"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

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A violência do Governo Colombiano não soluciona os problemas do Povo, especialmente os problemas dos camponeses.

Pelo contrário, os agrava.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Liberação de prisioneiros de costas para a segurança democrática

Por nada, à esta altura do campeonato já não é mais segredo pra ninguém que a agenda uribista é a guerra,...

... e esta tem sido uma constante nos últimos governos que ocorreram na Colômbia. Os planos Colômbia, patriota e o cacarejado consolidação demonstraram claramente a ênfase na saída militar do regime, com a premissa de levar a insurgência de cadeira de rodas à uma mesa de negociações, para que negocie rendida, renunciando assim às mudanças que o país necessita. A oferta do governo é clara, desmobilização da insurgência à troco de táxis, consulados e uma ou outra bolsa ou posto burocrático.

Apesar dos recursos públicos mal gastos nessa empresa sem sentido que é a guerra, apesar da Parapolítica, da falta de ética de nossos governantes, das privatizações de todas as empresas públicas, da corrupção que existe desde o âmbito local e regional ao nacional, apesar de todo o terrorismo de Estado e apesar de todo o impensável, a liberação de prisioneiros se impõe como um imperativo ético. A liberação de prisioneiros se impôs na agenda política da América Latina, apesar das conspirações que surgiram no Palácio, desde Washington. Nenhum lacaio de sete pés soube/pôde impedir que a insurgência tomasse a iniciativa e propusesse, fazendo boa política, que todos se impusessem o Intercâmbio Humanitário.

Aí está, como um exemplo que corre o mundo, agora nas tvs a cabo internacionais, a vontade política da insurgência que no meio das campanhas de guerra impôs uma saída cívica, que o governo tentou sabotar até o último minuto, com a militarização de Villavicencio e com mais de 20 mil soldados mobilizados por ar, mas e terra para torpedear a entrega unilateral de prisioneiros. Aí está o abraço de uma avó em seu neto, demonstrando que quando há vontade política tudo é possível, inclusive o impossível.

Este acontecimento, apresentado pela imprensa burguesa como uma amostra a mais do tesão uribista, o que na realidade demonstra a tremenda debilidade do regime. A agenda política da liberação de prisioneiros não cabia na segurança democrática, pois os gestos humanitários contradizem o espírito e a filosofia Uribista, que é a guerra e somente a guerra.

Esta liberação tem vários protagonistas, muito obrigado à todos eles, o tesão da negra Piedad Córdoba, somado ao espírito bolivariano que corre nas veias desse cara nascido em Barinas e que preside a irmã República Bolivariana de Venezuela; Hugo Chávez Frias e assim, sem mais nem menos, a insurgência, mais viva politicamente que nunca, mais insurgente e austera que jamais antes, e outro protagonista , escondido entre a multidão, mas importante perdedor: os cultuadores da guerra, dessa vez perderam, perderam de jeito, porque se impôs a sensatez que é uma das qualidades da inteligência.

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