinhos cercou o lugar. Aparentemente o prefeito do município, Henrique Radonski, ordenou retirá-lo pela entrada principal do edifício, onde estavam seus vizinhos, que gritavam insultos e o atacaram até que foi colocado na viatura. Uma de suas vizinhas gritava que “não ia permitir que um guerrilheiro se mudasse para seu lado”. Todos estes fatos foram transmitidos ao vivo por canais de televisão privados.

Logo depois do retorno do presidente Chávez ao poder, Rodrigez Chacín continuou em seu gabinete por algumas semanas e logo se retirou do cargo. Foi mediador para obter a libertação de Antonio Nagen e Richard Boulton, dentre outros seqüestrados por grupos ilegais colombianos.
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