"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

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"De que vale a vida se quando a temos ela parece morta. A vida é para ser senirmos, para vibrar, para lutar, para combater. Isso justifica nossa passagem pela Terra." (Jaime Pardo Leal)


domingo, 22 de abril de 2007

As mentiras do crescimento econômico

A inversão estrangeira não se incorpora à novas produções nem à criação de empresas. O que faz é apoderar-se das empresas nacionais, criadas há muito tempo. A única coisa que troca é a propriedade do capital. Ao mesmo tempo, a exportação de utilidades, que chegou no ano passado a 4,5 bilhões de dólares, sangra a economia, impedindo a acumulação de capital, escreve Álvaro Vasquez.


A luta de massas contra as políticas esfomeantes.


[Por Alvaro Vásquez del Real, VOZ]

Frequentemente vêm proclamando os êxitos da política econômica uribista, à qual se atribuem falsamente os altos índices de crescimento, que no ano passado alcançaram quase o 7% do PIB. E se asseguram de que virá uma época de “crescimento sustentável” que resolverá, de uma vez por todas, a pobreza e a desigualdade.

Desde agora, ambas as previsões são falsas. A fase expansiva do ciclo capitalista não depende da vontade de um Governo, ela está determinada pelas próprias leis do mecanismo econômico. Que tampouco é sustentável, em razão da natureza do capitalismo. A expansão é só um momento de desenvolvimento, que ocorre através de saltos e contradições insolúveis.

Por essas considerações, não é de se estranhar que hajam começado a aflorar os problemas de uma estrutura tão vulnerável e deformada como é a colombiana, cegada, pela orientação neo-liberal das últimas décadas, que tornou ainda mais dependente e atrasado o tradicional modelo primário-exportador do país.

Do ponto de vista econômico, tentam explicar o índice de crescimento através dos investimentos privados (principalmente estrangeiros) e pelo aumento do consumo direto da população.

No entanto ambos caminhos, estão controlados pelo tipo de desenvolvimento atual. A inversão estrangeira não se incorpora à novas produções nem à criação de empresas. O que faz é apoderar-se das empresas nacionais, criadas há muito tempo. A única coisa que troca é a propriedade do capital. Ao mesmo tempo, a exportação de utilidades, que chegou no ano passado a 4,5 bilhões de dólares, sangra a economia, impedindo a acumulação de capital

Quanto ao consumo, provém sobretudo do crédito de consumo, que no ano passado cresceu em 43%. Daí vem o alarme atual, porque crescem as dívidas não pagas, enquanto os cartões de crédito relatam uma insolvência de 1,5 bilhões de pesos.

As dificuldades do modelo se refletem nos fenômenos que estão alarmando os analistas. A incontrolável reavaliação do peso que atenta contra a doutrina exportadora do sistema. A inflação, eu em apenas três meses está beirando os 80% do índice previsto para o ano. O déficit da balança comercial e o da balança de pagamenso, que chega ao 2,5% do PIB.

O Banco da República se limita a comprar dólares em grandes quantidades enquanto eleva a taca de juros, fracassando em suas contraditórias medidas.

A única coisa positiva seria a troca de política e de modelo para avançar rumo a uma posição progressista que beneficie os interesses populares e nacionais.

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